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4 de agosto de 2026

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Cuiabá marca “Dia D” para atualizar vacinas atrasadas de crianças a idosos; veja data

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Mutirão será realizado em um sábado, dia 22 de agosto, nas 72 unidades de saúde da capital. Ação também promove o Agosto Dourado

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza no dia 22 de agosto, sábado, o Dia D de Multivacinação em todas as 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) do município. A mobilização tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e garantir que crianças, adolescentes, adultos e idosos mantenham a caderneta de vacinação atualizada. A ação faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação 2026.

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 teve início nesta segunda-feira (3) em todo o país e segue até 1º de setembro. Durante o período, os imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação estarão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas unidades de saúde.

Além da mobilização pela vacinação, o mês de agosto também é marcado pelo Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Nas unidades de saúde, as equipes da Atenção Primária reforçam as orientações às gestantes, mães, puérperas e familiares sobre os benefícios da amamentação.

O leite materno é considerado o alimento mais completo para o bebê nos primeiros meses de vida, pois oferece nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento saudável. A amamentação também fortalece o sistema imunológico, reduz o risco de infecções, alergias e doenças respiratórias, além de favorecer o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.

A recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses de idade e continue, junto com a introdução de outros alimentos adequados, até os dois anos ou mais.

A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, reforça que a mobilização representa uma oportunidade para as famílias cuidarem da saúde de forma preventiva.

“O Dia D é um momento importante para que pais e responsáveis levem crianças, adolescentes e toda a família às unidades de saúde para conferir se a caderneta de vacinação está em dia. Neste mês, também celebramos o Agosto Dourado, que nos lembra da importância do aleitamento materno como a primeira forma de proteção à saúde da criança. O leite materno fortalece a imunidade, favorece o desenvolvimento saudável e cria um vínculo único entre mãe e bebê. Queremos que a população aproveite essa mobilização para cuidar da saúde em todas as fases da vida.”

Durante o Dia D, estarão disponíveis vacinas contra diversas doenças previstas no Calendário Nacional de Vacinação, como tuberculose (BCG), poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites A e B, febre amarela, influenza, Covid-19, meningites, rotavírus, HPV, varicela, difteria, tétano e coqueluche, entre outras.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que os usuários compareçam às unidades levando documento com foto, Cartão SUS e a caderneta de vacinação para que os profissionais possam verificar as doses necessárias e atualizar o esquema vacinal.

A Caderneta Digital da Criança, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, também auxilia as famílias no acompanhamento da saúde infantil. Pelo aplicativo, é possível consultar o histórico de vacinas, acompanhar consultas, verificar informações sobre crescimento e desenvolvimento, além de receber alertas sobre novas doses.

Durante todo o mês de agosto, as 72 Unidades de Saúde da Família também desenvolverão ações educativas voltadas ao Agosto Dourado, fortalecendo a importância do aleitamento materno e ampliando o acesso das famílias às informações e orientações necessárias para uma amamentação segura e saudável.

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Agro Mato Grosso

Em Jaciara, Celestino Piotto continua legado familiar e cultiva paixão de alimentar o mundo

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Aos 60 anos, o produtor rural de Jaciara carrega a história iniciada pelo avô e encontra na agricultura uma missão de vida que atravessa gerações

Muito antes de assumir a administração da propriedade rural em Jaciara, a trajetória de Celestino Piotto já havia começado pelas mãos do avô, que chegou à região no ano de 1950 acreditando no potencial da terra mato-grossense. Nove anos depois, parte da fazenda foi loteada para incentivar a colonização da região, ajudando a formar uma comunidade de produtores que, assim como a família Piotto, enxergavam no campo a oportunidade de construir uma vida.

Foi nesse ambiente que Celestino cresceu, enquanto o pai, vindo do interior de São Paulo, trazia consigo a experiência adquirida nas lavouras de café e os avós dedicavam-se à pecuária. Aos poucos, a família abriu novas áreas, formou pastagens, criou gado e iniciou o cultivo agrícola. O trabalho se tornou parte da rotina e, naturalmente, da identidade familiar.

Mesmo durante o período em que estudava em Cuiabá, nunca deixou de voltar para a fazenda nas férias. “Eu estudava em Cuiabá, mas nas férias de julho e de dezembro estava sempre aqui. Ficava junto do meu pai o tempo todo, acompanhando o trabalho. Sempre gostei disso.”

A decisão de permanecer no campo veio de forma espontânea. Em 1985, ao concluir os estudos, retornou definitivamente para a propriedade. O pai continuou cuidando das questões burocráticas, enquanto Celestino e o irmão passaram a conduzir as atividades da fazenda. Anos depois, o irmão mudou-se para Vila Bela da Santíssima Trindade, e Celestino permaneceu à frente do negócio da família. “Nunca pensei em desistir. Jamais. Isso aqui sempre foi a minha vida”, comenta.

Mais do que um local de trabalho, a fazenda representa a continuidade de uma história construída por várias gerações. Uma responsabilidade que, segundo ele, vai além da administração da propriedade, mas trata-se de preservar um legado. Para Celestino, esse legado nasce dentro de casa.

“Meu pai e minha mãe são o nosso esteio. São eles que nos ensinaram os valores que carregamos até hoje. A gente se espelha neles em tudo. Depois vem a família que construímos, a esposa, os filhos; é isso que dá sentido para continuar”, afirma.

Casado há 34 anos, ele divide a vida com a esposa e celebra a trajetória das três filhas: uma nutricionista, uma gastrônoma e a caçula, que cursa Medicina. Embora nenhuma delas esteja diretamente ligada à produção rural, Celestino fala da sucessão com naturalidade e esperança. “Minha mãe sucedeu meu avô, eu sucedi meus pais e agora precisamos fazer a sucessão para frente. Esse é o caminho. É assim que o legado continua.”

Ao olhar para trás, percebe que o amor pela agricultura nunca esteve ligado apenas ao trabalho. Está relacionado ao propósito que encontrou na atividade.  “Eu sinto muito orgulho de ser produtor rural. O planeta depende de nós. Assim como dependemos da chuva para produzir, as pessoas dependem daquilo que sai da nossa terra. Se a gente não produzir alimento, ele não aparece na gôndola do supermercado, nem dentro do freezer. Alguém precisa colocar a mão na massa, plantar e colher.”

Essa consciência faz com que veja a agricultura como uma das atividades mais essenciais para a humanidade. “Acho que, depois de Deus, o nosso maior compromisso é produzir alimentos. Todo mundo depende disso. Sem a agricultura, não existe vida.”

A fé também ocupa um lugar central na sua caminhada. É ela que fortalece o produtor diante das incertezas naturais da atividade e o lembra diariamente do verdadeiro significado do trabalho. Para Celestino, prosperar nunca significou acumular riquezas. “Nosso objetivo não é ser melhor do que ninguém ou enriquecer a qualquer custo. É prosperar, trabalhar com dignidade e alcançar nossos objetivos fazendo o que é certo.”

Ao longo das décadas, a Aprosoja Mato Grosso passou a fazer parte dessa caminhada. Segundo ele, a entidade se tornou uma importante aliada ao oferecer informações e suporte técnico que permitem ao produtor dedicar mais tempo ao que realmente importa: produzir.

“Ou a gente trabalha na fazenda ou cuida da burocracia. A Aprosoja MT ajuda justamente nisso. Quando precisamos de informações sobre logística, armazenagem ou outros assuntos importantes para o setor, ela já disponibiliza essas ferramentas. Isso facilita muito o nosso trabalho.”

Histórias como a de Celestino Piotto mostram que a agricultura não é feita apenas de máquinas, lavouras e números. Ela é construída por pessoas que transformam trabalho em propósito, preservam o legado de suas famílias e fazem da produção de alimentos um compromisso diário com toda a sociedade. É esse espírito que faz a diferença no campo e inspira as próximas gerações de produtores rurais.

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Agro Mato Grosso

Agrosolidário fortalece qualidade de vida de idosa atendida pelo CRAS de Campos de Júlio

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Em Campos de Júlio, no oeste de Mato Grosso, dona Maria Benedita dos Santos conhece cada metro da estrada que liga a pequena chácara onde mora ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. Toda semana, ela faz o mesmo percurso a pé. São cerca de dois quilômetros caminhando até o lugar onde encontrou muito mais do que uma atividade para ocupar o tempo.

Foi ali que, aos 60 anos, ela descobriu novas amizades, aprendeu a transformar telhas em peças de artesanato e passou a receber a bebida de soja distribuído pelo programa Agrosolidário, iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que leva alimento e qualidade de vida a centenas de famílias em diferentes municípios do estado.   “Eu conheci a bebida de soja indo ao CRAS, onde faço o cursinho. Aí eu conheci esse produto, as meninas pegavam, eu também peguei e gostei”, comenta ela.

A simplicidade das palavras esconde a dimensão da mudança. Para dona Maria, sair de casa deixou de ser apenas um compromisso semanal e se tornou um momento de convivência, aprendizado e acolhimento. Enquanto aprende técnicas de artesanato ao lado de outras participantes, ela fortalece laços que hoje considera parte da família.
“As minhas amigas do CRAS também gostam da bebida de soja. Nós somos quase irmãs umas das outras, é muito forte a nossa amizade.”

A bebida de soja passou a fazer parte dessa rotina. Mais do que um alimento, dona Maria acredita que ele contribuiu para melhorar sua disposição e dar mais segurança aos movimentos do dia a dia. “Eu não podia ficar agachada. Para levantar, doía tudo. Agora não. Eu abaixo e já me levanto bem.”

Entre os sabores preferidos estão banana, laranja e uva. Pequenos detalhes que revelam o carinho com que fala de algo que passou a fazer parte da sua vida. “Eu gosto mais da bebida de soja porque é bom para a gente. Fortalece os ossos.”

Com felicidade, ela encontra motivos para agradecer até mesmo nos desafios da rotina. Caminhar deixou de ser um sacrifício e passou a representar independência. O CRAS deixou de ser apenas um espaço de atendimento e se transformou em um lugar de pertencimento.

Ao final da conversa, ela faz questão de agradecer às pessoas que tornam possível a continuidade do programa. “Agradeço ao Agrosolidário por trazerem a bebida de soja até nós. Eles sempre mandam para animar a gente quando estamos tristes. Agradeço a todos os envolvidos.”

Histórias como a de Dona Maria revelam que a solidariedade vai além da entrega de alimentos. Ela se manifesta na oportunidade de conviver, de aprender, de preservar a autonomia e de fortalecer vínculos.

No Agrosolidário, cada pacote de bebida de soja distribuído representa um compromisso com a segurança alimentar. Mas, para pessoas como a dona Maria, ele também simboliza cuidado, acolhimento e a certeza de que, ao final daqueles dois quilômetros percorridos toda semana, sempre haverá um lugar onde ela é esperada de braços abertos.

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Podemos inicia convenção dividido entre candidatura própria e alianças com Pivetta ou Wellington

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O Podemos iniciou, nesta terça-feira, sua convenção partidária com três cenários em discussão para a disputa eleitoral. Embora haja diferentes correntes dentro da sigla, a tendência majoritária é pelo lançamento de uma candidatura própria.

Nas últimas horas, porém, após a confirmação de que o partido avalia disputar a eleição com candidato próprio, as negociações voltaram a ganhar força. Com isso, as possibilidades de aliança com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e com o senador Wellington Fagundes (PL) retornaram à mesa de debates.

“Uma parte quer apoiar Wellington, outra quer apoiar Pivetta, mas a maioria defende candidatura própria. A expectativa é que a gente tenha candidatura própria”, afirmou o deputado federal Nelson Barbudo.

Os filiados do Podemos estão reunidos na tarde desta terça-feira, em Cuiabá, para definir os rumos do partido na eleição. A decisão deve ser oficializada até o fim do dia.

Além da hipótese de candidatura própria, o partido negocia a indicação do candidato a vice na chapa de Wellington Fagundes ou a ocupação de outro espaço majoritário no grupo liderado por Otaviano Pivetta.

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