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5 de maio de 2026

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Acrimat inicia novo triênio com foco na base e nos pecuaristas do interior

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) inicia um novo triênio sob a presidência do pecuarista Nando Conte, que assume o comando da entidade com o compromisso de aproximar ainda mais a Associação da base produtiva, especialmente dos pecuaristas do interior do estado. Produtor rural de Juara, no Vale do Arinos, ele passa a liderar uma instituição que representa o maior rebanho bovino do país.

O momento é considerado histórico para a Acrimat. É a primeira vez que um representante do Vale do Arinos assume a presidência da entidade e apenas a segunda vez que a condução fica sob responsabilidade de um dirigente que não reside na capital mato-grossense, Cuiabá. Para Nando Conte, o desafio é grande, mas acompanhado de responsabilidade e senso de continuidade.

À frente de uma entidade com mais de 50 anos de história, o novo presidente destaca que a gestão será pautada pelo diálogo e pela participação coletiva. “É com muita responsabilidade e comprometimento que a gente abraça o desafio de tocar uma entidade da envergadura que é a Acrimat, que tem a responsabilidade de falar pela pecuária do estado de Mato Grosso”, afirma ao Estúdio Rural.

A proposta da nova diretoria, frisa Nando Conte, é dar sequência ao legado construído pelas gestões anteriores, com um diferencial: ampliar a presença do interior nas decisões da entidade. “É de fato imbuído nesse espírito de fazer uma gestão de forma mais compartilhada, sempre de forma democrática, chamando as pessoas para estarem perto das decisões da Acrimat”.

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nando conte acrimat foto canal rural mato grosso
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Gestão compartilhada e força das regionais

Atualmente, a Acrimat conta com mais de 40 diretores distribuídos em 13 regionais. Segundo Nando Conte, essa estrutura reflete a diversidade da pecuária mato-grossense e exige uma atuação cada vez mais descentralizada. “A atividade pecuária é um leque muito grande de público. Você tem pequeno, médio, grandes pecuaristas, projetos de confinamento, de terminação. Todos estão sob o nosso guarda-chuva. A Acrimat não segrega”, pontua em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

A interiorização da entidade, salienta ele, é uma demanda antiga da base. “Havia já esse chamamento de muito tempo, de que a Acrimat precisava ir para o interior. E é nesse espírito que a gente assume essa tão importante entidade”, diz. As dimensões de Mato Grosso, acrescenta, exigem uma atuação coesa e comprometida para garantir representatividade em todas as regiões.

Juara, pecuária e identidade regional

Natural do interior de São Paulo, Nando Conte chegou a Juara ainda criança e construiu sua trajetória pessoal e profissional ligada à história do município. Filho do pioneiro João Conte, ele destaca que a vocação pecuária da região moldou o desenvolvimento local. “Juara é uma cidade que tem vocação pecuária. A história da minha família se mistura com a história de Juara e do Vale do Arinos como um todo”, relata.

O município já chegou a liderar o ranking do maior rebanho bovino de Mato Grosso e segue tendo a pecuária como principal atividade econômica. Mesmo com a chegada da agricultura em áreas específicas, o setor permanece como base da economia local. “A pecuária ainda segue sendo hoje, em Juara, a principal atividade econômica do município”, afirma.

Esse vínculo com o interior, de acordo com o presidente, reforça o compromisso de manter a Acrimat próxima do produtor. “Tenho muito orgulho de morar em Juara, não pretendo sair de lá”, destaca.

Acrimat em Ação. Foto: Acrimat/Reprodução
Foto: Acrimat/Reprodução

Projetos, expansão e cenário do mercado

Entre as prioridades da nova gestão está a continuidade e o fortalecimento dos projetos já consolidados. O principal deles é o Acrimat em Ação, que chega à 14ª edição em 2026, com início em fevereiro, em Cáceres. Considerado o maior projeto itinerante de pecuária de corte do Brasil, a iniciativa vai percorrer 32 municípios até abril.

“O Acrimat em Ação é o projeto de maior relevância que a Acrimat realiza. É o compromisso de levar informação, ferramentas e ouvir as demandas do produtor no interior do estado”, ressalta Nando Conte. Além desse, a programação inclui o Acricorte e a construção de um novo projeto voltado a distritos mais distantes dos grandes centros.

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A ampliação do quadro de associados também está no radar. Atualmente, a Acrimat reúne cerca de quatro mil associados. A meta da gestão é ousada. “Nossa meta é tentar dobrar esse número até o final da gestão, através desse contato mais próximo no interior e aliado à comunicação”.

Ao avaliar o cenário da pecuária, o presidente observa que 2025 foi marcado por recordes de exportação, mas sem reflexo direto na renda do produtor. “Infelizmente, esses números não chegaram no bolso do pecuarista. A gente vê isso com preocupação”, frisa. Para 2026, a expectativa é de recuperação, com abertura de novos mercados e redução da dependência de um único comprador. “Acreditamos bastante na recuperação do preço e esperamos uma recuperação da renda dentro do país”, conclui.

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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

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Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

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Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

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Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

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“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

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Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

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Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga

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Foto: Divulgação.

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.

A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.

O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.

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“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.

“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.

Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.

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