Connect with us
5 de maio de 2026

Business

Mato Grosso oferece microcrédito de até R$ 300 mil para pequenos e médios produtores

Published

on


Foto: Senar MT/Divulgação

O acesso ao financiamento para o custeio e investimento na produção ganha um novo fôlego em Mato Grosso com a operacionalização do CNA Fiagro. O fundo de investimento, vinculado à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), disponibiliza entre R$ 20 mil e R$ 300 mil para produtores rurais que integram o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT). A proposta central é eliminar os entraves bancários tradicionais, oferecendo prazos de liberação de até sete dias úteis após a aprovação.

Diferente das linhas de crédito convencionais, o recurso possui taxas de juros de até 16% ao ano e prazo de pagamento de até 12 meses. O montante pode ser aplicado na compra de insumos, modernização da estrutura, contratação de mão de obra e tecnificação. A obrigatoriedade do acompanhamento técnico visa reduzir a inadimplência e assegurar que o capital seja convertido em aumento real de produtividade.

O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, destaca que a estratégia une a saúde financeira à eficiência no campo. “O diferencial do CNA Fiagro é justamente unir crédito e assistência técnica. O produtor não obtém apenas o recurso, ele recebe orientação para aplicar bem esse dinheiro e melhorar seus resultados. Em Mato Grosso, ele chega como um importante aliado para fortalecer quem está na ponta da produção, garantindo acesso a crédito com orientação técnica e segurança”, afirma.

crédito rural cna ateg senar mt divulgação
Foto: Senar MT/Divulgação

Impacto direto na produção

A abrangência do fundo é vasta e atende desde cadeias tradicionais, como soja e milho, até setores que frequentemente encontram dificuldades de financiamento, como a olericultura, piscicultura, apicultura e a ovinocaprinocultura. O objetivo é diversificar a matriz produtiva mato-grossense, fortalecendo pequenos e médios agricultores que operam fora do radar das grandes tradings.

Um dos exemplos práticos da aplicação do recurso vem de Juína, no noroeste do estado. O produtor de banana Marcelo Machado, que atua no distrito de Terra Roxa, utilizou o microcrédito para impulsionar seu negócio. Mesmo sendo agrônomo, Machado buscou na ATeG do Senar MT o suporte para estruturar a gestão da propriedade, utilizando o fundo como alavanca para o crescimento planejado.

Advertisement

Regras para acesso

Para pleitear o recurso, o produtor deve, obrigatoriamente, estar com o cadastro ativo na ATeG do Senar MT. O processo de análise não passa diretamente pelo Sistema Famato; o fundo é gerido por uma instituição terceira, responsável pela governança e aprovação dos cadastros.

Os interessados devem procurar o Sindicato Rural de sua região para iniciar o processo. Uma vez que a documentação é aprovada e o plano de aplicação do recurso é validado pela assistência técnica, o dinheiro é depositado na conta do produtor em pouco mais de uma semana, permitindo agilidade para aproveitar janelas de plantio ou oportunidades de mercado.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Mato Grosso oferece microcrédito de até R$ 300 mil para pequenos e médios produtores apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra

Published

on


Foto: Agência Brasil

O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (4), uma nova etapa do programa Desenrola Rural. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, a iniciativa chega com condições ampliadas para atender mais produtores.

“O Desenrola Rural é retomado em condições ainda mais facilitadas, com maior abrangência”, afirmou a ministra. Ela destacou ainda a inclusão de novos públicos: “No caso dos assentados da Reforma Agrária, incluímos a possibilidade de renegociação de dívidas do Procera”.

A medida será formalizada por decreto previsto para publicação ainda nesta semana e amplia o prazo de adesão até 20 de dezembro de 2026.

A nova fase do Desenrola Rural amplia as condições de renegociação de dívidas. O programa oferece descontos, prazos mais longos e novas possibilidades de liquidação dos débitos.

Os parcelamentos podem chegar a até dez anos, conforme o valor e o tipo da dívida.

Advertisement

Outro ponto é a retomada do crédito rural. Agricultores com contratos firmados até 31 de dezembro de 2015, com risco integral da União, poderão acessar novas operações pelo Pronaf, mesmo inadimplentes, desde que não estejam inscritos na Dívida Ativa da União.

Quem pode aderir ao programa?

Podem aderir ao programa agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar.

É necessário ter dívidas em atraso há mais de um ano.

As formas de renegociação variam conforme o tipo de débito:

  • Dívidas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo site Regularize;
  • Débitos do Pronaf ou com bancos devem ser tratados diretamente com as instituições financeiras;
  • Créditos de instalação podem ser quitados junto ao Incra, com condições específicas.

Mais de R$ 23 bilhões já foram renegociados

Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Segundo o governo, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados.

Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, a nova etapa amplia o alcance da política. “Estamos ampliando as condições para que mais agricultores regularizem sua situação, voltem a acessar crédito e sigam produzindo”, afirmou.

Advertisement

O post Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

Published

on


Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

Advertisement

Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

Advertisement

O post Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

Published

on


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

Advertisement

“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

Advertisement

Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

O post Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT