Agro Mato Grosso
TCU libera mais 15 anos de contrato e R$ 10 bi em obras na BR-163

O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou a repactuação da concessão da BR-163, entre Mato Grosso e Pará, com extensão do contrato atual por mais 15 anos. O acordo original de dez anos, assinado em 2022, venceria em 2032. Com a mudança autorizada, passa a ter validade até 2047.
A decisão também autoriza a reestruturação do projeto, com novas obras e investimentos estimados em R$ 10,6 bilhões da BR-163, um dos principais corredores logísticos do país, uma ligação entre Sinop (MT) e Miritituba (PA) que permite o escoamento do agronegócio pelo chamado “Arco Norte”, a partir dos rios Tapajós e Amazonas.
Com a decisão, o governo marcará, agora, uma data para oferta da concessão ao mercado, por meio de um processo competitivo simplificado. Se outra concessionária tiver interesse em assumir o contrato da Via Brasil BR-163 Concessionária de Rodovias, poderá apresentar seu lance e disputar a rodovia com base nos novos parâmetros. O cronograma do governo prevê que esse leilão da “Rota Arco Norte” aconteça em abril.
O motivo da revisão passa pela frustração com o projeto da Ferrogrão, ferrovia prevista para ser construída em área paralela à rodovia. Estudada há mais de dez anos, a ferrovia não saiu do papel até hoje devido a embates socioambientais sobre seu traçado.
Quando a BR-163 foi concedida, seu contrato foi pensado para durar menos. “A modelagem original do contrato foi estruturada sob premissa de intermodalidade. Considerou-se, à época, que a ferrovia EF-170 (“Ferrogrão”) entraria em operação por volta de 2031 e absorveria parcela relevante do tráfego de carga pesada”, escreveu o ministro Bruno Dantas, em seu voto.
A conta não fechou porque a ferrovia não veio. A postergação do cronograma da Ferrogrão agora trabalha com um horizonte estimado para além de 2040, o que resultou em pressão de demanda sobre a rodovia.
O novo acordo prevê 245,8 km de duplicações no Mato Grosso e 116 km de faixas adicionais no Pará. O custo estimado do novo programa de investimentos é de R$ 10,6 bilhões.
Conforme dados técnicos da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestes), o volume de tráfego pesado já registrava em 2023 crescimento 44% superior ao projetado. “Esse descompasso levou a rodovia a quadro de saturação precoce”, disse Dantas.
As multas aplicadas contra a atual concessionária, que somavam R$ 432 milhões, foram transformadas em R$ 438 milhões em obrigações de obras.
Agro Mato Grosso
Chuvas intensas e ventos de até 100 km/h: MT entra em alerta de perigo para tempestades

Aviso prevê temporais, risco de alagamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia. Além disso, ainda aponta chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados que podem chegar a 100 milímetros ao longo do dia.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de perigo para chuvas intensas em Mato Grosso e em outros estados do país, com previsão de temporais, ventos fortes e risco de alagamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica, para esta segunda (2) e terça-feira (3).
Segundo o Inmet, o alerta laranja, que indica perigo, começou às 10h35 de domingo (1) e segue válido até as 10h desta terça-feira. A previsão aponta chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados que podem chegar a 100 milímetros ao longo do dia, além de rajadas de vento que variam de 60 a 100 km/h e possibilidade de descargas elétricas.
Em Mato Grosso, o aviso atinge principalmente Cuiabá e municípios das regiões Centro-Sul, Norte, Nordeste e Médio Norte do estado. Entre as cidades sob maior risco estão Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Cáceres, Barra do Garças, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste e Alta Floresta.
Além de Mato Grosso, o alerta laranja também vale para áreas dos estados do Tocantins, Amazonas, Pará, Maranhão, Rondônia, Acre, Amapá, Bahia, Roraima e Piauí.
Entre os riscos previstos com a chegada dos temporais estão:
- cortes de energia;
- queda de galhos;
- alagamentos;
- queda de raios.
De acordo com o Inmet, a recomendação é que a população evite se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda e, se possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.
Em casos de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193.
Alerta amarelo
Além do aviso de perigo, o Inmet também emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para chuvas intensas em parte de Mato Grosso e em outros estados. O aviso teve início à 0h01 de domingo e também segue válido até as 10h desta terça-feira.
Neste caso, a previsão é de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, com ventos entre 40 e 60 km/h. O risco de danos é considerado menor, mas ainda há possibilidade de alagamentos pontuais, queda de galhos e descargas elétricas.
Em Mato Grosso, o alerta amarelo atinge municípios das regiões Centro-Sul, Sudoeste e Norte do estado. O aviso também se estende a áreas dos estados de Rondônia, Acre e Amazonas.
Para essas localidades, o Inmet recomenda evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as tempestades e adotar cuidados semelhantes aos indicados no alerta laranja.
Segundo o Inmet, a instabilidade é provocada pela combinação de calor e alta umidade, que favorece a formação de nuvens carregadas, principalmente entre a tarde e a noite. A previsão indica que o cenário de chuvas e temporais deve continuar nos próximos dias, exigindo atenção da população e acompanhamento das atualizações meteorológicas.
Agro Mato Grosso
Fim da piracema abre temporada de pesca esportiva em Mato Grosso a partir de fevereiro

Estado se consolida como um dos principais destinos do país, amplia promoção em feiras nacionais e aposta na Lei do Transporte Zero para garantir peixes nos rios
O fim do período da piracema em Mato Grosso no dia 31 de janeiro, abre oficialmente a temporada de pesca esportiva no estado a partir de fevereiro. O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou a organização do governo para o novo ciclo, o fortalecimento do turismo de pesca e a importância da preservação ambiental para a sustentabilidade do setor.
“O fim da piracema marca o início de um período estratégico para Mato Grosso. O Governo do Estado atua de forma integrada, conciliando a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico, com alinhamento entre os órgãos ambientais, de fiscalização, segurança e turismo, garantindo o cumprimento da legislação e a estrutura necessária para receber pescadores e turistas”, afirmou o secretário.
Reconhecido nacionalmente como um dos principais destinos de pesca esportiva do Brasil, Mato Grosso reúne três grandes bacias hidrográficas, Amazônica, Paraguai e Tocantins, além de rios de relevância internacional e espécies emblemáticas que atraem pescadores de diferentes regiões do país e do exterior. Segundo Miranda, o estado tem papel central no crescimento do segmento, que movimenta bilhões de reais e cresce de forma acelerada no Brasil e no mundo.
“Mato Grosso se posiciona como protagonista ao investir na promoção do destino, na qualificação dos serviços turísticos e na articulação com o setor privado, fortalecendo a pesca esportiva como vetor de desenvolvimento regional, geração de emprego e renda, especialmente em municípios do interior”, destacou.
Entre as ações estratégicas para a temporada de 2026, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) reforça a promoção do estado em duas das maiores feiras do setor no país: a Pesca Trade Show, que acontece em março, e a Fishing Brasil, programada para agosto. A participação nesses eventos tem como objetivo ampliar a visibilidade de Mato Grosso no mercado nacional e internacional, aproximando operadores turísticos, guias, empresários e investidores do potencial do estado.
Outro eixo considerado fundamental para a consolidação do turismo de pesca é a Lei do Transporte Zero, que proíbe o transporte de pescado e prioriza a pesca esportiva e o pesque-e-solte. De acordo com o secretário, a política pública tem papel decisivo na recuperação dos estoques pesqueiros e no fortalecimento da imagem de Mato Grosso como destino responsável e sustentável.
“A Lei do Transporte Zero é essencial para garantir peixes nos rios e assegurar o futuro da pesca esportiva. Ela protege o recurso natural, fortalece o turismo e dá segurança para quem escolhe Mato Grosso como destino”, pontuou.
Além da promoção e da preservação ambiental, o estado também investe na qualificação profissional. Em janeiro de 2026, foram iniciadas capacitações para condutores de pesca, com aulas teóricas e práticas realizadas em municípios estratégicos como Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger, Cáceres, Poconé, Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Canarana, Querência, São Félix do Araguaia, Novo Santo Antônio, Sinop e Alta Floresta, entre outros.
A temporada de 2026 também será marcada por um extenso calendário de festivais e competições de pesca esportiva, que movimentam a economia local e fortalecem o turismo regional. Entre os eventos previstos estão o 3º Torneio Tucunas do Manso, no Lago do Manso, em abril; o 6º Torneio de Pesca Esportiva com Iscas Artificiais de Sinop, em setembro; o 23º Festival de Pesca de Nova Xavantina, em agosto; o 42º Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres, com data a definir; além de festivais em municípios como Barra do Bugres, Porto dos Gaúchos, Porto Esperidião, Carlinda, Tabaporã e Cuiabá, que deve receber um festival urbano de pesca esportiva. Também estão confirmados o 2º Pesca com Elas, em Novo Santo Antônio, nos dias 7 e 8 de março, e a segunda edição do Festival de Pesca Marina Casa Branca, em Santo Antônio de Leverger, em junho.
O tema foi abordado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda em entrevista concedida à Fish TV na última quinta-feira (29.1),
Agro Mato Grosso
Mato Grosso lidera a balança comercial brasileira e saldo comercial atinge US$ 27 bi

Mato Grosso encerrou o ano de 2025 na liderança da balança comercial brasileira, consolidando-se como o estado com melhor desempenho no comércio exterior do país. O saldo comercial mato-grossense atingiu US$ 27,49 bilhões, o que representa 40,25% de participação no saldo nacional.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e foram compilados pelo DataHub da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Ao longo de 2025, o estado exportou US$ 30,11 bilhões e importou US$ 2,62 bilhões. As exportações responderam por 92% da corrente de comércio exterior de Mato Grosso, enquanto as importações representaram 8%.
Mesmo com forte atuação no mercado externo, Mato Grosso manteve participação de 0,94% no total das importações realizadas pelo Brasil no período. Entre os principais produtos importados pelo estado estão os fertilizantes potássicos, com US$ 634,41 milhões, os fertilizantes azotados, que somaram US$ 578,74 milhões, e inseticidas, rodenticidas e fungicidas, com US$ 370,42 milhões.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o resultado da balança comercial em 2025 reflete a combinação entre a vocação produtiva de Mato Grosso e as políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo e à inserção dos produtos mato-grossenses no mercado internacional.
“Esse desempenho é fruto da capacidade de Mato Grosso em produzir aquilo que o mundo demanda, aliada ao esforço conjunto do poder público e da iniciativa privada. O Estado tem atuado para criar um ambiente favorável aos negócios, ampliar a competitividade e apoiar o setor produtivo, o que se traduz em resultados expressivos no comércio exterior e no fortalecimento da economia mato-grossense.”
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