Business
Cooxupé fortalece diálogo sobre trabalho digno no setor cafeeiro

A Cooxupé realiza nesta sexta-feira (23) o evento “Café com Conhecimento: Fortalecendo o Trabalho Digno”, iniciativa que reforça o papel da cooperativa como referência nas relações de trabalho da cafeicultura brasileira. A capacitação ocorre a partir das 8h30, no auditório da matriz da cooperativa, em Guaxupé (MG), reunindo representantes do setor produtivo, do governo e de entidades exportadoras.
Promovido em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o encontro tem como foco a disseminação de boas práticas trabalhistas, o fortalecimento do diálogo institucional e a construção de um ambiente de trabalho mais digno, seguro e sustentável no campo.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A programação também conta com a participação da adida social da Embaixada da Alemanha no Brasil, Kathrin Schäfers, o que amplia o alcance internacional do debate e reforça a atenção de mercados externos às condições sociais da produção agrícola brasileira.
Evento se conecta a acordo inédito no sul de Minas
A iniciativa da Cooxupé dialoga diretamente com um movimento mais amplo em curso no sul de Minas Gerais, onde está em construção uma convenção coletiva inédita para a cafeicultura, conduzida pela Superintendência Regional do Ministério do Trabalho. O acordo busca estabelecer regras claras de convivência e negociação entre trabalhadores rurais e empregadores, oferecendo mais segurança jurídica para ambas as partes.
Segundo especialistas, a proposta cria um padrão que ajuda a coibir práticas irregulares, reduz a concorrência desleal e fortalece quem cumpre a legislação. Além disso, abre caminho para uma relação mais equilibrada no campo, baseada em compromissos pactuados e respeitados.
A expectativa é que a convenção entre em vigor já na safra de 2026, podendo se tornar um modelo replicável para outras regiões produtoras de café em Minas Gerais e até em outros estados brasileiros.
Cooperativismo como base para avanços sociais
Com cerca de 20 mil cooperados, a Cooxupé tem papel central nesse processo. A cooperativa defende que a modernização das relações de trabalho é fundamental para garantir tranquilidade na produção, previsibilidade jurídica e alinhamento com as exigências do mercado internacional.
A discussão também passa pela atualização do marco legal do trabalho rural. Representantes do setor avaliam que a legislação, em vigor desde a década de 1970, precisa de ajustes para refletir a realidade atual da produção agrícola, marcada por profissionalização, rastreabilidade e cobrança crescente por responsabilidade social.
Café, sustentabilidade e credibilidade internacional
Ao promover o “Café com Conhecimento”, a Cooxupé reforça que sustentabilidade no café vai além do meio ambiente. Inclui relações de trabalho justas, diálogo permanente e governança sólida. Esses fatores são cada vez mais decisivos para manter o café brasileiro competitivo e valorizado nos principais mercados consumidores do mundo.
O post Cooxupé fortalece diálogo sobre trabalho digno no setor cafeeiro apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra

O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (4), uma nova etapa do programa Desenrola Rural. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, a iniciativa chega com condições ampliadas para atender mais produtores.
“O Desenrola Rural é retomado em condições ainda mais facilitadas, com maior abrangência”, afirmou a ministra. Ela destacou ainda a inclusão de novos públicos: “No caso dos assentados da Reforma Agrária, incluímos a possibilidade de renegociação de dívidas do Procera”.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A medida será formalizada por decreto previsto para publicação ainda nesta semana e amplia o prazo de adesão até 20 de dezembro de 2026.
A nova fase do Desenrola Rural amplia as condições de renegociação de dívidas. O programa oferece descontos, prazos mais longos e novas possibilidades de liquidação dos débitos.
Os parcelamentos podem chegar a até dez anos, conforme o valor e o tipo da dívida.
Outro ponto é a retomada do crédito rural. Agricultores com contratos firmados até 31 de dezembro de 2015, com risco integral da União, poderão acessar novas operações pelo Pronaf, mesmo inadimplentes, desde que não estejam inscritos na Dívida Ativa da União.
Quem pode aderir ao programa?
Podem aderir ao programa agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar.
É necessário ter dívidas em atraso há mais de um ano.
As formas de renegociação variam conforme o tipo de débito:
- Dívidas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo site Regularize;
- Débitos do Pronaf ou com bancos devem ser tratados diretamente com as instituições financeiras;
- Créditos de instalação podem ser quitados junto ao Incra, com condições específicas.
Mais de R$ 23 bilhões já foram renegociados
Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Segundo o governo, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados.
Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, a nova etapa amplia o alcance da política. “Estamos ampliando as condições para que mais agricultores regularizem sua situação, voltem a acessar crédito e sigam produzindo”, afirmou.
O post Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.
A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.
Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.
Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.
Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.
A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.
Solos coesos limitam produtividade agrícola
O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.
Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.
Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.
O post Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.
Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado
De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.
O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.
Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.
“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.
Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.
Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.
Mercado mais cauteloso
Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.
A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.
Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.
O post Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso15 horas agoPane a cada 10 minutos: mais de 400 motoristas pedem resgate na BR-163 durante feriado
Agro Mato Grosso21 horas agoVeja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026
Agro Mato Grosso22 horas agoDesenrola 2.0: Produtor rural MT entra no programa pela primeira vez
Featured12 horas agoVG em Ação: Força-tarefa percorre avenidas e bairros prioritários hoje
Sustentabilidade19 horas agoCondições climáticas favorecem desenvolvimento da soja na maior parte do país – MAIS SOJA
Sustentabilidade16 horas agoFertilizantes disparam até 63% e levam relação de troca do agricultor ao pior nível em anos – MAIS SOJA
Business21 horas agoFeijão carioca sobe no fim de abril, mas média mensal fica abaixo de março
Business17 horas agoPlano Safra deve sair no início de junho, diz ministro da Agricultura


















