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10 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Concurso de Produtividade do Milho Inverno abre inscrições

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O Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap) abriu as inscrições para o Concurso de Produtividade do Milho Inverno 2026 com a expectativa de superar 300 áreas auditadas e ampliar a representatividade dos dados técnicos por meio da regionalização. A iniciativa busca consolidar um banco de informações cada vez mais robusto, voltado à geração de conhecimento prático e à difusão de boas práticas de manejo entre produtores.

Nesta edição, o concurso amplia o ecossistema de parceiros, com reforço de empresas do setor químico, manutenção do suporte em genética, entrada inédita de uma empresa do segmento de máquinas agrícolas e retorno de companhias de biológicos. Segundo a organização, a diversificação fortalece a abordagem técnica do projeto e amplia as frentes de análise sobre os fatores que impactam a produtividade do milho inverno.

A base do concurso é a coleta estruturada e padronizada de informações agronômicas nas áreas participantes. Os dados alimentam um banco utilizado tanto para análises técnicas quanto para o desenvolvimento de recomendações ao setor produtivo. De acordo com o coordenador técnico do Getap, Gustavo Capanema, o foco vai além da comparação de resultados entre lavouras. “O objetivo é transformar os dados de campo em evidências técnicas que ajudem a orientar decisões e aprimorar estratégias de manejo, respeitando as particularidades regionais”, afirma.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até abril pelo site (www.getap.agr.br). O processo foi desenhado para ser ágil: com um único preenchimento de informações na plataforma, é possível cadastrar mais de uma área. O produtor também pode se inscrever por meio dos patrocinadores do concurso, entrando em contato com uma das empresas parceiras para obter o cupom que cobre o custo da inscrição.

Para agricultores independentes, sem vínculo com patrocinadores, será disponibilizado um código específico que permite a inscrição sem custos, acessível diretamente no site no momento do cadastro. Caso o participante opte por seguir com o processo completo de auditoria, os custos de análises não estão incluídos.

Regionalização e auditoria ganham protagonismo em 2026

Entre as principais novidades da edição 2026 está o fortalecimento do eixo de auditoria, considerado central para a qualificação do banco de dados do concurso. A meta é ampliar não apenas o volume, mas também a diversidade das áreas avaliadas. “A grande expectativa é a diversificação proporcionada pela regionalização”, destaca Capanema.

A regionalização, que já apresentou forte engajamento na edição anterior, retorna como um elemento estratégico para equilibrar a competitividade e aprofundar as análises técnicas, permitindo a comparação de resultados em diferentes condições produtivas do país.

Outro destaque é a ampliação da rede de parceiros tecnológicos. Além do suporte contínuo em genética e do reforço da participação de empresas do setor químico, a edição de 2026 marca a entrada, pela primeira vez, de uma empresa de máquinas agrícolas. A iniciativa busca incorporar de forma mais explícita a discussão sobre eficiência operacional e o papel do maquinário no desempenho das lavouras de milho.

O retorno de empresas de biológicos também integra o desenho desta edição, refletindo a consolidação desse mercado e o interesse crescente por abordagens integradas de manejo. “Gostamos de fomentar o uso conjunto de biológicos e químicos, de forma complementar, e não como substitutos”, conclui o coordenador técnico.

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MT é o único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros

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Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras.

A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais.

Migração e trabalho no campo

Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional.

É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado.

“Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não”, contou.

 

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Casamento ficou para depois

A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde.

Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31.

Nesse cenário, a prioridade costuma ser a construção da carreira, da estabilidade financeira e dos projetos pessoais antes da formação de uma união.

Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde.

“Meu foco principal é o agro, o trabalho”, disse. “Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos.”

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Entre a liberdade e a solidão

Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios.

Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: “Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém”.

Mas ele também reconhece o lado mais difícil da rotina. “A desvantagem é um pouco a solidão, né? Que ela bate.”

Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional.

“Abri mão de muita coisa”, disse. “De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos.”

Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas.

Retrato raro no país

O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa.

O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

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Por que Cuiabá ficou mais quente? Estudo aponta perda de árvores, antigas obras do VLT

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MT amplia consumo interno de milho e reduz dependência das exportações

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Uma safra recorde de milho não significa, necessariamente, que haverá excesso de oferta em Mato Grosso. O crescimento das usinas de etanol e o aumento do consumo interno têm feito uma parcela cada vez maior da produção permanecer no próprio estado, reduzindo a dependência das exportações.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a demanda pela safra 2024/25 foi revisada para 54,98 milhões de toneladas em agosto, alta de 0,85% em relação à estimativa anterior. O principal fator para a revisão foi o aumento da moagem nas usinas de etanol, que ampliou o consumo de milho dentro do estado.

Com maior volume sendo absorvido pelo mercado estadual, a projeção de estoques finais da safra foi reduzida para 974,03 mil toneladas, queda de 32,14% em relação ao levantamento anterior.

A tendência deve ganhar força na safra 2025/26. A estimativa aponta consumo interno de 22,10 milhões de toneladas, aumento de 9,12% em relação ao ciclo anterior. O avanço é atribuído principalmente à expansão da capacidade das usinas de etanol produzido a partir do milho.

A demanda também deve crescer fora de Mato Grosso. A menor produção projetada em outros estados contribuiu para elevar a estimativa de consumo interestadual para 11 milhões de toneladas, alta de 6,18% na comparação com a safra anterior.

Exportações perdem espaço

Com o avanço do consumo interno, as exportações devem representar uma parcela menor da produção mato-grossense. Para a safra 2025/26, o Imea estima que Mato Grosso deverá embarcar 24,10 milhões de toneladas de milho para o mercado internacional, redução de 1,09% em relação ao ciclo anterior.

A queda, segundo o cenário projetado, não está relacionada à falta de produção, mas ao aumento da quantidade de milho destinada ao mercado brasileiro.

Mesmo com a maior absorção interna, a projeção de estoques finais para a próxima safra é de 1,17 milhão de toneladas, crescimento de 19,99% em relação ao ano anterior.

O cenário reflete a expectativa de uma produção recorde, que deverá ser suficiente para atender ao crescimento da demanda dentro de Mato Grosso, abastecer outros estados e ainda garantir volumes relevantes para o mercado internacional.

Fonte: MidiaJur

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