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Agro Mato Grosso

Soja Legal: Aprosoja MT fortalece o agro com diagnóstico socioambiental que valoriza boas práticas no campo

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Compreender a situação ambiental de uma propriedade pode ser o primeiro passo para uma produção sustentável. Essa é a proposta do diagnóstico socioambiental do Programa Soja Legal, uma iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). Antes mesmo de qualquer orientação em campo, o programa analisa de maneira detalhada a situação ambiental, trabalhista e fundiária da propriedade, evidenciando os pontos fortes e as oportunidades de melhoria para o produtor.

A jornada começa a partir da análise de dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e das informações vinculadas ao Cadastro de Pessoa Física (CPF). Os dados obtidos são inseridos em um sistema que cruza possíveis pendências ambientais, embargos, dados sociais e trabalhistas.

Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Sustentabilidade, Luiz Pedro Bier, essa etapa garante segurança aos produtores, permitindo que eles conheçam a situação real antes mesmo da visita técnica.

“Trazemos para o produtor uma segurança a respeito dos seus dados, de que ele não vai ser barrado na hora de entregar uma soja, porque nós conseguimos avisar qualquer mudança que ocorra dentro desse CPF ou do CAR desse produtor. É possível afirmar que o produtor que tem esse diagnóstico positivo está dentro de todos os padrões legais exigidos por lei”, afirma Bier.

Após o diagnóstico prévio, a equipe realiza a visita à propriedade, verificando in loco as práticas ambientais, operacionais e de segurança. Nessa etapa são feitas as adequações necessárias, que muitas vezes podem ser simples, mas essenciais para a continuidade da produção naquela propriedade.

O produtor do Núcleo de Lucas do Rio Verde, Cláudio Luis Schons, participou das avaliações e afirma ter se surpreendido com o nível de detalhamento do programa Soja Legal. “O que mais chamou atenção é a qualidade, a segurança e a responsabilidade ambiental na produção de alimentos, o cuidado com os maquinários, as proteções necessárias, os Equipamentos de Proteção Individual que necessitam para que cada um tenha uma qualidade melhor em seu serviço”, diz ele.

Para ele, o programa também se tornou uma fonte de atualizações constantes. “O ponto positivo é que a gente conhece as regras conforme as atualizações. Então, cada novidade e cada atualização que vem nos informativos, a gente vai aprimorando e implantando na fazenda para ter maior segurança”, completa.

Para a Aprosoja MT, o avanço técnico tem impacto direto para o produtor e também reflete a imagem do agronegócio mato-grossense. O Soja Legal reúne dados reais que embasam posicionamentos da entidade em negociações internacionais, diálogo com órgãos governamentais e defesas jurídicas, como explica Luiz Pedro Bier. “Os dados obtidos embasam decisões e argumentos da associação para acordos de sustentabilidade, guias internacionais e até questões com órgãos governamentais e do judiciário. É importante mostrar, com dados, o compromisso do agronegócio mato-grossense com a legislação”.

O programa também foi pensado para crescer de forma orgânica, a partir do reconhecimento dos próprios participantes. “Esperamos que com o Soja Legal caminhando bem, auxiliando o produtor rural de fato, o próprio produtor fique de propaganda para o programa. O boca a boca vai ampliar a adesão”, afirma Bier.

Ao final de todo o processo, a propriedade pode receber uma classificação de acordo com os requisitos atendidos dentro do programa, podendo ser Bronze, quando produtor tem entre 50% e 75% dos objetivos alcançados, Prata ao atingir 75% a 91%, ou Ouro entre 92% e 100%. Além disso, é entregue ao produtor um plano personalizado de melhorias contínuas para aqueles que ainda não atingiram os níveis mais altos.

O diagnóstico socioambiental é uma ferramenta de gestão, que permite que o produtor possa visualizar onde ainda pode avançar. No Soja Legal, a sustentabilidade é uma construção que opera de maneira contínua, sempre permitindo a evolução de uma propriedade, ampliando a produção e garantindo segurança ao produtor através do conhecimento técnico, profundo e transparente.

Para fazer parte do programa, o produtor deve entrar em contato com o Canal do Produtor pelo telefone (65) 3027-8100.

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Agro Mato Grosso

Chuvas provocam 3 acidentes envolvendo veículos de carga no mesmo dia em MT

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Três acidentes envolvendo caminhões e carretas foram registrados nesta quinta-feira (12) em ruma rodovia e outras duas estradas de Mato Grosso, após trechos ficarem escorregadios e em más condições por causa da chuva. Os casos ocorreram nas rodovias MT-100, MT-235 e E-60, em diferentes regiões do estado.

Os tombamentos deixaram animais mortos, motorista ferido e pistas tomadas por lama e carga espalhada. Confira os casos abaixo:

🐂 MT-100

 

O caminhão que transbordava gado acabou tombando devido as condições da estrada, deixando três animais mortos e cinco feridos. O veículo transbordava cerca de 55 animais, e a queda ocasionou um prejuízo de cerca de R$150 mil reais.

O representante da empresa que realizava o transporte afirmou que a estrada está em um estado crítico de conservação.

“É uma estrada muito crítica, né? Como choveu e existe uma má conservação da estrada, facilita o tombamento. No local tinha muito barro, estava muito lisa. A carreta foi tombando para o lado, chegou em um barranco e tombou”, afirmou o representante da empresa.

Em nota, a prefeitura de Araguaiana afirmou que enviou equipes para auxiliar no resgate e que obras já estavam sendo realizadas no trecho.

“Informamos que assim que tomamos conhecimento do ocorrido, na tarde de ontem (12), enviamos imediatamente uma equipe ao local para averiguar a situação e prestar todo o apoio necessário. Ressaltamos que, desde o início da semana, a Secretaria de Obras já vinha realizando trabalhos de apoio e manutenção das estradas, com o objetivo de facilitar a retirada do gado do município e garantir melhores condições de trafegabilidade”, afirmou.

 

🛣️ MT- 235

 

Com o tombamento, resíduos de soja se espalharam pelo acostamento. O material se misturou à água acumulada na pista, formando lama e dificultando o resgate. — Foto: Reprodução

Com o tombamento, resíduos de soja se espalharam pelo acostamento. O material se misturou à água acumulada na pista, formando lama e dificultando o resgate. — Foto: Reprodução

A pista da MT-235, ficou completamente cheia de lama após um caminhão de soja tombar próximo ao Rio Sucuruína, em Campo Novo do Parecis, a 402 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (12). Com o tombamento, resíduos de soja se espalharam pelo acostamento. O material se misturou à água acumulada na pista, formando lama e dificultando o resgate do motorista, que ficou com a perna presa na cabine.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso foi acionado por volta das 13h para atender à ocorrência. No local, os militares encontraram o motorista consciente e orientado, mas preso às ferragens.

O motorista apresentava um corte na cabeça e recebeu curativo para conter o sangramento. Com apoio de terceiros e o uso de um caminhão, os bombeiros elevaram a cabine e conseguiram liberar a perna da vítima.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já estava no local e assumiu o atendimento médico. Após ser estabilizado, o motorista foi levado para uma unidade de saúde.

🛣️Rodovia E-60

A rodovía E60 que dá acesso à comunidade indígena da reserva do Xingu ficou alagada em MT

Uma carreta tombou na rodovia E60, que dá acesso à zona rural e a uma comunidade indígena da reserva do Xingu, entre os municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá, no norte de Mato Grosso. O acidente ocorreu nesta quinta-feira (12), após a estrada ficar alagada.

A prefeitura de Matupá, à 696 km de Cuiabá, responsável pela manutenção do trecho, decretou situação de emergência no município devido às fortes chuvas que comprometeram as estradas rurais e escolas da região.

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VÍDEO: carreta tomba após estrada de acesso a fazendas e comunidade indígena ficar alagada em MT

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Uma carreta tombou na rodovia E60, que dá acesso à zona rural e a uma comunidade indígena da reserva do Xingu, entre os municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá, no norte de Mato Grosso. O acidente ocorreu nesta quinta-feira (12), após a estrada ficar alagada.

A prefeitura de Matupá, à 696 km de Cuiabá, responsável pela manutenção do trecho, decretou situação de emergência no município devido às fortes chuvas que comprometeram as estradas rurais e escolas da região.

Em um vídeo gravado por um morador da região, é possível ver a carreta avançando pela estrada enquanto a água já cobre parte dos pneus. Em seguida, o veículo parece atingir um buraco e começa a tombar lentamente, até que a lateral fica completamente submersa. O motorista conseguiu sair pela janela do veículo (assista abaixo).

Conforme o município, equipes foram enviadas para a rodovia e outras vias do interior para realizar serviços de manutenção, como colocação de cascalho e limpeza da pista. No entanto, em alguns trechos, o acúmulo de água impossibilita o trabalho, segundo a prefeitura. A recomendação é utilizar a MT-322 e outras rotas alternativas.

O engenheiro agrônomo Kevin Maier, que trabalha em uma fazenda do município, contou que as chuvas são recorrentes, mas desta vez foram mais intensas, começando na noite de quarta-feira (11) e seguindo até esta sexta (13).

Segundo ele, próximo ao local onde a carreta tombou há uma ponte que costuma ficar alagada em períodos de chuva. Dessa vez, no entanto, toda a estrada ficou intransitável, como mostram as imagens de drone registradas na região.

“Até ontem ainda era possível passar pelo trecho que dá acesso à nossa fazenda. Mas é justamente ali que deságua toda a chuva da região. Hoje a água chegou com força e estamos ilhados”, relatou.

Maier explicou ainda que a carreta transportava adubo destinado à fazenda onde trabalha, mas acabou tombando a cerca de 6 km do destino.

VIDEO:

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Excesso de chuva atrasa colheita de soja em algumas regiões e gera alerta a produtores de Mato Grosso

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O excesso de chuva em Mato Grosso tem atrasado a colheita de soja da safra 2025/2026 em algumas regiões e gerou alerta aos produtores rurais, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (12) pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).

Isso porque já houve atrasos durante o plantio da safra e, agora, eles enfrentam dificuldades na colheita, o que pode causar impactos financeiros na cadeia produtiva.

“O momento exige cautela e planejamento por parte dos produtores, que enfrentam desafios operacionais e fitossanitários na reta final do ciclo, enquanto aguardam uma melhora nas condições climáticas para garantir o avanço dos trabalhos no campo”, destacou a Aprosoja, no comunicado.

Ao menos 39,61% da área prevista já foi colhida no estado, enquanto acumulado da chuva varia entre 90 e 150 milímetros em várias regiões produtoras, nos últimos quinze dias.

A entidade explica que o excesso de umidade no campo dificulta o acesso das máquinas e pode causar perda de peso e qualidade do grão.

Além disso, o plantio da soja ocorreu em uma janela mais demorada, o que pode resultar num atraso na colheita em algumas regiões e impactar na janela ideal do milho segunda safra.

Pressão de pragas

A Aprosoja chama atenção ainda para o aumento da pressão de pragas e doenças nas áreas de ciclo mais tardio, como percevejo, mosca-branca e ferrugem asiática. Isso porque elas podem comprometer a produtividade final, especialmente nas lavouras colhidas mais ao fim da janela.

Em Vera, alguns produtores já colheram cerca de 80% da área, enquanto outros ainda mantêm aproximadamente metade da produção no campo e enfrentam dificuldades para avançar, segundo a entidade.

Um dos produtores relatou à Aprosoja que quando o tempo abre e o sol aparece, a colheita é feita com 30% de umidade nos grãos de soja para evitar perdas maiores.

Até o momento, o plantio de milho já alcançou mais de 28% da área prevista, mas a tendência é que o ritmo desacelere nas próximas semanas, refletindo o atraso da colheita de soja em várias regiões.

Na próxima semana, a projeção meteorológica aponta acumulados entre 65 e 95 milímetros em boa parte do estado, e pode afetar o avanço da colheita.

As projeções climáticas indicam acumulados entre 65 mm e 95 mm para parte do estado na próxima semana, o que pode limitar temporariamente o avanço das máquinas.

Chuva na lavoura de soja em MT — Foto: Amanda Sampaio/G1 MT

Chuva na lavoura de soja em MT — Foto: Amanda Sampaio/G1 MT

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