Connect with us
23 de agosto de 2026

Featured

O futuro das franquias no interior do Brasil: cidades médias dominam a expansão 

Published

on


Durante muitos anos, a lógica do franchising brasileiro foi clara: abrir primeiro nos grandes centros, validar o modelo e, só então, mirar o interior.

Esse movimento, porém, se inverteu. Hoje, cidades médias despontam como o principal motor de expansão do setor, atraindo redes de alimentação, saúde, educação, serviços financeiros, estética e conveniência.

A combinação de renda crescente, menor concorrência e forte demanda reprimida transforma municípios entre 80 mil e 300 mil habitantes em terrenos férteis para novas franquias.

O interior passou por uma profunda transformação socioeconômica na última década. Estados como Mato Grosso, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais consolidaram polos regionais com economia diversificada, impulsionados pelo agronegócio, logística, obras de infraestrutura e expansão do ensino superior.

Cidades como Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Dourados, Cascavel e Uberlândia vêm registrando elevado crescimento populacional, consumo em alta e taxa de empreendedorismo acima da média nacional. Para as redes, isso representa um cenário ideal de expansão com menos riscos.

Outro fator determinante é a redução da competição. Em capitais, o mercado já está saturado, com múltiplas franquias disputando o mesmo público. No interior, a chance de ser a primeira marca de determinada categoria, seja cafeteria gourmet, clínica odontológica premium, laboratório, pet shop estruturado ou rede de idiomas, é muito maior.

Esse protagonismo inicial gera fidelização rápida e retorno financeiro acelerado, algo cada vez mais raro nos grandes centros. As redes percebem isso e reposicionam suas estratégias: hoje, muitas começam sua expansão direto pelo interior.

A interiorização também se beneficia da melhoria da infraestrutura e da digitalização dos negócios. O avanço da fibra óptica, a popularização de serviços digitais e a logística mais eficiente permitem que franquias monitorem operações remotamente, reduzam custos e garantam padronização, independentemente da distância.

Além disso, o consumidor do interior está mais conectado, mais exigente e disposto a pagar por produtos e serviços de qualidade, comportamento que, no passado, era mais restrito às capitais.

O franchising também encontra no interior um mercado de investidores mais heterogêneo. Profissionais liberais, produtores rurais, empresários do comércio local e executivos que retornam às suas cidades após viverem em metrópoles buscam diversificação de renda e negócios estáveis.

Para eles, uma franquia com marca consolidada oferece previsibilidade e menor curva de aprendizado. Em regiões impulsionadas pelo agro, esse movimento se intensifica ainda mais: parte do capital gerado no campo migra para investimentos urbanos, como alimentação, educação, clínicas de saúde, academias e serviços automotivos.

As redes, por sua vez, já começaram a adaptar seus modelos de operação para atender o interior. Muitas criaram formatos mais compactos, com custo reduzido, operação simplificada e ponto comercial flexível, de containers a quiosques.

Essa estratégia facilita a entrada em municípios menores e acelera o payback. Outras investem em franquias regionais, abrindo múltiplas unidades em cidades próximas para criar presença consolidada e otimizar logística.

Apesar das oportunidades, o interior ainda impõe desafios. Encontrar mão de obra qualificada pode ser mais difícil, assim como manter padrões de atendimento rigorosos. O comportamento do consumidor também varia entre regiões, exigindo adaptações culturais.

No entanto, essas barreiras têm se tornado cada vez menores diante da força econômica desses municípios e da profissionalização crescente das redes.

O fato é que o futuro do franchising brasileiro passa obrigatoriamente por cidades médias e interioranas. A descentralização do crescimento, combinada com um mercado mais maduro e consumidores mais exigentes, abre um horizonte amplo para marcas que desejam se expandir com sustentabilidade.

Se na década passada o interior era visto como segunda etapa da expansão, hoje ele é o ponto de partida, e, para muitas redes, o território mais estratégico e lucrativo.

Continue Reading

Featured

Sem Lula, Flávio e Zema, debate da Band perde três candidatos antes mesmo de começar

Published

on


O LIVRE acompanhará o debate e publicará nas redes sociais os principais cortes, embates, declarações e eventuais gafes da noite.

O primeiro debate presidencial da eleição de 2026 terá três baixas de peso neste domingo (23). Depois de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) decidirem não comparecer, Romeu Zema (Novo) também anunciou que ficará fora do encontro promovido pela Band.

Segundo a assessoria de Zema, o debate havia sido transferido de 16 para 23 de agosto diante da expectativa de participação de Lula. Como o presidente desistiu, a campanha do governador mineiro considerou que a mudança perdeu o sentido — e Zema resolveu perder o interesse também.

Lula dará entrevista à Record no mesmo horário, às 20h30. Flávio, por sua vez, condicionou sua presença à participação do petista. A expectativa é que os dois líderes das pesquisas se encontrem apenas no último debate do primeiro turno, promovido pela Globo em 1º de outubro.

Com os principais nomes fora, o confronto abre espaço para os demais candidatos e para outra disputa cada vez mais importante nas eleições: a dos cortes nas redes sociais. Uma provocação, uma gafe ou poucos segundos de embate podem repercutir mais do que horas de transmissão.

O LIVRE acompanhará o debate e publicará nas redes sociais os principais cortes, embates, declarações e eventuais gafes da noite.

No fim, a Band terá candidatos, perguntas, cronômetro e púlpitos. Só não terá Lula, Flávio e Zema. Na era dos reels, resta descobrir quem conseguirá transformar o espaço deixado pelos ausentes em alguns segundos capazes de viralizar.

Continue Reading

Featured

INSS libera consignado para beneficiários sem biometria facial

Published

on


Autorização poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS com dados bancários; novas regras também reforçam mecanismos contra fraudes

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sem biometria facial nas bases do governo federal voltaram a poder contratar empréstimos consignados. A autorização poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS, com acesso por dados bancários.

A mudança já está em vigor, após a publicação da Instrução Normativa 213 do INSS, no último dia 19.

Principais mudanças

A nova regra altera procedimentos para contratação e portabilidade do consignado.

Os principais pontos são:

  • Beneficiários sem biometria facial poderão autorizar o empréstimo pelo Meu INSS, usando dados bancários;
  • Na portabilidade, o segurado deverá assinar um termo específico no aplicativo;
  • O banco que receber o contrato terá 20 dias para confirmar a transferência. Sem confirmação, a operação será cancelada;
  • O desconto no benefício só poderá ocorrer após o banco enviar a documentação exigida ao INSS;
  • As instituições terão de informar, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo na conta do beneficiário;
  • A autorização do desconto não poderá ser feita por telefone nem comprovada por gravação de voz.

Requisitos de segurança

A biometria facial havia sido adotada em agosto do ano passado, como requisito para reforçar a segurança e combater fraudes após a série de escândalos no INSS no ano passado. A tecnologia continua disponível para quem tem fotos nas bases oficiais, como Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Justiça Eleitoral.

Com as novas regras, quem não tem registro biométrico não ficará impedido de contratar o crédito. Apesar da dispensa da obrigação, o INSS alega que a instrução normativa tem uma série de requisitos para prevenir fraudes.

Depois da autorização do titular, a instituição que receberá o contrato terá 20 dias para confirmar a operação. Se não houver confirmação dentro desse prazo, a transferência será cancelada.

O beneficiário também deverá assinar um termo de autorização no aplicativo Meu INSS. Segundo a nota do instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

Portabilidade

Na transferência de uma dívida para outro banco, o beneficiário deverá assinar um termo de autorização no Meu INSS. Segundo o instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

O INSS determinou que a operação só produza efeitos depois do envio da documentação exigida pela instituição financeira. Antes disso, não haverá desconto no benefício nem repasse de valores à instituição financeira.

A medida inclui contrato, autorização expressa do desconto e informações sobre valor, parcelas, juros e instituição responsável pela operação.

Dinheiro rastreado

Os bancos também terão de informar ao INSS, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo. A medida permitirá cruzar o contrato registrado no benefício com o efetivo recebimento do dinheiro e ajudar na identificação de operações fraudulentas.

O INSS esclarece que o Meu INSS Vale+, modalidade de antecipação de até R$ 150 do benefício para aposentados e pensionistas, permanece suspenso.

Continue Reading

Featured

Encceja 2026 é aplicado neste domingo em todo o país para certificação do ensino fundamental e médio

Published

on


Provas ocorrem em dois turnos. Pela manhã, exames vão até as 13h; à tarde, a aplicação começa às 15h30 e segue até as 20h30. Exame busca contemplar jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade regular

O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 é aplicado neste domingo (23) em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

As provas são aplicadas nos turnos da manhã e da tarde. No primeiro turno, as provas começam às 9h e terminam às 13h. Já no segundo turno, a aplicação da tarde começa às 15h30 e vai até as 20h30.

O exame destina-se às pessoas residentes no Brasil ou no exterior que pretendem obter a certificação dos ensinos fundamental ou médio.

Para a certificação do ensino fundamental, é necessário ter, no mínimo, 15 anos completos na data de realização do exame. Para a certificação do ensino médio, é exigida idade mínima de 18 anos completos na data de aplicação.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as provas do Encceja são elaboradas com base nos requisitos estabelecidos para os ensinos fundamental e médio pela legislação vigente.

O exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, além de uma prova de redação. 

A aplicação ocorre em um único dia, nos turnos matutino e vespertino. As datas de aplicação do exame no Brasil, no exterior e nas edições destinadas às pessoas privadas de liberdade ou sob medida socioeducativa privativa de liberdade são definidas em editais específicos.

As orientações para os candidatos que vão fazer o exame estão disponíveis no site do MEC.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT