Connect with us
4 de julho de 2026

Business

Exportações de café do Brasil caem em volume em 2025, mas receita bate recorde histórico

Published

on


Foto: Pixabay.

As exportações brasileiras de café somaram 40,049 milhões de sacas de 60 kg em 2025, destinadas a 121 países, o que representa uma queda de 20,8% em relação ao ano anterior. Apesar da redução no volume embarcado, o setor registrou receita cambial recorde de US$ 15,586 bilhões, alta de 24,1% frente a 2024.

Os dados constam no relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e refletem um ano marcado por menor disponibilidade do produto, preços internacionais mais elevados e desafios logísticos e comerciais.

Dezembro fecha ano com queda em volume e alta em faturamento

Somente em dezembro de 2025, o Brasil exportou 3,133 milhões de sacas, recuo de 20,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Ainda assim, os embarques renderam US$ 1,313 bilhão, crescimento de 10,7% em receita.

No acumulado do primeiro semestre da safra 2025/26 (julho a dezembro), os embarques totalizaram 20,610 milhões de sacas, com faturamento de US$ 8,054 bilhões. O volume foi 21,3% menor, mas o valor cresceu 11,7% em relação ao mesmo período da safra anterior.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, explica que a redução nos embarques era esperada, especialmente após o desempenho histórico registrado em 2024.

“Exportamos um volume recorde em 2024, o que reduziu os estoques internos. Além disso, a safra do ano passado foi impactada pelo clima, combinação que limitou a disponibilidade do produto”, afirmou.

Tarifaço

Outro fator que pesou sobre as exportações em 2025 foram as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro entre agosto e novembro. Segundo Ferreira, o impacto foi significativo.

“Nesse período, os embarques aos Estados Unidos despencaram 55%, fortemente afetados pelas taxas. Como a tributação sobre o café solúvel não foi retirada, o declínio nas exportações desse produto para os EUA continua se acentuando”, explicou.

A defasagem da infraestrutura portuária brasileira também ampliou as dificuldades enfrentadas pelos exportadores ao longo do ano. De acordo com o Cecafé, os problemas logísticos geraram um prejuízo estimado em R$ 61,467 milhões aos associados até novembro de 2025.

“A falta de estrutura adequada para cargas conteinerizadas resultou em custos extras com armazenagem, pré-stacking e detention, decorrentes de atrasos e mudanças de escalas dos navios”, destacou Ferreira.

Dados do Boletim Detention Zero, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, apontam que 55% dos navios sofreram atrasos ou alterações de escala na média mensal até novembro, impedindo o embarque de 613,4 mil sacas por mês, o equivalente a 1.859 contêineres.

Preços elevados sustentaram receita recorde

Apesar dos desafios, o presidente do Cecafé ressalta que o cenário internacional de preços e os investimentos contínuos dos produtores brasileiros foram determinantes para o recorde de receita.

“Tivemos médias mensais de preços mais altas em 2025. Os cafeicultores brasileiros seguem investindo em tecnologia, inovação e qualidade, o que eleva o valor dos cafés do Brasil”, afirmou.

Segundo Ferreira, o Brasil é hoje a única origem que exporta café para mais de 120 países, respondendo por mais de um terço do mercado global.

Principais destinos das exportações

A Alemanha liderou as importações de café brasileiro em 2025, com 5,409 milhões de sacas, apesar de uma queda de 28,8% frente a 2024, representando 13,5% do total exportado.

Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 5,381 milhões de sacas (13,4%), recuo de 33,9%, reflexo direto das tarifas impostas no período.

Completam o top 5:

  • Itália: 3,149 milhões de sacas (-19,6%)
  • Japão: 2,647 milhões de sacas (+19,4%)
  • Bélgica: 2,321 milhões de sacas (-47%)

Entre os dez maiores importadores, apenas Japão, Turquia (1,555 milhão de sacas, +3,3%) e China (1,123 milhão de sacas, +19,5%) ampliaram as compras em 2025.

Tipos de café exportados

O café arábica liderou os embarques, com 32,308 milhões de sacas, equivalentes a 80,7% do total, apesar da queda de 12,8% em relação a 2024.

Na sequência aparecem:

  • Canéfora (conilon + robusta): 3,995 milhões de sacas (10%)
  • Café solúvel: 3,688 milhões de sacas (9,2%)
  • Café torrado e moído: 58.474 sacas (0,1%)

Os cafés diferenciados, com certificações de sustentabilidade, qualidade superior ou perfil especial, responderam por 20,3% das exportações brasileiras em 2025, totalizando 8,145 milhões de sacas, queda de 10,9% em volume.

Com preço médio de US$ 432,78 por saca, esses embarques geraram US$ 3,525 bilhões, o equivalente a 22,6% da receita total, alta de 39,1% em valor na comparação anual.

Os principais destinos dos cafés diferenciados foram:

  • Estados Unidos: 1,316 milhão de sacas
  • Alemanha: 1,235 milhão de sacas
  • Bélgica: 814.085 sacas
  • Holanda: 760.248 sacas
  • Itália: 463.244 sacas

O post Exportações de café do Brasil caem em volume em 2025, mas receita bate recorde histórico apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Látex de jaca pode ajudar no tratamento de doença que causa perda dos dentes

Published

on


Foto: divulgação/Prefeitura Municipal de Lagarto

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um biomaterial à base de látex de jaca, extrato de casca de romã e sinvastatina (medicamento à base de estatinas) que se mostrou promissor para o tratamento da periodontite em testes de laboratório.

A periodontite é uma enfermidade inflamatória crônica, de origem infecciosa, que leva à destruição progressiva dos tecidos de suporte do dente, resultando em reabsorção óssea e perda de inserção (perda do dente).

Os tratamentos convencionais visam controlar a infecção e a inflamação, sem promover a renovação dos tecidos periodontais de maneira efetiva, o que faz com que tenham resultados limitados em longo prazo.

Técnicas como regeneração tecidual guiada e enxerto ósseo já foram propostas para esses casos, mas seus efeitos clínicos permanecem variáveis e, por vezes, imprevisíveis.

Para reverter esse problema, os pesquisadores focaram em explorar biomateriais naturais e bioativos que pudessem atuar de forma integrada no combate ao quadro.

O trabalho foi desenvolvido na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde (FCMS) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em Sorocaba. Os resultados foram divulgados na revista Polymer Bulletin.

“Começamos a ver o látex extraído da jaca como uma alternativa interessante, pois ele apresenta uma característica adesiva. Isso nos fez pensar que ele poderia permanecer mais tempo no local afetado pela periodontite, favorecendo a liberação mais direcionada dos compostos terapêuticos e, potencialmente, reduzindo a necessidade do uso sistêmico de antibióticos”, conta a professora Eliana Aparecida de Rezende Duek, do Departamento de Cirurgia da FCMS.

Como foi feita a combinação

O látex, após extraído, foi combinado com extrato de casca de romã, que tem reconhecido potencial antimicrobiano para aplicação local, e sinvastatina, um fármaco com atividade anti-inflamatória que tem sido amplamente estudado pelo seu potencial de estimular a formação óssea.

A combinação desses elementos resultou em uma matriz mucoadesiva (ou seja, que adere às mucosas do corpo) com capacidade de atuar diretamente no local da lesão.

O efeito da sinvastatina aplicada localmente também se torna mais eficaz, já que, quando a substância é administrada por via oral, é predominantemente retida pelo fígado, com apenas uma pequena fração atingindo a circulação sistêmica, o que exige doses mais elevadas que podem aumentar o risco de efeitos adversos, incluindo degeneração muscular aguda.

No trabalho, os cientistas fizeram um experimento em que o látex, após ser extraído manualmente de jacas recém-colhidas, passou por um processo cuidadoso de purificação. A partir dessa matriz foi incorporado o extrato de casca de romã.

Avaliação da eficácia

Para avaliar a eficácia, foi conduzido um ensaio in vitro com células-tronco derivadas do tecido adiposo humano com a formulação e diferentes concentrações da sinvastatina (0,3%, 0,6% e 1,2%) que não alteraram a estrutura do gel e são tecnicamente seguras.

Todas se mostraram capazes de aumentar a osteoindução (ou seja, fazer com que as células-tronco se diferenciassem em osteoblastos, as células responsáveis pela formação de novo tecido ósseo) em 14 dias, com um efeito ainda mais pronunciado após 21 dias, corroborando o potencial do material para o tratamento da periodontite.

“Observamos que o biomaterial desenvolvido apresenta um grande potencial para aplicações futuras no tratamento da periodontite e até em outras áreas, especialmente por envolver um material ainda pouco explorado na literatura científica para uso biomédico”, diz Duek. 

Apesar dos resultados bastante promissores, pondera a pesquisadora, ainda será preciso vencer etapas importantes da pesquisa, como testes em animais e em pacientes.

O post Látex de jaca pode ajudar no tratamento de doença que causa perda dos dentes apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Como crise no café deu origem ao Instituto Biológico, hoje referência para o agro brasileiro

Published

on


Foto: reprodução/Planeta Campo

Biológico se consolidou como uma das principais referências em pesquisa, diagnóstico e inovação voltadas à sanidade animal, vegetal e à proteção ambiental.

Ao longo de quase um século, a instituição ampliou sua atuação e hoje desenvolve tecnologias que ajudam a tornar a produção agropecuária mais eficiente e sustentável.

O Instituto Biológico foi criado em 1927, após uma grave crise que atingiu a cafeicultura paulista na década de 1920. Na época, uma praga ainda desconhecida provocava grandes prejuízos aos cafezais do estado, levando produtores a recorrerem ao governo em busca de soluções.

“Uma praga ou uma doença (eles não sabiam o que era) acometeu os cafezais. Esses produtores foram até o governador pedir ajuda. E o governador então montou uma comissão de pesquisadores, de pessoas da época”, contou a coordenadora do Instituto Biológico, Ana Eugênia de Carvalho Campos.

Essa equipe se reúne e descobre que o problema estava sendo causado por um pequeno besouro. Ana Eugênia explica que a fêmea colocava o ovo no fruto do café e a larva se alimentava, o que depreciava esse fruto.

Na época, pesquisadores identificaram que o inseto era originário da África e desenvolveram uma estratégia pioneira de controle biológico, baseada na introdução de um inimigo natural da praga. De acordo com Ana Eugênia, a iniciativa pode ser considerada um dos primeiros programas de controle biológico conduzidos pelo poder público no Brasil.

A partir desse trabalho, surgiu a necessidade de criar uma instituição permanente para apoiar os produtores rurais diante de novos desafios sanitários. Assim nasceu o Instituto Biológico, que já em seu primeiro ano expandiu as pesquisas para a sanidade animal e, posteriormente, incorporou ações voltadas à proteção ambiental.

Patrimônio científico e histórico

Além da produção científica, o Instituto reúne importantes patrimônios históricos e ambientais. A sede abriga um dos maiores cafezais urbanos do mundo, um acervo entomológico com milhares de insetos (considerado um dos mais antigos e relevantes do estado de São Paulo) e um edifício histórico construído no final da década de 1920.

Pesquisa com formigas busca alternativas sustentáveis

Entre as diversas linhas de pesquisa desenvolvidas atualmente está o estudo das formigas, coordenado por Ana Eugênia. Especialista em insetos sociais, ela dedica sua carreira ao entendimento do comportamento desses organismos e ao desenvolvimento de métodos sustentáveis para o controle de formigas cortadeiras, uma das principais pragas agrícolas.

“As formigas cortadeiras se tornam um problema para o agricultor. Geralmente quase todas as culturas podem ser cortadas pelas formigas cortadeiras. Então, o agricultor tem que ter uma atenção muito grande e nos preocupamos com esse manejo adequado. Temos trabalhado com microrganismos endofíticos (fungos especificamente) no controle de formigas cortadeiras”, destaca.

Formigas
Foto: reprodução/Planeta Campo

Segundo a pesquisadora, existem cerca de 20 mil espécies de formigas no planeta, sendo aproximadamente 2 mil registradas no Brasil. A grande maioria exerce funções essenciais para o equilíbrio ambiental, como ciclagem de nutrientes, incorporação de matéria orgânica ao solo e controle natural de outras populações de insetos.

No entanto, algumas espécies, como as formigas cortadeiras, podem provocar prejuízos em praticamente todas as culturas agrícolas. Por isso, o Instituto desenvolve pesquisas com microrganismos endofíticos, especialmente fungos, como alternativa ao controle químico dessas pragas.

Ciência voltada ao produtor

Atualmente, o Instituto Biológico conta com laboratórios certificados pela norma internacional ISO 17025, que garante a qualidade dos diagnósticos laboratoriais, inclusive para processos ligados à exportação de produtos agropecuários.

Além dos diagnósticos de doenças em plantas e animais, as pesquisas também estão voltadas ao desenvolvimento de bioinsumos, novas biotecnologias e processos que reduzam o impacto ambiental da produção rural.

A atuação da instituição também contempla o monitoramento de resíduos de defensivos agrícolas em alimentos, água, solo e polinizadores, como as abelhas, contribuindo para a segurança alimentar e a preservação dos recursos naturais.

Ao completar quase 100 anos de história, o Instituto Biológico mantém a missão que motivou sua criação: transformar conhecimento científico em soluções para fortalecer a produção agropecuária, proteger o meio ambiente e garantir alimentos cada vez mais seguros para a população.

O post Como crise no café deu origem ao Instituto Biológico, hoje referência para o agro brasileiro apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Conab inaugura unidade em Maceió com capacidade para 4,5 mil toneladas de milho

Published

on


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) inaugurou nesta sexta-feira (3) a nova sede da Unidade Armazenadora (UA) de Maceió, em Alagoas. A estrutura passa a ter capacidade para estocar até 4,5 mil toneladas de milho em sacas de 50 quilos. Segundo a companhia, a ampliação acrescenta 1,7 mil toneladas à capacidade estática e representa aumento de aproximadamente 60,7% em volume e de 28,6% em área.

A Conab informou que a nova unidade fortalece a eficiência operacional dos estoques públicos e a execução das políticas de abastecimento. Entre os programas atendidos está o Programa de Venda em Balcão (ProVB), que comercializou 2,6 mil toneladas de milho em Alagoas em 2025.

Durante a inauguração, o diretor de Operações e Abastecimento, Arnoldo de Campos, afirmou que a armazenagem e a logística são parte central da política de abastecimento. Ele destacou que a estrutura permite guardar milho para atendimento ao produtor ao longo dos meses e também manter estoques de produtos usados em ações de apoio ao abastecimento e à segurança alimentar.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Na cerimônia, também foi assinada a pactuação com cinco empreendimentos coletivos da agricultura familiar para aquisições na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O investimento é de aproximadamente R$ 1,5 milhão e prevê a destinação de 204,6 toneladas de hortifruti, pescado e alimentos manufaturados à rede socioassistencial de Alagoas.

Desde 2023, a Conab destinou cerca de R$ 94 milhões para aquisição de alimentos da agricultura familiar no estado, contemplando 427 projetos de cooperativas e associações. As propostas somam aproximadamente 12 mil toneladas de alimentos, com atendimento a 6.342 agricultores e 541 entidades e iniciativas sociais.

Durante a solenidade, a companhia ainda assinou dois contratos do PAA Sementes, com investimento total de R$ 355 mil, para aquisição de 210 mil raquetes de palma e 9,3 toneladas de sementes de feijão e milho crioulos destinadas a agricultores familiares.

A agenda incluiu ainda a entrega de alimentos a cozinhas solidárias em Maceió, a distribuição de oito kits de maquinários a cooperativas e associações de assentados da reforma agrária e a apresentação dos números do ProVB em Alagoas. Entre 2022 e 2026, o programa atendeu 394 criadores de animais de 65 municípios e realizou 2.212 operações de venda em 2025, com receita de R$ 3,3 milhões.

Fonte: gov.br

O post Conab inaugura unidade em Maceió com capacidade para 4,5 mil toneladas de milho apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT