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23 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Milho/RS: Emater estima a produtividade da safra 25/26 em 7.370 kg/ha – MAIS SOJA

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Milho: As condições climáticas continuam favoráveis à cultura em todo o Estado. A umidade do solo e o calor adequados têm garantido o bom desenvolvimento das lavouras. Nas áreas onde poderiam ocorrer perdas pela breve estiagem em novembro e dezembro, as projeções
têm sido reavaliadas e devem se mostrar menos expressivas.

A semeadura está em fase final em várias regiões. A colheita já começou e avança bem, exceto onde o excesso de chuvas do período dificultou a operação. As precipitações contínuas também aumentam a preocupação com a cigarrinha-domilho, que apresenta alta incidência em alguns cultivos, exigindo vigilância e controle, essenciais nesta fase. Também há registros pontuais de lagarta-do-cartucho.

A área semeada no Estado chega a 94%, e a maior parte das culturas ainda estão em enchimento de grãos. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, 24% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, 8% em floração, 24% em enchimento de grãos, 36% em maturação e 8% colhidos. A colheita avança, na Fronteira Oeste, conforme as condições climáticas. Apesar da elevada umidade dos grãos, muitos produtores estão antecipando a colheita para semear a safrinha de soja assim que possível. Em Manoel Viana, as áreas irrigadas implantadas no início de agosto foram colhidas com rendimentos dentro ou acima da expectativa. Em Maçambará, a colheita está em fase inicial, com bons rendimentos nas áreas irrigadas. A infestação de cigarrinha nas lavouras em maturação continua aumentando; foram registrados 112 insetos na unidade de monitoramento instalada no município. Na Campanha, os produtores estão realizando a semeadura em razão das propícias condições ambientais.

Na de Caxias do Sul, as condições climáticas do período foram muito propícias para o desenvolvimento da cultura, que se encontra em desenvolvimento vegetativo (44%), em floração (40%) e enchimento de grãos (16%). As chuvas frequentes também favoreceram a presença de cigarrinhas, e muitos produtores já estão fazendo tratamentos preventivos, assim como aplicação de herbicidas e adubação de cobertura onde necessário.

Na de Frederico Westphalen, 1% dos cultivos está em crescimento vegetativo; cerca de 3% em fase de florescimento; 44%, em enchimento de grãos; 46%, em maturação; e 6% colhidos.

Na de Ijuí, a cultura apresenta excelente enchimento de grãos, e boa parte das folhas permanece verde na haste principal. Iniciou a colheita nas lavouras de sequeiro ao Norte da região, mas há grande variabilidade nas produtividades. Em Derrubadas, varia entre 4.800 e 12.000 kg/ha. A maioria dos cultivos irrigados se encontra em final de enchimento de grãos e maturação, o que indica alto potencial produtivo.

Na de Pelotas, cerca de 82,4% da área foi semeada. Estão 54% dos cultivos na fase de desenvolvimento vegetativo; 28%, no florescimento; 8%, na fase de enchimento de grãos; 4%, maduros; e 6% colhidos.

Na de Santa Maria, 13% das áreas se encontram em desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 40% em enchimento de grãos, 24% em maturação fisiológica e 4% colhidas. A semeadura tende a se intensificar após a colheita do fumo. Na de Santa Rosa, 91% dos cultivos estão implantados, e inicia a semeadura do milho safrinha. Está 1% das áreas em desenvolvimento vegetativo, 2% em floração, 20% em enchimento de grãos, 69% maduras e 8% colhidas. A colheita seguiu de forma lenta em função das chuvas recorrentes, principalmente a partir da metade do período, concentrada nas lavouras de sequeiro. Porém, segundo os produtores, há elevada umidade na massa de grãos (mais de 23%), o que prejudica a entrega nas cerealistas. Por outro lado, a manutenção da umidade mais elevada tem garantido a qualidade dos grãos colhidos, evitando danos mecânicos que possam causar descontos por impureza no processo de classificação. O tempo firme previsto deve contribuir para o avanço da colheita durante os próximos dias.

Em São Luiz Gonzaga, os produtores relatam que a produtividade nas áreas de sequeiro varia de 5.400 a 7.800 kg/ha, e nas primeiras lavouras implantadas com irrigação chega a 12.000 kg/ha.

Na de Soledade, 28% dos cultivos estão em fase vegetativa, 7% em florescimento, 30% em enchimento de grãos, e 35% em maturação fisiológica. O milho semeado no período intermediário, em outubro e novembro, apresenta ótimo desempenho vegetativo e reprodutivo.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, diminuiu 1,39%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 63,15 para
R$ 62,27.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Preços da soja se elevam e queda produtiva dos EUA pode gerar novas altas

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Foto: Daniel Popov

Os preços da soja apresentaram boas altas ao longo da semana no mercado brasileiro, tanto no físico como nos portos.

Segundo o analista de Safras & Mercado Rafael Silveira, houve uma melhora na comercialização, com os produtores aproveitando a elevação das cotações, garantida pelo crescimento dos contratos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Preços médios da soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 140 para R$ 147
  • Cascavel (PR): passou de R$ 136 para R$ 144
  • Rondonópolis (MT): avançou de R$ 133 para R$ 138
  • Porto de Paranaguá: subiu de R$ 147 para R$ 155

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, subiram 3,05% no balanço da semana, sendo cotados a US$ 12,32 por bushel.

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Os agentes acompanharam de perto a tradicional crop tour do Pro Farmer, realizada ao longo da semana. As impressões iniciais confirmaram potencial produtivo abaixo das expectativas iniciais, como já havia sido antecipado no relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

“Outros pontos que ajudaram a sustentar as cotações foram a continuidade das compras chinesas no mercado norte-americano e a alta do preço do petróleo. O barril deve fechar a semana com ganhos em torno de 5%, reflexo das renovadas tensões no Oriente Médio”, contextualiza Silveira.

As importações de soja dos Estados Unidos pela China subiram 164% em julho ante o ano anterior, à medida que o produto adquirido sob um acordo para encerrar a guerra comercial do ano passado continuou chegando aos portos chineses. A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 1,11 milhão de toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos no mês passado ante 420,8 mil em igual período de 2025, conforme a Administração Geral da Alfândega.

No acumulado do ano, são 10,29 milhões de toneladas importadas, 38% inferior a igual período do ano passado.

Do Brasil, foram importadas 9,78 milhões de toneladas em julho, perda de 5,9% frente ao ano passado. No acumulado do ano, são 44,53 milhões de toneladas importadas, 5,37% superior a igual período do ano passado.

Oferta e demanda de soja

O mercado brasileiro de soja segue com exportações em ritmo acelerado, sustentadas pela forte demanda externa. Segundo o analista de Safras & Mercado, a demanda está atualmente cerca de 5 milhões de toneladas acima do observado no mesmo período de 2025.

Mesmo com o retorno da China ao mercado norte-americano e o avanço das vendas da nova safra dos Estados Unidos, a demanda nos portos brasileiros permanece sustentada, com outros compradores mantendo ritmo firme de aquisições.

“As questões geopolíticas internacionais e os possíveis impactos do El Niño são os principais fatores que mantêm os compradores em busca de garantir produto e recompor estoques”, afirma Silveira.

Diante da demanda aquecida, Safras revisou a projeção de exportações brasileiras em 2026 para 112,5 milhões de toneladas. A estimativa para o processamento interno também foi ajustada, passando para 63 milhões de toneladas.

Com isso, a projeção para os estoques finais de 2026 foi reduzida para apenas 4,883 milhões de toneladas. De acordo com o especialista, o ajuste é significativo e ocorre porque as projeções anteriores consideravam um retorno mais consistente da China ao mercado norte-americano e, consequentemente, uma redução da demanda pela soja brasileira.

Porém, esse cenário não vem se concretizando. Silveira ressalta que a procura pelo produto brasileiro permanece firme, resultando em uma perspectiva de estoques consideravelmente mais apertados e mantendo os prêmios firmes nos portos do país.

Para a temporada 2026/27, Safras & Mercado mantém a produção brasileira projetada em 180,089 milhões de toneladas. Com estoques iniciais de 4,883 milhões e importações estimadas em 900 mil toneladas, a oferta total é projetada em 185,872 milhões de toneladas.

As exportações em 2027 são estimadas em 110 milhões de toneladas, enquanto o processamento deverá alcançar 63,5 milhões. A demanda total está projetada em 177,1 milhões de toneladas, com estoques finais estimados em 8,772 milhões.

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Sustentabilidade

Mercado da soja encerra semana com preços firmes e demanda chinesa em destaque

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Divulgação Embrapa Soja

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com movimentos contidos em termos de volume comercializado, apesar da manutenção de preços firmes tanto nos portos quanto na indústria. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o basis permanece bastante fortalecido, mas o spread entre as ofertas dos compradores e as pedidas dos vendedores segue elevado.

Na Bolsa de Chicago, a sessão foi marcada por volatilidade. Silveira destaca que o Crop Tour
surpreendeu ao projetar uma produtividade maior para a safra norte-americana, depois de algumas amostras ao longo da semana apresentarem resultados menos favoráveis.

Por outro lado, houve grandes reportes de vendas da safra nova dos Estados Unidos, de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas, com a China respondendo por cerca da metade desse volume.

“O dólar apresentou recuos firmes, enquanto os prêmios compensaram parte desses ajustes”, observa Silveira. De maneira geral, as cotações oscilaram entre a estabilidade e leves quedas, sem alterar os bons patamares de preços observados atualmente.

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 147,00 para R$ 146,50.
  • Santa Rosa (RS): recuou de R$ 148,00 para R$ 147,50.
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 144,00.
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 138,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 135,50.
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 138,00.
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 153,50 para R$ 155,00.
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 155,00 para R$ 154,50.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam com em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira (21), ampliando a valorização semanal. Após passar boa parte do dia pressionado por um movimento de realização de lucros, o mercado voltou a subir, ainda que moderadamente, reagindo a novos anúncios de vendas de soja dos Estados Unidos, reafirmando a boa demanda chinesa.

Na semana, a posição novembro acumulou alta de 3,7%. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 712.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27. E mais 720.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na
temporada 26/27.

Os agentes seguem atentos aos resultados da Crop Tour da Pro Farmer. No leste de Iowa, a contagem de vagens atingiu 1.362,93 em uma área de 3 por 3 pés, acima da média de três anos, de 1.295,70, mas abaixo das 1.384,38 registradas no ano passado.

Em Minnesota, a contagem chegou a 1.257,80 vagens, acima da média de três anos, de 1.089,82, e ligeiramente superior às 1.247,86 observadas em 2025. Os números finais da crop tour serão divulgados logo mais pela Pro Farmer.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,24%, a US$ 12,39 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,53 3/4 por bushel, com elevação de 2,25 centavo de dólar ou 0,17%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,00 ou 0,61% a US$ 325,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,58 centavos de dólar, com perda de 1,74 centavo ou 2,43%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1%, sendo negociado a R$ 5,1423 para venda e a R$ 5,1403 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1322 e a máxima de R$ 5,1832. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,5%.

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Etapas do controle do azevém – MAIS SOJA

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Controlar o azevém (Lolium multiflorum) de forma eficaz é um dos principais desafios encontrados no cultivo de culturas de inverno de folha estreita (Poaceas). As similaridades dessa planta daninha com culturas comerciais pertencentes a família Poaceae, limita o controle pós-emergentes, havendo poucas ferramentas seletivas disponíveis para esse uso. Atrelado a isso, é consenso que algumas populações de azevém apresentam resistência a herbicidas, o que dificulta ainda mais o posicionamento de herbicidas para um controle químico eficiente dessa espécie daninha.

Sendo assim, Mário Bianchi, Pesquisador da Rede Técnica Cooperativa – RTC, chama atenção para três etapas essenciais para um bom manejo do azevém:

  • Dessecação
  • Controle pré-emergente
  • Controle pós-emergente

Independentemente da etapa de manejo, Bianchi ressalta que o estádio de desenvolvimento do azevém é um fator determinante para o sucesso do controle. De modo geral, plantas mais jovens e de menor porte apresentam maior suscetibilidade aos herbicidas, enquanto indivíduos mais desenvolvidos tendem a apresentar maior dificuldade de controle. Dessa forma, o manejo precoce do azevém constitui uma importante estratégia para aumentar a eficiência das aplicações e reduzir a possibilidade de escapes.

Contudo para evitar efeitos indesejados sobre culturas como o trigo, a dessecação pré-semeadura deve ser planejada com atenção, especialmente quanto à escolha e ao posicionamento dos herbicidas em áreas com populações de azevém resistentes. A disponibilidade de herbicidas registrados para essa finalidade é limitada, com opções como diquate, glifosato e glufosinato de amônio, o que torna ainda mais importante conhecer o histórico de resistência da população presente na área. No caso do glufosinato de amônio, a eficiência do controle está diretamente relacionada ao estádio de desenvolvimento das plantas, sendo maior quando aplicado sobre azevém com duas a três folhas, nas doses de 400 a 600 g de ingrediente ativo por hectare. Já o desempenho do diquate sobre gramíneas pode depender de sua associação com herbicidas graminicidas (Rizzardi, s. d.).

Nesse contexto, o uso de herbicidas pré-emergentes também desempenha papel importante no manejo do azevém, pois contribui para reduzir os fluxos de emergência e, consequentemente, a pressão de competição sobre a cultura. Além disso, essa estratégia é particularmente relevante em áreas com populações resistentes a herbicidas pós-emergentes, uma vez que amplia os mecanismos de ação utilizados no programa de manejo. Entretanto, a disponibilidade de produtos registrados para o controle do azevém em pré-emergência do trigo ainda é limitada, destacando-se opções como a Pendimetalina, a Piroxasulfona (Rizzardi, s. d.) e o Bixlozone.

Na pós-emergência do trigo, as opções se limitam principalmente a Clodinafope, Iodosulfurom-metílico, Piroxsulam, Imazamoxi e mais recentemente o Pinoxaden, contudo, vale destacar que o Imazamoxi é indicado somente para uso em cultivares de trigo tolerantes CL (ClearField®).

Figura 1. Azevém em meio a cultura do trigo.

Considerando a limita oferta de produtos seletivos para o controle do azevém em pós-emergência, além de definir o herbicida para apropriado para o controle da população de azevém, o momento de aplicação é determinante para o sucesso do manejo. De acordo com Bianchi, maiores resultados de controle são obtidos em pulverizações com azevém em estádio de 2 a 4 folhas. Vale destacar que a adoção das três etapas de controle (dessecação, pré-emergência e pós-emergência) são indispensáveis para um controle eficiente e eficaz do azevém em trigo, principalmente se tratando de populações com histórico de resistência a herbicidas.

Assim, o manejo eficiente do azevém no trigo deve integrar estratégias de pré e pós-emergência, priorizando o controle de plantas jovens, a diversificação dos mecanismos de ação e o uso de herbicidas pré-emergentes sempre que disponíveis e registrados para a cultura.

Confira abaixo as dicas do Pesquisador Mário Bianchi.


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Referências:

UP. HERB. COMO CONTROLAR O AZEVÉM NO TRIGO? Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, s.d. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/como-controlar-o-azevem-no-trigo>, acesso em: 21/08/2026.

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