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4 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Há 10 anos, o CTECNO Parecis se destaca como referência em pesquisas para solos arenosos em MT

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Para auxiliar o produtor rural na tomada de decisões práticas, no aumento da produtividade e na adoção de práticas sustentáveis, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) implantou Centros de Pesquisa voltados à realidade do campo. Um deles é o Centro Tecnológico Parecis (CTECNO Parecis), em parceria com Instituto Mato-grossense de Agronegócio (Iagro MT), referência nacional em manejo de solos arenosos.

Ao relembrar o início das atividades do Centro de Pesquisa em 2016, o pesquisador e consultor da Aprosoja MT, Leandro Zancanaro, destacou que, desde o início, o projeto foi bem conduzido, destacando-se como referência nacional.

“O projeto a campo hoje demonstra o quanto foi bem planejado, implantado e conduzido desde o início. O CTECNO Parecis é a principal estação de pesquisa em solos arenosos do Brasil. O zelo e o capricho das equipes são impressionantes. Os trabalhos desde o início dos projetos foram sempre muito bem conduzidos, assim como sempre ocorreu nestes 10 anos de condução”, afirmou Leandro.

Para o pesquisador, os resultados obtidos ao longo dos anos devem ser analisados de forma integrada, considerando os diferentes fatores que influenciam o desempenho das lavouras.

“Não há como dizer que um resultado individual é mais relevante que outro. O CTECNO Parecis comprova que o resultado a campo é consequência da integração de todos os resultados obtidos ao longo do tempo, e de todas as condições ambientais, que interferem dia a dia nos efeitos da produção a campo. É impressionante como esta estação experimental, desde o início, até hoje, conseguiu, sempre estar totalmente identificado com a necessidade do produtor. Todos estes trabalhos demonstram que a melhor estratégia de manejo é a integração de todos os conhecimentos técnicos científicos devidamente comprovados associado a aplicabilidade no campo”, pontuou Leandro Zancanaro.

Produtor rural em Campo Novo do Parecis, Antônio Brolio acompanhou desde o início a implantação do Centro de Pesquisa e destaca a importância da iniciativa para a região e os avanços significativos para a produtividade das áreas arenosas.

“De início quando foi escolhido a área do CTECNO aqui na região do Parecis, ficamos empolgados, pois uma boa porcentagem da região tem solo arenoso e grande parte ficava em segundo plano com menores investimentos ou só com pastagem. Técnicas implementadas no CTECNO demonstram a possibilidade de se produzir bem nesses solos. Manejos com plantas de cobertura formando boa massa de palhada, que além de reter água e nutrientes, são essenciais para proteção do solo e assim conseguimos melhorar as médias de produção. Em solos arenosos o centro de pesquisa é referência até fora do estado e o produtor que aproveitou desde o início e incrementou novas técnicas logo teve resultados positivos”, observou.

O produtor também ressaltou que o modelo de pesquisa adotado pelo Centro aproxima os produtores do conhecimento técnico e fortalece a confiança nas decisões adotadas dentro das propriedades. “Como no CTECNO as pesquisas são totalmente abertas aos agricultores, isso nos aproxima e nos dá confiança no trabalho dos técnicos influenciando em nossas decisões”, ressaltou Antônio Brolio.

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Para o vice-presidente Sul da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Defesa Agrícola, Fernando Ferri, a criação dos Centros de Pesquisa surgiu da necessidade de oferecer soluções práticas para áreas consideradas mais desafiadoras do ponto de vista produtivo.

“O CTECNO, há 10 anos atrás, foi criado justamente pela particularidade da área. Por ser de solos mistos, áreas arenosas e solos fracos. Então nós realizamos vários manejos de fertilidade de solo, exaustão de alguns nutrientes, palhada, rotação de cultura. Com esses trabalhos, todo produtor que visita o nosso CTECNO sai de lá deslumbrado, porque quando você só ouve falar dos resultados, você tem uma noção. Mas quando você vai lá e vê aquilo na prática, você consegue ver a diferença. A gente tem sempre atualizado as pesquisas em cima do que o produtor tem necessidade. Então, tudo que está acontecendo no momento, a gente consegue transcrever para ter um resultado confiável. E o grande objetivo nosso, além de trazer viabilidade para as áreas marginais, é a imparcialidade, ter um resultado confiável que o produtor saiba que não vai ter interferência de nenhuma multinacional ou empresa”, afirmou Ferri.

O vice-presidente Sul ainda destacou que, ao longo dos anos, o CTECNO Parecis tem cumprido o papel de aproximar o produtor rural da tecnologia, aliando rentabilidade e sustentabilidade. “Um dos objetivos da missão da Aprosoja MT é ter sustentabilidade e rentabilidade no seu negócio. E lá a gente traz à luz os testes que precisam ser feitos. Às vezes o produtor não precisa ficar testando na sua propriedade qual manejo vai dar certo. Lá a gente já vai ter o resultado pronto. Quando você vai lá e visita um centro técnico como esse consegue ver manejos com resultados prontos. Então, automaticamente, o produtor só copia aquilo que ele estava vendo e leva para a sua realidade. E com isso ele vai oferecer mais rentabilidade e sustentabilidade para ele se manter no campo com produção e financeiramente ativo”, ressaltou Fernando Ferri.

Ao final, Fernando Ferri convidou os produtores a participarem da programação especial em comemoração aos 10 anos do CTECNO Parecis.

“Eu gostaria de convidar todos os membros da Comissão de Defesa Agrícola que dia 14 às 18h30 nós teremos a nossa primeira reunião anual da Comissão de Defesa Agrícola. E no dia seguinte, que será dia 15, nós vamos estar com o nosso campo aberto, vamos ter palestras magnas e visitação ao campo, onde o produtor vai poder enxergar tudo isso pessoalmente. Então, gostaria que todos os produtores sintam-se convidados a participar do nosso Centro de Pesquisa e do nosso grande dia com uma comemoração aos 10 anos”, finalizou.

E para marcar essa trajetória dedicada à pesquisa aplicada e à geração de conhecimento para o campo, o CTECNO Parecis realiza, na quinta-feira (15.01), um evento especial em Campo Novo do Parecis. A programação contará com palestras de dois nomes nacionais, sendo o biólogo e apresentador Richard Rasmussen e o produtor rural e ex-ministro da agricultura, Antônio Cabrera, além de visitas às áreas experimentais, proporcionando aos produtores rurais a oportunidade de conhecer de perto os resultados das pesquisas desenvolvidas ao longo desses 10 anos e como elas podem ser aplicadas na prática, fortalecendo a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade das propriedades.

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Agro Mato Grosso

Valtra aposenta a lendária linha BH e lança Série M5 na Agrishow 2026

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Após 26 anos dominando os canaviais, linha histórica do trator BH dá lugar a tratores mais tecnológicos, confortáveis e preparados para a agricultura digital

A Valtra oficializou, durante a Agrishow 2026, uma virada histórica no mercado de mecanização agrícola: a aposentadoria da consagrada Série BH e o lançamento da nova Série M5, apresentada como a “evolução da lenda”. Mais do que uma troca de portfólio, o movimento simboliza a transição entre gerações de tecnologia no campo brasileiro. Com 26 anos de trajetória, o BH não foi apenas um trator — foi um marco na mecanização do setor sucroenergético. Lançado em 2000, com os modelos BH140, BH160 e BH180, a linha rapidamente se consolidou como sinônimo de robustez e confiabilidade em operações severas. Herdando a tradição dos clássicos Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, o BH se tornou o “canavieiro raiz”, dominando os canaviais e sendo peça-chave em atividades como preparo de solo, plantio e transbordo.

Evolucao - trator BH e serie M5 plantando da Valtra

Ao longo dos anos, a linha evoluiu em ciclos consistentes: a Geração 2 (2007) e a Geração 3 (2013) reforçaram sua liderança, enquanto a Geração 4, em 2017, elevou a potência para até 220 cv. Em 2018, a chegada da BH HiTech marcou o salto tecnológico com transmissão automatizada no segmento pesado. Esse histórico rendeu à Valtra, por uma década consecutiva, o reconhecimento do prêmio Master Cana como melhor trator do setor sucroenergético. Agora, esse legado ganha continuidade — e sofisticação — com a Série M5.

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A evolução da lenda

A nova linha chega com os modelos M165 (165 cv) e M185 (185 cv), projetados para ampliar a produtividade em culturas como grãos, arroz e, naturalmente, cana-de-açúcar. Segundo a fabricante, a proposta é clara: preservar o DNA de força do BH, mas incorporar inteligência operacional, eficiência energética e conforto ao operador.

Em entrevista exclusiva a Marcio Peruchi, diretamente da feira, o diretor de marketing da Valtra, Fabio Dotto, destacou que a decisão não representa ruptura, mas evolução. “O BH fez uma história muito bonita no agro. Ele evoluiu desde os anos 2000 até hoje sempre ao lado do produtor. Tudo aquilo que fez o BH ser reconhecido foi mantido.

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O que estamos fazendo agora é evoluir com tecnologias necessárias para os dias atuais”, afirmou. “Melhoramos a transmissão, trouxemos mais conforto e tecnologia na medida certa. O DNA permanece.” Essa visão é reforçada por Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da marca: “É uma nova era que começa. A Série M5 marca o próximo passo da evolução histórica da família BH, pensada estrategicamente para entregar máxima performance nas principais culturas do agronegócio brasileiro.”

Evolucao - trator BH e serie M5 subsolando o solo da Valtra

Tecnologia embarcada e foco no operador

A Série M5 materializa esse avanço em uma série de inovações técnicas e operacionais. O conjunto é equipado com motores AGCO Power de 4 cilindros, reconhecidos pela eficiência e economia de combustível. A nova Transmissão Power Shift HiTech 3 sincronizada permite trocas de marcha com o trator em movimento, com maior suavidade e ganho operacional — um ponto crítico em jornadas intensas no campo.

O sistema hidráulico também foi reforçado, com vazão de 205 litros por minuto, garantindo desempenho consistente mesmo com implementos pesados e em condições severas.

No campo do conforto, a evolução é ainda mais evidente. A cabine foi completamente redesenhada, com novos revestimentos, assentos aprimorados e soluções práticas como uma “cooler box” integrada — detalhe que evidencia a preocupação com o bem-estar do operador em longas jornadas.

Visualmente, o trator também marca uma nova fase, com design mais moderno e robusto, destacando o novo capô de 5ª geração.

DNA canavieiro preservado

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Mesmo com a ampliação de atuação para diferentes culturas, a Série M5 mantém uma ligação direta com o setor que consagrou o BH: a cana-de-açúcar. O tradicional kit canavieiro segue presente, incluindo eixo dianteiro com bitola de 3 metros, freio pneumático e barra de tração pino-bola — elementos fundamentais para operações de transbordo com máxima eficiência.

Tradição e futuro no mesmo equipamento

Para a Valtra, o lançamento da Série M5 representa mais do que um avanço tecnológico — é a consolidação de um conceito: unir a força do passado com as demandas do futuro

“O que fizemos foi honrar a herança de força incansável da linha BH, elevando a máquina ao seu ápice tecnológico. Entregamos um trator que respeita sua história, mas que olha para frente com inteligência operacional e conforto. É o encontro entre o trabalho bruto e a agricultura digital”, resume Winston Quintas.

O fim da Série BH encerra um dos capítulos mais emblemáticos da mecanização agrícola brasileira. Já a chegada da Série M5 deixa claro que, no campo, a evolução não apaga a história — ela a transforma em base para o próximo salto.

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Agro Mato Grosso

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

Leia mais:  Frente fria muda tempo e interfere no ritmo de colheita e plantio no País

O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

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Agro Mato Grosso

Plantio e validação de clones de eucalipto para regiões do estado de MT

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O estado de Mato Grosso apresenta elevado potencial para o reflorestamento e redução da pressão sobre suas florestas nativas. Embora predominem cultivos e pastagens, observa-se crescimento gradual das áreas com plantios comerciais de árvores. Historicamente, a indústria florestal local foi abastecida por espécies nativas da Amazônia, mas a redução do extrativismo e os compromissos ambientais têm impulsionado a demanda por produtos de florestas plantadas.

O cultivo de eucalipto, antes limitado pela baixa demanda, tornou-se promissor com a instalação de indústrias de etanol de milho (como FS Bioenergia, INPASA, ALD Bioenergia, Etamil, Enermat etc), que utilizam esses exemplares como biomassa. A projeção é de 324 mil hectares plantados, com foco em áreas próximas às usinas (raio de 150 km). Além disso, a indústria de celulose EucaEnergy, prevista para iniciar operações em dezembro de 2025 no Vale do Araguaia, demandará cerca de 200 mil hectares.

Caso todos os projetos se concretizem, estima-se que uma área de cultivo de eucalipto alcance 500 mil hectares em dez anos, favorecendo também sistemas de integração laboral-pecuária-floresta (ILPF) voltados à produção de biomassa.

Entretanto, a expansão dos plantios tem ocorrido em solos arenosos e regiões com restrições hídricas, o que afeta o desempenho dos clones comerciais atuais (H13, I144 e VM01), resultando em desfolhamento, mortalidade e baixa produtividade. Essa situação foi relatada à AREFLORESTA (Associação de Reflorestadores de Mato Grosso) por produtores, que buscaram apoio da Embrapa para estabelecer uma nova rede de pesquisa com eucaliptos no estado.

A demanda crescente por biomassa para energia e secagem de grãos, somada à instalação de agroindústrias e ao Plano ABC+ MT (que prevê 285 mil hectares de florestas plantadas até 2030), reforça a atratividade do reflorestamento comercial. No entanto, os produtores enfrentam dificuldades pela falta de conhecimento sobre espécies e clones adaptados a diferentes regiões, além da adoção de práticas silviculturais prejudiciais, que favorecem problemas abióticos e bióticos. Diante disso, torna-se essencial desenvolver estratégias baseadas em pesquisa para garantir o sucesso dos projetos florestais, cujos retornos são de médio e longo prazo.

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A Embrapa, em parceria com associados da AREFLORESTA, propõe a instalação de Testes Clonais Ampliados (TCA’s) para validar clones comerciais no estado. Serão avaliados 60 clones (BRS) em comparação com três até clones já utilizados na região (H13, I144 e VM01), em parcelas de 100 plantas (10 x 10), distribuídas em sete locais (Primavera do Leste, Rondonópolis, Santa Antônio do Leverger, Brasnorte, Santa Rita do Trivelato, São José do Rio Claro e Sinop) que representam diferentes condições edafoclimáticas de Mato Grosso.

O objetivo é disponibilizar materiais genéticos com alta produtividade e características adequadas para uso energético, como alta densidade básica e alto índice de rachaduras nas toras, o que reduza custos no preparo da biomassa para o setor agroindustrial. Por se tratar de uma proposta com avaliação de clones multiespécies em uma região de alta demanda, os resultados serão de grande interesse para as empresas.

O projeto tem o potencial de provar a redução do risco da atividade florestal, o aumento da produtividade da madeira, a identificação de clones que podem ser usados ​​como genitores em futuros programas de melhoramento genético, o treinamento de estudantes e profissionais e as contribuições de um Programa de Pesquisa Florestal em Mato Grosso. O principal resultado será a indicação de clones mais adaptados, com informações acessíveis à sociedade florestal mato-grossense.

O projeto tem a Embrapa Agrossilvipastoril como proponente e responsável pela execução, e faz parte da equipe de pesquisadores da Embrapa Florestas e associados da AREFLORESTA, os quais cedem áreas experimentais e importantes com mão de obra, fortalecendo a geração de tecnologias específicas aos produtores. (com Assessoria/Embrapa Agrossilvipastoril)

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