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4 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Exportações do agro gaúcho encolhem 4,1% em 2025 – MAIS SOJA

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A Farsul divulgou, nesta quarta-feira (14), os resultados das exportações gaúchas de dezembro de 2025 e do agregado do ano. Na comparação com dezembro de 2024, houve uma queda de 4,3% no valor exportado (um total de US$ 1,44 bilhão em comparação com US$ 1,5 bilhão no mesmo período de 2024) e de 5,5% no volume, um total de 2,19 milhões de toneladas. Em dezembro de 2024, o estado havia exportado 2,3 milhões de toneladas. Essa queda pronunciada se deve principalmente pela diminuição da oferta de soja em grão, fortemente impactada pela estiagem.

O valor total exportado pelo Estado no período foi de US$ 1,99 bilhões, com o agronegócio sendo responsável por 72% deste montante (US$ 1,44 bilhões). Em termos de volume, o agronegócio representou 89% do total estadual no período.

No acumulado do ano, entre janeiro e dezembro de 2025, foram exportados US$ 15 bilhões, um valor 4,1% menor do que o mesmo período do ano anterior.

Guerra comercial com os Estados Unidos e estiagem impactaram o setor durante 2025

As exportações do Rio Grande do Sul encerraram 2025 menores do que iniciaram. A queda tanto no valor quanto no volume se deve principalmente pela baixa oferta de soja em grão, resultado direto da estiagem que atingiu o estado.

O grão teve forte volatilidade no período, já sendo possível ver o impacto da estiagem ainda em maio. O cenário pouco mudou durante o ano, mesmo com um resultado bom apresentado no volume exportado para a China em agosto.

A carne de frango também foi um setor que passou por um período difícil, desta vez com choques sanitários e logísticos. Em maio, a proteína teve sua venda suspensa para o mercado chinês, reflexo da doença de Newcastle, e recuos no mercado do Oriente Médio, graças à gripe aviária. No segundo semestre, o setor mostrou sinais de recuperação, expandindo mercados na EAU, Japão e Filipinas. Houve uma queda no período, em novembro, graças à atrasos de embarque nos portos, mas em dezembro o fechamento mensal apontou para uma recuperação no Oriente Médio e Europa.

As Filipinas se consolidaram como grande parceiro comercial no setor da carne suína. Em outubro, o país asiático já representava 50% do valor e do volume exportado da proteína, o que fez com que o setor tivesse um bom desempenho, apesar de queda das vendas para a China.

Ainda na proteína, a carne bovina foi um dos pilares sustentadores do setor durante o ano. A China foi o maior comprador durante a maior parte de 2025, mas também houve avanços no mercado das Filipinas e do Reino Unido. A carne bovina foi um dos produtos que sofreu impacto forte das tarifas americanas, algo parcialmente compensado pelo mercado mexicano e canadense. Em dezembro, na comparação com o mesmo período de 2024, houve desempenho excelente do produto, com aumentos na casa dos três dígitos em valor (131%) e volume (108%).

O arroz, apesar de um ano com sobe e desce na oferta, encerrou 2025 com saldo positivo nas exportações, onde vendemos mais do que compramos. O estado exportou 1.586 mil toneladas do grão no ano. O ceral encerrou dezembro com aumento importante no volume exportado, de 89%.

O fumo e seus derivados também tiveram um ano volátil, com quedas forte nas exportações do terceiro trimestre para alguns países europeus, e com novembro apresentando exportações zeradas para o Egito, com um impacto de US$ 107 milhões. As vendas para a Europa amorteceram um pouco do impacto, e em dezembro o setor teve bons resultados na região.

Sobre a guerra comercial com os Estados Unidos, na comparação de dez/24 e dez/25, observamos queda de 30% no valor exportado mesmo com um aumento de 29% no volume, o que indica queda nas margens como resultado das tarifas.

Os principais parceiros comerciais do estado em dezembro foram a Ásia (sem Oriente Médio), que segue como o principal destino das exportações do agro gaúcho, totalizando US$ 763 milhões e 1,23 milhão de toneladas. Em segundo lugar temos a Europa, que atingiu US$ 286 milhões, sendo US$ 227 milhões para a União Europeia. Em seguida temos a África, que atingiu US$ 99 milhões.

Quanto aos países, China aparece em primeiro lugar com US$ 448 milhões e participação de 31% no valor. Em segundo lugar temos a Bélgica com 4%, Países Baixos com 3,8%, Bangladesh com 3,7%, Vietnã com 3,5% e Filipinas com 3,5%.

O relatório econômico da Farsul completo pode ser acessado aqui
O balanço comercial de 2025 pode ser acessado aqui

Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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Sustentabilidade

Nanofertilizante produzido com caroço de açaí estimula crescimento de milho e sorgo – MAIS SOJA

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Pesquisadores da Embrapa e da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram um nanofertilizante a partir do caroço do açaí, capaz de estimular o crescimento de milho e sorgo. Em testes experimentais, a aplicação de baixas doses do produto (10 miligramas por litro) aumentou o crescimento relativo das plantas em 24% no milho e 164% no sorgo. O volume das raízes também cresceu 23% e 59%, respectivamente, em comparação com os controles não tratados.

O caroço do açaí (foto abaixo) é um coproduto pouco aproveitado no processamento agroindustrial. Para cada tonelada de frutos utilizada na extração da polpa, são gerados cerca de 700 quilos de caroços, que normalmente são descartados ou usados como combustível em caldeiras.

Foram utilizadas nos testes, as variedades de milho BRS-Gorutuba e sorgo 2502, ambas com ciclo curto de produção e recomendadas para o plantio no semiárido. O aumento das raízes, especialmente no sorgo, permite que as plantas explorem o solo com maior eficiência, favorecendo sua sobrevivência.

O novo nanofertilizante é produzido a partir do pó de semente do açaí em um processo chamado síntese hidrotermal. O resultado são nanopartículas fluorescentes, conhecidas como pontos quânticos de carbono (carbon quantum dots), que medem aproximadamente quatro nanômetros.

Essas partículas penetram com grande eficiência nos tecidos das folhas. Dentro da planta, além de entregar nutrientes minerais essenciais, funcionam como antenas que captam a radiação ultravioleta e, a partir dela, emitem uma luz azul capaz de estimular o sistema fotoquímico da planta e aumentar a eficiência da fotossíntese.

O pesquisador Cláudio Carvalho (foto abaixo), da Embrapa Agroindústria Tropical (CE), explica que, devido ao tamanho reduzido das partículas, os nanofertilizantes penetram com eficiência nos tecidos vegetais e entregam nutrientes diretamente no nível celular, aumentando a absorção em relação aos fertilizantes foliares convencionais. Eles também participam dos processos de transferência de energia dentro das células e fornecem compostos bioativos, que podem estimular a atividade de enzimas,  como aquelas envolvidas nos estresses oxidativos.

Carvalho acrescenta que os nanofertilizantes podem alcançar resultados superiores com doses menores, reduzindo custos de aplicação e possíveis impactos ao meio ambiente. “Em comparação com os fertilizantes convencionais, os nanofertilizantes geralmente resultam em menos escoamento superficial e menor contaminação dos solos e corpos d’água, tornando-os potencialmente mais sustentáveis”, completa.

De resíduo a riqueza

“Apesar de existirem poucos estudos sobre o uso do caroço de açaí em pequena escala como biochar (biocarvão), produção de bioenergia ou desenvolvimento de materiais compósitos, esse resíduo geralmente se acumula nos centros urbanos das regiões produtoras e em grandes cidades”, diz o pesquisador.

Ele explica que a semente do açaí é um “kit de sobrevivência natural” contendo nutrientes necessários para a planta se estabelecer em ambientes hostis. Essa riqueza torna o caroço do açaí o precursor ideal para o nanofertilizante. “Esse é um destino nobre, que agrega valor à biomassa e, ao mesmo tempo, devolve pelo menos parte dos nutrientes minerais, principalmente micronutrientes, às áreas de produção, economizando em fertilizantes”, afirma.

Conforme o cientista, o grupo pretende testar o produto em outras espécies como feijão, batata doce, abóbora, hortaliças, além de mudas de açaizeiro. “Após a finalização e escalonamento do processo de produção, o nanofertilizante poderá se tornar uma grande e segura oportunidade de retorno dos nutrientes ao sistema produtivo, quer na própria cultura do açaizeiro, nos viveiros de mudas, em cultivo protegido, e em outras aplicações”, complementa.

“No Brasil são geradas grandes quantidades de resíduos agroindustriais, especialmente na região amazônica, o que representa uma matéria-prima abundante e de baixo custo”, observa o professor Pierre Fechine (foto abaixo), coordenador do Laboratório do Grupo de Química de Materiais Avançados (GQMat) da UFC, parceiro nesse trabalho. Ele acrescenta que também será necessário avançar nos estudos regulatórios e de segurança para uso agrícola em larga escala.

Avanço científico 

Os resultados foram publicados no artigo Carbon-based nanopigments derived from açaí seed residues with tunable optical properties and biofunctional performance na revista internacional Dyes and Pigments. “Mostramos que um resíduo que normalmente seria descartado pode ser convertido em um material inteligente, capaz de interagir com sistemas biológicos e produzir efeitos mensuráveis no crescimento vegetal”, conta o professor.

Ele explica que, até chegar ao produtor rural, ainda é preciso vencer alguns desafios. O principal deles é manter a qualidade e a reprodutibilidade do material ao passar da escala de laboratório para a escala industrial. “Em laboratório, trabalhamos com pequenas quantidades e controle rigoroso das condições de síntese. Em uma fábrica, é necessário garantir que cada lote apresente as mesmas propriedades químicas, ópticas e biológicas”, esclarece. Outro desafio é a otimização dos custos de produção, incluindo consumo de energia, purificação do material e logística de coleta da biomassa.


Por que estudar pontos quânticos de carbono?

Os carbon quantum dots, ou pontos quânticos de carbono, são nanopartículas extremamente pequenas, milhares de vezes menores do que um fio de cabelo humano. Apesar do tamanho reduzido, possuem propriedades muito especiais, principalmente a capacidade de absorver e emitir luz.

Eles foram descobertos por acaso no início dos anos 2000, durante estudos envolvendo nanotubos de carbono. Desde então, despertaram enorme interesse científico porque são relativamente fáceis de produzir, apresentam baixa toxicidade e podem ser obtidos a partir de materiais naturais e resíduos orgânicos.

Hoje, os carbon quantum dots são estudados para aplicações em sensores químicos, diagnóstico médico, bioimagem, células solares, LEDs, tratamento de água e agricultura. Na agricultura, eles podem atuar como estimuladores do crescimento vegetal, aumentar a eficiência do aproveitamento da luz pelas plantas e auxiliar no transporte de nutrientes, contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

No trabalho realizado pela Embrapa e a UFC, o pó da semente do açaí, rico em carbono e minerais, foi colocado em um ambiente “hostil” dentro de reatores de alta pressão, submetido a altas temperaturas por várias horas — um processo chamado de síntese hidrotermal. Sob essas condições, as moléculas orgânicas da semente se quebram e se reorganizam nos carbon quantum dots e outras substâncias com atividade biológica nas plantas, como precursores de hormônios vegetais, entre outras.


Fonte: Embrapa


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Autor:Verônica Freire (MTB 01225JP) Embrapa Agroindústria Tropical

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Milho fecha em alta em Chicago com temores sobre exportações no Mar Negro – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado chegou a cair no início do dia, pressionado pela queda do petróleo em Nova York, mas reagiu e acabou sendo sustentado pelos temores de que uma intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia provoque novas interrupções nas exportações pelo Mar Negro. Os sinais de uma boa demanda pelo cereal dos Estados Unidos complementaram o quadro positivo.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 332.700 toneladas na semana encerrada em 16 de julho. O México liderou as compras, com 203.300 toneladas.

Para a temporada 2026/27, foram mais 701.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Colheita do milho safrinha 2026 atinge 54,7% no Centro-Sul do Brasil, aponta Safras – MAIS SOJA

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A colheita da safrinha 2026 de milho atingia 54,7% da área estimada de 15,739 milhões de hectares na sexta-feira (31), segundo levantamento de Safras & Mercado.

A ceifa de milho atinge 38,9% da área no Paraná, 14,3% em São Paulo, 40,6% em Mato Grosso do Sul, 30,9% em Goiás, 78,9% em Mato Grosso e 10,6% em Minas Gerais.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 66,5% da área cultivada de 15,407 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 65,7%.

Matopiba

Na região do Matopiba, a colheita da safrinha 2026 atingiu 56% da área cultivada de 1,341 milhão de hectares. A ceifa chegou a 88,8% na Bahia, a 49,1% no Maranhão, a 62,4% da área no Piauí e a 46,4% no Tocantins.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 74,9% na área cultivada de 1,280 milhão de hectares, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 64,3%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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