Connect with us
19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Exportações do agro gaúcho encolhem 4,1% em 2025 – MAIS SOJA

Published

on


A Farsul divulgou, nesta quarta-feira (14), os resultados das exportações gaúchas de dezembro de 2025 e do agregado do ano. Na comparação com dezembro de 2024, houve uma queda de 4,3% no valor exportado (um total de US$ 1,44 bilhão em comparação com US$ 1,5 bilhão no mesmo período de 2024) e de 5,5% no volume, um total de 2,19 milhões de toneladas. Em dezembro de 2024, o estado havia exportado 2,3 milhões de toneladas. Essa queda pronunciada se deve principalmente pela diminuição da oferta de soja em grão, fortemente impactada pela estiagem.

O valor total exportado pelo Estado no período foi de US$ 1,99 bilhões, com o agronegócio sendo responsável por 72% deste montante (US$ 1,44 bilhões). Em termos de volume, o agronegócio representou 89% do total estadual no período.

No acumulado do ano, entre janeiro e dezembro de 2025, foram exportados US$ 15 bilhões, um valor 4,1% menor do que o mesmo período do ano anterior.

Guerra comercial com os Estados Unidos e estiagem impactaram o setor durante 2025

As exportações do Rio Grande do Sul encerraram 2025 menores do que iniciaram. A queda tanto no valor quanto no volume se deve principalmente pela baixa oferta de soja em grão, resultado direto da estiagem que atingiu o estado.

O grão teve forte volatilidade no período, já sendo possível ver o impacto da estiagem ainda em maio. O cenário pouco mudou durante o ano, mesmo com um resultado bom apresentado no volume exportado para a China em agosto.

A carne de frango também foi um setor que passou por um período difícil, desta vez com choques sanitários e logísticos. Em maio, a proteína teve sua venda suspensa para o mercado chinês, reflexo da doença de Newcastle, e recuos no mercado do Oriente Médio, graças à gripe aviária. No segundo semestre, o setor mostrou sinais de recuperação, expandindo mercados na EAU, Japão e Filipinas. Houve uma queda no período, em novembro, graças à atrasos de embarque nos portos, mas em dezembro o fechamento mensal apontou para uma recuperação no Oriente Médio e Europa.

As Filipinas se consolidaram como grande parceiro comercial no setor da carne suína. Em outubro, o país asiático já representava 50% do valor e do volume exportado da proteína, o que fez com que o setor tivesse um bom desempenho, apesar de queda das vendas para a China.

Ainda na proteína, a carne bovina foi um dos pilares sustentadores do setor durante o ano. A China foi o maior comprador durante a maior parte de 2025, mas também houve avanços no mercado das Filipinas e do Reino Unido. A carne bovina foi um dos produtos que sofreu impacto forte das tarifas americanas, algo parcialmente compensado pelo mercado mexicano e canadense. Em dezembro, na comparação com o mesmo período de 2024, houve desempenho excelente do produto, com aumentos na casa dos três dígitos em valor (131%) e volume (108%).

O arroz, apesar de um ano com sobe e desce na oferta, encerrou 2025 com saldo positivo nas exportações, onde vendemos mais do que compramos. O estado exportou 1.586 mil toneladas do grão no ano. O ceral encerrou dezembro com aumento importante no volume exportado, de 89%.

O fumo e seus derivados também tiveram um ano volátil, com quedas forte nas exportações do terceiro trimestre para alguns países europeus, e com novembro apresentando exportações zeradas para o Egito, com um impacto de US$ 107 milhões. As vendas para a Europa amorteceram um pouco do impacto, e em dezembro o setor teve bons resultados na região.

Sobre a guerra comercial com os Estados Unidos, na comparação de dez/24 e dez/25, observamos queda de 30% no valor exportado mesmo com um aumento de 29% no volume, o que indica queda nas margens como resultado das tarifas.

Os principais parceiros comerciais do estado em dezembro foram a Ásia (sem Oriente Médio), que segue como o principal destino das exportações do agro gaúcho, totalizando US$ 763 milhões e 1,23 milhão de toneladas. Em segundo lugar temos a Europa, que atingiu US$ 286 milhões, sendo US$ 227 milhões para a União Europeia. Em seguida temos a África, que atingiu US$ 99 milhões.

Quanto aos países, China aparece em primeiro lugar com US$ 448 milhões e participação de 31% no valor. Em segundo lugar temos a Bélgica com 4%, Países Baixos com 3,8%, Bangladesh com 3,7%, Vietnã com 3,5% e Filipinas com 3,5%.

O relatório econômico da Farsul completo pode ser acessado aqui
O balanço comercial de 2025 pode ser acessado aqui

Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

Continue Reading

Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

Published

on


A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

Published

on


Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

Published

on


Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


undefined


 

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT