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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para janeiro, fevereiro e março/26 – MAIS SOJA

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ANÁLISE CLIMÁTICA DE DEZEMBRO

Em dezembro de 2025, acumulados de chuva acima de 150 mm ocorreram em grande parte do Brasil, favorecendo a manutenção da umidade do solo nessas áreas. Por outro lado, a porção leste da Região Nordeste registrou volumes inferiores a 40 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo.

Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se nas porções leste e oeste do Amazonas, norte do Amapá, Acre, leste do Pará e no norte de Tocantins, com totais superiores a 250 mm. Este cenário contribuiu para elevação dos níveis de umidade do solo. Em Roraima, extremo-norte do Amazonas, sul do Amapá e norte do Pará, os totais de chuva foram inferiores a 100 mm, porém em localidades de Roraima e norte do Amazonas, os volumes foram menores e inferiores a 40 mm.

Na Região Nordeste, os maiores acumulados de chuva concentraram-se no sul do Maranhão e do Piauí, além do oeste da Bahia, com totais superiores a 150 mm, elevando os níveis de umidade no solo e favorecendo o plantio e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. Já no leste da região, os acumulados foram inferiores a 40 mm, resultando em redução da umidade do solo.

Bons volumes de chuva foram observados na maior parte da Região CentroOeste, com valores superiores a 120 mm. Desta forma, os níveis de umidade do solo encontram-se satisfatórios, beneficiando o desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos dos cultivos de primeira safra.

Na Região Sudeste, os volumes mensais de chuva foram superiores a 150 mm em grande parte da região. No nordeste de Minas Gerais e centro-norte do Espírito Santo, os acumulados variaram entre 70 mm e 100 mm. No geral, os níveis de umidade do solo foram suficientes para o desenvolvimento das lavouras de grãos. Em grande parte da Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 90mm, com os maiores acumulados acima de 150 mm, concentrados no centro-oeste do Paraná e de Santa Catarina, bem como em grande parte do Rio Grande do Sul. De modo geral, esses volumes garantiram níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Em novembro, as temperaturas máximas foram acima de 30 °C, principalmente na porção norte das Regiões Norte e Nordeste, além do oeste da Região Centro-Oeste. Em áreas da costa da Região Sudeste e da Região Sul, os valores permaneceram entre 24 °C e 28 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 24 °C na maior parte da Região Norte, centro-norte da Região Nordeste e oeste da Região Centro-Oeste. No sul de Minas Gerais, leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Região Sul, as temperaturas foram inferiores a 18 °C.

1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura a seguir, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre os dias 16 e 31 de dezembro de 2025. Nesse período, registraram-se valores entre -1,5 °C e -2 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 120°W e 90°W, indicando a área de maior resfriamento das águas. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4 (delimitada entre 170°W e 120°W), verificaram-se valores variando entre -1 °C e -0,5 °C durante dezembro.

Esse comportamento ainda indica um resfriamento da região, persistindo a condição de fenômeno La Niña no Pacífico Equatorial, caracterizado por desvios de TSM inferiores a -0,5°C.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a transição das condições de La Niña para a Neutralidade, durante o trimestre janeiro, fevereiro e março de 2026, com probabilidade de 65%.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média na maior parte da Região Norte e Centro-Oeste, bem como algumas áreas das Regiões Sul e Sudeste. Chuvas abaixo da média são previstas para o interior da Região Nordeste, norte da Região Sudeste, leste da Região Centro-Oeste e oeste da Região Sul.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média em Roraima, Amapá, porções central e noroeste do Pará, grande parte do Amazonas e sul de Rondônia, elevando os níveis de umidade do solo. No oeste do Acre, sul e nordeste do Pará, além do Tocantins, são previstas chuvas abaixo da média.

Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas próximas e abaixo da média. Este cenário pode reduzir os níveis de umidade do solo nos próximos meses. Porém, as chuvas devem se concentrar no nordeste do Maranhão, norte do Piauí e noroeste do Ceará.

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas acima da médiaem Mato Grosso, porções nordeste e sudoeste de Goiás, Distrito Federal e São Paulo. Nas demais áreas, o modelo do Inmet indica volumes próximos e abaixo da média. No geral, os níveis de umidade do solo se manterão satisfatórios ao longo dos próximos meses, porém algumas áreas do norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e oeste de Mato Grosso do Sul, poderão sofrer redução de umidade no final do trimestre.

Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média no oeste de Santa Catarina e parte central do Rio Grande do Sul. As chuvas próximas ou acima da média devem ocorrer principalmente no centro-norte do Paraná, leste de Santa Catarina, bem como no extremo-sul e nordeste do Rio Grande do Sul, onde os níveis de umidade do solo não deverão sofrer redução nos próximos meses.

Quanto às temperaturas, essas devem permanecer próximas e acima da média histórica em grande parte do país, com temperaturas acima de 25 °C, nas Regiões Norte, Nordeste e parte da Região Centro-Oeste. Temperaturas acima 28 °C são previstas para Roraima, áreas pontuais da costa leste da Região Nordeste, bem como no sudoeste de Mato Grosso e noroeste de Mato Grosso do Sul. No leste da Região Sul, as temperaturas podem ser mais amenas, com valores menores que 22 °C, assim como em áreas mais elevadas da Região Sudeste.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.

Fonte:  Conab



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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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