Sustentabilidade
Análise climática e prognósticos para janeiro, fevereiro e março/26 – MAIS SOJA

ANÁLISE CLIMÁTICA DE DEZEMBRO
Em dezembro de 2025, acumulados de chuva acima de 150 mm ocorreram em grande parte do Brasil, favorecendo a manutenção da umidade do solo nessas áreas. Por outro lado, a porção leste da Região Nordeste registrou volumes inferiores a 40 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo.
Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se nas porções leste e oeste do Amazonas, norte do Amapá, Acre, leste do Pará e no norte de Tocantins, com totais superiores a 250 mm. Este cenário contribuiu para elevação dos níveis de umidade do solo. Em Roraima, extremo-norte do Amazonas, sul do Amapá e norte do Pará, os totais de chuva foram inferiores a 100 mm, porém em localidades de Roraima e norte do Amazonas, os volumes foram menores e inferiores a 40 mm.
Na Região Nordeste, os maiores acumulados de chuva concentraram-se no sul do Maranhão e do Piauí, além do oeste da Bahia, com totais superiores a 150 mm, elevando os níveis de umidade no solo e favorecendo o plantio e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. Já no leste da região, os acumulados foram inferiores a 40 mm, resultando em redução da umidade do solo.
Bons volumes de chuva foram observados na maior parte da Região CentroOeste, com valores superiores a 120 mm. Desta forma, os níveis de umidade do solo encontram-se satisfatórios, beneficiando o desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos dos cultivos de primeira safra.
Na Região Sudeste, os volumes mensais de chuva foram superiores a 150 mm em grande parte da região. No nordeste de Minas Gerais e centro-norte do Espírito Santo, os acumulados variaram entre 70 mm e 100 mm. No geral, os níveis de umidade do solo foram suficientes para o desenvolvimento das lavouras de grãos. Em grande parte da Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 90mm, com os maiores acumulados acima de 150 mm, concentrados no centro-oeste do Paraná e de Santa Catarina, bem como em grande parte do Rio Grande do Sul. De modo geral, esses volumes garantiram níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.
Em novembro, as temperaturas máximas foram acima de 30 °C, principalmente na porção norte das Regiões Norte e Nordeste, além do oeste da Região Centro-Oeste. Em áreas da costa da Região Sudeste e da Região Sul, os valores permaneceram entre 24 °C e 28 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 24 °C na maior parte da Região Norte, centro-norte da Região Nordeste e oeste da Região Centro-Oeste. No sul de Minas Gerais, leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Região Sul, as temperaturas foram inferiores a 18 °C.
1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA
Na figura a seguir, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre os dias 16 e 31 de dezembro de 2025. Nesse período, registraram-se valores entre -1,5 °C e -2 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 120°W e 90°W, indicando a área de maior resfriamento das águas. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4 (delimitada entre 170°W e 120°W), verificaram-se valores variando entre -1 °C e -0,5 °C durante dezembro.
Esse comportamento ainda indica um resfriamento da região, persistindo a condição de fenômeno La Niña no Pacífico Equatorial, caracterizado por desvios de TSM inferiores a -0,5°C.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a transição das condições de La Niña para a Neutralidade, durante o trimestre janeiro, fevereiro e março de 2026, com probabilidade de 65%.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO DE 2026
As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média na maior parte da Região Norte e Centro-Oeste, bem como algumas áreas das Regiões Sul e Sudeste. Chuvas abaixo da média são previstas para o interior da Região Nordeste, norte da Região Sudeste, leste da Região Centro-Oeste e oeste da Região Sul.
Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média em Roraima, Amapá, porções central e noroeste do Pará, grande parte do Amazonas e sul de Rondônia, elevando os níveis de umidade do solo. No oeste do Acre, sul e nordeste do Pará, além do Tocantins, são previstas chuvas abaixo da média.
Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas próximas e abaixo da média. Este cenário pode reduzir os níveis de umidade do solo nos próximos meses. Porém, as chuvas devem se concentrar no nordeste do Maranhão, norte do Piauí e noroeste do Ceará.
Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas acima da médiaem Mato Grosso, porções nordeste e sudoeste de Goiás, Distrito Federal e São Paulo. Nas demais áreas, o modelo do Inmet indica volumes próximos e abaixo da média. No geral, os níveis de umidade do solo se manterão satisfatórios ao longo dos próximos meses, porém algumas áreas do norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e oeste de Mato Grosso do Sul, poderão sofrer redução de umidade no final do trimestre.
Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média no oeste de Santa Catarina e parte central do Rio Grande do Sul. As chuvas próximas ou acima da média devem ocorrer principalmente no centro-norte do Paraná, leste de Santa Catarina, bem como no extremo-sul e nordeste do Rio Grande do Sul, onde os níveis de umidade do solo não deverão sofrer redução nos próximos meses.
Quanto às temperaturas, essas devem permanecer próximas e acima da média histórica em grande parte do país, com temperaturas acima de 25 °C, nas Regiões Norte, Nordeste e parte da Região Centro-Oeste. Temperaturas acima 28 °C são previstas para Roraima, áreas pontuais da costa leste da Região Nordeste, bem como no sudoeste de Mato Grosso e noroeste de Mato Grosso do Sul. No leste da Região Sul, as temperaturas podem ser mais amenas, com valores menores que 22 °C, assim como em áreas mais elevadas da Região Sudeste.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.
Fonte: Conab

Sustentabilidade
Preço da soja se mantém no final de abril, aponta Cepea

As últimas semanas no mercado da soja foram marcadas por preços firmes. Apesar da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, as cotações se mantiveram sustentadas pela forte demanda, tanto no mercado interno quanto externo.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os conflitos no Oriente Médio e a valorização do petróleo tem reforçado essa constância no mercado. Com os preços do diesel em alta, a procura pelo biodiesel tem aumentado e consequentemente o interesse pelo óleo de soja também.
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Em relação às lavouras, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a colheita atingiu 92,1% da área, com variações entre regiões. No Sul do país, o ritmo é mais lento: Santa Catarina registra 71% e o Rio Grande do Sul, 69%, ambos abaixo dos índices observados no ano passado.
Enquanto isso, no Matopiba o ritmo é heterogêneo e em Tocantis a colheita está próxima ao fim, com 98% da área colhida. Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior. No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025.
Colheita internacional
Na Argentina, chuvas tem atrapalhado a colheita, o que forçou uma pausa por período indeterminado na região.
Enquanto nos EUA, a chuva chegou como notícia boa e trouxe alívio, apesar de limitar as atividades. Mesmo dessa forma, a semeadura chegou a 23% da área projetada para a safra 2026/27, até 26 de abril, quantidade superior ao ano passado e da média dos últimos 5 anos.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Com demanda aquecida, valor do grão segue firme

Mesmo diante da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, os preços da soja seguem firmes no Brasil. A sustentação vem das aquecidas demandas interna e externa, e também do avanço das cotações dos derivados.
Segundo o Cepea, no mercado internacional, o conflito no Oriente Médio e a consequente valorização do petróleo reforçam o movimento de alta no Brasil, à medida que esse cenário eleva a atratividade do biodiesel e, consequentemente, a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.
No campo, a colheita alcançou 92,1% da área, segundo a Conab, embora persistam diferenças regionais relevantes. No Sul, os trabalhos seguem mais lentos: Santa Catarina atingiu 71% e o Rio Grande do Sul, 65%, ambos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No Matopiba, o ritmo permanece heterogêneo. Tocantins praticamente concluiu a atividade, com 98% da área já colhida, enquanto Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior.
No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025. Na Argentina, chuvas pontuais nas principais regiões interrompem temporariamente a colheita e mantêm o ritmo irregular. Nos Estados Unidos, a recente chuva no Meio-Oeste trouxe alívio climático, mas limitou temporariamente as atividades de campo. Ainda assim, a semeadura atingiu 23% da área projetada para a safra 2026/27 até 26 de abril, superando o ano passado e a média dos últimos cinco anos.
Fonte: Cepea
Sustentabilidade
Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

A colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul perdeu ritmo na semana passada devido ao excesso de umidade e à frequência de precipitações. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgada nesta segunda-feira (4), a soja foi colhida em 79% da área semeada de 6.624.988 hectares, enquanto o milho alcançou 92% dos 803.019 hectares cultivados.
No caso da soja, a Emater/RS-Ascar informou que 20% das áreas restantes estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas lavouras tardias, a entidade registrou aumento na presença de percevejos e de doenças como a ferrugem-asiática.
A produtividade média estadual da oleaginosa está estimada em 2.871 quilos por hectare. O órgão ressalta, no entanto, que há variações regionais expressivas, com perdas superiores a 50% em áreas afetadas anteriormente por restrição hídrica. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos recuou 1,68% e foi fixado em R$ 115,25.
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Para o milho, o avanço semanal foi de 1 ponto porcentual. A Emater/RS-Ascar atribui a evolução mais lenta à priorização de outras culturas e às chuvas. A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare, favorecida pela recuperação hídrica em áreas de safrinha. A cotação da saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 58,19.
No milho para silagem, a colheita chegou a 89%, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz entrou em fase final de retirada das lavouras, com 93% da área de 891.908 hectares colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, a umidade do solo e dos grãos reduziu a eficiência operacional das máquinas em pontos específicos. A produtividade estimada é de 8.744 quilos por hectare, e o preço médio da saca de 50 quilos subiu 0,26%, para R$ 60,93.
Os dados indicam que o ritmo da colheita no Estado segue condicionado às condições climáticas de curto prazo, especialmente nas áreas ainda remanescentes de soja e arroz, onde a umidade elevada pode continuar limitando a operação de campo e a qualidade final dos grãos.
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