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Saiba como ficaram as cotações de soja em dia de relatório USDA

O mercado brasileiro de soja ficou travado, com quedas firmes nos preços ao redor de R$ 2,00 por saca. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o principal fator de pressão foi a divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com viés fortemente baixista.
Segundo ele, o relatório trouxe aumento dos estoques norte-americanos e elevação da produção brasileira, o que provocou forte recuo da Bolsa de Chicago na sessão. “A CBOT caiu com força e os prêmios não conseguiram compensar esse movimento”, observa. O dólar, por sua vez, ficou praticamente de lado ao longo do dia.
Silveira destaca que o produtor permaneceu fora do mercado, diante da queda mais acentuada das cotações. “Os preços recuaram e os negócios ficaram travados. Se ocorreram, foram antes da divulgação do relatório”, detalha o consultor.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 134,00 para R$ 132,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
- Cascavel (PR): caiu de R$ 125,00 para R$ 122,00
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 116,00 para R$ 114,00
- Dourados (MS): caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 116,00 para R$ 114,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 134,00 para R$ 132,00
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira (12) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após iniciar o dia em alta por notícias de compras chinesas e pela queda do dólar, o mercado mudou de direção após o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Em geral, os números do USDA foram baixistas, com destaque para o corte na estimativa das exportações americanas, confirmando que a demanda chinesa não deve alcançar os volumes acordados entre Washington e Pequim, no final de outubro.
O USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,262 bilhões de bushels (116 milhões de toneladas) em 2025/26, acima da previsão de 4,253 bilhões no relatório anterior. Os estoques finais estão projetados em 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas), acima da estimativa de dezembro e do esperado pelo mercado.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 13,50 centavos de dólar, ou 1,27%, a US$ 10,49 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,61 3/4 por bushel, com retração de 12,75 centavos ou 1,18%.
Nos subprodutos, o farelo caiu 1,77% a US$ 298,30 por tonelada, enquanto o óleo ganhou 1,16%, fechando a 50,27 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,11%, sendo negociado a R$ 5,3718 para venda e a R$ 5,3698 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3505 e R$ 5,3855.
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VG decreta calamidade por 180 dias após fogo destruir anexo da Educação; prefeita entrega imagens ao TCE

Chamas consumiram materiais, livros e veículos na noite de ontem (17). Vigilante relatou ter ouvido um estrondo seguido de clarão antes do incêndio
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), informou ao presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, que disponibilizou todas as imagens das câmeras de segurança do local e das áreas próximas monitoradas pelo município para auxiliar nas investigações sobre o incêndio que atingiu o Anexo I da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) e o almoxarifado da pasta.
“É importante destacar que temos monitoramento por câmeras em alguns pontos, no barracão e também por meio da Guarda Municipal. Todas essas imagens já foram disponibilizadas. Restam apenas as câmeras internas, que fazem parte do programa Vigia Mais. Estamos colaborando de todas as formas possíveis”, afirmou a prefeita.
Durante visita ao local, o conselheiro Sérgio Ricardo manifestou solidariedade ao município diante dos prejuízos causados pelo incêndio.
“Infelizmente, o município sofreu muitas perdas. Houve prejuízo ao patrimônio público, com a destruição de materiais, livros e até veículos. Venho trazer a solidariedade e o apoio do Tribunal de Contas de Mato Grosso”, declarou.
O incêndio
O incêndio atingiu o Anexo I da Secretaria Municipal de Educação na noite de quarta-feira (17). As causas ainda são investigadas pelas autoridades competentes.
Segundo o boletim de ocorrência, o vigilante de plantão relatou ter ouvido um estrondo e, em seguida, visto um clarão no interior do depósito. No entanto, ele não conseguiu identificar a origem das chamas.
A ocorrência foi comunicada ao Poder Executivo Municipal pelo secretário de Defesa Social, Lourinei Silva, que acionou o Corpo de Bombeiros Militar e a Guarda Municipal. Durante o atendimento, agentes da Guarda realizaram o isolamento da área para garantir a segurança de moradores, profissionais da imprensa e autoridades que acompanharam os trabalhos.
Estado de calamidade
Em razão dos danos provocados pelo incêndio, a Prefeitura de Várzea Grande decretou estado de calamidade administrativa na Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer pelo prazo de 180 dias. A medida foi oficializada por meio do Decreto Municipal nº 49/2026, publicado nesta quinta-feira (18).
De acordo com o documento, a declaração tem como objetivo permitir a adoção de medidas excepcionais para assegurar a continuidade dos serviços públicos educacionais, culturais, esportivos e administrativos afetados pelo sinistro.
O decreto, porém, mantém a obrigatoriedade da abertura de procedimentos administrativos para apurar as causas do incêndio e dimensionar os prejuízos causados ao patrimônio público.
Com Prefeitura de Várzea Grande
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Oscilando em junho, cesta básica tem queda de preço após bater mais um recorde na capital

Entre altas e baixas, a lista de produtos registra recuo nesta terceira semana em Cuiabá, após o aumento observado na semana anterior e mais uma quebra de recorde. Com redução de 0,80%, o custo médio do conjunto atingiu R$ 925,69, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
Em relação ao comparativo anual, o valor atual da cesta segue em alta, ficando 10,14% acima da média de R$ 840,45 registrada no mesmo período de 2025. O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, reforça que o patamar elevado impacta diretamente o orçamento familiar dos cuiabanos.
“Mesmo com a cesta básica voltando a apresentar retração na terceira semana de junho, o alívio pontual não foi suficiente para reduzir o valor para abaixo de R$ 900, patamar que não é observado desde maio. Assim, a cesta segue em nível historicamente elevado”, disse Wenceslau Júnior.
Dentre os itens que contribuíram para o recuo da cesta básica na semana, a banana se destaca ao registrar queda de 4,41%, atingindo custo médio de R$ 7,78/kg. Em comparação ao mesmo período de 2025, o preço atual também está 8,77% menor.
Conforme análise do IPF-MT, o avanço das colheitas aumentou a oferta da fruta. No entanto, parte da produção apresenta qualidade inferior, o que, aliado ao aumento da oferta, pode ter contribuído para a redução dos preços.
Movimento semelhante foi observado no café, que passou a registrar redução em seu preço médio após as fortes altas verificadas no ano passado. O produto apresentou baixa de 2,57%, atingindo a média semanal de R$ 30,44 por pacote de 500 gramas. As boas expectativas para a safra atual e os sinais de melhora nas condições climáticas e produtivas podem ter contribuído para a redução dos preços observada.
Com a variação negativa, o preço atual do produto também está 11,66% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando custava, em média, R$ 34,46 o pacote de 500 gramas.
Outro item com forte variação de preço foi o óleo de soja, que registrou aumento de 1,97%, alcançando o valor médio de R$ 8,11 por embalagem de 900 ml. O preço atual está 1,57% acima do observado no mesmo período de 2025. A alta demanda pela soja no mercado externo pode ter pressionado os preços, mesmo diante da boa oferta de grãos disponível no mercado.
Sobre as variações de preços, Wenceslau Júnior afirmou: “Essas variações demonstram que a melhora momentânea nas condições de oferta e o avanço da produção ainda não são suficientes para equilibrar plenamente o mercado. Mesmo com maior disponibilidade de alguns produtos, fatores como a qualidade da produção e a demanda aquecida continuam influenciando a formação dos preços.”
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Operação faz ‘limpa’ em avenidas de Cuiabá, recolhe 50 placas irregulares e alerta para multa de R$ 1,5 mil

Fiscais miraram propagandas afixadas em árvores, postes e canteiros da República do Líbano e MT-251. Dois estabelecimentos foram notificados
Operação Cidade Limpa remove anúncios irregulares e reforça fiscalização em Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá realizou mais uma etapa da Operação Cidade Limpa, com ações ao longo da Avenida República do Líbano e da rodovia MT-251, até a entrada do bairro Jardim Vitória. O objetivo foi retirar publicidades instaladas irregularmente em áreas públicas e orientar comerciantes sobre a necessidade de regularização.
Ao longo do trajeto, foram apreendidos e removidos cerca de 50 equipamentos de publicidade, entre faixas afixadas em postes, placas instaladas em canteiros centrais e outros anúncios irregulares.
Coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP), a Operação Cidade Limpa contou com a participação da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semob-SegP).
O secretário adjunto de Regulação e Fiscalização da SORP, Robson Pereira dos Santos, destacou que a iniciativa busca reorganizar os espaços urbanos e garantir mais segurança e qualidade visual à cidade. “A importância dessa ação é promover o reordenamento das avenidas em relação à publicidade e à ocupação dos espaços públicos. Esse trabalho começou pela Avenida República do Líbano e pela MT-251, mas outras avenidas também estão programadas. No ano passado, realizamos uma ação semelhante e alcançamos os objetivos. Desta vez, também teremos êxito. Quem ganha com isso é a população”, afirmou.
Além da retirada de equipamentos publicitários instalados irregularmente em áreas públicas, a operação resultou na notificação de dois estabelecimentos por ausência de alvará de publicidade. Ambos receberam prazo de dez dias para regularização. Em um dos casos, também foi constatada a falta de alvará de funcionamento.
A diretora de Atividades Econômicas da SORP, Claudia Borges Bertoldo, informou que a instalação de publicidade em áreas públicas é considerada irregular e está sujeita à aplicação de multa, apreensão e remoção imediata dos materiais. As penalidades variam de acordo com o tamanho da publicidade irregular e começam em R$ 1,5 mil para anúncios com até cinco metros quadrados.
“Hoje foram apreendidos aproximadamente 50 equipamentos instalados irregularmente em áreas públicas. Realizamos a remoção dos materiais, orientamos os comerciantes e, ao final da operação, identificamos estabelecimentos sem os alvarás necessários. Todos foram devidamente notificados e orientados. A operação foi um sucesso, sem qualquer registro de conflito, graças ao apoio dos órgãos parceiros e à compreensão dos comerciantes sobre a importância da regularização”, explicou Claudia Borges.
A diretora reforçou que anúncios irregulares não apenas comprometem o ordenamento urbano, como também podem representar riscos à segurança da população. “O licenciamento da publicidade vai além da organização visual da cidade. Existem questões de segurança envolvidas e até mesmo riscos de infrações ambientais, como a fixação de anúncios em árvores. Por isso, a regularização e a colaboração dos cidadãos são fundamentais para manter a cidade mais organizada, segura e ambientalmente adequada”, destacou.
A regularização pode ser feita presencialmente na Secretaria Municipal de Ordem Pública, das 8h às 17h, ou por meio do Portal do Cidadão. As denúncias de irregularidades podem ser registradas pelo Portal da SORP, disponível em https://sorp.cuiaba.mt.gov.br.
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