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18 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Santa Catarina alcança recorde nas exportações em 2025 – MAIS SOJA

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Santa Catarina encerrou 2025 com resultado recorde nas exportações, que cresceram 4,4% no ano e totalizaram receita de US$ 12,2 bilhões, mesmo em um cenário desafiador marcado pelo tarifaço dos Estados Unidos e pela barreira sanitária da China.

De acordo com o Observatório da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o tarifaço norte-americano reduziu em 15,7% as exportações aos EUA, representando perda de cerca de US$ 275 milhões. Já a restrição chinesa decorrente do caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul provocou uma queda de 6,74% nas vendas à China, com impacto de US$ 87 milhões.

Apesar disso, o aumento das vendas a outros mercados compensou amplamente as perdas, assegurando o melhor desempenho da história catarinense no comércio exterior.

“Mesmo num ambiente bastante adverso, Santa Catarina obteve recorde nas exportações. Isso é explicado pela diversificação de destinos, com aumento significativo de vendas para a União Europeia, que inclusive passou a ser o segundo principal mercado de exportação do estado, superando a China em dezembro. Outro fator importante é a recuperação da economia da Argentina, que é fortemente integrada com a catarinense, permitindo o retorno das exportações de diversos produtos”, explica Pablo Bittencourt, economista-chefe da Fiesc.

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Setor agropecuário segue liderando a balança comercial

A balança comercial catarinense continuou sendo liderada pelos produtos do agronegócio.

O principal item exportado em 2025 foi a carne de ave, que registrou faturamento externo de US$ 2,3 bilhões, um crescimento de 7,7% no ano. O bom desempenho foi sustentado pela diversificação de mercados, que compensou as restrições impostas pela China. Santa Catarina aumentou suas vendas para Arábia Saudita, outros países do Oriente Médio, Coreia do Sul, Chile e Reino Unido.

Em segundo lugar, destacou-se a carne suína, com alta de 9% e receita de US$ 1,7 bilhão, impulsionada principalmente pelas vendas ao México e ao Japão.

A soja manteve resultado estável, com leve alta de 1% e receita de US$ 660 milhões.

Câmbio favoreceu desempenho das exportações

Além da diversificação de mercados e produtos, o resultado positivo da balança comercial catarinense foi favorecido pelo comportamento do câmbio.

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Segundo o economista Pablo Bittencourt, “a taxa de câmbio do Brasil está um pouco desvalorizada frente aos fundamentos do comércio internacional, o que contribuiu para aumentar a competitividade das exportações catarinenses”.

Importações registram leve alta

As importações de Santa Catarina em 2025 tiveram alta modesta de 0,7% em relação a 2024.

Entre os principais produtos importados, segundo o Observatório Fiesc, estão:

  • Cobre refinado (-9,4%)

  • Partes e acessórios para veículos (+12,9%)

  • Polímeros de etileno (-15%)

  • Pneus de borracha (-16,2%)

  • Fertilizantes nitrogenados (+37,2%)

O desempenho confirma a resiliência e a capacidade de adaptação da indústria e do agronegócio catarinense, que mesmo diante de barreiras comerciais e desafios climáticos, encerram o ano com recorde histórico nas exportações e perspectivas positivas para 2026.

Fonte:  Gazeta do povo, disponível em Fecoagro

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Sustentabilidade

Valor Bruto da Produção supera R$ 1,4 trilhão em agosto – MAIS SOJA

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A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em agosto é de R$ 1,403 trilhão, de acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador representa o valor da produção agropecuária dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária.  

Do total estimado, as lavouras respondem por R$ 894,1 bilhões, o equivalente a 63,7% do VBP. A pecuária representa R$ 509,1 bilhões, ou 36,3% do valor total. 

Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 158 bilhões (11,3%), a cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e o café, com R$ 102,9 bilhões (7,3%). 

Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 249,2 bilhões, equivalente a 17,8% do VBP. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 107,4 bilhões (7,7%). 

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No recorte regional, o Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado pelo resultado de Mato Grosso, estimado em R$ 218,2 bilhões, o equivalente a 15,6% do total. Na sequência está o Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%). 

CÁLCULO 

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até agosto. 

Fonte: MAPA



 

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FONTE

Autor:Mapa

Site: MAPA

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Sustentabilidade

Lavouras de trigo no RS avançam entre tempo firme, desafios fitossanitários e alta nos preços – MAIS SOJA

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Trigo: As condições ambientais foram favoráveis para o desenvolvimento das lavouras na maior parte do Estado, com períodos de tempo firme, maior disponibilidade de radiação solar e reposição da umidade do solo pela ocorrência de precipitações.

Há, contudo, diferenças de desenvolvimento entre as regiões em função da época de implantação e das condições meteorológicas ocorridas ao longo do ciclo. As áreas de implantação mais precoce, localizadas a Oeste, avançam para as fases de enchimento de grãos (44%) e maturação (5%). Já as lavouras de implantação mais tardia estão predominantemente entre os estágios de desenvolvimento vegetativo (12%) e de espigamento e floração (39%).

Os períodos de tempo firme possibilitaram a realização das operações de manejo. As ocorrências de geada e de granizo provocaram danos pontuais, com intensidade variável conforme o estádio fenológico e as condições locais das áreas atingidas. Algumas lavouras seguem sob avaliação quanto aos possíveis reflexos sobre o potencial produtivo.

Em relação ao quadro fitossanitário, há incidência de oídio, de manchas foliares, de ferrugens e de giberela. Destaca-se a necessidade de maior atenção às lavouras em floração e às áreas submetidas a condições meteorológicas propícias ao desenvolvimento de doenças.

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A área projetada pela Emater/RS-Ascar para Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, onde a implantação de trigo ocorre tradicionalmente mais cedo, as primeiras lavouras estabelecidas em maio avançaram significativamente. Em São Borja, cerca de 800 hectares (5% da área) se encontram em maturação. Em Manoel Viana, as áreas mais adiantadas estão em espigamento, e a ocorrência de geada não causou impactos significativos. O tempo firme, associado à disponibilidade de radiação solar e à manutenção da umidade no solo, favoreceu o desenvolvimento das lavouras e a evolução para os estádios reprodutivos. Na Região da Campanha, de implantação mais tardia, as lavouras ainda estão entre as fases de elongação do colmo e de início da floração. Em Lavras do Sul, o potencial produtivo inicialmente estimado em 2.367 kg/ha foi comprometido pelo elevado volume de precipitações, que passaram de 700 mm desde o início de junho, causando perdas estimadas em 10% até o momento. Nas áreas de maior potencial produtivo e nível tecnológico, prosseguem as aplicações de fungicidas.

Na de Caxias do Sul, a elevada nebulosidade e a baixa luminosidade, associadas às temperaturas reduzidas, retardaram o desenvolvimento das plantas. As lavouras estão predominantemente no final do perfilhamento e início da elongação do colmo, mantendo, apesar das intempéries, expectativa de rendimento considerada satisfatória.

Na de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 35% em florescimento, 50% em enchimento de grãos e 5% em maturação. A incidência de giberela está expressiva, o que tem levado à intensificação da aplicação de fungicidas.

Na de Ijuí, 10% da área está em desenvolvimento vegetativo, 48% em floração, 33% em granação e 9% em maturação. Foram registrados danos pontuais decorrentes de geada e granizo. Segundo avaliação inicial, a geada provocou apenas sinais de queimadura nas plantas localizadas em pontos mais baixos do relevo, sem indicação de impactos expressivos. Já os danos de granizo provocaram lesões em espiguetas, espigas e folhas e foram mais intensos em Três Passos, Ibirubá e Santa Bárbara do Sul.

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Porém, a quantificação dos danos ainda depende da evolução das lavouras nas próximas semanas. Na de Passo Fundo, 10% das lavouras estão em estágio de elongação do colmo, 40% em floração e 50% em enchimento de grãos. A adubação nitrogenada de cobertura foi concluída. Estão programadas as operações de controle fitossanitário conforme a disponibilidade de condições ambientais para acesso às áreas. Na de Pelotas, 45% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 55% em florescimento. A sequência de dias nublados, chuvas frequentes e baixa radiação solar  durante o mês de agosto retardou o desenvolvimento das plantas. A elevada umidade do solo tem restringido a realização dos tratamentos preventivos contra doenças.

Na de Santa Maria, em Tupanciretã, município de maior extensão regional do cultivo, 20% das lavouras estão em elongação, 60% em floração e 20% em enchimento de grãos. A menor umidade e a reduzida incidência de doenças foliares contribuíram para a manutenção das condições fitossanitárias. Nas áreas mais adiantadas, o frio intenso e as geadas mantêm a necessidade de acompanhamento durante a floração. A quantificação de eventuais perdas ainda não foi realizada.

Na de Santa Rosa, 4% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 28% em floração, 61% em enchimento de grãos e 7% em maturação. As lavouras apresentam bom número de espiguetas por espiga e ausência de falhas de fecundação, mantendo o potencial produtivo favorável. A doença oídio continua sendo a de maior incidência, seguida de manchas foliares, ferrugem e giberela nas áreas mais avançadas.

Na de Soledade, as temperaturas e a radiação solar favoreceram o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo. A distribuição fenológica é de 5% em elongação do colmo, 50% em espigamento/floração e 45% em enchimento de grãos. As lavouras apresentam, em geral, bom potencial produtivo, embora coexistam áreas de elevado padrão tecnológico e áreas de nível tecnológico apenas razoável. Os períodos de tempo firme permitiram a entrada de máquinas para as aplicações de fungicidas, principalmente contra giberela, além de oídio, manchas foliares e ferrugens.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 2,16%, passando de R$ 69,88 para R$ 71,39, com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 82,00 para produto disponível.

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Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Plantio de soja no Paraná deve iniciar em ritmo acelerado, prevê consultoria

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Foto: Arquivo/Canal Rural

O Paraná deve iniciar a safra 2026/27 de soja em ritmo mais acelerado que outras importantes regiões produtoras do país.

Análise da consultoria Agro do Itaú BBA mostra que as previsões climáticas para as próximas semanas indicam volumes mais regulares de chuva no estado, favorecendo a reposição da umidade do solo e o avanço dos trabalhos de campo.

O cenário contrasta com o observado em parte do Centro-Oeste e da Região Norte. Enquanto produtores paranaenses devem encontrar condições mais favoráveis para o plantio, estados como Mato Grosso e Rondônia ainda convivem com precipitações irregulares e distribuídas de forma desigual, o que tende a resultar em uma semeadura mais gradual ao longo de setembro.

Segundo a consultoria, além das condições climáticas, o mercado inicia a nova temporada em um ambiente de preços mais sustentados. Em agosto, a soja em Sorriso (MT) registrou preço médio de R$ 129 por saca, alta de 7,9%, impulsionada pela valorização das cotações em Chicago e do câmbio, além dos prêmios de exportação firmes e da demanda ativa nos portos e no mercado interno.

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Já no cenário internacional, o mercado segue relativamente equilibrado. Segundo o especialista da consultoria do Itaú BBA Francisco Queiroz, embora os principais produtores mantenham expectativas de oferta robusta para a temporada 2026/27, o crescimento da produção continua sendo absorvido pela demanda global, especialmente pela China.

Como resultado disso, os estoques globais foram ligeiramente revisados para baixo, preservando um quadro considerado apertado para os padrões históricos.

“A evolução do clima será determinante para o ritmo de implantação da safra brasileira. Neste momento, o Paraná reúne condições mais favoráveis para o avanço do plantio, o que pode colocar o estado em uma posição de destaque no início da temporada. Ao mesmo tempo, o mercado continua acompanhando uma combinação de demanda internacional resiliente e estoques globais relativamente ajustados, fatores importantes para a formação dos preços nos próximos meses”, finaliza.  

Na safra 2025/26, o estado colheu 21,9 milhões de toneladas da oleaginosa, com produtividade média de 3.777 kg por hectare (63 sacas/ha), conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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