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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Soja/RS: Semeadura avança e entra na reta final, atingindo 96% – MAIS SOJA

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A semeadura está em estágio avançado no Estado, alcançando 96% da área prevista. A maior parte das lavouras se encontra em desenvolvimento vegetativo (87%), enquanto a floração avançou para 13% da área cultivada, especialmente nas áreas semeadas mais precocemente. Com a chegada do mês de janeiro e a proximidade do final da janela de plantio, observa-se maior preferência pela utilização de cultivares de ciclo tardio como forma de assegurar o adequado período de desenvolvimento vegetativo.

As precipitações frequentes e volumosas, associadas à ocorrência de dias ensolarados, foram, em geral, benéficas ao desenvolvimento da cultura e garantiram umidade do solo e incidência de radiação solar ideias, além de crescimento vigoroso das plantas. Contudo, o longo período com solo saturado dificultou a realização de manejos, e as aplicações de herbicidas estão sendo retomadas à medida que reduz a umidade. Em áreas de semeadura
mais recente, seguem as operações de controle de plantas invasoras.

As lavouras apresentam estande e desenvolvimento apropriados e, de maneira geral, não há incidência significativa de pragas e doenças. Na maioria das áreas, os agricultores realizam aplicações preventivas de fungicidas, com foco no controle da ferrugem-asiática, e
mantêm monitoramento constante em função da elevação da umidade e das temperaturas. Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a implantação das áreas está praticamente concluída. As lavouras semeadas no início do período recomendado estão em floração. Em Rosário do Sul, houve necessidade de replantes, em algumas áreas, em função das chuvas volumosas registradas no final de dezembro. Em Alegrete, o estabelecimento da cultura foi considerado excelente, e as plantas apresentam estande, uniformidade e vigor adequados. Na Campanha, os agricultores retomaram a semeadura a partir de 01/01 (quinta-feira), nas áreas com melhor drenagem. Entretanto, em alguns talhões, ainda há excesso de umidade, o que impede o acesso ou o uso correto do maquinário. As lavouras implantadas em outubro e em início de novembro estão em floração, com porte satisfatório, e as semeadas no final de novembro e na primeira quinzena de dezembro apresentam, em geral, bom estande.

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Na de Caxias do Sul, a cultura está em desenvolvimento vegetativo, com germinação e sanidade adequadas na maioria das áreas cultivadas. Em São Francisco de Paula, está sendo realizada a coleta de esporos de ferrugem-asiática para envio a laboratório, com o objetivo de monitorar a presença do fungo.

Na de Erechim, 95% foram semeados, e toda a área estabelecida se encontra em desenvolvimento vegetativo. Após a ocorrência de chuvas, observou-se melhoria no estado geral das lavouras. Na de Frederico Westphalen, 55% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, e a floração avançou para 45%. O estande de plantas e os aspectos fitossanitários estão apropriados, apesar da ocorrência de problemas pontuais de estabelecimento e das dificuldades na realização do controle de plantas invasoras em determinados cultivos, sobretudo naqueles com cobertura de solo insuficiente, com atraso no manejo e uso inadequado de herbicidas.

Na de Ijuí, o desenvolvimento das plantas está apropriado. Contudo, nas áreas implantadas em dezembro que precisaram ser ressemeadas devido às chuvas intensas e ao maior tráfego de máquinas, observa-se densidade de plantas abaixo do ideal. A partir de 03/01 (sábado), os produtores retomaram a aplicação de fungicidas, que estava atrasada pela elevada umidade. Até o momento, não há registro de sintomas de doenças nas lavouras.

Na de Passo Fundo, as condições de umidade e de temperatura, associadas às chuvas do período, favoreceram os cultivos, que se encontram em fase de germinação ou de desenvolvimento vegetativo.

Na de Pelotas, a semeadura alcançou 99%, e todas as lavouras implantadas estão em desenvolvimento vegetativo. A umidade acumulada no solo foi benéfica ao estabelecimento   ao desenvolvimento das plantas. Na de Santa Maria, mais de 95% da área prevista foi implantada. As lavouras apresentaram emergência uniforme e estande de plantas satisfatório. O volume expressivo e a distribuição das precipitações contribuíram para a recomposição e manutenção da umidade do solo e para o crescimento vigoroso das plantas. A maior parte das lavouras está em desenvolvimento vegetativo, e parte está em início de floração.

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Na de Santa Rosa, a semeadura alcançou 91%. Estão 94% dos cultivos em desenvolvimento vegetativo e 6% em florescimento. O período de intensas precipitações contribuiu para a manutenção da umidade do solo, para a evolução da cultura e para a antecipação do fechamento de linhas na maior parte das áreas. As lavouras implantadas mais tardiamente apresentam estande satisfatório, exceto nas áreas mais baixas, onde houve perda de plantas. Nas áreas de várzea, os produtores aguardam a redução da umidade do solo para realizar a ressemeadura onde ocorreu maior redução de estande ra em fase de desenvolvimento vegetativo, e 15% estão em florescimento. Os cultivos apresentam crescimento acelerado, e ocorreu fechamento de entrelinhas na maior parte das áreas. A estatura das plantas está apropriada. As lavouras de ciclo precoce iniciam o florescimento. O desenvolvimento está adequado, mas houve registro de danos pontuais em Espumoso, em razão da queda de granizo, ocorrida em 02/01 (sexta-feira).

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,72%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 127,09 para R$ 126,18.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

El Niño 2026 deve elevar umidade dos grãos e pressionar safra de inverno no Sul do país – MAIS SOJA

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O retorno do El Niño ao radar climático em 2026 acende um alerta importante para o agronegócio brasileiro, especialmente para as culturas de inverno no Sul do país. Com até 87% de probabilidade de formação no segundo semestre, o fenômeno deve alterar o regime de chuvas e aumentar a incidência de umidade durante o período de desenvolvimento e colheita de culturas como trigo, cevada, aveia e canola.

Dados levantados pela MOTOMCO, referência em tecnologia de medição de umidade de grãos no agronegócio brasileiro, já indicam um cenário de atenção para o trigo no Rio Grande do Sul. Com base no histórico de mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), a empresa projeta aumento no teor médio de umidade dos grãos no momento do recebimento da próxima safra, passando de 16,7% para 17,5% — uma elevação estimada de aproximadamente 4,8% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, análises realizadas a partir do comportamento recente das lavouras apontam para uma redução estimada de 17% na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha, reflexo direto das condições climáticas adversas ao longo do ciclo. A produtividade também deve apresentar queda: a média projetada para a próxima safra é de 2.742 kg/ha, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio trazido pelo El Niño não é apenas o excesso de chuva, mas a dificuldade operacional e de tomada de decisão no campo.

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“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele — e isso normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, explica. 

Embora o fenômeno tenha comportamento diferente em cada região do Brasil, o Sul historicamente sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño. Já áreas do Norte e parte do Centro-Oeste podem registrar redução na intensidade das chuvas.

“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa olhar para o comportamento climático da sua região e monitorar o cenário de forma contínua”, afirma Smolareck.

Excesso de chuva cria dilema entre colher ou perder

No caso dos cereais de inverno, o excesso de umidade durante o ciclo pode comprometer diretamente a qualidade do grão e a eficiência operacional da colheita. “O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, eleva a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais críticas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou panícula”, explica o agrônomo.

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Além dos impactos na qualidade, o excesso de água no solo também reduz a janela operacional de colheita e dificulta a entrada das máquinas nas lavouras. Esse cenário cria um dilema frequente em anos de maior instabilidade climática: colher com umidade acima do ideal ou esperar e correr riscos ainda maiores no campo. Segundo Smolareck, em muitos casos o produtor acaba antecipando a colheita para evitar perdas mais severas causadas pela permanência prolongada da cultura exposta à chuva.  

Exemplo prático de medição realizada em tempo real pelo aparelho de monitoramento Connect, da MOTOMCO. (Foto: MOTOMCO/Divulgação)

Além da lavoura, o impacto também chega ao pós-colheita. Em operações de armazenagem, pequenas variações na medição de umidade podem gerar perdas financeiras relevantes ao longo do ciclo.

Por exemplo, se uma unidade armazenadora opera com um silo de 70.000 mil sacas de trigo e uma medição imprecisa gera desvio de 0,05 % ao longo da operação, a perda pode equivaler a aproximadamente 70.000 sacas. Considerando a saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, esse erro pode representar cerca de R$ 265,440 mil em perda financeira em um único silo.

Por isso, segundo Smolareck, a capacidade de monitorar a umidade em tempo real ganha importância estratégica tanto no campo quanto na armazenagem. “O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Ele entrega o produto e só depois entende o impacto da umidade no valor recebido”, afirma. “Por isso, em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo muitas vezes começa na precisão da medição da umidade”, conclui Smolareck.

Fonte: Assessoria de imprensa MOTOMCO

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

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O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.

Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.

Fonte: Cepea


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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

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O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.

O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.

Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.

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A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.

A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.

“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.

Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro



FONTE
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Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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