Sustentabilidade
Preço da soja hoje: confira as cotações em dia de baixa em Chicago

O mercado brasileiro de soja voltou a apresentar um dia de ritmo lento, com ofertas majoritariamente nominais.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Rafael Silveira, janeiro segue praticamente sem janela para a exportação, o que reduz a necessidade de compra e mantém o mercado travado.
Segundo ele, os prêmios permaneceram firmes, mas a Bolsa de Chicago recuou, enquanto o dólar operou praticamente estável ao longo do dia. “Mesmo com prêmios sustentados, o ambiente externo não ajudou”, observa.
Com poucas ofertas e o produtor ainda retraído, os preços acabaram cedendo. Silveira aponta que as quedas ficaram na faixa de R$ 0,50 a R$ 1,00 por saca, em um cenário com poucas novidades. “O foco começa a migrar para a colheita da safra nova”, resume.
Mercado físico: preços médios da soja
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 135 para R$ 134;
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 136 para R$ 135;
- Cascavel (PR): passaram de R$ 128 para R$ 127;
- Rondonópolis (MT): recuaram de R$ 117 para R$ 116;
- Dourados (MS): caíram de R$ 117 para R$ 116;
- Rio Verde (GO): diminuiu de R$ 117,50 para R$ 116,50;
- Porto de Paranaguá (PR): seguiu em R$ 135
- Porto de Rio Grande (RS): recuaram de R$ 137 para R$ 136
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira (8) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
O bom desenvolvimento das safras na América do Sul, indicando uma ampla oferta da oleaginosa, voltou a pressionar o mercado.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 877,9 mil toneladas na semana encerrada em 1 de janeiro, conforme informações divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao órgão a venda de 132.000 toneladas de soja à China, que serão disponibilizadas na temporada 2025/26.
O USDA deverá, no seu relatório de janeiro, indicar redução na projeção para a safras dos
Estados Unidos em 2025/26. Os estoques de passagem norte-americanos devem ser revisados para cima.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra americana deverá ser cortado de 4,253 bilhões para 4,232 bilhões de bushels. Para os estoques americanos em 2025/26 a previsão deverá ficar em 301 milhões de bushels, contra 290 milhões previstos em dezembro.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2025/26 de 123,1 milhões de toneladas. Em dezembro, o número ficou em 122,4 milhões.
Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição 1o de dezembro deverão ficar acima do número indicado pelo USDA em igual período de 2024. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 3,296 bilhões de bushels.
O relatório trimestral será divulgado às 14hs, na segunda-feira (12). Em igual período de 2024, o número era de 3,1 bilhões de bushels.
Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 5,75 centavos de dólar, ou 0,53%, a US$ 10,61 1/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,73 1/4 por bushel, com retração de 5,50 centavos de dólar ou 0,50%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 1,80 ou 0,58% a US$ 303,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 49,45 centavos de dólar, com ganho de 0,14 centavo ou 0,28%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,3899 para venda e a R$ 5,3879 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3748 e a máxima de R$ 5,3968.
O post Preço da soja hoje: confira as cotações em dia de baixa em Chicago apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
El Niño 2026 deve elevar umidade dos grãos e pressionar safra de inverno no Sul do país – MAIS SOJA

O retorno do El Niño ao radar climático em 2026 acende um alerta importante para o agronegócio brasileiro, especialmente para as culturas de inverno no Sul do país. Com até 87% de probabilidade de formação no segundo semestre, o fenômeno deve alterar o regime de chuvas e aumentar a incidência de umidade durante o período de desenvolvimento e colheita de culturas como trigo, cevada, aveia e canola.
Dados levantados pela MOTOMCO, referência em tecnologia de medição de umidade de grãos no agronegócio brasileiro, já indicam um cenário de atenção para o trigo no Rio Grande do Sul. Com base no histórico de mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), a empresa projeta aumento no teor médio de umidade dos grãos no momento do recebimento da próxima safra, passando de 16,7% para 17,5% — uma elevação estimada de aproximadamente 4,8% em relação ao ciclo anterior.
Além disso, análises realizadas a partir do comportamento recente das lavouras apontam para uma redução estimada de 17% na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha, reflexo direto das condições climáticas adversas ao longo do ciclo. A produtividade também deve apresentar queda: a média projetada para a próxima safra é de 2.742 kg/ha, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.
Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio trazido pelo El Niño não é apenas o excesso de chuva, mas a dificuldade operacional e de tomada de decisão no campo.
“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele — e isso normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, explica.
Embora o fenômeno tenha comportamento diferente em cada região do Brasil, o Sul historicamente sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño. Já áreas do Norte e parte do Centro-Oeste podem registrar redução na intensidade das chuvas.
“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa olhar para o comportamento climático da sua região e monitorar o cenário de forma contínua”, afirma Smolareck.
Excesso de chuva cria dilema entre colher ou perder
No caso dos cereais de inverno, o excesso de umidade durante o ciclo pode comprometer diretamente a qualidade do grão e a eficiência operacional da colheita. “O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, eleva a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais críticas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou panícula”, explica o agrônomo.
Além dos impactos na qualidade, o excesso de água no solo também reduz a janela operacional de colheita e dificulta a entrada das máquinas nas lavouras. Esse cenário cria um dilema frequente em anos de maior instabilidade climática: colher com umidade acima do ideal ou esperar e correr riscos ainda maiores no campo. Segundo Smolareck, em muitos casos o produtor acaba antecipando a colheita para evitar perdas mais severas causadas pela permanência prolongada da cultura exposta à chuva.
Além da lavoura, o impacto também chega ao pós-colheita. Em operações de armazenagem, pequenas variações na medição de umidade podem gerar perdas financeiras relevantes ao longo do ciclo.
Por exemplo, se uma unidade armazenadora opera com um silo de 70.000 mil sacas de trigo e uma medição imprecisa gera desvio de 0,05 % ao longo da operação, a perda pode equivaler a aproximadamente 70.000 sacas. Considerando a saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, esse erro pode representar cerca de R$ 265,440 mil em perda financeira em um único silo.
Por isso, segundo Smolareck, a capacidade de monitorar a umidade em tempo real ganha importância estratégica tanto no campo quanto na armazenagem. “O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Ele entrega o produto e só depois entende o impacto da umidade no valor recebido”, afirma. “Por isso, em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo muitas vezes começa na precisão da medição da umidade”, conclui Smolareck.
Fonte: Assessoria de imprensa MOTOMCO

Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.
Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.
O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.
Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.
A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.
A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.
“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.
Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro
Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro
Site: Fecoagro/SC
Agro Mato Grosso2 horas agoQuando o calor volta? Saiba até quando deve durar a frente fria em MT
Agro Mato Grosso3 horas agoMenino de 8 anos morre após cair em fita transportadora de soja em fazenda de MT
Agro Mato Grosso4 horas agoVÍDEO: peão morre pisoteado por touro em rodeio no interior de SP
Business24 horas agoEmbrapa desenvolve insumo à base de resíduos suínos para substituir fertilizantes fosfatados
Business19 horas agoRápida evolução dos bioinsumos pressiona governo por célere regulamentação, diz Abinbio
Featured3 horas agoMais de 39 mil idosos em Várzea Grande ainda não se vacinaram contra a influenza
Featured5 horas agoPM resgata três homens vítimas de sequestro e tortura e detém quatro suspeitos em Tangará da Serra
Featured4 horas agoInfectologista de MT alerta: Vacinação é a principal barreira contra doenças


















