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24 de agosto de 2026

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Tensão na Venezuela tem pouco impacto na oferta global de fertilizantes

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

A StoneX avalia que as tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Venezuela têm impacto pouco significativo na cadeia global de fertilizantes, especialmente os nitrogenados. Conforme a consultoria, a preocupação com preços e redução de oferta é menor, visto que a Venezuela tem participação limitada no comércio global de ureia.

Em nota, a consultoria destaca que, em 2024, a Venezuela ocupou a 18ª posição entre os maiores exportadores globais de ureia, com pouco mais de 560 mil toneladas embarcadas, o equivalente a cerca de 1% das exportações mundiais. A Rússia, em contrapartida, respondeu por aproximadamente 18% do comércio global do produto no mesmo período.

Embora tenha baixa relevância global, a Venezuela é exportadora de ureia para o Brasil, responsável por uma parcela pequena de 6% do produto importado pelo país. Em 2025, os principais fornecedores do insumo foram Nigéria (23%), Rússia (16%) e Catar (15%).

“Até o momento, não há indícios de impactos diretos sobre a capacidade produtiva ou exportadora de fertilizantes da Venezuela”, afirma na nota o analista de Inteligência de Mercado Tomás Pernías.

“O mercado observa, por ora, pressões pontuais nos custos logísticos, com relatos de fretes marítimos mais elevados em função do aumento das incertezas na região”, conclui.

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Avanço da terceira safra não é suficiente para reduzir preços do feijão, diz Cepea

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Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

Mesmo com o avanço da colheita da terceira safra do feijão carioca, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações do produto se mantiveram em alta nos últimos dias.

A sustentação dos preços está ligada principalmente à oferta disponível no mercado. Segundo o Cepea, produtores têm segurado parte da produção, já que muitos conseguiram fazer caixa com as vendas realizadas anteriormente. Com isso, a oferta imediata diminui e os agricultores ganham maior margem para negociar os valores com os compradores.

Além disso, a demanda pela mercadoria segue alta. Interessados continuam atrás de novos lotes, acompanhando as lavouras e tentando entender quanto feijão irá chegar ao mercado.

A expectativa dos pesquisadores é de uma produção maior na terceira safra em comparação com a temporada anterior. No entanto, a previsão ainda não aponta para uma oferta abundante neste momento. Dessa forma, o volume disponível não tem sido suficiente para pressionar as cotações para baixo.

No atual contexto, a qualidade dos grãos, o ritmo de comercialização e a quantidade que produtores estão dispostos a vender, são fatores que fazem a diferença na decisão do comprador.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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Colheita do algodão chega a quase 70% em Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do algodão 2025/26 em Mato Grosso alcançou 69,52% dos 1,375 milhão de hectares cultivados, superando os trabalhos no ciclo passado no mesmo período que se encontravam em 55,52%. A expectativa é que 6,51 milhões de toneladas de algodão em caroço sejam colhidos.

O saldo da colheita consta no relatório divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na última sexta-feira (21). Conforme o levantamento, a média das últimas cinco safras é de 71,98% da área colhida no período analisado.

A região mais adiantada com os trabalhos é a Nordeste com 88,08% da fibra colhida, seguida do Sudeste com 74,58%. No Médio-Norte do estado as máquinas já passaram por 70,81% da área semeada.

As regiões Oeste e Centro-Sul colheram 68,66% e 68,25% de suas respectivas áreas. Já o Noroeste do estado, conforme o Instituto, apenas 55,20% até o momento.


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Novo centro do Senar-SP leva tecnologia e inovação ao campo

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Unidade vai oferecer 24 cursos voltados à inovação aplicada ao setor agropecuário (Reprodução: A força do Agro/TV Oeste)

Cerca de 5 mil pessoas participaram, no último sábado (22), da entrega das obras do Centro de Excelência em Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (Senar-SP), em São Roque (SP). A estrutura foi doada pelo Grupo Pró-Vida e terá capacidade para atender até 4 mil alunos por ano.

A unidade vai oferecer 24 cursos voltados à inovação aplicada ao setor agropecuário, incluindo formação técnica e cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC). Entre as áreas estão inteligência artificial, Big Data, florestas, operação de máquinas agrícolas, drones, agricultura de precisão, informática e artesanato.

O espaço também será sede de um novo centro voltado à bovinocultura de leite, desenvolvido em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A proposta é reunir pesquisa, inovação, fomento e validação de startups para levar novas tecnologias à produção leiteira.

Para o presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, a entrega representa uma oportunidade de formação profissional para milhares de jovens.

“Não é apenas mais uma inauguração. A entrega é da 17ª escola construída e doada desde 1995. São 17 oportunidades multiplicadas em milhares de vidas, transformadas pelo acesso à educação profissional”, afirmou.

Primeira escola voltada ao agro

O diretor do Grupo Pró-Vida, Felipe Salgado, destacou que a unidade de São Roque é a primeira escola do grupo direcionada ao setor agropecuário. Ao todo, a instituição já entregou 16 escolas no Brasil e uma na Argentina, principalmente para formação nas áreas de indústria, comércio e ensino técnico.

Segundo Salgado, o projeto da unidade de São Roque levou cerca de dois anos, desde a solicitação feita pelo Senar-SP até a conclusão e doação da estrutura.

“É mais uma escola que vai levar esperança e oportunidade para outras pessoas, jovens que buscam uma vida melhor e uma educação de qualidade”, disse.

O prédio tem cerca de 10 mil metros quadrados de área construída e conta com 12 salas de aula, auditório para 257 pessoas, refeitório, biblioteca, estúdio, laboratório de informática, laboratório de bioinsumos, quadra poliesportiva e áreas de paisagismo.

A estrutura também foi projetada com acessibilidade em todos os ambientes.

Centro de leite terá pesquisa e startups

O presidente do Instituto CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amilcar Silveira, destacou a estrutura do centro e a presença de espaços como o laboratório de bioinsumos, área que, segundo ele, ganha importância principalmente para pequenos e médios produtores.

Silveira também ressaltou o projeto que será instalado na unidade para atender à pecuária leiteira.

A expectativa é que o novo centro seja um dos principais polos de pesquisa e inovação do país voltados à produção de leite, com desenvolvimento e fomento de startups.

“Será o mais moderno centro de pesquisa do setor no Brasil, com pesquisa e fomento de startups. Será um espaço de inovação e de conhecimento aplicado à produção do leite, levando mais qualidade e economicidade para os produtores, que já sofrem há anos com a diminuição das margens”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa pode contribuir para aumentar a eficiência da atividade e representa um avanço para a pecuária leiteira nacional.

Além dos cursos técnicos e de formação continuada, o Centro de Excelência em Tecnologia terá capacitações relacionadas a máquinas agrícolas, drones, agricultura de precisão, inteligência artificial, Big Data e outras tecnologias aplicadas ao campo.

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