Agro Mato Grosso
Colheita da soja avança em MT e define estratégias para o plantio de milho e algodão

O início do ano no campo é tradicionalmente marcado pela expectativa do produtor em relação à colheita e à rentabilidade da safra. Em algumas regiões de Lucas do Rio Verde, esse movimento já começa a se materializar com o avanço da colheita da soja, especialmente nas áreas onde o plantio ocorreu ainda na primeira quinzena de setembro. “O agricultor sempre inicia o ano com essa expectativa de que a safra seja satisfatória e rentável”, observa o diretor executivo da Fundação Rio Verde, Rodrigo Pasqualli.
Segundo ele, nessas propriedades a cultura da soja chega ao fim do ciclo produtivo e abre espaço para a implantação da próxima safra. “A soja está finalizando o ciclo e agora entra na fase da colheita, ao mesmo tempo em que o produtor já precisa pensar na implantação do milho ou do algodão”, destaca.
Janela ideal do algodão entra em período decisivo
O momento atual é considerado estratégico, principalmente para o algodão. De acordo com Pasqualli, o início de janeiro concentra a melhor janela de plantio da cultura. “Nós estamos agora na janela ideal do algodão, que vai do início de janeiro até, preferencialmente, o dia 10, podendo se estender no máximo até o dia 20”, explica.
Respeitar esse período, conforme ressalta o diretor executivo, é fundamental para garantir melhores condições de desenvolvimento da lavoura ao longo do ciclo. O plantio dentro da janela adequada contribui para reduzir riscos climáticos nas fases mais sensíveis da cultura e favorece o manejo agronômico, refletindo diretamente no potencial produtivo.
Implantação do milho depende do avanço da colheita
A definição pelo milho como cultura da próxima safra também está diretamente ligada ao ritmo da colheita da soja. A liberação das áreas no tempo adequado permite ao produtor aproveitar melhor o calendário agrícola e minimizar riscos relacionados ao clima. “A colheita é uma operação muito importante neste momento, porque dela depende todo o planejamento da próxima safra”, pontua Pasqualli.
Produtividade variável acende alerta no campo
Os primeiros relatos de produtividade da soja, segundo o diretor executivo da Fundação Rio Verde, têm mostrado um cenário bastante diverso. “Nós tivemos localidades que enfrentaram problemas climáticos, principalmente a falta de chuva no início da formação da lavoura, e outras áreas que não sofreram com isso”, relata.
Esse contraste se reflete diretamente nos resultados colhidos. “Tem lavouras com produtividade satisfatória e outras nem tanto, e isso acende uma luz amarela para o agricultor, que passa a olhar com ainda mais atenção para o comportamento do clima”, acrescenta.
Clima impõe limites às operações agrícolas
Além de influenciar a produtividade, o clima também interfere diretamente no ritmo da colheita. Conforme explica Pasqualli, a presença de nebulosidade e de chuvas localizadas, ainda previstas para os próximos dias, pode causar desconforto operacional. “O tempo precisa estar com sol e temperatura mais alta para fechar a maturação da soja e garantir condição adequada para a colheita”, afirma.
A expectativa, segundo ele, é de que haja uma melhora nas condições meteorológicas a partir da próxima semana. “A meteorologia indica que podemos ter um tempo mais estável, o que ajuda bastante nesse momento em que a colheita é prioridade”, completa.
Planejamento e informação técnica como aliados
Diante de um cenário em que o clima segue como variável central, o produtor rural mantém o planejamento como principal ferramenta de tomada de decisão. A escolha entre milho e algodão, o respeito às janelas ideais de plantio e o acompanhamento das previsões meteorológicas se tornam determinantes para o sucesso da safra.
Nesse contexto, a Fundação Rio Verde reforça seu papel de apoio técnico ao produtor, contribuindo com informação qualificada e acompanhamento do cenário agrícola em um dos períodos mais sensíveis do calendário do campo.
Agro Mato Grosso
Vendas de soja em Mato Grosso chegam a quase 100% da safra 2024/25

As vendas de soja da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiram 99,44% da produção em dezembro de 2025, um aumento de 0,98% em relação a novembro, segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado na segunda-feira (12).
Apesar do avanço, o índice ainda ficou 0,30% abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior (2023/24). O relatório aponta que a queda mensal de 3,86% no preço da soja, que fechou dezembro cotada em média a R$ 116,46 por saca, influenciou o ritmo das negociações.
Para a safra 2025/26, as comercializações chegaram a 44,14% da produção estimada ao final de dezembro, representando um avanço de 5,73% em relação a novembro. O início da colheita e as boas condições das lavouras em grande parte do estado contribuíram para a expansão das vendas, com preço médio mensal de R$ 108,41 por saca, queda de 2,09% em comparação com o mês anterior.
O Imea também registrou as primeiras vendas da safra 2026/27, que atingiram 0,76% da produção estimada em dezembro, volume 0,50% maior que o observado no mesmo período da safra anterior.
No mercado internacional, o preço da soja na Bolsa de Chicago subiu 0,82% na semana, impulsionado pelas expectativas sobre o novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. No mercado doméstico, o dólar Ptax recuou 2,04%, enquanto o indicador Cepea fechou o período em queda de 4,88%, cotado a R$ 134,99 por saca.
Agro Mato Grosso
Sema aprova mais de mil projetos para recuperação de 50 mil hectares

Do total de áreas a serem recuperadas, 16,2 mil ha estão localizados em Áreas de Preservação Permanente (APP) e 34,5 mil ha em Áreas de Reserva Legal.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) firmou 1.271 termos de compromisso para recuperação de mais de 50 mil hectares em propriedades rurais no ano de 2025. Os resultados foram intensificados após implantação do CAR Digital 2.0, em junho do ano passado.
São acordos em que o proprietário da área se compromete a efetuar a recuperação mediante a execução do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas ou Alteradas (Prada), já aprovado pelo órgão ambiental
Do total de áreas a serem recuperadas, aproximadamente 16,2 mil hectares estão localizados em Áreas de Preservação Permanente (APP) e 34,5 mil hectares em Áreas de Reserva Legal (ARL).
“No ano passado, obtivemos avanços consistentes na agenda da regularização ambiental. Além do lançamento do CAR Digital 2.0, que trouxe a automação da análise do CAR e um modelo de retificação de informação do cadastro mais inteligente, implementamos a gratificação por produtividade na Coordenadoria do CAR, assegurando ao aumento da validação de cadastros e de projetos de regularização ambiental”, ressaltou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
No processo de regularização ambiental, a recuperação é exigida quando são identificados passivos ambientais. São situações em que o proprietário do imóvel rural não atende aos limites e percentuais estabelecidos no Código Florestal referentes às áreas de reserva legal e de preservação permanente.
Eventuais irregularidades também podem ser constatadas nas ações de fiscalização e monitoramento ambiental, realizadas em tempo real. Mesmo em imóveis já regularizados, se houver alguma mudança na área é preciso realizar a retificação do cadastro ambiental rural.
Ainda na agenda da regularização ambiental, em 2025 o Governo de Mato Grosso lançou dois novos módulos no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural: o Simcar Assentamento e o Simcar Compensação.
O módulo Simcar Assentamento possibilita a emissão automática de todos os CAR´s em assentamento rural, mediante a inserção dos dados pelo Incra ou Intermat. Já o Simcar Compensação permite a regularização de reservas legais desmatadas antes de julho de 2008, mediante doação ao Estado de áreas em unidades de conservação de domínio público que estejam pendentes de regularização ou mediante servidão em propriedades privadas.
Agro Mato Grosso
Exportações de algodão batem recorde histórico e sustentam mercado brasileiro

Enquanto o mercado interno de algodão em pluma segue marcado por baixa liquidez, o ritmo das exportações brasileiras permanece intenso e em níveis históricos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostram que o Brasil embarcou 452,49 mil toneladas de algodão em dezembro de 2025, o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.
No acumulado de 2025, o desempenho externo também foi recorde. As vendas internacionais somaram 3,026 milhões de toneladas, volume 9,1% superior ao de 2024, que até então detinha o maior resultado da história. O avanço consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra, impulsionado pela competitividade do produto nacional no mercado internacional.
Apesar do forte desempenho nas exportações, o mercado doméstico apresenta recuperação lenta. Pesquisadores do Cepea explicam que os negócios internos têm sido retomados gradualmente, em um ambiente ainda cauteloso por parte dos compradores. A recente queda da taxa de câmbio reduziu a paridade de exportação, o que, na prática, diminuiu o interesse comprador no mercado interno.
Esse cenário reforça um contraste importante no setor: enquanto os contratos externos seguem garantindo escoamento e sustentação à cadeia produtiva, as negociações domésticas avançam em ritmo mais moderado, aguardando sinais mais claros de demanda e ajustes nos preços.
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