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21 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Colheita da soja avança em MT e define estratégias para o plantio de milho e algodão

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O início do ano no campo é tradicionalmente marcado pela expectativa do produtor em relação à colheita e à rentabilidade da safra. Em algumas regiões de Lucas do Rio Verde, esse movimento já começa a se materializar com o avanço da colheita da soja, especialmente nas áreas onde o plantio ocorreu ainda na primeira quinzena de setembro. “O agricultor sempre inicia o ano com essa expectativa de que a safra seja satisfatória e rentável”, observa o diretor executivo da Fundação Rio Verde, Rodrigo Pasqualli.

Segundo ele, nessas propriedades a cultura da soja chega ao fim do ciclo produtivo e abre espaço para a implantação da próxima safra. “A soja está finalizando o ciclo e agora entra na fase da colheita, ao mesmo tempo em que o produtor já precisa pensar na implantação do milho ou do algodão”, destaca.

Janela ideal do algodão entra em período decisivo

O momento atual é considerado estratégico, principalmente para o algodão. De acordo com Pasqualli, o início de janeiro concentra a melhor janela de plantio da cultura. “Nós estamos agora na janela ideal do algodão, que vai do início de janeiro até, preferencialmente, o dia 10, podendo se estender no máximo até o dia 20”, explica.

Respeitar esse período, conforme ressalta o diretor executivo, é fundamental para garantir melhores condições de desenvolvimento da lavoura ao longo do ciclo. O plantio dentro da janela adequada contribui para reduzir riscos climáticos nas fases mais sensíveis da cultura e favorece o manejo agronômico, refletindo diretamente no potencial produtivo.

Implantação do milho depende do avanço da colheita

A definição pelo milho como cultura da próxima safra também está diretamente ligada ao ritmo da colheita da soja. A liberação das áreas no tempo adequado permite ao produtor aproveitar melhor o calendário agrícola e minimizar riscos relacionados ao clima. “A colheita é uma operação muito importante neste momento, porque dela depende todo o planejamento da próxima safra”, pontua Pasqualli.

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Produtividade variável acende alerta no campo

Os primeiros relatos de produtividade da soja, segundo o diretor executivo da Fundação Rio Verde, têm mostrado um cenário bastante diverso. “Nós tivemos localidades que enfrentaram problemas climáticos, principalmente a falta de chuva no início da formação da lavoura, e outras áreas que não sofreram com isso”, relata.

Esse contraste se reflete diretamente nos resultados colhidos. “Tem lavouras com produtividade satisfatória e outras nem tanto, e isso acende uma luz amarela para o agricultor, que passa a olhar com ainda mais atenção para o comportamento do clima”, acrescenta.

Clima impõe limites às operações agrícolas

Além de influenciar a produtividade, o clima também interfere diretamente no ritmo da colheita. Conforme explica Pasqualli, a presença de nebulosidade e de chuvas localizadas, ainda previstas para os próximos dias, pode causar desconforto operacional. “O tempo precisa estar com sol e temperatura mais alta para fechar a maturação da soja e garantir condição adequada para a colheita”, afirma.

A expectativa, segundo ele, é de que haja uma melhora nas condições meteorológicas a partir da próxima semana. “A meteorologia indica que podemos ter um tempo mais estável, o que ajuda bastante nesse momento em que a colheita é prioridade”, completa.

Planejamento e informação técnica como aliados

Diante de um cenário em que o clima segue como variável central, o produtor rural mantém o planejamento como principal ferramenta de tomada de decisão. A escolha entre milho e algodão, o respeito às janelas ideais de plantio e o acompanhamento das previsões meteorológicas se tornam determinantes para o sucesso da safra.

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Nesse contexto, a Fundação Rio Verde reforça seu papel de apoio técnico ao produtor, contribuindo com informação qualificada e acompanhamento do cenário agrícola em um dos períodos mais sensíveis do calendário do campo.

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Agro Mato Grosso

Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso

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Quem abasteceu o carro nas últimas semanas percebeu que os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), a alta ocorre em meio à pressão sobre diferentes etapas da cadeia de abastecimento, influenciada pelo preço do petróleo, pelos custos do etanol e por dificuldades no fornecimento de diesel.

Os principais fatores apontados pelo setor são:

  • Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem;
  • Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol;
  • Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A;
  • Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.

O movimento também aparece nos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre 13 e 19 de setembro, a média em Cuiabá do litro da gasolina comum chegou a R$ 6,97etanol ficou na média de R$ 4,17 na capital, enquanto o diesel S-10 pode ser encontrado por R$ 7,57.

Mas por que o preço aumenta nas bombas?

1. Alta do petróleo no mercado internacional

Segundo o sindicato, o preço do petróleo é um dos principais componentes da formação dos preços dos combustíveis. Quando as cotações internacionais sobem, os custos de aquisição e importação de derivados também podem aumentar.

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No caso do diesel, a pressão tem sido maior. Segundo dados divulgados pela ANP, o preço do produto avançou na última semana pesquisada para R$ 6,65 na média nacional.

2. Etanol mais caro pressiona a gasolina

Outro fator apontado pelo Sindipetróleo-MT é o preço do etanol. O biocombustível é utilizado na composição da gasolina vendida nos postos e, por isso, alterações no preço do etanol podem influenciar o custo da gasolina.

Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol na mistura, contra 30% anteriormente. Em setembro, o governo autorizou o início dos testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35%

O sindicato também aponta o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo como fatores que pressionam os custos do etanol.

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3. Diesel e dificuldades de abastecimento

O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que houve redução nas importações de óleo diesel, provocando dificuldades no suprimento e restrições no atendimento de pedidos às distribuidoras.

🔎 O diesel é especialmente importante para Mato Grosso, onde é utilizado em larga escala no transporte de cargas e nas atividades do agronegócio.

4. Quem define o preço na bomba?

preço pago pelo consumidor não é formado apenas pelo valor cobrado pelo produtor ou importador. A cadeia envolve diferentes etapas, como produção ou importação, refino, distribuição, transporte e revenda.

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O Sindipetróleo-MT apontou que os postos não são responsáveis pela formação dos preços e atuam como o último elo da cadeia, repassando os custos recebidos das distribuidoras.

5. O que diz o Sindipetróleo-MT?

Em nota divulgada nesta semana, o sindicato afirmou que os aumentos recebidos pelos postos são consequência de fatores que ocorrem antes da chegada do combustível à revenda.

A entidade também criticou cobranças direcionadas exclusivamente aos postos durante o período eleitoral e defendeu que eventuais fiscalizações sobre a formação de preços alcancem todos os elos da cadeia.

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Agro Mato Grosso

MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

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Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional

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Agro Mato Grosso

Resistência de Diabrotica virgifera reduz eficácia do refúgio no milho Bt

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Estudo aponta herança não recessiva da resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 e custos de aptidão na praga

A resistência de Diabrotica virgifera virgifera ao milho Bt que expressa as proteínas Gpp34/Tpp35Ab1 é herdada de forma não recessiva. Segundo os autores, isso provavelmente reduz a capacidade da estratégia de refúgio de retardar a evolução da resistência e aumenta o risco de que ela ocorra. Pesquisadores da Iowa State University e do USDA-ARS avaliaram duas linhagens de laboratório, DBQ e WAT, derivadas de populações de campo com resistência evoluída e comparadas com uma linhagem suscetível de fundo genético semelhante.

Os valores de dominância genética (h) foram de 0,76 na DBQ e de 0,72 na WAT. Em ambas as linhagens, os heterozigotos sobreviveram no milho Bt significativamente mais que os suscetíveis, embora menos que no milho não Bt. A WAT apresentou resistência completa, sem diferença significativa de sobrevivência entre milho Bt e não Bt, enquanto a DBQ apresentou resistência incompleta. As razões de resistência foram de 124 para a WAT e de 38 para a DBQ.

O trabalho também identificou custos de aptidão associados à resistência, medidos em milho não Bt e em indivíduos homozigotos resistentes. Os percentuais abaixo são reduções relativas em comparação com a linhagem suscetível. Na DBQ, as fêmeas produziram 44,4% menos ovos viáveis (efeito significativo, mas de margem estreita: P = 0,044 em teste unicaudal), e nenhum outro custo foi detectado.

Na WAT, a sobrevivência até a fase adulta foi 17,1% menor, o desenvolvimento durou 2,81% mais e a largura da cápsula cefálica (indicador de tamanho corporal) foi 0,81% menor. Esses custos podem contrabalançar em parte o efeito da herança não recessiva, ao selecionar contra os alelos de resistência na ausência de pressão do milho Bt. Os autores ressalvam, porém, que os custos, sozinhos, podem não garantir um atraso duradouro da resistência sem refúgios maiores e manejo integrado.

Para reduzir o risco de evolução da resistência, os autores apontam refúgios maiores e abordagens de manejo mais diversificadas. Em locais onde a resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 ainda não está amplamente disseminada, a rotação de culturas e o plantio de milho não Bt também podem aumentar a proporção de insetos suscetíveis na população e retardar a evolução da resistência (doi 10.1002/ps.71301).

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Agro MT