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27 de outubro de 2026

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Governo de Mato Grosso injeta R$ 10,5 milhões para modernizar produção de leite

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Foto: Seaf/Divulgação

O Governo de Mato Grosso investiu R$ 10,5 milhões em melhoramento genético para modernizar o rebanho leiteiro da agricultura familiar entre 2020 e 2025. O aporte, coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) com suporte técnico da Empaer-MT, possibilitou a distribuição de doses de sêmen e transferência de embriões de alto valor genético em diversas regiões do estado. A iniciativa busca transformar a eficiência no campo, elevando a renda dos produtores por meio de tecnologia e assistência contínua.

No período, foram distribuídas 36.297 doses de sêmen, entre convencional e sexado, de raças como Holandês, Jersey, Girolando ¾ e 5/8 e Gir Leiteiro, beneficiando 60 municípios e cinco cooperativas. Somente em 2025, a Seaf adquiriu 8.275 novas doses, sendo a maioria sexada para garantir o nascimento de fêmeas. Esse volume de investimento visa consolidar o leite como um negócio competitivo e sustentável para as famílias rurais mato-grossenses.

De acordo com a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, o impacto das ações vai além do aumento direto na produção e foca na mudança de cultura do setor. Para ela, esses projetos levam tecnologia e conhecimento diretamente ao campo. “O produtor passa a enxergar o leite como um negócio sustentável, moderno e competitivo”, destaca a secretária.

Avanço na transferência de embriões

Um dos eixos estratégicos do programa é o Projeto de Melhoramento Genético por Transferência de Embriões, que desde 2020 já realizou 4.378 prenhes sexadas de fêmeas em 34 municípios. A ação beneficia 925 produtores e opera por meio de termos de cooperação com prefeituras e associações. O modelo de parceria exige uma contrapartida de 20% a mais de prenhes pelas entidades parceiras, o que amplia o alcance social da tecnologia.

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A médica-veterinária Vânia Ângela Kohl, coordenadora do programa na Seaf, explica que o acesso à biotecnologia mudou a percepção do agricultor sobre o próprio negócio. Segundo ela, os produtores compreenderam que “não faz mais sentido manter vacas de baixa produção quando podem investir em animais capazes de produzir três a quatro vezes mais”. A especialista reforça que o melhoramento genético é uma política estruturante que reduz custos por litro produzido e garante a sustentabilidade econômica das famílias.

Produtividade cresce no campo

Os resultados práticos já aparecem no balde de leite. Em Pontes e Lacerda, o produtor Marcus Aurélio, do Sítio Recanto, viu animais que produziam apenas três litros saltarem para picos de 16 litros diários após o investimento genético. “Nossa meta é conseguir bons resultados sem sair do campo, manter minha família e viver aqui dentro”, afirma o produtor.

Cenário semelhante é registrado em Vera, na Fazenda Santa Helena. O casal Sidnei e Luzia, que antes dependia de 20 vacas para uma produção total que mal chegava a 20 litros por dia, hoje alcança a média de 178 litros diários na primeira cria dos animais melhorados. “Com a transferência de embriões, os animais produzem mais leite por até nove meses. Na segunda cria, uma vaca que produzia 31 litros/dia pode chegar a 35 litros ou mais diariamente”, explica Luzia.

Continuidade das ações

Para garantir que o avanço não seja interrompido, o Governo realizou uma nova licitação em 2025 para assegurar o fornecimento de novilhas prenhes pelos próximos dois anos. Entre 2022 e 2024, o projeto já havia entregue 324 novilhas Girolando meio-sangue a 177 produtores de seis municípios, incluindo Colniza e Alta Floresta. O pacote inclui assistência técnica obrigatória por um ano, consolidando um novo patamar tecnológico para a agricultura familiar em Mato Grosso.


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Diálogo com Lula exige propostas concretas do agro, diz Ademiro Vian

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O quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva deve seguir os mesmos moldes de ministérios agrícolas adotados na gestão atual, com o Mapa e o MDA à frente dos assuntos que regem o setor. Essa é a avaliação do especialista em finanças do agro, Ademiro Vian.

Contudo, ele acredita que, com base no discurso feito pelo presidente neste domingo (25), será uma administração mais voltada ao diálogo, algo positivo para solucionar os grandes problemas da agropecuária brasileira: endividamento, financiamento para as próximas safras, custos de produção e seguro rural.

Para Vian, existem recursos e mecanismos que podem ser oferecidos pelo governo, mesmo que com taxas não tão atrativas e subsidiadas, para que o produtor consiga pagar suas dívidas. “O importante para o produtor é ele ter previsibilidade, ter recursos na hora certa e ter uma taxa de juros que ele consiga pagar. Isso é possível sim com diálogo, como o presidente prometeu, e com um pouco mais de audácia nas propostas que serão feitas”, diz.

O especialista lembra que o Projeto de Lei nº 2,951/2024, que reformula o marco legal do seguro rural no Brasil, já está aprovado e sancionado e precisa apenas resolver a questão orçamentária para colocá-lo em execução.

Diante de todos os desafios do agro, Vian ressalta que o essencial é que o Executivo e a bancada do agro exercitem o diálogo a despeito das diferenças ideológicas.

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“Mas precisamos de um diálogo com propostas concretas, nada de radicalismos porque isso só vai trazer prejuízo para o agronegócio. [Se houver radicalismos] o setor vai ficar sem crédito, com o endividamento praticamente parado, sem solução, o que não é bom para ninguém. Quem acaba perdendo é o país, são os agricultores. Então estou apostando em um diálogo; mesma estrutura [de governo], mas um diálogo que consiga dar encaminhamento para esses problemas tão graves que a agricultura está vivendo hoje”, conclui.

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Oferta restrita sustenta alta do feijão preto no mercado brasileiro

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O mercado brasileiro de feijão manteve trajetória de valorização entre 15 e 22 de outubro, apoiado pela oferta restrita de lotes de melhor qualidade e por compras pontuais de reposição do varejo. Segundo o Indicador de preços Cepea/CNA, o feijão preto liderou as altas, enquanto o carioca registrou avanços mais moderados. No campo, o plantio da primeira safra 2026/2027 atingiu 20,9% da área acompanhada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o levantamento, o percentual semeado está abaixo da média histórica de 22,3%. O atraso do plantio no Paraná e as chuvas que dificultam a colheita em São Paulo mantêm o mercado atento ao comportamento da oferta nas próximas semanas.

No feijão carioca peneira 12 e nota 9 ou superior, os preços subiram, em média, 0,64% na semana. Itapeva (SP) teve alta de 1,91%, impulsionada pelo interesse nas primeiras ofertas da nova colheita. Em Barreiras (BA) e Sorriso (MT), houve recuo de 0,91% e 0,28%, respectivamente, em meio à resistência dos compradores aos preços pedidos.

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Para o feijão carioca notas 8,0 e 8,5, a valorização média foi de 1,17%, favorecida pela retomada das compras. As altas superaram 3% no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, em Sorriso (MT) e na capital paulista. Já Distrito Federal, Sul Goiano e Centro-Noroeste Goiano registraram queda de 0,45%, 0,81% e 1,85%, nessa ordem, refletindo diferenças na qualidade dos lotes e na necessidade de reposição.

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No feijão preto tipo 1, a alta média foi de 2,70%, com valorização em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). Sorriso (MT) liderou os avanços, com 4,52%, seguido por Itapeva (SP), com 1,44%, e Curitiba (PR), com 0,27%. A entressafra e a menor disponibilidade de grãos de qualidade seguem dando sustentação aos preços.

Na avaliação do indicador, a oferta restrita mantém os preços firmes, especialmente no feijão preto. Para o carioca, o avanço da colheita em São Paulo pode ampliar a disponibilidade. No Paraná, o plantio alcançou 65% da área prevista, ante 74% no mesmo período de 2025.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Dólar mais alto deve favorecer preços do milho nos portos e na B3, aponta Grão Direto

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O milho spot em Chicago encerrou a semana passada com queda de 3,80% no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência fechou a R$ 65,53 por saca, baixa de 1,56% no período.

A ferramenta de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, traz os elementos que devem mexer com os preços do cereal nos próximos dias, após a definição da eleição presidencial que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva. Confira:

  • Mercado interno com oferta folgada: milho segue com preços pressionados no mercado brasileiro, segundo o Cepea, por causa da boa disponibilidade do cereal. Os compradores seguem cautelosos, abastecidos no curto prazo e observando o plantio, enquanto os produtores estão mais flexíveis para negociar, seja para fazer caixa, seja por receio de novas quedas. A demanda das usinas de etanol de milho e das fábricas de ração para aves e suínos segue firme e deve continuar crescendo, conforme a Conab, o que ajuda a dar um piso aos preços.
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  • Dólar alto pode reanimar a exportação e a B3: a exportação de milho segue em ritmo mais lento que no ano passado, e a perda de competitividade nos portos vinha pesando sobre os preços internos. Com o dólar mais alto após as eleições, a paridade de exportação tende a melhorar, o que pode trazer algum fôlego às cotações nos portos e aos contratos na B3, que vinham com viés de baixa. Ainda assim, com oferta confortável, a reação no interior deve ser mais gradual do que nos portos. Na prática, a semana já começa com o milho valorizando mais de 3% na B3.
  • Chicago com pouco peso, mas atenção à colheita norte-americana: em Chicago, o milho segue pressionado pelo avanço da colheita nos EUA, que, segundo o relatório de andamento de safra do USDA, ainda está abaixo da média, mas deve ganhar ritmo com o tempo seco no Meio-Oeste nos próximos dias. A demanda externa pelo milho norte-americano aparenta estar firme, o que limita quedas maiores. Para o produtor brasileiro, porém, o efeito de Chicago nesta semana deve ser bem menor do que o do câmbio e do ritmo de compra da indústria nacional.
  • Macroeconomia e oportunidades: com a conclusão das eleições presidenciais, a Bolsa também teve uma manhã de forte turbulência. O Ibovespa caiu 10% ainda no leilão de abertura, pouco antes das 10h, e acionou o circuit breaker, uma pausa automática de 30 minutos nos negócios por causa da queda forte. Foi a primeira vez desde março de 2020, na pandemia. Na volta, o índice seguiu em queda forte e chegou a recuar mais de 16%, à casa dos 171 mil pontos. Os juros negociados na Bolsa para os próximos anos também dispararam: a taxa para 2031 passou de 12,58% para 14,46% ao ano logo cedo. O Tesouro Nacional cancelou os leilões de títulos prefixados e atrelados à inflação previstos para esta semana. O Boletim Focus desta segunda, com projeções coletadas antes da votação, ainda previa dólar a R$ 5,05 no fim do ano, o que mostra o tamanho do ajuste. “Daqui para frente, o mercado vai acompanhar os primeiros sinais sobre as contas públicas e a composição da equipe econômica”, destaca o Grainsights.

Também estão no radar a decisão de juros nos Estados Unidos na quarta-feira (28), com expectativa de manutenção, e a reunião do Copom em 3 e 4 de novembro. Dólar alto melhora o preço em reais e a competitividade da soja e do milho, mas também encarece fertilizantes, defensivos e o crédito atrelado à moeda.

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