Agro Mato Grosso
MT lidera interesse por terras rurais e reforça posição como principal fronteira agrícola do país

O interesse por terras rurais no Brasil ganhou força ao longo de 2025 e encontrou em Mato Grosso seu principal polo de atração. Levantamento da plataforma Chãozão, especializada na comercialização de imóveis rurais, mostra que o estado lidera o ranking nacional de municípios mais buscados por investidores, confirmando sua posição como maior fronteira agrícola e pecuária do país.
A pesquisa analisou a movimentação registrada ao longo do ano e identificou os 20 municípios com maior procura para investimento em propriedades rurais. Do total, dez estão localizados na região Centro-Oeste, com destaque absoluto para Mato Grosso, que aparece com seis cidades listadas — mais do que qualquer outro estado brasileiro.
Cocalinho e Paranatinga puxam a valorização no estado
Entre os municípios mato-grossenses, Cocalinho, no nordeste do estado, lidera o ranking nacional de interesse por terras rurais. O hectare no município é negociado, em média, a R$ 15,2 mil, conforme o Índice Chãozão Valor do Hectare (ICVH). A posição de destaque reflete a expansão da fronteira produtiva e o avanço de áreas com aptidão tanto para pecuária quanto para agricultura.
Paranatinga, no centro-leste de Mato Grosso, ocupa a segunda colocação no ranking geral. No município, o valor médio do hectare chega a R$ 28,3 mil, indicando maior consolidação produtiva e crescente valorização fundiária. O desempenho das duas cidades evidencia como diferentes regiões do estado despertam interesse do mercado, seja pelo potencial de abertura de novas áreas, seja pela produtividade já instalada.
Estado se destaca mesmo diante de áreas mais valorizadas do país
Embora municípios de estados como São Paulo apresentem valores de hectare significativamente mais elevados — caso de Tatuí (SP), onde a média supera R$ 176 mil —, Mato Grosso se sobressai pela combinação entre escala territorial, diversidade produtiva e custo competitivo da terra. Essa equação tem atraído investidores atentos não apenas ao preço, mas ao potencial de retorno no médio e longo prazo.
Segundo dados da plataforma, o ano foi marcado por um crescimento expressivo na movimentação do mercado. O Chãozão encerrou 2025 com quase R$ 500 bilhões em propriedades anunciadas e registrou aumento de 1.500% nas trocas de informações entre compradores e vendedores, os chamados leads, sinalizando aquecimento consistente nas negociações.
Lavoura e pecuária impulsionam a procura por terras no Centro-Oeste
De acordo com a CEO da plataforma, Geórgia Oliveira, o protagonismo de Mato Grosso está diretamente ligado à sua vocação produtiva. Terras com aptidão para lavoura responderam por cerca de 36% das buscas registradas ao longo do ano, enquanto áreas voltadas à pecuária representaram aproximadamente 32%. O dado reforça o perfil diversificado do estado, que consegue atender diferentes estratégias de investimento dentro do agronegócio.
Além de Mato Grosso, o ranking estadual aponta São Paulo com cinco municípios entre os mais procurados, seguido por Goiás, com quatro. Minas Gerais e Tocantins aparecem com duas cidades cada, confirmando a força do Centro-Oeste e de áreas estratégicas do Sudeste no mercado de terras.
Diversidade produtiva sustenta expectativas positivas para 2026
A ampla presença de municípios mato-grossenses entre os mais buscados reflete não apenas o desempenho de 2025, mas também as expectativas para os próximos anos. A diversidade de regiões, sistemas produtivos e estágios de desenvolvimento das propriedades rurais reforça a percepção de que o Brasil — com Mato Grosso à frente — seguirá como destino estratégico para investimentos no agro.
Para o mercado, o comportamento observado ao longo do último ano indica que a valorização das terras e a busca por ativos rurais devem continuar em alta em 2026, impulsionadas pela demanda global por alimentos, fibras e energia, e pela capacidade produtiva instalada no coração do agronegócio brasileiro.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT alerta para impactos da MP 1.343 sobre logística e competitividade

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifesta preocupação com a aprovação do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória nº 1.343/2026 pela Comissão Mista do Congresso Nacional e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A entidade avalia que o texto amplia a intervenção estatal nas relações de transporte de cargas e impõe novos custos e riscos regulatórios em um momento especialmente delicado para o setor produtivo, marcado pela elevação dos custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e instabilidades geopolíticas que afetam o acesso e o custo de insumos essenciais para a atividade agropecuária.
As alterações propostas afetam diretamente produtores rurais, cooperativas, indústrias, transportadores e demais contratantes de frete. Entre os principais reflexos apontados estão o aumento dos custos logísticos, a redução da competitividade do agronegócio, dificuldades no escoamento da produção, insegurança jurídica nas relações contratuais e potenciais efeitos inflacionários ao longo da cadeia econômica.
Um dos dispositivos mais preocupantes do texto é a previsão de indenização equivalente a duas vezes o valor correspondente ao Piso Mínimo aplicável à operação. A medida cria uma penalidade excessiva, com valores significativamente superiores ao montante originalmente discutido entre as partes, gerando insegurança para todos os agentes envolvidos na contratação do transporte. Igualmente grave é o endurecimento do regime sancionatório previsto na proposta. O texto estabelece multas que podem variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão nos casos de reincidência.
Para o setor, além da desproporcionalidade dos valores, a sistemática adotada amplia significativamente o risco regulatório, uma vez que uma nova autuação ocorrida dentro de 12 meses após decisão administrativa definitiva anterior já pode resultar na aplicação das penalidades agravadas previstas na legislação. Além desses pontos, o texto aprovado contém dispositivos que demandam correção, entre eles a metodologia de cálculo do piso mínimo fixada em lei, a multa vinculada ao CIOT, a extensão das regras ao TAC-Agregado e a criação de um piso salarial nacional para motoristas dentro da mesma proposição.
Com a aprovação da matéria pela Câmara dos Deputados, a Aprosoja MT reforça sua preocupação com os impactos que as medidas previstas poderão gerar para o setor produtivo, a logística nacional e a economia brasileira. A entidade alerta que a manutenção de dispositivos que ampliam custos, penalidades e insegurança jurídica pode comprometer ainda mais a competitividade da produção nacional em um cenário já marcado por elevados custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e incertezas no mercado internacional.
A Aprosoja MT faz um apelo à sua base parlamentar para que atue com sensibilidade e responsabilidade na análise da matéria, especialmente na apresentação e defesa dos destaques necessários para corrigir os pontos mais prejudiciais do texto aprovado. A entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta no Senado Federal e atuando em defesa da segurança jurídica, da livre iniciativa, da eficiência logística e da competitividade do agronegócio brasileiro.
Agro Mato Grosso
Ipiranga do Norte (MT) sediará a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27

O município de Ipiranga do Norte (MT) foi escolhido para sediar a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. O anúncio foi realizado durante a premiação do Personagem Soja Brasil 25/26 pela diretora de jornalismo do Canal Rural, que confirmou o evento para o dia 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, localizada no médio-norte mato-grossense.
A abertura marcará a chegada da 15ª temporada do Projeto Soja Brasil e reunirá produtores rurais, autoridades, empresas e lideranças do agronegócio para discutir as expectativas para a nova safra, além dos desafios e oportunidades que devem movimentar o setor nos próximos meses.
Para o prefeito do município, Juliano Berticelli, a escolha do município reforça a importância da região para a produção agrícola nacional. “É com muita satisfação que hoje estamos aqui na Fazenda Horizontina, local escolhido para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27”, disse.
Para ele, Ipiranga do Norte terá a honra de receber produtores rurais, autoridades e empresas. ”Será um ótimo momento para discutirmos as expectativas da próxima safra, os desafios e as oportunidades do setor”, destacou.
Localizado em uma das áreas mais produtivas do país, o município é referência na produção de grãos e se consolidou como uma importante fronteira agrícola de Mato Grosso. Segundo Berticelli, a realização do evento representa uma oportunidade de mostrar a força do agronegócio local para todo o Brasil.
“Ipiranga do Norte fica localizado em uma das áreas mais produtivas do país. Por isso, temos a alegria de receber esse evento em nosso município”, afirmou.
A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural, ampliando o alcance das discussões e levando informações diretamente aos produtores rurais de diferentes regiões do país.
“Em nome do município, convido todos para participarem conosco desse grande evento do agronegócio brasileiro”, reforçou o prefeito.
A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 dará início a mais uma temporada do Projeto Soja Brasil, que há 15 anos acompanha os principais desafios, avanços e histórias da cadeia produtiva da soja brasileira.
“São todos convidados para estarem conosco no dia 17 de setembro. Que venham muitas e boas safras pela frente”, concluiu.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT participa do IOPD XXVIII, no Canadá, e propõe Fórum Global de Agricultura

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participa da 28ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas, encontro que reúne produtores de oleaginosas de quatro continentes em Niagara Falls, no Canadá, entre os dias 15 e 19 de junho de 2026. Representada pelo diretor administrativo, Diego Bertuol, a entidade integra a delegação brasileira em um fórum sediado pela Canadian Canola Growers Association (CCGA) e pela Grain Farmers of Ontario (GFO).
O evento reúne anualmente as principais lideranças mundiais do setor para alinhar posições diante de desafios comuns da cadeia produtiva global. Entre os principais temas em debate, estão o papel central da energia e dos biocombustíveis na descarbonização e na segurança energética, incluindo a descarbonização do transporte marítimo e a necessidade de que as políticas do setor não discriminem os biocombustíveis de origem agrícola.
Também tiveram papel central nas discussões o acesso a mercados diante do avanço de tarifas e de exigências crescentes de padrões ambientais e certificações, frequentemente enviesados, bem como o embate entre alimento e combustível, sustentado pelo argumento da mudança indireta do uso da terra (ILUC). Por fim, as lideranças produtivas diversas questionaram os ataques, sem base científica adequada, aos atributos dos óleos vegetais e a instabilidade crescente da renda do produtor rural.
Em todas as frentes, prevaleceu uma preocupação compartilhada: o uso de critérios regulatórios sem fundamento científico — ou apoiados em ciência ainda frágil — para definir as regras do jogo econômico global.
O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, defendeu a criação de um Fórum Global de Agricultura Tropical e Clima, com dois objetivos centrais. “Primeiro, construir uma agenda de tropicalização das métricas e dos parâmetros de sustentabilidade, capaz de reconhecer as características próprias da produção tropical e o esforço do produtor que concilia conservação e produção. Segundo, e a partir daí, valorizar os atributos ímpares da produção tropical no mercado global”, comenta ele.
Bertuol destaca ainda que, regulações construídas sobre ciência frágil são ruins para a produção, ruins para a segurança alimentar, ruins para a segurança energética e ruins até mesmo para a sustentabilidade ambiental que dizem proteger. Esta posição foi reconhecida pelas lideranças do IOPD, que defenderam o uso de parâmetros ancorados em empiria sólida — e não em modelos ou práticas importadas — bem como o reconhecimento das diferenças regionais entre os sistemas de produção.
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