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5 de julho de 2026

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Ex-costureira troca rotina urbana pela pecuária leiteira e constrói novo começo no interior de Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Com pouco mais de 24 hectares, a Estância Bom Fluído carrega no nome um significado que vai além da paisagem rural. Representa um estado de espírito e um agradecimento por uma mudança de vida que começou em 2019, quando Lusimar Francelina Ramos da Silva decidiu trocar a rotina intensa da cidade pela tranquilidade do campo.

Durante 25 anos, Lusimar construiu uma trajetória conhecida em Mirassol d’Oeste como costureira. “Eu levantava cedo, ia para a máquina costurar e às vezes ia até uma hora da manhã costurando. Quem me conhece hoje em Mirassol ou pergunta quem é a Lu costureira, todo mundo sabe do meu trabalho”, conta.

A escolha pelo campo veio como busca por paz e silêncio. “Queria paz, mais tranquilidade. Como a minha casa era muito cheia de gente, falei: ‘Não, tenho que procurar ficar quietinha’”, relata à reportagem do Canal Rural Mato Grosso. No início da pandemia, ela vendeu os imóveis que tinha na cidade e comprou o sítio, assumindo um desafio completamente novo.

Ao chegar à propriedade, a tesoura, a linha e a máquina deram lugar à pecuária leiteira. Sem experiência na atividade, Lusimar precisou aprender tudo do zero. “Entrei com a cara e a coragem. O vizinho vinha, é assim, é assim. Eu morria de medo de entrar no lugar, eu tinha vaca, tinha medo. E fui acostumando”, lembra.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Assistência técnica como ponto de virada

O reforço para enfrentar esse novo cenário veio com a inclusão da Estância Bom Fluído na ATeG Bovinocultura de Leite, do Senar Mato Grosso. O programa oferece assistência técnica e gerencial, com visitas mensais ao longo de três anos, focadas na realidade e nos objetivos da produtora.

A partir do diagnóstico inicial, foi elaborado um plano de ação para melhorar o manejo e reduzir custos. A área de pasto foi dividida em piquetes, houve maior controle de plantas daninhas e o capim capiaçu passou a fazer parte da alimentação do rebanho, diminuindo a dependência do milho.

Na nutrição, o rebanho foi separado em lotes, com dietas ajustadas conforme a fase produtiva de cada animal. Segundo a técnica de campo da ATeG, Gisele Zavariz Brito, essa mudança fez diferença direta na produção. “Eu cheguei aqui, o leite era em torno de 300 litros. E aí quando nós dividimos o lote, nós tivemos um aumento para 500 litros de leite e daí para mais”, comenta.

Ela explica que a estratégia considera os dias em lactação (DEL) de cada vaca. “Vacas com DEL recente, com DEL mais avançado, não podem ter a mesma alimentação de uma vaca recém-parida, por exemplo”, detalha.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Melhoramento genético e novos planos

Outra frente de trabalho adotada na propriedade foi a ATeG Inseminação, também do Senar Mato Grosso, com foco na melhoria dos índices reprodutivos e genéticos do rebanho.

De acordo com o gerente da ATeG, Bruno Faria, o atendimento é feito por médicos veterinários credenciados. “Sendo gado de leite, nós vamos contemplar até 50 animais por propriedade”, explica. O objetivo, conforme ele, é melhorar tanto a produtividade quanto a qualidade do leite. “A gente melhorar a nossa produção por animal, litro cabeça/dia, como também melhorar a qualidade desse leite que chega até os nossos laticínios”.

Para Lusimar, ver a inseminação artificial acontecer na Estância Bom Fluído foi a confirmação de que o sonho está no caminho certo. “Sonho com isso aqui cheio de vacas leiteiras, com boa genética. Termos filhas e vendendo as matrizes, ficando com as filhas que estão melhorando”, projeta.

O desejo é repetir no campo o sucesso construído na cidade. “Esse é o meu sonho, ser conhecida no nosso estado como a melhor produtora de leite”, finaliza.


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Agricultura regenerativa busca transformar práticas sustentáveis em renda

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Foto: Magnific

A agricultura regenerativa já vem mostrando resultados em produtividade e conservação ambiental no campo brasileiro. Agora, o desafio é outro: criar mecanismos que permitam transformar esses ganhos em retorno financeiro para os produtores.

Esse será o foco do evento “Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado”, promovido pelo consórcio Reg.IA, no próximo dia 16 de julho, em São Paulo. O encontro reunirá representantes do agronegócio, investidores, especialistas em ESG e em finanças verdes para discutir como acelerar a adoção dessas práticas por meio da remuneração dos serviços ambientais.

Segundo a cofundadora e CEO da Produzindo Certo, Aline Locks, apesar do interesse crescente de empresas, investidores e consumidores por cadeias produtivas mais sustentáveis, ainda existem dificuldades para medir, precificar e remunerar os benefícios gerados pela agricultura regenerativa.

“O avanço dessa agenda depende da capacidade de conectar desempenho socioambiental, redução de riscos e geração de valor econômico para produtores, empresas e instituições financeiras”, afirma.

A avaliação é que produtores e empresas vêm ampliando a adoção de práticas regenerativas, mas ainda enfrentam obstáculos para capturar economicamente os resultados obtidos. Para Aline, iniciativas como o Reg.IA ajudam a aproximar desempenho socioambiental, produtividade e geração de valor.

Expansão da agricultura regenerativa

Em seu segundo ano de operação, o consórcio reúne mais de 40 fazendas participantes e monitora 54.137 hectares sob manejo regenerativo, avanço de 44% em relação à área inicial, de pouco mais de 37 mil hectares.

Os participantes também contabilizam mais de 200 mil toneladas de soja regenerativa e cerca de 450 mil toneladas de milho verificados. Além disso, as propriedades conservam mais de 60 mil hectares de vegetação nativa, formando uma base de dados voltada ao acompanhamento de indicadores como qualidade do solo, biodiversidade, emissões de carbono, produtividade e resiliência climática.

O consórcio reúne atualmente empresas e organizações como Bayer, BrasilSeg, GAPES, InPlanet, Milhão Ingredients, Mina Mercantil, Produzindo Certo e Proforest.

Benefícios para o produtor

De acordo com o Reg.IA, os produtores que aderem ao consórcio têm acesso a incentivos voltados à transição para sistemas regenerativos. Entre eles estão descontos na contratação de seguro rural com foco em agricultura regenerativa, condições diferenciadas em linhas do Plano Safra, desconto na aquisição de pó de rocha e possibilidade de receber prêmios na comercialização de soja e milho com empresas parceiras, quando as operações são efetivamente realizadas.

Para Aline Locks, a agricultura regenerativa deixou de ser apenas uma agenda ligada às boas práticas agrícolas e passou a ocupar um espaço estratégico na gestão de riscos e na adaptação às mudanças climáticas.

“O desafio é construir mecanismos que permitam reconhecer e remunerar esse valor de forma transparente e escalável”, afirma.

Debate sobre métricas e mercado

A programação do evento foi organizada para discutir os principais desafios da expansão da agricultura regenerativa.

O primeiro painel abordará as dificuldades do mercado financeiro em precificar a transição para sistemas regenerativos. Em seguida, será apresentada a metodologia desenvolvida pelo Reg.IA para mensurar indicadores ambientais, sociais e produtivos que, até pouco tempo, eram considerados de difícil mensuração.

A proposta do encontro é aproximar produtores, empresas e instituições financeiras de uma discussão considerada estratégica para ampliar o mercado da agricultura regenerativa no Brasil.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Junho recupera ânimo dos preços de soja no Brasil; Chicago recua com cenário favorável nos EUA

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou, em junho, recuperação dos preços domésticos e melhora pontual na comercialização. O movimento foi sustentado principalmente pela valorização do câmbio, prêmios firmes ao longo de grande parte do mês e pela queda dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Nas principais praças do país, as cotações avançaram de forma consistente. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 125,50 para R$ 131,50. Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 120,50 para R$ 126,50. Já em Rondonópolis (MT), a valorização foi de R$ 109,00 para R$ 117,00. No Porto de Paranaguá, a cotação avançou de R$ 131,50 para R$ 137,50 por saca.

Entre os principais fatores formadores de preços, o dólar comercial acumulou alta de 2,34% em junho, encerrando o período a R$ 5,16. Em contrapartida, na CBOT, os contratos com vencimento em novembro recuaram 3,8% no mês, fechando a US$ 11,44 por bushel.

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Soja em Chicago

No cenário internacional, os fundamentos seguem pressionando as cotações em Chicago. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, elevando as perspectivas de uma safra cheia e ampliando a já confortável oferta global.

Além disso, o arrefecimento do conflito no Oriente Médio levou os preços do petróleo de volta aos níveis anteriores ao período de tensão, contribuindo para a pressão sobre as commodities agrícolas. A valorização do dólar também reduz a competitividade da soja dos Estados Unidos no mercado internacional.

Apesar desse quadro, o mercado segue atento ao comportamento da demanda chinesa, que pode oferecer suporte às cotações em Chicago nos próximos meses.

USDA

No relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a área plantada com soja em 2026 foi estimada em 85,4 milhões de acres, alta de 5% em relação ao ano anterior. O número ficou em linha com as expectativas do mercado e acima da projeção divulgada em março.

Já os estoques trimestrais, na posição de 1º de junho, somaram 1,06 bilhão de bushels, volume 5% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O resultado também veio acima da expectativa do mercado.

Do total armazenado, 367 milhões de bushels estão nas propriedades rurais, representando queda de 11% na comparação anual. Por outro lado, os estoques fora das fazendas atingiram 694 milhões de bushels, com avanço em relação ao ano anterior, reforçando o quadro de oferta confortável no mercado global.

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Látex de jaca pode ajudar no tratamento de doença que causa perda dos dentes

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Foto: divulgação/Prefeitura Municipal de Lagarto

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um biomaterial à base de látex de jaca, extrato de casca de romã e sinvastatina (medicamento à base de estatinas) que se mostrou promissor para o tratamento da periodontite em testes de laboratório.

A periodontite é uma enfermidade inflamatória crônica, de origem infecciosa, que leva à destruição progressiva dos tecidos de suporte do dente, resultando em reabsorção óssea e perda de inserção (perda do dente).

Os tratamentos convencionais visam controlar a infecção e a inflamação, sem promover a renovação dos tecidos periodontais de maneira efetiva, o que faz com que tenham resultados limitados em longo prazo.

Técnicas como regeneração tecidual guiada e enxerto ósseo já foram propostas para esses casos, mas seus efeitos clínicos permanecem variáveis e, por vezes, imprevisíveis.

Para reverter esse problema, os pesquisadores focaram em explorar biomateriais naturais e bioativos que pudessem atuar de forma integrada no combate ao quadro.

O trabalho foi desenvolvido na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde (FCMS) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em Sorocaba. Os resultados foram divulgados na revista Polymer Bulletin.

“Começamos a ver o látex extraído da jaca como uma alternativa interessante, pois ele apresenta uma característica adesiva. Isso nos fez pensar que ele poderia permanecer mais tempo no local afetado pela periodontite, favorecendo a liberação mais direcionada dos compostos terapêuticos e, potencialmente, reduzindo a necessidade do uso sistêmico de antibióticos”, conta a professora Eliana Aparecida de Rezende Duek, do Departamento de Cirurgia da FCMS.

Como foi feita a combinação

O látex, após extraído, foi combinado com extrato de casca de romã, que tem reconhecido potencial antimicrobiano para aplicação local, e sinvastatina, um fármaco com atividade anti-inflamatória que tem sido amplamente estudado pelo seu potencial de estimular a formação óssea.

A combinação desses elementos resultou em uma matriz mucoadesiva (ou seja, que adere às mucosas do corpo) com capacidade de atuar diretamente no local da lesão.

O efeito da sinvastatina aplicada localmente também se torna mais eficaz, já que, quando a substância é administrada por via oral, é predominantemente retida pelo fígado, com apenas uma pequena fração atingindo a circulação sistêmica, o que exige doses mais elevadas que podem aumentar o risco de efeitos adversos, incluindo degeneração muscular aguda.

No trabalho, os cientistas fizeram um experimento em que o látex, após ser extraído manualmente de jacas recém-colhidas, passou por um processo cuidadoso de purificação. A partir dessa matriz foi incorporado o extrato de casca de romã.

Avaliação da eficácia

Para avaliar a eficácia, foi conduzido um ensaio in vitro com células-tronco derivadas do tecido adiposo humano com a formulação e diferentes concentrações da sinvastatina (0,3%, 0,6% e 1,2%) que não alteraram a estrutura do gel e são tecnicamente seguras.

Todas se mostraram capazes de aumentar a osteoindução (ou seja, fazer com que as células-tronco se diferenciassem em osteoblastos, as células responsáveis pela formação de novo tecido ósseo) em 14 dias, com um efeito ainda mais pronunciado após 21 dias, corroborando o potencial do material para o tratamento da periodontite.

“Observamos que o biomaterial desenvolvido apresenta um grande potencial para aplicações futuras no tratamento da periodontite e até em outras áreas, especialmente por envolver um material ainda pouco explorado na literatura científica para uso biomédico”, diz Duek. 

Apesar dos resultados bastante promissores, pondera a pesquisadora, ainda será preciso vencer etapas importantes da pesquisa, como testes em animais e em pacientes.

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