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24 de junho de 2026

Business

‘Etanol está mais atrativo que o açúcar’, afirma analista ao projetar safra 2026/27

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Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT

A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil deve cair cerca de 5% na safra 2026/27, mesmo com expectativa de aumento da colheita de cana-de-açúcar. A redução está ligada ao maior direcionamento da matéria-prima para o etanol, diante de preços internacionais mais baixos do açúcar e da demanda aquecida por biocombustíveis no mercado interno.

A avaliação é do analista da Safras & Mercado, Maurício Muruci, durante entrevista ao telejornal Mercado & Cia, do Canal Rural, desta quinta-feira (1º). Segundo ele, o cenário combina dois movimentos distintos. “O açúcar continua com preços pouco atrativos na Bolsa de Nova York, o que se reflete também no mercado interno brasileiro”, afirmou.

Ao mesmo tempo, o etanol apresenta fundamentos mais favoráveis. “O etanol hidratado e o anidro têm perspectivas maiores de demanda entre os consumidores finais”, disse.

Etanol ganha espaço no mix das usinas

Muruci explicou que o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 30% é um dos principais vetores desse movimento. “Esse é o ponto de virada, porque eleva a demanda e os preços do anidro e, ao mesmo tempo, reduz a oferta do hidratado, sustentando preços mais altos para os dois”, afirmou.

De acordo com a Safras, o mix projetado para a safra 2026/27 indica 47% da cana destinada à produção de açúcar e 53% ao etanol. Para o analista, a decisão das usinas reflete uma combinação clara de preços e demanda. “As duas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo: o açúcar em queda no mercado internacional e o etanol em alta no mercado interno”, disse.

Ele destacou que, no fim de 2025, o etanol hidratado chegou a apresentar vantagem de 20% a 25% em relação ao açúcar em Nova York. “No ano passado, muitas usinas não conseguiram aproveitar essa vantagem porque estavam muito travadas em fixações de preço do açúcar”, explicou. Para 2026, o cenário é diferente. “Com uma safra nova, elas podem se posicionar melhor no etanol e deixar um pouco o açúcar de lado”, afirmou.

Excesso de oferta pressiona mercado internacional de açúcar

No mercado externo, Muruci apontou excesso de oferta como fator central para a queda dos preços do açúcar. “Há aumento de produção na Índia, Tailândia e China, o que faz esses países comprarem menos açúcar do Brasil”, disse. Segundo ele, os dados indicam superávit internacional elevado de forma persistente.

Esse contexto limita as exportações brasileiras de açúcar e reforça a estratégia das usinas de priorizar o combustível. “O etanol está mais atrativo que o açúcar, e as usinas vão aproveitar isso”, afirmou.

Biocombustíveis ganham caráter estrutural

Para o analista, o movimento de maior produção de etanol não é apenas conjuntural. “O Brasil está na vanguarda dos biocombustíveis. Sempre esteve, ao longo das últimas décadas”, disse. Ele avalia que a transição energética fortalece essa tendência e cria um ambiente mais favorável ao etanol no médio e longo prazo.

Muruci destacou ainda que o aumento da oferta de cana dá segurança ao setor. “Temos conforto na oferta, o que permite ampliar a produção de etanol sem risco de desabastecimento”, afirmou. Segundo a Safras, o aumento da mistura de E27 para E30 gera acréscimo de 1,65 bilhão de litros na demanda anual por etanol anidro.

Impacto para o consumidor só após o 1º trimestre

No curto prazo, o analista avalia que o consumidor ainda não deve perceber vantagem clara do etanol nas bombas. “No primeiro trimestre, estamos na entressafra, e as usinas precisam administrar os estoques”, explicou.

A expectativa é de mudança ao longo do ano. “Passado o primeiro trimestre e com o início da nova safra, a oferta aumenta, os preços caem e a vantagem do etanol hidratado frente à gasolina tende a voltar”, afirmou. Segundo ele, esse movimento deve ocorrer com mais clareza em estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul.

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Business

El Niño aumenta risco para qualidade do trigo e produção deve cair 20%, aponta Itaú BBA

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Foto: Divulgação

A produção brasileira de trigo deve recuar cerca de 20% na safra 2026/27, para 6,2 milhões de toneladas, diante da redução da área plantada e da expectativa de menor produtividade, estima relatório da consultoria Agro do Itaú BBA.

Segundo a análise, o cultivo da nova safra ocorre em um cenário de margens apertadas, fator que desestimula a expansão da área. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta retração de 13,4% na área semeada e queda de 7,6% na produtividade, contribuindo para a redução da oferta nacional.

De acordo com a analista do Itaú BBA Marina Marangon, o aumento dos custos de produção também influencia as decisões dos produtores. “O aumento dos custos de produção tem levado os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa, limitando a expansão de área e os investimentos em manejo tecnológico, o que reforça o viés de baixa na produção”, afirma.

Impacto do El Niño no trigo

Além das questões econômicas, o clima também preocupa. O documento enfatiza que a confirmação do fenômeno El Niño eleva os riscos para a safra, especialmente em relação à qualidade do cereal.

Embora as chuvas possam favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras no Sul do país, o excesso de umidade ao longo do ciclo aumenta a incidência de doenças e pode comprometer a qualidade dos grãos na fase final de desenvolvimento.

No mercado, a expectativa é de preços mais firmes durante a entressafra, sustentados pela menor oferta doméstica e pela maior necessidade de importações. Ainda assim, o Itaú BBA avalia que um cenário internacional com ampla disponibilidade de trigo deve limitar altas mais expressivas.

Nesse contexto, os preços no mercado brasileiro tendem a continuar sensíveis às oscilações do câmbio e à competitividade do trigo argentino.

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Agro Mato Grosso

Governo de MT lança concurso para eleger os melhores cafés produzidos no Estado

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O governo de Mato Grosso lançou o 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso – “Valorizando Origens, Impulsionando Negócios”, iniciativa que busca reconhecer os melhores cafés produzidos no estado e fortalecer a cafeicultura como fonte de renda para as famílias rurais. O evento aconteceu em Colniza, reconhecida no estado como ‘Capital do Café’, neste final de semana.

O lançamento reuniu produtores, técnicos, pesquisadores e autoridades da região noroeste do estado. Durante o evento, uma série de palestras orientou os participantes sobre todas as etapas da competição, desde os critérios de avaliação até os cuidados necessários na colheita e pós-colheita para garantir um café de alta qualidade.

Os produtores receberam orientações sobre o checklist diagnóstico que será avaliado pelo laboratório, a forma correta de embalar e enviar as amostras, a importância da ciência na produção cafeeira, além dos principais atributos analisados pelos especialistas, como aroma, sabor, acidez, corpo, finalização, uniformidade e ausência de defeitos.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destacou que o concurso foi criado para dar visibilidade ao trabalho dos produtores e abrir novas oportunidades de mercado. Entre os anos de 2019 e 2025, o governo por meio da secretaria de Agricultura Familiar, investiu mais de R$ 4,4 milhões na cefeicutura do estado com insumos, mudas, máquinas e equipamentos.

“Os produtores já provaram que fazem acontecer. Chegaram nesta região, desbravaram essas terras com coragem e determinação e acreditaram que era possível produzir café de qualidade. Os resultados estão aí para todos verem. Nossa missão, enquanto Estado, é ajudar vocês a impulsionar esse mercado. Em parceria com o governador Otaviano Pivetta e com o Sebrae, criamos essa iniciativa para identificar e apoiar os produtores na missão de mostrar o melhor café de Mato Grosso e transformar sua produção em excelência”, afirmou.

Andreia também ressaltou os impactos sociais da valorização da cafeicultura. “Quanto mais valor vocês agregarem ao café produzido, mais renda terão e mais qualidade de vida poderão proporcionar às suas famílias. Vamos contribuir para reduzir o êxodo rural dos jovens, fortalecer a participação das mulheres e incentivar o desenvolvimento das comunidades. Este é apenas o primeiro de muitos concursos. Assumimos o compromisso de realizar o Concurso de Qualidade do Café todos os anos”, completou.

As inscrições seguem abertas até o dia 31 de julho. O resultado será divulgado durante evento na cidade de Juína, no dia 31 de outubro.

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Concurso que elege o melhor tomate do Brasil volta a ser realizado após 12 anos

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Foto: Pixabay

O concurso que elege o melhor tomate de mesa do Brasil volta a acontecer em 2027, após um hiato de 12 anos.

As inscrições serão abertas em 1 de janeiro e os vencedores serão divulgados em agosto, enquanto a cerimônia de premiação está prevista para 15 de setembro. Podem concorrer produtores de tomates uva, italiano, redondo e gourmet.

O regulamento aponta que serão premiados os primeiros colocados das três primeiras categorias. Já os gourmets serão reconhecidos como Revelação do Ano, O mais saboroso e O mais diferenciado.

Além disso, o concurso também homenageará quatro produtores com os prêmios Jovem Tomateiro, Tomate no Feminino, Tomate Rastreável e Tomate Sustentável.

Entre os membros da comissão avaliadora está o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

“Assim como na primeira edição, o Ital será responsável pelas análises físico-químicas e pelos painéis sensoriais descritivos”, destaca a pesquisadora do Instituto e presidente da comissão avaliadora do concurso, Aline de Oliveira Garcia.

Também estão confirmadas na comissão as pesquisadoras Silvia Moura, diretora do Centro de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (Fruthotec) do Ital, e Kátia Cipolli, que atua com Aline Garcia no Centro de Ciência e Qualidade dos Alimentos (CCQA) do Instituto.

Os organizadores do concurso esperam superar os 36 inscritos e 330 quilos de tomates recebidos na edição de estreia. A organização do prêmio é do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) em parceria com a Eacea.

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