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Tecnologia embarcada na semente amplia controle de pragas e reduz riscos na cotonicultura

O avanço da biotecnologia tem transformado de forma consistente a cotonicultura brasileira, especialmente no controle de plantas daninhas e insetos que historicamente impactam a produtividade. Inseridas diretamente na semente, essas tecnologias passaram a integrar o manejo do algodão como um pacote que combina eficiência agronômica e redução de custos operacionais.
De acordo com Alexandre Santaella, gerente de marketing para a marca FiberMax da BASF, a biotecnologia oferece ao produtor ferramentas que atuam desde a emergência da lavoura até a colheita, com reflexos diretos na estabilidade produtiva.
“A biotecnologia é um elemento fundamental para garantir alta produtividade ao agricultor de algodão. Ela vai estar dentro da semente como um pacote tecnológico que vai trazer resistência a essas plantas, seja a resistência à aplicação de herbicidas que serão seletivos para a cultura do algodão e que vão controlar de forma eficiente plantas daninhas, sendo plantas daninhas de difícil controle ou resistentes”, afirma em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.
Além do manejo de plantas daninhas, a tecnologia embarcada também atua no controle de insetos-praga, especialmente lagartas, consideradas um dos principais desafios da cultura. “Outro grupo de biotecnologias que estão presentes na semente de algodão é a resistência em mastigadores, como as lagartas”, explica Santaella.
Esses dois fatores — plantas daninhas e lagartas —, segundo o gerente, têm potencial para reduzir significativamente a produtividade. Com a biotecnologia integrada, o manejo se torna mais simples e exige menos intervenções no campo. “Uma vez que a biotecnologia está inserida, o agricultor vai ter o seu manejo de forma mais prática e reduzir a necessidade de entradas na lavoura para ele ter um controle eficiente desses alvos”, pontua.

Eficiência operacional e redução de aplicações
A evolução tecnológica também eliminou práticas que antes eram comuns na cotonicultura, como a capina manual. “Isso era uma necessidade que existia dado a baixa eficiência dos herbicidas que nós podíamos utilizar. Hoje com a biotecnologia, biotecnologias como a do Seletio®, que permite o uso de até três herbicidas ao mesmo tempo na cultura do algodão, a capina manual ficou no passado”, relata Santaella, destacando o ganho operacional direto para o produtor.
No controle de lagartas, os números também evidenciam o impacto da tecnologia. “Hoje um material convencional para algodão que não tenha resistência, não tenha biotecnologia para lagartas, demanda de 15 até 20 aplicações de inseticidas para o controle desses insetos. Quando eu olho para uma biotecnologia eficiente, essa aplicação hoje está na média de quatro e em alguns cenários isso vai até zero”.
Segundo ele, essa redução representa economia em insumos, menor desgaste de máquinas e menos entradas do trator na lavoura. “Veja o quanto que o agricultor economiza no número de entradas e necessidade de outros produtos a entrar. E essa tecnologia, ela vem toda embarcada na semente”, reforça.
Ao citar os recursos disponíveis, Santaella destaca que, “na semente Fibermax, você tem a biotecnologia Seletio®, que é um pacote tecnológico que permite a resistência a três herbicidas da planta, um herbicida pré-emergente, que é o Durance® S, dois herbicidas pós-emergentes, que é o glifosato e o Liberty®”.
Ele acrescenta que essa combinação “dá uma diversidade de ativos e um amplo espectro de controle para plantas daninhas”. Já no controle de insetos, “ela tem a tecnologia TwinLink® Plus, que traz aí três traits diferentes para expressão de proteínas que controlam lagartas. Isso traz muito mais segurança para o agricultor”.

Biotecnologia como ferramenta, não solução isolada
Apesar dos benefícios, o gerente ressalta que a biotecnologia deve ser usada de forma integrada a outras práticas de manejo. “A gente também não pode depositar toda a nossa confiança somente na biotecnologia. A biotecnologia é uma ferramenta que vem para apoiar o agricultor e a cotonicultura”, alerta.
Para preservar a eficiência dessas tecnologias ao longo do tempo, Santaella defende a adoção do manejo integrado. “São necessárias medidas de manejo integrado, como o manejo integrado de pragas, que envolve monitoramento, aplicações preventivas, um olhar como um todo, para garantir que a gente tenha isso por mais tempo”, afirma.
Conforme ele, o uso isolado pode acelerar a pressão de seleção. “Se a gente deixar a biotecnologia sozinha, a pressão de seleção da natureza vai sobre e a gente pode acabar perdendo essa ferramenta que é tão importante e traz tantos resultados relevantes para o agricultor”.
Pensando no planejamento da safra 2025/26, Santaella orienta que a escolha tecnológica deve considerar a redução de riscos em uma cultura que já exige alto investimento. “Sempre pense na biotecnologia, pense numa biotecnologia que vai estar te apoiando e simplificando o seu manejo na lavoura”, aconselha.
Ele destaca que a decisão impacta diretamente a complexidade da operação. “Você pode escolher entre ter uma safra mais simples, em que você vai usar da tecnologia como uma ferramenta que vai te suportar no manejo de plantas daninhas e insetos ou escolher outras técnicas que vão demandar mais gente, mais atividade, mais vezes o trator entrando no campo, o que aumenta a complexidade e aumenta o risco. O algodão já é uma cultura de alto investimento e de alto risco. Toda decisão que você puder tomar para reduzir esse risco e potencializar o seu resultado produtivo é uma decisão inteligente que vai estar te ajudando”.
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Oferta restrita mantém escalas curtas e preços do boi gordo firmes

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média nas principais regiões produtoras do Brasil. A oferta de animais terminados permanece restrita, mantendo escalas de abate encurtadas em grande parte do país.
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As pastagens ainda apresentam boas condições em grande parte do país, oferecendo boa capacidade para cadenciar o ritmo de negócios entre os pecuaristas. A guerra no Oriente Médio e a progressão da cota chinesa ainda são elementos de grande importância para a formação de preço no curtíssimo prazo, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Allan Maia.
Nas principais praças do Brasil, os preços ficaram:
- São Paulo (SP): ficou em R$ 353,42 na modalidade a prazo
- Goiás (GO): ficou em R$ 338,57
- Minas Gerais (MG): ficou em R$ 342,65
- Mato Grosso do Sul (MS): ficou em R$ 340,45
- Mato Grosso (MT): ficou em R$ 346,42
Atacado
No mercado atacadista, o cenário ainda é de manutenção dos preços da carne bovina. A semana registra escoamento mais lento entre atacado e varejo, considerando o menor apelo ao consumo. Além disso, proteínas concorrentes seguem com maior competitividade em relação à carne bovina, especialmente a carne de frango.
O consumidor brasileiro ao longo do ano tende a priorizar a demanda por proteínas mais acessíveis, como ovo, carne de frango e embutidos, disse Maia.
No atacado, os cortes seguem nos seguintes níveis:
- Quarto traseiro: R$ 27,30 por quilo
- Dianteiro bovino: R$ 21,00 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,2543 para venda e R$ 5,2523 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2432 e a máxima de R$ 5,2797.
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Plantio de milho avança no Brasil, enquanto soja mantém ritmo na colheita, aponta Datagro

O plantio do milho de inverno no Brasil atingiu 94,6% da área esperada até 19 de março, segundo levantamento da consultoria Datagro. O índice está em linha com a média dos últimos cinco anos e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado, indicando um avanço consistente dos trabalhos no campo.
De acordo com a analista da Datagro, Luiza Ezinatto, as condições climáticas, especialmente na região Centro-Oeste, têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, o que sustenta a expectativa de uma boa produção na safra atual.
“A gente observa um plantio bastante alinhado com a média histórica, com clima colaborando principalmente no Centro-Oeste, o que reforça uma perspectiva positiva para a produção de milho nesta safra”, afirma.
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No caso da soja, a colheita alcança cerca de 68,8% da área estimada no Brasil, também em linha com o comportamento médio dos últimos anos. Apesar de um início mais lento, causado pelo excesso de chuvas, o ritmo dos trabalhos se intensificou ao longo das últimas semanas.
“O início da colheita foi mais desafiador por conta das chuvas, mas o ritmo evoluiu bem e não deve trazer impactos relevantes ao longo da safra”, destaca Luiza.
No cenário internacional, os Estados Unidos já embarcaram cerca de 29,1 milhões de toneladas de soja no atual ciclo comercial, o que representa aproximadamente 68% da estimativa do USDA. Para o milho, os embarques somam cerca de 44,5 milhões de toneladas, equivalentes a 53% do total projetado para a temporada.
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Estudo com IA mapeia áreas agrícolas abandonadas no Cerrado

Uma nova ferramenta desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade de Brasília (UnB) promete ajudar a mapear áreas agrícolas que hoje estão abandonadas no país.
Com o uso de inteligência artificial e sensoriamento remoto, o sistema identifica regiões que já foram utilizadas para produção, mas que deixaram de apresentar produtividade ao longo do tempo.
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O estudo monitorou o bioma Cerrado durante quatro anos. Foram classificadas como áreas abandonadas aquelas que, embora tenham sido convertidas para uso agrícola no passado, não registraram atividade produtiva durante o período analisado.
Um dos principais exemplos está no município de Buritizeiro, região norte de Minas Gerais, onde mais de 13 mil hectares de terras agrícolas foram identificados como abandonados entre 2018 a 2022, o equivalente a cerca de 5% da área observada no início do estudo.
Segundo a Embrapa, entre os fatores que explicam o abandono estão o aumento dos custos de produção, a baixa produtividade e a mudança no uso da terra.
Com o mapeamento concluído, os dados já foram repassados a estados e municípios, a pesquisa alcançou 95% de precisão. A expectativa é que essas áreas possam ser destinadas à restauração ambiental, ao sequestro de carbono, reintegração às produções com qualidade e estudo de base para corredores ecológicos.
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