Sustentabilidade
Milho/RS: Colheita avança e alcança 35% da área total semeada no estado – MAIS SOJA

A cultura do milho se aproxima dasfasesfinais de ciclo, e a colheita avançou para 35%, favorecida por predomínio de tempo seco e elevada radiação solar e ventos, que aceleram a perda de umidade dos grãos.
Observa-se expressiva variabilidade de desempenho produtivo em função da distribuição irregular das chuvas e da coincidência do déficit hídrico com estádios críticos, especialmente floração e enchimento de grãos. Em áreas irrigadas, os rendimentos estão elevados, enquanto as lavouras de sequeiro apresentam reduções consolidadas de produtividade.
Os plantios tardios ou de segundo cultivo enfrentam maior restrição hídrica no estabelecimento e nas fases reprodutivas. De forma geral, a colheita evolui rapidamente, e
parte das áreas já foi liberada para novas semeaduras. As lavouras ainda em desenvolvimento vegetativo (9%) apresentam potencial condicionado à manutenção da umidade do solo.
Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o período seco favoreceu o avanço da colheita, especialmente em lavouras de sequeiro. Em São Borja, as produtividades oscilam entre 9.000 e 12.000 kg/ha em áreas irrigadas e de 4.800 a 6.000kg/ha em sequeiro. Restam cerca de 20% dos 22.000 hectares para colher, que devem apresentar menores produtividades devido ao estresse provocado por falta de chuvas e altas temperaturas nas fases de pendoamento/polinização e de enchimento dos grãos. Em Maçambará, situação semelhante é observada nas lavouras remanescentes (20% dos 3.000 hectares cultivados), onde haverá redução na produtividade. As áreas já colhidas registraram produtividade de 5.000 a 7.800 kg/ha em sequeiro. Na região compreendida pelos municípios de São Gabriel, Santana do Livramento, Aceguá e Hulha Negra, observa-se senescência antecipada das folhas baixeiras em lavouras implantadas em novembro, que estão em floração e enchimento de grãos.
A associação de temperaturas elevadas e baixa disponibilidade hídrica no solo eleva o risco de falhas na polinização e de formação de espigas de menor tamanho. Já nos cultivos implantados entre o final de dezembro e janeiro, é realizado manejo fitossanitário, como aplicações de herbicidas e inseticidas para o controle da cigarrinha, em função das altas populações do inseto, registradas nos pontos de monitoramento de municípios adjacentes.
Na de Caxias do Sul, a segunda quinzena de janeiro foi marcada por chuvas abaixo da média e de distribuição irregular, o que resultou em elevada variabilidade entre lavouras. As áreas mais beneficiadas por precipitações apresentam bom suprimento hídrico, enquanto naquelas com baixos volumes se registram estresse acentuado e redução do potencial produtivo.
Na de Erechim, a colheita chega a 10%; 30% estão em enchimento de grãos; e 60% em maturação. As primeiras lavouras apresentam produtividade média em torno de 9.600 kg/ha.
Na de Frederico Westphalen, 10% estão em enchimento de grãos, 80% em maturação e 20% colhidos. A produtividade média está próxima a 7.500 kg/ha, representando redução em relação à expectativa inicial de 8.024 kg/ha. Na de Ijuí, os cultivos estão em fase final de ciclo, sendo 25% da área em maturação e 70% colhidos. A produtividade média obtida é de aproximadamente 10.200 kg/ha. Na Região Celeiro, em Santo Augusto, as áreas de sequeiro superam 9.000 kg/ha, e as áreas irrigadas alcançam produtividades acima de 13.800 kg/ha. Em áreas de segundo cultivo onde não choveu, o desenvolvimento inicial tem sido prejudicado pela baixa umidade do solo.
Na de Passo Fundo, as lavouras se distribuem entre floração/espigamento e enchimento de grãos (30%) e maturação fisiológica (70%). O potencial produtivo é considerado elevado, embora as cultivares precoces tenham sofrido perdas pontuais por deficiência hídrica. As chuvas do período beneficiaram principalmente as lavouras tardias.
Na de Pelotas, 42% estão em desenvolvimento vegetativo, 32% em início de florescimento/pendoamento, 13% em enchimento de grãos, 3% em maturação e 10% colhidas. A restrição hídrica registrada nas duas últimas semanas de janeiro provocou sintomas de estresse em diversas lavouras.
Na de Santa Maria, o plantio foi retomado após as chuvas do período, especialmente em áreas de cultivo de tabaco, passando de 80% da área prevista. As perdas produtivas já estão consolidadas de forma pontual em lavouras que sofreram restrição hídrica durante a floração. A produtividade média, inicialmente estimada em 5.959 kg/ha, poderá ser revisada para baixo, conforme a evolução das condições climáticas.
Na de Santa Rosa, a semeadura em safra e safrinha atingiu 98% da área projetada. A colheita alcança aproximadamente 80% da área, e as produtividades variam entre 10.800 e 12.000 kg/ha em áreas irrigadas, e de 4.800 a 8.400 kg/ha em sequeiro. A rápida evolução da colheita tem sido favorecida pelo tempo seco, o qual permitiu a implantação de soja safrinha e, pontualmente, novos cultivos de milho para ensilagem. As lavouras tardias apresentam elevado estresse hídrico, e há expectativa de perdas significativas.
Na de Soledade, as lavouras do cedo se encontram principalmente em maturação fisiológica e colheita, e as produtividades variam de 5.400 a 9.600 kg/ha. Os plantios intermediários e tardios apresentam bom desempenho vegetativo e reprodutivo. Parte desses cultivos ainda está em fase reprodutiva, expressando elevado potencial em razão das chuvas, ainda que irregulares, no período. Registra-se alta incidência de cigarrinha em monitoramentos e ocorrência pontual de lagarta-do-cartucho. A distribuição fenológica indica 36% das lavouras em fase vegetativa, 5% em florescimento, 18% em enchimento de grãos, 39% em maturação e 2% colhidas.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,17%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,00 para R$ 60,70.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Instabilidade internacional causa aumento no preço de fertilizantes – MAIS SOJA

O mercado mundial de fertilizantes está passando por um período de incertezas. Conflitos internacionais como a guerra entre Rússia e Ucrânia, e as tensões entre EUA e Irã (que resultaram no fechamento do Estreito de Ormuz) encareceram insumos no mundo todo. “O Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes que consome, e os utilizados nas lavouras brasileiras, foram os mais afetados”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.
Como é o caso da ureia, um dos principais insumos utilizados na cultura do milho, que apresenta um aumento de mais de 50% nos preços desde o início do ano.
De acordo com informativo produzido pela equipe econômica da Aprosoja/MS, Mato Grosso do Sul reduziu bruscamente a importação dos três principais fertilizantes (nitrogênio, fósforo e potássio), indicando que o estado está sob cautela diante das condições globais. Informação que se torna preocupante, em um momento em que os produtores se preparam para a próxima safra.
“Segundo dados da Mosaic, cerca de 35% dos fertilizantes necessários para a próxima safra ainda não foram negociados. Esse atraso gera um efeito que encarece os custos logísticos para a movimentação deste insumo, uma vez que a demanda solicitada nos próximos meses será extensa. Além disso, a incerteza faz com que o produtor estruture o seu custo de produção sem possuir uma certeza, o que pode acabar prejudicando a sua produtividade, já que os fertilizantes representam boa parte do custo de produção”, aponta Linneu.
O governo brasileiro assumiu algumas medidas para gerenciar a dependência na importação de fertilizantes, no entanto elas apresentam soluções que terão efeito apenas a médio e longo prazo. A primeira é o avanço do Provert, Projeto de Lei 699/2023, que planeja destinar R$10 bilhões em subsídios para fomentar o setor nacional. A segunda alternativa, é o investimento na retomada e conclusão das fábricas de fertilizantes da Petrobrás, que após a conclusão, deverão produzir cerca de 35% da demanda nacional de ureia.
“Mais do que nunca, faz-se necessário o planejamento e a boa estruturação do custo de produção por parte do produtor para evitar riscos durante a safra”, finaliza o economista.
O estudo completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Mercado da Soja: Recuperação em Chicago e Alta do Dólar Movimentam Preços no Brasil – MAIS SOJA

O primeiro mês cotado para a soja, em Chicago, perdeu força nos primeiros dias da semana, com o bushel chegando a US$ 11,08 no dia 24. Já no dia seguinte (25) houve forte recuperação, com o fechamento do dia batendo em US$ 11,27/bushel, contra US$ 11,22 uma semana antes. O anúncio de estatísticas de exportação estadunidenses acabaram permitindo à especulação considerar que a China está voltando a comprar soja dos EUA a partir dos acordos estabelecidos em maio.
Isso animou o mercado, pelo menos momentaneamente. Lembrando que o conflito no Oriente Médio parece ter entrado em uma trégua, a qual ainda não se pode dizer que caminhará para o encerramento do litígio bélico.
Dito isso, na semana encerrada em 18/06 os EUA embarcaram 241.045 toneladas de soja, ficando abaixo do esperado pelo mercado. Este volume elevou para 36,8 milhões de toneladas as vendas no atual ano comercial, com as mesmas sendo 19% menores do que no mesmo período do ano anterior.
Por outro lado, os operadores no mercado internacional estão considerando que a tendência é baixista para os preços da oleaginosa em 2026/27, diante de safra recorde no Brasil e safra melhor nos EUA (por enquanto o clima transcorre normalmente naquele país). Hoje, apenas problemas climáticos nas safras poderiam puxar as cotações para cima em Chicago. Em tal contexto, o retorno do fenômeno El Niño está exigindo muita atenção do mercado daqui em diante.
Já no Brasil, com um câmbio que foi a R$ 5,18 por dólar durante a semana, os preços melhoraram um pouco, mesmo com Chicago, na média, mais baixo. Assim, as principais praças gaúchas voltaram aos R$ 116,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 105,00 e R$ 116,00/saco.
Por sua vez, nova estimativa privada sobre a área a ser semeada com soja no Brasil, em 2026/27, aponta para 49 milhões de hectares, com um pequeno aumento de 443.000 hectares sobre o ano anterior. Desta forma, se confirmada, haverá um avanço de 0,9% na área de soja na comparação com a última semeadura. Diversos são os fatores que levariam a este comportamento dos produtores brasileiros. Dentre eles tem-se: margens mais apertadas devido à alta dos custos de produção e aos preços relativamente estáveis; o aumento do endividamento; o crédito mais escasso e caro; e a preocupação com o El Niño, que pode atrasar o plantio e prejudicar a produtividade de alguns estados (AgRural).
Enquanto isso, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), atualizou as estatísticas do complexo soja. Com isso, o esmagamento da soja no Brasil deverá chegar a 63 milhões de toneladas no corrente ano. Isso levaria a produção de farelo de soja para 48,1 milhões de toneladas e a de óleo de soja para 12,6 milhões de toneladas. A produção total de soja está estimada em 180,2 milhões de toneladas, conforme dados da Conab, enquanto as importações projetadas são de 900.000 toneladas do grão e 125.000 toneladas de óleo de soja. Já a exportação de soja em grão, pelo Brasil, está projetada em 114,1 milhões de toneladas.
As exportações de farelo devem atingir 24,9 milhões de toneladas. Enfim, as exportações de óleo de soja devem alcançar 1,65 milhão de toneladas. Em valores, o complexo soja deve gerar cerca de US$ 60 bilhões em exportações em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, o esmagamento de soja no país atingiu a 18,1 milhões de toneladas, com aumento de 10,1% sobre o mesmo período de 2025.
E no Mato Grosso, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), a futura produção de soja local deverá alcançar 48,9 milhões de toneladas, sendo ela 5,2% menor do que a de 2025/26. Obviamente isso dependerá dos efeitos climáticos que virão com o fenômeno El Niño.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Como ficaram os preços de soja na primeira sexta-feira do mês? Confira as cotações

O mercado brasileiro de soja encerrou a sexta-feira com baixa movimentação e negócios bastante limitados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago levou compradores e vendedores a adotarem uma postura cautelosa, reduzindo o volume de operações.
De acordo com o analista, não houve registro de grandes ofertas ao longo do dia. Sem a principal referência internacional para a formação dos preços, os agentes preferiram permanecer fora do mercado.
O dólar comercial recuou levemente na sessão, mas o movimento não foi suficiente para provocar mudanças relevantes na formação das cotações da soja. O mercado permaneceu praticamente parado durante todo o dia.
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Preços no Brasil
- Passo Fundo (RS): desceu de R$ 131,50 para R$ 130,50
- Santa Rosa (RS): desceu de R$ 132,50 para R$ 131,50
- Cascavel (PR): desceu de R$ 126,50 para R$ 126,00
- Rondonópolis (MT): desceu de R$ 117,00 para R$ 116,50
- Dourados (MS): manteve em R$ 119,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 119,00
- Paranaguá (PR): desceu de R$ 137,50 para R$ 137,00
- Rio Grande (RS): desceu de R$ 138,50 para R$ 137,50
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou o dia em queda de 0,75%, cotado a R$ 5,1682 para venda e R$ 5,1662 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1657 e R$ 5,1997. No acumulado da semana, a variação foi positiva em 0,02%.
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