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Clima versus soja: quando a lavoura precisa se adaptar para sobreviver

A Expedição Soja Brasil chegou ao Sul do país e encontrou um cenário que vem se repetindo nas últimas safras, com o clima como principal fator de risco para a produção de soja. Entre estiagens prolongadas e episódios de excesso de chuva, produtores da região têm precisado adaptar o manejo para manter a produtividade.
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Na região de Maringá, no norte do Paraná, a equipe esteve na propriedade do produtor Gustavo Corazza, que nesta safra cultivou 670 hectares de soja. Apesar do período de tempo seco no início do ciclo, não houve necessidade de replantio. Ainda assim, as perdas provocadas por adversidades climáticas nos últimos anos seguem como um ponto de atenção.
“O principal gargalo da produção está concentrado no final do ciclo da soja. Foi nesse período que ocorreram as maiores perdas nas últimas safras. Embora, até o momento, o desenvolvimento esteja dentro do esperado, o resultado final ainda depende das condições climáticas até o encerramento do ciclo”, afirma o produtor.
No Sul do país, as últimas cinco safras foram impactadas por problemas climáticos, seja por estiagens prolongadas, seja por excesso de chuvas. Diante desse cenário, a adaptação do manejo passou a ser uma estratégia essencial para a sustentabilidade da produção.
“Buscamos escalonar o plantio e selecionar variedades com ciclos mais estáveis, especialmente em relação à tolerância à falta de chuva”, explica Corazza.
Além da escolha genética, práticas agrícolas voltadas à conservação do solo vêm sendo intensificadas nas propriedades. “Também adotamos manejos que contribuem para a mitigação do estresse hídrico, como a manutenção de palhada proveniente do consórcio com o milho, o que proporciona maior conforto térmico às plantas de soja”, acrescenta.
De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), o Paraná enfrentou uma das maiores quebras na produção de soja na safra 2022. A expectativa inicial era de uma colheita em torno de 20 milhões de toneladas, mas as condições climáticas adversas reduziram a produção para aproximadamente 12 milhões de toneladas. Para a safra atual, o cenário é mais equilibrado, embora ainda demande cautela.
“Safras mais favoráveis acabaram compensando parcialmente os resultados frustrados desse período. Atualmente, o custo de produção por hectare gira entre 26 e 27 sacas. Considerando uma produtividade média histórica de 57 sacas nos últimos dez anos, a atividade ainda apresenta viabilidade econômica”, avalia Edemar Gervásio, analista do departamento.
Com a previsão de ocorrência de La Niña em intensidade moderada, a atenção às condições meteorológicas deve permanecer elevada. O Paraná está localizado em uma zona de transição climática entre as regiões Sul e Centro-Oeste e também sofre influência de sistemas atmosféricos provenientes de países vizinhos, como o Paraguai, o que pode favorecer a ocorrência de eventos mais extremos.
“O produtor, ao longo de dez safras, tende a perder uma ou duas por fatores climáticos. No entanto, sem investimentos em tecnologia e em métodos de mitigação desses riscos, esse número pode aumentar significativamente, comprometendo a sustentabilidade da atividade no médio e longo prazo”, conclui.
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Cuiabá terá o primeiro Centro de Tratamento da Obesidade do Brasil na rede pública

Projeto inédito da Prefeitura em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica vai oferecer acompanhamento clínico e cirúrgico aos pacientes
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), anunciou a criação do primeiro Centro de Tratamento da Obesidade (CTO) do país. A iniciativa será implantada em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e foi apresentada durante o Congresso Metabólico Pantanal, realizado na capital, na quinta-feira (2).
Representando o prefeito Abilio Brunini, a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, participou do evento e destacou que a implantação do centro atende a um compromisso da gestão municipal de ampliar o acesso ao tratamento da obesidade, oferecendo uma linha de cuidado completa aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Essa parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica vai viabilizar o primeiro Centro de Tratamento da Obesidade do país. Já estamos preparando um espaço acolhedor, onde o paciente terá toda a linha de cuidado ofertada, com diferentes formas de tratamento da obesidade, para que as pessoas tenham mais saúde e qualidade de vida”, afirmou a secretária.
O Centro de Tratamento da Obesidade será estruturado para oferecer atendimento integral aos pacientes. O acesso ao serviço começará pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde as equipes da Atenção Primária farão a identificação dos casos de obesidade e, quando necessário, encaminharão os pacientes ao CTO.
No centro, cada paciente passará por avaliação de uma equipe multiprofissional, que definirá a conduta mais adequada. Quando houver indicação para tratamento clínico, o acompanhamento será realizado por diferentes profissionais da saúde. Nos casos em que a cirurgia bariátrica for indicada, o procedimento será realizado por equipe especializada e certificada.
O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e cirurgião de Cuiabá, Dr. Juliano Canavarros, destacou que a parceria permitirá levar ao município toda a expertise da entidade na estruturação de um serviço especializado para o tratamento da obesidade.
“Estamos firmando uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e o poder público. A sociedade traz sua experiência na capacitação e certificação das equipes, além da governança no tratamento da obesidade. Cuiabá está de parabéns, porque quem ganha com essa iniciativa é a população cuiabana e mato-grossense”, afirmou.
Segundo o médico, o CTO não será um centro voltado exclusivamente para cirurgias, mas uma unidade especializada no tratamento da obesidade em todas as etapas.
“O paciente será identificado na Unidade Básica de Saúde e encaminhado ao Centro de Tratamento da Obesidade, onde passará por uma avaliação completa. Se houver indicação para tratamento clínico, será acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Se houver indicação cirúrgica, receberá atendimento de uma equipe altamente capacitada e certificada”, explicou.
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Rede municipal de Cuiabá entra em recesso nesta segunda (6); aulas voltam dia 21

Mais de 170 escolas e creches pausam o atendimento ao público. Período sem alunos será utilizado para obras e manutenções nas unidades
Os alunos das 172 unidades da Rede Municipal de Ensino de Cuiabá, entre Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs), Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e creches, entram em férias escolares a partir desta segunda-feira (6). O retorno das atividades pedagógicas está previsto para o dia 21 de julho, conforme estabelece o Calendário Escolar 2026 da Secretaria Municipal de Educação.
O período de recesso segue até o dia 20 de julho. Durante esse intervalo, não haverá atividades letivas nem atendimento regular ao público nas unidades escolares.
Mesmo durante as férias escolares, alguns serviços essenciais continuam em funcionamento para garantir a preservação e a manutenção das unidades. Entre eles estão a vigilância e a segurança patrimonial, além de serviços de manutenção predial, reparos, reformas e obras programadas para execução durante o recesso.
As unidades também deverão manter apenas o funcionamento estritamente necessário, com adoção de medidas de racionalização no consumo de energia elétrica, água e demais insumos.
Para o secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira, o recesso escolar representa um período importante tanto para o descanso quanto para a organização da rede municipal.
“Esse período garante o descanso de estudantes e profissionais e, ao mesmo tempo, permite a execução de ações estratégicas para assegurar o bom funcionamento da rede no retorno das aulas”, destacou.
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Prefeitura distribui 200 marmitas quentes e cobertores no Beco do Candeeiro e Porto

Força-tarefa ocorreu na noite desta sexta-feira (3). Ações de proteção a pessoas em situação de rua foram intensificadas com a queda da temperatura
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, realizou mais uma ação de assistência às pessoas em situação de rua, com a distribuição de 200 marmitas quentes e 200 cobertores no Beco do Candeeiro e no bairro Porto. A iniciativa contou com a participação da Defesa Civil de Cuiabá, na noite desta sexta-feira (3).
De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, a ação integra as medidas de proteção social intensificadas durante o período de baixas temperaturas na capital. “Entregamos 200 marmitas quentes e 200 cobertores para aquecer quem mais precisa em mais uma noite fria em Cuiabá”, destacou a secretária.
Na semana anterior, a Secretaria já havia promovido uma ação semelhante no bairro Porto, com a distribuição de 200 marmitas e 100 cobertores. A continuidade das ações reforça o compromisso da administração municipal com o atendimento à população em situação de rua, especialmente durante o período de temperaturas mais baixas.
Além desse atendimento, a Secretaria ampliou a distribuição de cobertores para famílias acompanhadas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), fortalecendo a rede de proteção social e garantindo apoio às famílias em maior situação de vulnerabilidade.
No fim de junho, a Pasta também participou da ação “COMPOD pela Vida”, que atendeu cerca de 300 pessoas e ofertou 1.867 serviços. A iniciativa reforçou o trabalho contínuo da rede socioassistencial do município, que atua diariamente no acolhimento, na assistência e na garantia de direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Com Assessoria
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