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25 de outubro de 2026

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Clima versus soja: quando a lavoura precisa se adaptar para sobreviver

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Reprodução Soja Brasil

A Expedição Soja Brasil chegou ao Sul do país e encontrou um cenário que vem se repetindo nas últimas safras, com o clima como principal fator de risco para a produção de soja. Entre estiagens prolongadas e episódios de excesso de chuva, produtores da região têm precisado adaptar o manejo para manter a produtividade.

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Na região de Maringá, no norte do Paraná, a equipe esteve na propriedade do produtor Gustavo Corazza, que nesta safra cultivou 670 hectares de soja. Apesar do período de tempo seco no início do ciclo, não houve necessidade de replantio. Ainda assim, as perdas provocadas por adversidades climáticas nos últimos anos seguem como um ponto de atenção.

“O principal gargalo da produção está concentrado no final do ciclo da soja. Foi nesse período que ocorreram as maiores perdas nas últimas safras. Embora, até o momento, o desenvolvimento esteja dentro do esperado, o resultado final ainda depende das condições climáticas até o encerramento do ciclo”, afirma o produtor.

No Sul do país, as últimas cinco safras foram impactadas por problemas climáticos, seja por estiagens prolongadas, seja por excesso de chuvas. Diante desse cenário, a adaptação do manejo passou a ser uma estratégia essencial para a sustentabilidade da produção.

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“Buscamos escalonar o plantio e selecionar variedades com ciclos mais estáveis, especialmente em relação à tolerância à falta de chuva”, explica Corazza.

Além da escolha genética, práticas agrícolas voltadas à conservação do solo vêm sendo intensificadas nas propriedades. “Também adotamos manejos que contribuem para a mitigação do estresse hídrico, como a manutenção de palhada proveniente do consórcio com o milho, o que proporciona maior conforto térmico às plantas de soja”, acrescenta.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), o Paraná enfrentou uma das maiores quebras na produção de soja na safra 2022. A expectativa inicial era de uma colheita em torno de 20 milhões de toneladas, mas as condições climáticas adversas reduziram a produção para aproximadamente 12 milhões de toneladas. Para a safra atual, o cenário é mais equilibrado, embora ainda demande cautela.

“Safras mais favoráveis acabaram compensando parcialmente os resultados frustrados desse período. Atualmente, o custo de produção por hectare gira entre 26 e 27 sacas. Considerando uma produtividade média histórica de 57 sacas nos últimos dez anos, a atividade ainda apresenta viabilidade econômica”, avalia Edemar Gervásio, analista do departamento.

Com a previsão de ocorrência de La Niña em intensidade moderada, a atenção às condições meteorológicas deve permanecer elevada. O Paraná está localizado em uma zona de transição climática entre as regiões Sul e Centro-Oeste e também sofre influência de sistemas atmosféricos provenientes de países vizinhos, como o Paraguai, o que pode favorecer a ocorrência de eventos mais extremos.

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“O produtor, ao longo de dez safras, tende a perder uma ou duas por fatores climáticos. No entanto, sem investimentos em tecnologia e em métodos de mitigação desses riscos, esse número pode aumentar significativamente, comprometendo a sustentabilidade da atividade no médio e longo prazo”, conclui.

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Flávio é o mais votado no exterior e vence em seis países

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Lula lidera em cinco países, mas fica atrás do adversário na votação fora do Brasil.

Flávio Bolsonaro (PL) aparece como o candidato mais votado no exterior no levantamento parcial de 11 países e territórios neste domingo (25). O senador recebeu 32.870 votos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contabilizou 14.629. Nesse recorte, Flávio venceu em seis localidades e Lula, em cinco.

O Japão concentra a maior vantagem do candidato do PL, com 28.538 votos, diante de 7.098 do petista. Flávio também ficou à frente em Taiwan, Tailândia, Malásia, Filipinas e Indonésia.

Lula teve seu melhor resultado, entre as localidades incluídas no levantamento, na Austrália: foram 6.017 votos, contra 3.465 do adversário. O presidente também venceu na China, Nova Zelândia, Singapura e Coreia do Sul.

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Os dados foram reunidos a partir de boletins de urna disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A contagem é parcial e ainda não permite declarar o vencedor da votação no exterior. A divulgação oficial dos resultados consolidados está prevista para depois das 17h, no horário de Brasília.

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Lula vota em São Bernardo e agradece militância pelo apoio

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Petista agradeceu o apoio recebido durante a campanha, mas chega à votação sem vantagem definida sobre Flávio Bolsonaro nas pesquisas citadas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou por volta das 10h deste domingo (25), na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo (SP). Candidato ao quarto mandato, o petista chega à votação em um cenário de incerteza, com pesquisas que indicam empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL).

Após registrar o voto, Lula destacou as manifestações de apoio recebidas na reta final. Classificou a campanha do segundo turno como “algo quase que inexplicável”, em referência às mobilizações populares em diferentes cidades do país.

“O que estou vendo essa semana eu nunca tinha visto”, afirmou. O presidente voltou a agradecer o carinho dos apoiadores e disse que permanece na disputa “por causa do povo brasileiro”.

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Antes de seguir para o colégio eleitoral, Lula também conversou com a imprensa no bairro de Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. Na ocasião, agradeceu o apoio e a generosidade recebidos durante a campanha.

Apesar da avaliação positiva sobre as mobilizações, o reconhecimento dos apoiadores ainda precisa se traduzir em votos suficientes para assegurar a reeleição. A definição da disputa depende do resultado das urnas neste domingo.

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Pivetta aposta em vitória de Flávio e defende reformas no país

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Ao votar em Lucas do Rio Verde, governador manifestou confiança no candidato do PL e destacou a importância do alinhamento com o Congresso.

O governador Otaviano Pivetta afirmou neste domingo (25), ao votar em Lucas do Rio Verde, que espera uma vantagem ainda maior de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno da eleição presidencial. Confiante na vitória do candidato do PL, ele relacionou o resultado à possibilidade de mudanças no país.

Para Pivetta, o eleitorado mato-grossense deverá reforçar o apoio demonstrado no primeiro turno e contribuir para o desempenho nacional de Flávio.

“Nós, hoje, vamos, mais uma vez, colocar o Mato Grosso entre os primeiros estados brasileiros que mais votam na direita e mais contribuem para as grandes mudanças”, declarou.

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O governador afirmou que a escolha do próximo presidente terá consequências que ultrapassam os quatro anos de mandato. Ao defender a candidatura de Flávio, associou uma eventual vitória à construção de melhores condições para as próximas gerações. “Para garantir um futuro digno para nossas crianças, nós precisamos mudar o Brasil”, disse.

Pivetta também avaliou que a sintonia entre a Presidência e o Congresso poderá favorecer a aprovação de reformas. Ele citou as mudanças política e administrativa entre as prioridades e elogiou a composição eleita para o Legislativo federal. “O Brasil nunca elegeu um Congresso Nacional tão preparado para promover as reformas”, afirmou.

Ao encerrar, o governador ressaltou a participação de Mato Grosso nesse processo. “Nós, aqui no Mato Grosso, vamos fazer a nossa parte. É importante que o Brasil também faça”, concluiu.

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