Connect with us
2 de julho de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: A soja fechou em baixa com fraco desempenho das exportações – MAIS SOJA

Published

on


Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 15/12/2025
FECHAMENTOS DO DIA 15/12

O contrato de soja para janeiro fechou em baixa de -0,46% ou $ -5,00 cents/bushel, a $1071,75. A cotação de março encerrou em baixa de -0,51% ou $ -5,50 cents/bushel, a $1081,25. O contrato de farelo de soja para janeiro fechou em alta de 0,33% ou $ 1,0/ton curta, a $ 303,5. O contrato de óleo de soja para janeiro fechou em baixa de -1,18% ou $ -0,59/libra-peso, a $ 49,48.

ANÁLISE DA BAIXA

A soja negociada em Chicago fechou de forma mista nesta segunda-feira. As cotações para a safra 25/26 voltaram a cair neste começo de semana, com a decepção dos dados de exportação. Para a safra seguinte os preços permaneceram praticamente estáveis. Não só as vendas para a China estão abaixo do esperado pelo mercado, no total os compromissos de vendas, atualizados só até o dia 20 de novembro, estão 38% abaixo do mesmo período do ano comercial anterior. Os embarques para exportação, onde os navios para a China começam a ter destaque, estão 46% abaixo do ano passado. Estes dados não foram prejudicados pelo shutdown do governo americano e estão 100% atualizados. Com isso, mesmo novas vendas aparecendo, como as 136 mil toneladas vendidas para a China nesta segunda-feira, não estão conseguindo provocar uma reação nos preços da soja, que ampliou as suas perdas para o mesmo patamar de sete semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
SOJA AMPLIA PERDAS (baixista)

Os preços da soja voltaram a recuar nesta sessão na Bolsa de Chicago, ampliando as perdas observadas na última semana. O mercado segue pressionado pelo ritmo lento das compras chinesas da soja norte-americana, especialmente em relação à meta de 12 milhões de toneladas definida após as conversas entre os presidentes dos Estados Unidos e da China.

CHUVAS PRESSIONAM AS COTAÇÕES (baixista)

A tendência de baixa também foi reforçada pelas chuvas recentes no Brasil e na Argentina, que melhoraram as condições das lavouras, e pela incerteza em torno das normas de mistura de biocombustíveis para 2026. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) deve adiar as definições para o próximo ano, mantendo o cenário de cautela.

EXPORTAÇÕES CONTINUAM MUITO INFERIORES (baixista)

No âmbito das exportações, o USDA informou que as vendas de soja da safra 2025/2026, entre 14 e 20 de novembro, somaram 2,32 milhões de toneladas, dentro da faixa esperada pelo mercado. Desse total, 2,14 milhões de toneladas tiveram como destino a China. No acumulado, as vendas totais dos EUA atingem 20,72 milhões de toneladas, volume 38,4% inferior ao registrado no mesmo período de 2024.

PEQUENA VENDA À CHINA (altista)

Em relatórios diários, o USDA também confirmou novas vendas de 136 mil toneladas para a China, elevando o total antecipado para 3,51 milhões de toneladas na safra 2025/2026. Esses volumes serão incorporados gradualmente aos relatórios semanais, que seguem sendo divulgados com atraso até o início de janeiro.

EXPORTAÇÕES SEMANAIS ABAIXO DA SEMANA ANTERIOR (baixista)

Quanto aos embarques, as inspeções semanais do USDA, referentes ao período de 5 a 11 de dezembro, apontaram exportações de 795,7 mil toneladas, abaixo da semana anterior e das expectativas do mercado. Do total, 202 mil toneladas tiveram como destino a China, via Golfo dos EUA.

ESMAGAMENTO RECORDE, MAS ABAIXO DO ESPERADO (baixista)

Por fim, o relatório da NOPA mostrou que o esmagamento de soja em novembro atingiu 5,88 milhões de toneladas, recorde para o mês, porém abaixo das estimativas do mercado e do volume processado em outubro. Os estoques de óleo de soja totalizaram 686,3 mil toneladas no fim de novembro, o maior nível em sete meses, reforçando o viés de pressão sobre o complexo soja.

BRASIL-MOVIMENTO SEGUE DE ALTA (altista)

No Brasil, o real mais fraco frente ao dólar elevou a paridade de exportação, sustentando os preços internos mesmo em momentos de pressão em Chicago. Como Paranaguá é referência de exportação, o efeito cambial foi determinante para a recuperação dos preços ao longo do período. Após atingir níveis próximos a R$ 133–134/saca, houve entrada de compradores, recomposição de posições e redução da oferta imediata, favorecendo a recuperação gradual. Tudo isso indica um mercado mais sustentado por fundamentos internos (câmbio, prêmio e oferta) do que por alta em Chicago.

CONAB-PLANTIO DE SOJA

O plantio avançou 3,8% em relação com a semana anterior. Até 13 de dezembro de 2025, 94,1% da área total havia sido semeada, ante 90,3% da semana anterior, 96,8% do ano passado, ficando acima em relação à média de 5 anos de 90,6%. Paraná semeou 100,0%, Mato Grosso 100,0%, Mato Grosso do Sul 100,0%, São Paulo 100,0%, Bahia 97,0%, Minas Gerais 100,0%, Tocantins 98,0%, Goiás 97,0%, Santa Catarina 86,0%. Rio Grande do Sul plantou 81,0%, Maranhão 42,0% e Piauí 88,0% da área pretendida.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Com área em expansão, plantio de canola está praticamente concluído no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

Published

on


A semeadura da canola está tecnicamente concluída no Estado. Resta apenas a finalização em algumas áreas marginais. As lavouras apresentam estabelecimento e desenvolvimento vegetativo satisfatórios, favorecidos pelas condições predominantes de baixas temperaturas e pela radiação solar suficiente na maior parte do período. Nas áreas implantadas mais precocemente, iniciou o florescimento.

As precipitações intensas, registradas entre 27 e 28/06, ocasionaram lixiviação de nutrientes em áreas localizadas. Já as geadas não provocaram danos relevantes às lavouras em desenvolvimento vegetativo, mas causaram maior preocupação de produtores em relação apenas a poucas áreas em florescimento.

Os produtores se dedicaram à complementação da adubação nitrogenada em cobertura, ao controle de plantas daninhas, especialmente azevém, e ao monitoramento fitossanitário preventivo em função da evolução do ciclo da cultura.

A área cultivada de canola apresenta grande expansão na Safra 2026. A área estimada no Estado é de 353.397 hectares, e a produtividade média de 1.619 kg/h. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura foi concluída nos principais municípios produtores, como em Manoel Viana, Maçambará e Itacurubi, enquanto em São Gabriel e São Borja os trabalhos se encontram em fase final e devem ser encerrados nos primeiros dias de julho.

Após o excesso de umidade no início do plantio em abril e o déficit hídrico em maio, os quais causaram falhas de estande e necessidade de replantio em algumas áreas, as condições ambientais de junho favoreceram a recuperação do desenvolvimento das lavouras. Os produtores realizam a adubação nitrogenada em cobertura, o controle de azevém e o monitoramento fitossanitário voltado principalmente à canela-preta. Nas primeiras áreas implantadas, intensifica-se o planejamento das aplicações preventivas para
mofo-branco em razão da proximidade do florescimento.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório, com bom estande e uniformidade. A menor disponibilidade de radiação solar reduziu o ritmo de crescimento das plantas, e as chuvas intensas, registradas no final do período, favoreceram a lixiviação de nitrogênio.

Na de Ijuí, as plantas apresentam crescimento vegetativo vigoroso, folhas bem expandidas e coloração verde intensa. As geadas, ocorridas durante o período, não provocaram danos às lavouras, uma vez que a maior parte das áreas está em desenvolvimento vegetativo e com reduzida proporção em florescimento. O controle de plantas daninhas foi altamente eficaz, sendo necessárias reaplicações de herbicidas apenas em áreas com nova emergência de azevém.

Na de Santa Rosa, as lavouras se distribuem entre germinação e desenvolvimento vegetativo (93%) e florescimento (7%). Antes das precipitações, os produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura, utilizando predominantemente sulfato de amônio na
busca por maior eficiência no aproveitamento do nitrogênio. O monitoramento fitossanitário
foi intensificado para a prevenção de pragas e doenças.

Na de Soledade, as plantas estão bem formadas, vigorosas e com crescimento uniforme, resultado da combinação entre condições climáticas favoráveis e elevado nível tecnológico empregado. Na maior parte das áreas, foram concluídos o controle de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura; essas operações seguem apenas nas lavouras implantadas mais tardiamente.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Bagé foi de R$ 130,00; na de Ijuí, R$ 132,40; na
de Santa Rosa, R$ 126,99.

Fonte: Emater/RS



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Colheita de soja chega ao fim no RS e vazio sanitário entra em vigor – MAIS SOJA

Published

on


A colheita de soja está concluída no Rio Grande do Sul. As geadas, registradas durante o período, promoveram elevada mortalidade de plantas voluntárias, emergidas após a colheita, reduzindo a presença de hospedeiros vivos no período de entressafra. O vazio sanitário obrigatório para a cultura, vigente entre os meses de julho e setembro, contribui para a diminuição do inóculo de patógenos, especialmente de ferrugem-asiática, e para a redução da pressão de doenças na safra subsequente.

A produtividade média estadual da Safra 2025/2026, indicada pela Emater-RS/Ascar, foi de 2.707 kg/ha. A área plantada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares.

Comercialização (saca de 60 quilos)

De acordo com a pesquisa semanal de preços da Emater/RS-Ascar, a cotação média do produto variou de R$ 116,35 para R$ 118,24, representando aumento de 1,62% em relação ao valor médio do período anterior.

Fonte: Emater/RS



 

Continue Reading

Sustentabilidade

O que deve ser considerado antes de realizar a escolha da cultivar a utilizar na próxima safra? – MAIS SOJA

Published

on


A escolha da cultivar de soja é uma das decisões mais importantes do planejamento da safra, pois influencia diretamente o potencial produtivo, a estabilidade da produção e a rentabilidade da lavoura. Para que essa escolha seja eficiente, é necessário considerar fatores relacionados ao ambiente de produção, ao sistema de cultivo, ao nível tecnológico empregado e às limitações presentes em cada área.

O primeiro critério para a escolha da cultivar é o entendimento do sistema de produção e das condições ambientais locais, como temperatura, radiação solar e fotoperíodo. Esses fatores determinam a época de semeadura e influenciam diretamente o potencial produtivo da cultura. Em sistemas intensificados, entretanto, nem sempre é possível realizar a semeadura na janela de maior potencial produtivo, pois os produtores buscam maximizar a eficiência econômica de todo o sistema de produção. Nesses casos, torna-se necessária a identificação dos fatores que limitam ou possam limitar a produção permitindo selecionar biotecnologias e tolerâncias genéticas específicas para mitigar esses fatores (Figura 1).

Figura 1. Etapas para escolha da cultivar de soja.
Fonte: Equipe Field Crops

Fonte: Equipe Field Crops

Além da identificação dos fatores limitantes da produção, a escolha da cultivar deve considerar as condições de manejo adotadas na propriedade, representadas pelo nível tecnológico empregado em cada lavoura (Figura 2). Em áreas de alto nível tecnológico, caracterizadas por elevada fertilidade do solo, semeadura precisa, uso de sementes de alta qualidade e manejo baseado em dados, recomenda-se a utilização de cultivares de alto potencial produtivo, com grupo de maturação relativo (GMR) próximo ao ciclo agronômico ótimo (CAO) para a região e tolerância ao acamamento. Já em lavouras de médio e baixo nível tecnológico, onde há menor investimento em tecnologia e maior desuniformidade de plantio, são mais indicadas cultivares com ciclo um pouco superior ao CAO, elevada capacidade de ramificação, alto potencial genético e resistência a doenças e pragas frequentes na área.



Em lavouras com limitações de natureza nutricional, essas restrições podem ser corrigidas por meio do manejo adequado da fertilidade do solo. Já as limitações hídricas estão associadas tanto às características do solo, como sua capacidade de armazenamento de água, quanto às condições climáticas, especialmente à quantidade e à distribuição das chuvas. Como a quantidade e a distribuição das chuvas variam entre as safras, uma área com baixa limitação hídrica em um ano pode apresentar restrições significativas em outro. Dessa forma, a escolha da cultivar deve considerar simultaneamente o ambiente de produção, o sistema de cultivo, o nível tecnológico da propriedade e os fatores limitantes da lavoura. A correta integração desses fatores permite selecionar materiais mais adaptados a cada situação produtiva, contribuindo para maior estabilidade de rendimento, melhor aproveitamento dos investimentos realizados e maior rentabilidade da atividade agrícola.

Figura 2. Características a serem consideradas na escolha de cultivares conforme o nível tecnológico e o nível de limitações de cada lavoura.
Fonte: Equipe Field Crops
Referências:

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT