Connect with us

Business

Após críticas do agro, governo ajusta Plano Clima e amplia incentivos a produtores rurais

Published

on


Foto: Agência Gov

Após críticas de entidades, especialistas e lideranças do setor agropecuário, o governo federal incorporou demandas do agro no texto final do Plano Clima, aprovado na segunda-feira (15). O documento traz incentivos financeiros, estímulo a práticas sustentáveis e valorização da preservação de áreas verdes em imóveis rurais.

As alterações foram detalhadas pelo secretário nacional de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo, em entrevista ao Canal Rural nesta terça-feira (16).

Segundo o secretário, o texto aprovado é resultado de um processo amplo de negociação e diálogo. “A gente está bastante contente e satisfeito com o resultado desse trabalho que levou à aprovação do Plano Clima. Foi um esforço que envolveu muitos órgãos do governo federal, mas também muita participação da sociedade civil, do setor privado e dos governos estaduais e municipais”, afirmou.

O Plano Clima foi coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Casa Civil, com apoio técnico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e contou com a participação de cerca de 25 ministérios. O documento reúne ações previstas até 2035 e está estruturado em dois grandes eixos: adaptação aos efeitos das mudanças climáticas e mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

No eixo da mitigação, ponto que concentrou parte das críticas do setor agropecuário, foram definidos oito planos de ação, dos quais três estão diretamente ligados à agropecuária e ao uso da terra. Aloisio Melo explicou que, durante a consulta pública, representantes do setor questionaram a forma como as emissões e as áreas rurais eram tratadas na versão preliminar.

“A abordagem inicial agregava todas as emissões associadas às atividades agropecuárias nos imóveis rurais, incluindo áreas que não são privadas, como assentamentos e territórios quilombolas. Isso foi objeto de questionamento, porque são áreas sob gestão pública e com políticas específicas”, disse.

Diante dessas manifestações, o governo optou por um redesenho do plano. “Houve uma redefinição e uma realocação das áreas. Criamos um bloco específico para os imóveis rurais privados, que constam das bases cadastrais oficiais, e outros planos voltados às áreas públicas e aos territórios coletivos”, explicou o secretário.

Segundo ele, a mudança trouxe mais clareza sobre responsabilidades e instrumentos de política pública. “Isso deixa mais claro quais são os núcleos de ação e quem responde por cada frente, tanto no governo quanto no setor produtivo”, afirmou.

Outro ponto destacado por Aloisio Melo foi a incorporação mais explícita de instrumentos econômicos para estimular a preservação ambiental. “Ficou claro que não se trata de criar novas obrigações legais. O Plano Clima não é um plano de comando e controle. Ele é um plano orientador, que aponta caminhos e instrumentos”, ressaltou.

Entre os mecanismos previstos estão o fortalecimento do Plano ABC/ABC+ (RenovaAgro), linhas de financiamento específicas, pagamento por serviços ambientais e a ampliação do uso da Cota de Reserva Ambiental (CRA).

“A ideia é que manter floresta no imóvel rural seja visto como um ativo. Existem mecanismos para atribuir valor a essa vegetação excedente, permitindo remuneração ao produtor”, disse.

O secretário também citou iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas. “Temos um estoque enorme de áreas de pastagens degradadas ou de baixíssima produtividade. O plano organiza instrumentos de financiamento para que essas áreas sejam recuperadas, seja com florestas, seja com sistemas produtivos mais eficientes”, afirmou.

Como exemplo, Aloisio Melo mencionou o Ecoinvest, modalidade vinculada ao Fundo Clima. “Recentemente fizemos uma chamada que recebeu propostas com a meta de recuperar cerca de 1,3 milhão de hectares de áreas degradadas”, disse.

Para o secretário, o redesenho do Plano Clima atende às principais preocupações apresentadas pelo setor agropecuário. “Esse desenho consegue um melhor alinhamento. Ele consolida políticas que já existem, reforça incentivos e deixa claro como o setor pode continuar crescendo sem aumento das emissões”, afirmou.

Com a aprovação pelo comitê interministerial, o Plano Clima entra agora na fase de implementação e monitoramento. “O desafio agora é acompanhar, monitorar e dar transparência para mostrar como essas ações estão avançando na prática”, afirma Aloisio Melo.

O post Após críticas do agro, governo ajusta Plano Clima e amplia incentivos a produtores rurais apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Brasil deve colher safra recorde de café em 2026, projeta Conab

Published

on


Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A primeira estimativa da safra brasileira de café em 2026 aponta produção de 66,2 milhões de sacas beneficiadas, alta de 17,1% em relação ao ciclo anterior. Os dados constam do 1º Levantamento da Safra de Café 2026, divulgado nesta quinta-feira (5) pela Conab.

Se confirmado, o volume representará um novo recorde da série histórica, superando a safra de 2020, quando o país colheu 63,1 milhões de sacas.

Área, clima e produtividade impulsionam a produção

O crescimento estimado reflete a bienalidade positiva da cultura, além da expansão de 4,1% da área em produção, que deve alcançar 1,9 milhão de hectares em 2026. Condições climáticas mais favoráveis ao longo do ciclo e a adoção de tecnologias e boas práticas de manejo também contribuíram para o avanço da produtividade.

A produtividade média nacional é estimada em 34,2 sacas por hectare, elevação de 12,4% em relação à safra passada.

Arábica e conilon

Para o café arábica, variedade mais impactada pela bienalidade, a Conab projeta produção de 44,1 milhões de sacas, aumento de 23,3% frente ao ciclo anterior. O avanço é atribuído à maior área em produção, ao clima favorável e ao ciclo positivo da cultura.

Já o café conilon deve alcançar 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% na comparação anual. O volume também pode representar recorde histórico, sustentado pela ampliação da área cultivada e pelas boas condições climáticas observadas até o momento.

Produção nos principais estados

Em Minas Gerais, principal produtor nacional de café e líder na produção de arábica, a safra é estimada em 32,4 milhões de sacas. O desempenho é explicado pela melhor distribuição das chuvas, especialmente nos meses que antecederam a florada.

Em São Paulo, outro importante produtor de arábica, a expectativa é de uma colheita de 5,5 milhões de sacas, impulsionada pela bienalidade positiva e pela recuperação de áreas afetadas no ciclo anterior.

Na Bahia, a produção total de café deve crescer 4%, somando 4,6 milhões de sacas, sendo 1,2 milhão de arábica e 3,4 milhões de conilon.

No Espírito Santo, a produção está estimada em 19 milhões de sacas, alta de 9% em relação a 2025. A maior parte do volume é de conilon, cuja safra deve atingir 14,9 milhões de sacas, crescimento de 5%, mantendo o estado como o principal produtor da variedade no país.

Em Rondônia, onde o cultivo é exclusivamente de conilon, a produção deve alcançar 2,7 milhões de sacas, aumento de 18,3%. O avanço é atribuído à renovação de lavouras com materiais clonais mais produtivos e às condições climáticas favoráveis desde o início do ciclo.

Mercado e exportações

Mesmo com queda de 17,1% no volume exportado em 2025, totalizando 41,9 milhões de sacas, o Brasil alcançou US$ 16,1 bilhões em receitas com café no ano passado, novo recorde histórico. O resultado reflete a alta de 30,3% no faturamento na comparação com 2024, impulsionada pela valorização de 57,2% no preço médio do produto, segundo dados do MDIC.

Para 2026, a expectativa é de que os preços permaneçam em patamares elevados, mesmo com a projeção de safra recorde no Brasil e perspectivas de boa colheita no Vietnã. De acordo com o USDA, o consumo mundial deve atingir 173,9 milhões de sacas, novo recorde, impulsionado principalmente pela demanda da Ásia, com destaque para China, Indonésia e Vietnã.

Com isso, os estoques globais seguem apertados. No início da safra 2025/26, o estoque mundial é estimado em 21,3 milhões de sacas, o menor nível em 25 anos. Ao final do ciclo, a previsão é de nova redução para 20,1 milhões de sacas, o que mantém os preços do café pressionados no mercado internacional.

O post Brasil deve colher safra recorde de café em 2026, projeta Conab apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Gergelim se consolida como alternativa estratégica e produção cresce 17% em Mato Grosso

Published

on


Foto: Israel Baumann/ Canal Rural Mato Grosso

A produção de gergelim em Mato Grosso registrou um salto de 17,3% na última temporada, consolidando a cultura como opção na segunda safra, atrás do milho. O volume saltou de 246,1 mil toneladas no ciclo 2023/2024 para 288,9 mil toneladas na safra 2024/2025.

O avanço é sustentado por um ganho real de eficiência no campo: a produtividade média subiu de 579 quilos por hectare para 720 quilos por hectare no mesmo período.

O movimento reflete uma mudança tática do produtor mato-grossense, que busca culturas mais resistentes a janelas climáticas curtas. Atualmente, o plantio ocorre entre fevereiro e março, logo após a colheita da soja, com um ciclo de 120 dias.

A abertura de novas fronteiras comerciais é o principal motor por trás dos números. Hoje, 99% do gergelim colhido no estado é exportado, com foco crescente no continente asiático. A China, maior consumidora global, passou a aceitar o produto brasileiro recentemente, gerando uma corrida por certificações e melhoramento genético das sementes em solo mato-grossense.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o crescimento do gergelim está diretamente ligado às oportunidades abertas no mercado externo. “No ano passado, a China abriu o mercado para o gergelim brasileiro. Já credenciamos mais de 20 empresas em Mato Grosso, o que estimulou investimentos em pesquisa e melhoramento de sementes”.

Substituição do milho e adaptação climática

A expansão da cultura ocorre com mais força em regiões onde a estiagem costuma antecipar, como o Vale do Araguaia. Nessas localidades, o milho enfrenta riscos elevados de quebra de safra por falta de chuva, tornando o gergelim uma opção mais segura e rentável para o produtor.

“Em regiões com menor índice de chuvas, o gergelim passa a ser uma alternativa importante ao milho, especialmente quando bem planejado dentro do calendário agrícola”, destaca o secretário. Miranda explica que o produtor tem conseguido otimizar recursos: “O produtor tem conseguido adaptar a mesma colheitadeira usada na soja para colher o gergelim, o que reduz custos e facilita a adoção da cultura”.

Para a safra 2025/2026, as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a área destinada ao gergelim deve chegar a 400 mil hectares. O desafio agora se concentra na escolha das variedades. Enquanto a variedade K3 (para óleo) é a mais comum no estado, o mercado asiático paga prêmios maiores pela K2 (variedade doce).

“Na China, por exemplo, o consumo de óleo de gergelim é muito maior do que o de óleo de soja, o que amplia a demanda pelo produto brasileiro”, afirma o secretário. O governo estadual aposta ainda na verticalização da produção para manter o ritmo de crescimento, ressalta. “Além de ampliar as opções para o produtor rural, estamos trabalhando para abrir mercados e estimular a industrialização dentro do Estado, inclusive com a Zona de Processamento de Exportação, que cria um ambiente favorável para novos investimentos”.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Gergelim se consolida como alternativa estratégica e produção cresce 17% em Mato Grosso apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Nova lei cria programa permanente de doação de máquinas e insumos e fortalece pequeno produtor

Published

on

Programa Estadual de Doação Permanente de Insumos e Máquinas consolida uma política estruturante para impulsionar a produção de alimentos

O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei número 13.192/2005, que institui o Programa Estadual de Doação Permanente de Insumos e Maquinários, coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT). A medida cria um modelo permanente para levar máquinas, equipamentos e insumos públicos diretamente à agricultura familiar, com regras claras, planejamento e foco em quem realmente produz no campo.

A lei estabelece que os bens serão doados, prioritariamente, aos municípios, responsáveis por organizar o uso dos equipamentos por meio de associações, cooperativas e organizações da sociedade civil. A proposta garante capilaridade, melhor gestão dos recursos e mais eficiência no atendimento ao pequeno produtor rural.

O programa tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar, promover o desenvolvimento rural sustentável e ampliar a geração de renda no campo, por meio do acesso permanente a máquinas agrícolas, veículos, caminhões, implementos, insumos e estruturas produtivas essenciais à produção e à comercialização.

Segundo a secretária da Seaf, Andreia Fujioka, a lei foi pensada para sair do papel e garantir que os equipamentos cheguem ao produtor de pequena escala.

“Essa lei foi pensada para funcionar na prática. O artigo 5º é um dos pontos mais importantes, porque garante que os equipamentos doados aos municípios cheguem a quem realmente trabalha e vive no campo. O município recebe o bem, organiza a utilização e pode repassar para associações e cooperativas de forma responsável”, explicou.

A secretária destaca que o modelo fortalece a produção local, gera renda e dá mais segurança aos municípios na gestão dos bens públicos.

“Isso facilita o acesso de máquinas, veículos e equipamentos para o pequeno produtor. Significa mais produção, mais renda e mais oportunidades para quem vive da agricultura de pequena escala. Para os municípios, essa lei traz segurança, planejamento e melhor uso dos recursos públicos. É uma política pública simples, que transforma equipamento em trabalho, e o trabalho em desenvolvimento”, completou.

Entre os itens previstos estão mudas e sementes, fertilizantes, corretivos de solo, calcário, embriões, sêmen, barracas de feira, tratores, colheitadeiras, pulverizadores, ensiladeiras, caminhões, veículos utilitários, máquinas pesadas, além de equipamentos como ordenhas, resfriadores de leite, kits de apicultura e caixas de abelha.

A legislação também define critérios de priorização, como número de agricultores familiares, extensão de estradas vicinais, população rural e menor volume de investimentos já realizados, garantindo que os recursos cheguem às regiões com maior necessidade.

Com fontes de recursos que incluem orçamento estadual, fundos vinculados à Seaf, emendas parlamentares, convênios e parcerias institucionais, o Programa Estadual de Doação Permanente de Insumos e Máquinas consolida uma política estruturante para impulsionar a produção de alimentos, fortalecer a agricultura familiar e promover desenvolvimento econômico nos municípios mato-grossenses.

 

Continue Reading
Advertisement

Agro MT