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Tecnologia usa fungos para controlar mosca-branca no campo; saiba mais

A parceria entre a Efense e a Embrapa Meio Ambiente, iniciada oficialmente em 2021, avança no desenvolvimento de uma tecnologia inédita no país para produção de fungos por fermentação líquida submersa.
Essa técnica é considerada uma das alternativas mais promissoras para o controle biológico da mosca-branca, uma das pragas mais difíceis de manejar na agricultura brasileira.
O projeto começou a ser delineado antes da criação da Efense e ganhou forma com a inauguração da fábrica da empresa em 2022, em Edeia, município do sul de Goiás.
Segundo Marcus Santana, CEO da Efense, a equipe já acompanhava os primeiros estudos da Embrapa sobre a produção de fungos em meio líquido. “Desde o início, vimos que seria possível produzir fungos por fermentação submersa. Quando entendemos, com o Mascarin, a rapidez de infecção de blastosporos de Cordyceps javanica e Beauveria bassiana produzidos nesse sistema, nos interessamos rapidamente pela tecnologia”, afirmou.
A parceria e a produção de fungos
O acordo firmado em 2021 tem como foco a produção de C. javanica e B. bassiana, ambas cepas bioprospectadas pela Embrapa. A companhia goiana já dispõe de infraestrutura consolidada para produção de bactérias, com cerca de sessenta mil litros por mês, mas a fabricação de fungos exige biorreatores menores e ciclos mais longos, limitando o volume a cerca de sete a oito mil litros mensais.
Mesmo assim, a parceria conseguiu validar a tecnologia em diferentes escalas, passando de biorreatores de dez litros para biorreatores de até mil litros, com elevada concentração de blastosporos, estrutura fúngica produzida especificamente pela fermentação líquida.
A Efense nasceu da demanda de agricultores da região, principalmente produtores de grãos que já utilizavam bioinsumos produzidos nas próprias fazendas, mas enfrentavam dificuldades para garantir qualidade, estabilidade e ausência de contaminação.
Diante desse cenário, nove produtores decidiram investir na construção da biofábrica e fundaram também a Associação Goiana de Agricultura Sustentável, dedicada à promoção do controle biológico e ao uso de microrganismos em diferentes aplicações, do manejo de pragas ao estímulo do crescimento vegetal.
Resultados e desafios do projeto
A mosca-branca é uma praga de difícil controle, sobretudo quando se depende apenas de químicos. Pesquisas de Gabriel Mascarin demonstraram que Cordyceps e Beauveria apresentam bons resultados no manejo do inseto, mas o grande diferencial veio com o desenvolvimento da fermentação líquida, capaz de produzir blastosporos com maior eficiência biológica.
A Efense passou a apoiar os estudos com o objetivo de registrar e lançar no mercado um produto comercial à base dessas estruturas. Atualmente, não há nenhum bioinsumo com blastosporos registrado no Ministério da Agricultura, o que pode fazer da empresa a primeira a colocar esse tipo de tecnologia à disposição dos produtores.
Os testes de campo realizados em propriedades e estações experimentais têm mostrado forte redução da população de mosca-branca, indicando potencial para ampliar produtividade e diminuir perdas causadas pela praga.
O próximo desafio da equipe é aprimorar a formulação para aumentar o tempo de prateleira dos produtos, atualmente menor que o observado nos fungos produzidos em fermentação sólida tradicional. A previsão é concluir essa etapa e solicitar o registro ao Ministério da Agricultura, visando ao lançamento comercial conjunto com a Embrapa em 2027.
A pesquisa da Embrapa Meio Ambiente tem avançado no uso da fermentação líquida submersa como alternativa mais rápida, sustentável e econômica para produção de bioinsumos fúngicos.
O processo permite controle rigoroso das condições de cultivo, maior eficiência na multiplicação dos microrganismos e produção em larga escala, além de possibilitar o uso de diferentes tipos de propágulos, como blastosporos, conídios, micélio e microescleródios.
Com a parceria, Efense e Embrapa buscam não apenas oferecer um novo instrumento de manejo, mas também fortalecer a adoção de insumos biológicos em sistemas agrícolas, ampliando alternativas para reduzir o uso de químicos e promover práticas mais sustentáveis no campo.
Com informações de: embrapa.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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BNDES formaliza apoio de R$ 24,4 milhões à agricultura familiar no RS

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) participou nesta quinta-feira (2) da formalização dos contratos de apoio não reembolsável a projetos de cooperativas da agricultura familiar do Rio Grande do Sul. Ao todo, serão destinados R$ 24,4 milhões do Fundo Socioambiental do banco para a recuperação da capacidade produtiva de empreendimentos coletivos atingidos por eventos climáticos extremos no estado entre 2023 e 2024.
Os projetos serão executados pelo governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), dentro do Programa de Apoio à Agricultura Familiar e Camponesa. A operacionalização ocorre pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), com gestão financeira do Badesul Desenvolvimento.
Os recursos serão destinados principalmente à compra de máquinas agrícolas, implementos, equipamentos para agroindústrias, veículos para logística e comercialização, além de insumos para a recuperação de áreas de cultivo, pastagens e solos afetados pelas enchentes. Pelo menos 70% dos investimentos serão direcionados à aquisição de bens perdidos ou danificados pelos desastres climáticos.
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Segundo o BNDES, os projetos devem beneficiar diretamente mais de 5 mil agricultores familiares, com média de 197 beneficiários por cooperativa, em 23 municípios gaúchos. As propostas abrangem diferentes cadeias produtivas, entre elas arroz orgânico, frutas, hortaliças, ovos e bovinocultura.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o apoio busca contribuir para a recuperação da capacidade produtiva dos agricultores familiares gaúchos. Já o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Gustavo Paim, destacou os investimentos no desenvolvimento rural. A chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do BNDES, Celina Rangel Tura, afirmou que a iniciativa integra o esforço de reconstrução e recuperação do estado.
De acordo com o banco, a iniciativa tem como foco a retomada da produção de alimentos, o fortalecimento das cooperativas rurais e a recuperação de empreendimentos coletivos da agricultura familiar impactados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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Acordos ampliam acesso da agricultura familiar a crédito e serviços públicos

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a Caixa Econômica Federal (Caixa) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) formalizaram, na quarta-feira (1º), dois acordos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar. As assinaturas ocorreram durante a abertura da Tecendo Saberes – Feira de Inovação e Tecnologia Social da Agricultura Familiar, no Centro de Estudos Sindical Rural (Cesir), em Brasília.
O primeiro acordo, firmado entre MDA, MGI e Contag, estabelece uma parceria para disseminar, capacitar e orientar agricultores e agricultoras familiares no uso do aplicativo Meu Imóvel Rural. A ferramenta reúne informações, documentos e serviços públicos relacionados aos imóveis rurais.
Segundo o governo federal, a iniciativa busca ampliar a autonomia dos produtores na gestão documental e facilitar o acesso a serviços digitais ligados aos imóveis rurais.
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Também foi assinado um Protocolo de Intenções entre o MDA, a Contag e a Caixa para ampliar o acesso das organizações da agricultura familiar ao crédito rural, à inclusão produtiva e ao desenvolvimento sustentável, com ênfase no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
A parceria prevê ações de orientação e capacitação para que agricultores e agricultoras familiares tenham melhores condições de acessar políticas públicas, linhas de crédito e serviços financeiros. O escopo também inclui o fortalecimento da gestão documental dos imóveis rurais e a ampliação das oportunidades de desenvolvimento das organizações da agricultura familiar.
Os acordos reforçam a articulação entre governo federal, instituição financeira e entidade representativa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais em ações voltadas à agricultura familiar.
As medidas assinadas em Brasília concentram esforços em capacitação, crédito, serviços financeiros e gestão documental, com foco no atendimento a agricultores familiares e suas organizações.
Fonte: gov.br
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Fórum em Cametá debate PAA e negócios comunitários no Baixo Tocantins

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou, nesta terça-feira (30), do Fórum de Ativação “Construindo Soluções para Ecossistemas de Negócios Comunitários no Baixo Tocantins”, realizado em Cametá, no Pará. O encontro discutiu o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), negócios comunitários e o fortalecimento das organizações da região.
A agenda ocorreu ao longo do dia no Seminário São Vicente de Paula, no bairro da Aldeia, e foi proposta pelo Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus), em parceria com o Grupo de Trabalho do Baixo Tocantins.
A Conab foi representada pela superintendente regional no Pará, Rosanna de Angelis Vallinoto, que apresentou o PAA durante a programação da manhã e acompanhou os debates da tarde. Segundo a executiva, a participação da companhia no fórum está ligada ao papel da estatal na execução do programa, que faz a ponte entre agricultores familiares e entidades recebedoras dos alimentos.
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Rosanna também destacou o avanço das organizações do Baixo Tocantins, com aumento dos recursos aplicados na região por meio do PAA na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS).
O fórum reuniu agricultores e agricultoras familiares, organizações representativas dos territórios, órgãos governamentais e instituições socioambientais. A proposta foi ampliar o diálogo entre instituições públicas, sociedade civil e organizações comunitárias, além de compartilhar experiências, desafios e oportunidades relacionados ao PAA nos territórios paraenses.
Em 2026, a execução do PAA no Pará envolve 80 projetos em 45 municípios, com valor total aprovado de R$ 22,17 milhões e 1.995 agricultores familiares fornecedores cadastrados. Na modalidade PAA/CDS, incluindo projetos classificados no edital de 2025 e contratados em 2026, são 72 projetos aprovados em 44 municípios, com R$ 18,38 milhões e 1.881 fornecedores atendidos.
No Baixo Tocantins, foco do fórum em Cametá, foram selecionados nove projetos em quatro municípios: Baião, Cametá, Igarapé-Miri e Oeiras do Pará. As operações reúnem 212 agricultores fornecedores e 10 unidades recebedoras, com entrega de 344,27 toneladas de alimentos para 16.816 consumidores. O total movimentado na região é de R$ 2,12 milhões. Em Cametá, três projetos concentram R$ 680 mil, com 68 fornecedores locais, três unidades recebedoras e atendimento a 5.696 consumidores.
Operacionalizado pela Conab, o Programa de Aquisição de Alimentos prevê a compra de alimentos da agricultura familiar para doação a entidades socioassistenciais e pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, associando abastecimento, renda no campo e fortalecimento da produção regional.
Fonte: gov.br
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