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3 de julho de 2026

Sustentabilidade

Superávit comercial atinge US$ 3,28 bilhões até o momento em dezembro – MAIS SOJA

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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,28 bilhões até o momento em dezembro, com alta de 48,4% sobre dezembro do ano passado. O dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, Comércio e Serviços.

No período, as exportações cresceram 20,4% e somaram US$ 14,26 bilhões. As importações cresceram 13,9% e totalizaram US$ 10,98 bilhões. A corrente de comércio aumentou 17,5%, alcançando US$ 25,25 bilhões.

No acumulado Janeiro até 2º Semana de Dezembro/2025, em comparação a Janeiro/Dezembro 2024, as exportações cresceram 3,9% e somaram US$ 332,08 bilhões. As importações cresceram 8,7% e totalizaram US$ 270,97 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 61,12 bilhões , com queda de -13,1%, e a corrente de comércio registrou aumento de 6,0%, atingindo US$ 603,05 bilhões.

Exportações

Até a 2º Semana de Dezembro/2025, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 41,1% em Agropecuária, que somou US$ 2,67 bilhões; crescimento de 52,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 3,67 bilhões e, por fim, crescimento de 5,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 7,85 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Milho não moído, exceto milho doce ( 44,6%), Café não torrado ( 41,9%) e Soja ( 83,1%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( 16,2%), Minérios de cobre e seus concentrados (150,8%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 73,4%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (68,5%), Produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, não folheados ou chapeados, ou revestidos (555,3%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (86,5%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (-10,5%), Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-36,5%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-26,4%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-88,6%), Outros minerais em bruto (-44,1%) e Minérios de metais preciosos e seus concentrados (-85,4%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços ( -6,8%), Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas (-20,7%) e Veículos automóveis de passageiros (-39,8%) na Indústria de Transformação.

Importações

Até a 2º Semana de Dezembro/2025, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: crescimento de 12,6% em Agropecuária, que somou US$ 0,25 bilhões; crescimento de 28,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,50 bilhões e, por fim, crescimento de 13,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 10,16 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos ( 60,8%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas ( 25,2%) e Soja ( 7.002,0%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (312,6%), Pedra, areia e cascalho (275,9%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 86,9%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 31,0%), Outros medicamentos, incluindo veterinários (97,6%) e Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (34,3%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-24,0%), Milho não moído, exceto milho doce (-31,8%) e Especiarias (-32,0%) na Agropecuária; Outros minérios e concentrados dos metais de base (-43,7%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado ( -5,5%) e Gás natural, liquefeito ou não (-71,2%) na Indústria Extrativa ; Ácidos carboxílicos e seus anidridos, halogenetos, peróxidos e perácidos e seus derivados (-31,9%), Caldeiras de geradores de vapor, caldeiras de água sobreaquecida, aparelhos auxiliares e suas partes (-99,2%) e Geradores elétricos giratórios e suas partes (-49,0%) na Indústria de Transformação.

Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News



 

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Sustentabilidade

Com área em expansão, plantio de canola está praticamente concluído no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A semeadura da canola está tecnicamente concluída no Estado. Resta apenas a finalização em algumas áreas marginais. As lavouras apresentam estabelecimento e desenvolvimento vegetativo satisfatórios, favorecidos pelas condições predominantes de baixas temperaturas e pela radiação solar suficiente na maior parte do período. Nas áreas implantadas mais precocemente, iniciou o florescimento.

As precipitações intensas, registradas entre 27 e 28/06, ocasionaram lixiviação de nutrientes em áreas localizadas. Já as geadas não provocaram danos relevantes às lavouras em desenvolvimento vegetativo, mas causaram maior preocupação de produtores em relação apenas a poucas áreas em florescimento.

Os produtores se dedicaram à complementação da adubação nitrogenada em cobertura, ao controle de plantas daninhas, especialmente azevém, e ao monitoramento fitossanitário preventivo em função da evolução do ciclo da cultura.

A área cultivada de canola apresenta grande expansão na Safra 2026. A área estimada no Estado é de 353.397 hectares, e a produtividade média de 1.619 kg/h. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura foi concluída nos principais municípios produtores, como em Manoel Viana, Maçambará e Itacurubi, enquanto em São Gabriel e São Borja os trabalhos se encontram em fase final e devem ser encerrados nos primeiros dias de julho.

Após o excesso de umidade no início do plantio em abril e o déficit hídrico em maio, os quais causaram falhas de estande e necessidade de replantio em algumas áreas, as condições ambientais de junho favoreceram a recuperação do desenvolvimento das lavouras. Os produtores realizam a adubação nitrogenada em cobertura, o controle de azevém e o monitoramento fitossanitário voltado principalmente à canela-preta. Nas primeiras áreas implantadas, intensifica-se o planejamento das aplicações preventivas para
mofo-branco em razão da proximidade do florescimento.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório, com bom estande e uniformidade. A menor disponibilidade de radiação solar reduziu o ritmo de crescimento das plantas, e as chuvas intensas, registradas no final do período, favoreceram a lixiviação de nitrogênio.

Na de Ijuí, as plantas apresentam crescimento vegetativo vigoroso, folhas bem expandidas e coloração verde intensa. As geadas, ocorridas durante o período, não provocaram danos às lavouras, uma vez que a maior parte das áreas está em desenvolvimento vegetativo e com reduzida proporção em florescimento. O controle de plantas daninhas foi altamente eficaz, sendo necessárias reaplicações de herbicidas apenas em áreas com nova emergência de azevém.

Na de Santa Rosa, as lavouras se distribuem entre germinação e desenvolvimento vegetativo (93%) e florescimento (7%). Antes das precipitações, os produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura, utilizando predominantemente sulfato de amônio na
busca por maior eficiência no aproveitamento do nitrogênio. O monitoramento fitossanitário
foi intensificado para a prevenção de pragas e doenças.

Na de Soledade, as plantas estão bem formadas, vigorosas e com crescimento uniforme, resultado da combinação entre condições climáticas favoráveis e elevado nível tecnológico empregado. Na maior parte das áreas, foram concluídos o controle de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura; essas operações seguem apenas nas lavouras implantadas mais tardiamente.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Bagé foi de R$ 130,00; na de Ijuí, R$ 132,40; na
de Santa Rosa, R$ 126,99.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Colheita de soja chega ao fim no RS e vazio sanitário entra em vigor – MAIS SOJA

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A colheita de soja está concluída no Rio Grande do Sul. As geadas, registradas durante o período, promoveram elevada mortalidade de plantas voluntárias, emergidas após a colheita, reduzindo a presença de hospedeiros vivos no período de entressafra. O vazio sanitário obrigatório para a cultura, vigente entre os meses de julho e setembro, contribui para a diminuição do inóculo de patógenos, especialmente de ferrugem-asiática, e para a redução da pressão de doenças na safra subsequente.

A produtividade média estadual da Safra 2025/2026, indicada pela Emater-RS/Ascar, foi de 2.707 kg/ha. A área plantada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares.

Comercialização (saca de 60 quilos)

De acordo com a pesquisa semanal de preços da Emater/RS-Ascar, a cotação média do produto variou de R$ 116,35 para R$ 118,24, representando aumento de 1,62% em relação ao valor médio do período anterior.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

O que deve ser considerado antes de realizar a escolha da cultivar a utilizar na próxima safra? – MAIS SOJA

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A escolha da cultivar de soja é uma das decisões mais importantes do planejamento da safra, pois influencia diretamente o potencial produtivo, a estabilidade da produção e a rentabilidade da lavoura. Para que essa escolha seja eficiente, é necessário considerar fatores relacionados ao ambiente de produção, ao sistema de cultivo, ao nível tecnológico empregado e às limitações presentes em cada área.

O primeiro critério para a escolha da cultivar é o entendimento do sistema de produção e das condições ambientais locais, como temperatura, radiação solar e fotoperíodo. Esses fatores determinam a época de semeadura e influenciam diretamente o potencial produtivo da cultura. Em sistemas intensificados, entretanto, nem sempre é possível realizar a semeadura na janela de maior potencial produtivo, pois os produtores buscam maximizar a eficiência econômica de todo o sistema de produção. Nesses casos, torna-se necessária a identificação dos fatores que limitam ou possam limitar a produção permitindo selecionar biotecnologias e tolerâncias genéticas específicas para mitigar esses fatores (Figura 1).

Figura 1. Etapas para escolha da cultivar de soja.
Fonte: Equipe Field Crops

Fonte: Equipe Field Crops

Além da identificação dos fatores limitantes da produção, a escolha da cultivar deve considerar as condições de manejo adotadas na propriedade, representadas pelo nível tecnológico empregado em cada lavoura (Figura 2). Em áreas de alto nível tecnológico, caracterizadas por elevada fertilidade do solo, semeadura precisa, uso de sementes de alta qualidade e manejo baseado em dados, recomenda-se a utilização de cultivares de alto potencial produtivo, com grupo de maturação relativo (GMR) próximo ao ciclo agronômico ótimo (CAO) para a região e tolerância ao acamamento. Já em lavouras de médio e baixo nível tecnológico, onde há menor investimento em tecnologia e maior desuniformidade de plantio, são mais indicadas cultivares com ciclo um pouco superior ao CAO, elevada capacidade de ramificação, alto potencial genético e resistência a doenças e pragas frequentes na área.



Em lavouras com limitações de natureza nutricional, essas restrições podem ser corrigidas por meio do manejo adequado da fertilidade do solo. Já as limitações hídricas estão associadas tanto às características do solo, como sua capacidade de armazenamento de água, quanto às condições climáticas, especialmente à quantidade e à distribuição das chuvas. Como a quantidade e a distribuição das chuvas variam entre as safras, uma área com baixa limitação hídrica em um ano pode apresentar restrições significativas em outro. Dessa forma, a escolha da cultivar deve considerar simultaneamente o ambiente de produção, o sistema de cultivo, o nível tecnológico da propriedade e os fatores limitantes da lavoura. A correta integração desses fatores permite selecionar materiais mais adaptados a cada situação produtiva, contribuindo para maior estabilidade de rendimento, melhor aproveitamento dos investimentos realizados e maior rentabilidade da atividade agrícola.

Figura 2. Características a serem consideradas na escolha de cultivares conforme o nível tecnológico e o nível de limitações de cada lavoura.
Fonte: Equipe Field Crops
Referências:

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

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