Agro Mato Grosso
MT Clima e Mercado acompanha avanço da safra na região leste de Mato Grosso

O 11º episódio da Quarta Temporada da Série Mato Grosso Clima e Mercado, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), iniciou, nesta quinta-feira (11.12), a etapa da região leste do estado, com acompanhamento da safra 2025/26 nos municípios de Gaúcha do Norte e Canarana. Os relatos mostram um cenário de plantio irregular, necessidade de replantios em algumas áreas e lavouras que começam a responder positivamente após o retorno das chuvas.
Em Gaúcha do Norte, o produtor Valdomiro Schulz explicou que o início da safra foi atípico, com chuvas pontuais ainda em setembro, mas sem regularidade suficiente para garantir o avanço do plantio. Segundo ele, alguns produtores chegaram a iniciar a semeadura nesse período, porém em áreas muito pequenas, o que acabou resultando em atraso no calendário. “Houve um período com pouca umidade e os plantios acabaram atrasando”, relatou.
Com a volta das chuvas na última semana, Valdomiro destacou uma melhora significativa nas lavouras, inclusive nas áreas que precisaram de replantio. “As áreas que houve replantio já estão nascidas novamente. Aqui na propriedade o estande está bom e houve uma recuperação muito grande depois das chuvas dos últimos dias”, afirmou. Ele avalia que, se o clima seguir favorável, a expectativa é de boa produtividade, mesmo com algumas áreas apresentando menor população de plantas.
O delegado coordenador do Núcleo de Gaúcha do Norte, Jhonatan Loss, também observou melhora no desempenho das lavouras após o retorno das precipitações. Para ele, áreas que sofreram com a falta de chuva no início agora apresentam condições de recuperação dentro da janela adequada. “As propriedades que tiveram mais dificuldade hídrica estão apresentando bom resultado, porque ainda é um período em que a lavoura consegue se recuperar até a colheita”, avaliou.
Em relação à segunda safra, Valdomiro explicou que a tendência no município é de redução na área destinada ao milho. “No nosso caso vamos diminuir um pouco o plantio da safrinha de milho. Outros vão manter a mesma área do ano passado, mas acredito que no geral, aqui no município a safrinha de milho vai ser um pouco menor do que na safra passada.”
Ele também ressaltou a preocupação com o escoamento da produção durante a colheita, já que o município conta com poucas estruturas de recebimento, o que pode gerar filas caso as chuvas coincidam com o período de colheita.
No município de Canarana, o produtor Arlindo Cancian relatou que o plantio também foi marcado por grande irregularidade das chuvas, tanto entre propriedades quanto dentro das próprias áreas. Segundo ele, algumas lavouras receberam chuva cedo, enquanto outras demoraram mais para acumular um volume mínimo.
“O plantio em Canarana foi mal distribuído, muito localizado. Teve áreas onde choveu mais cedo e outras onde a chuva demorou, inclusive dentro da própria propriedade, com precipitações bem pontuais. Aqui na fazenda, a gente costuma iniciar o plantio com cerca de 60 milímetros, mas este ano começamos com apenas 15 milímetros, e a chuva não continuou. Mesmo assim, optamos por plantar metade da lavoura em poucos dias, com esses 15 milímetros e algumas chuvinhas de 3, 5 e 7 milímetros”, afirmou.
No município, parte dos produtores precisou recorrer ao replantio em algumas áreas, especialmente em propriedades onde o tipo de solo dificulta o desenvolvimento da cultura em períodos de baixa precipitação. Mesmo diante desse cenário, Arlindo Cancian destaca que a regularização das chuvas nos últimos dias trouxe uma recuperação visível às lavouras. “A chuva veio tarde, mas ainda em um momento importante. De uns dez dias para cá, modificou muito a lavoura. Agora é acompanhar para ver como será o comportamento da produtividade lá na frente”, avaliou.
Sobre a segunda safra, Arlindo explicou que parte das áreas deve ficar fora da janela ideal do milho, levando produtores a optar por outras culturas, como o gergelim, muito comum na região. “Quem conseguiu plantar mais cedo ainda vai fazer milho. O restante deve ir para gergelim, milheto ou sorgo. A rotação é necessária, mesmo com os preços não tão atrativos”, destacou.
A série MT Clima e Mercado segue agora pela região leste de Mato Grosso. Nos próximos episódios, a Aprosoja MT vai percorrer outros municípios, acompanhando o desenvolvimento das lavouras e registrando a realidade da safra 2025/26 em diferentes regiões produtoras do estado.
Agro Mato Grosso
Vendas de soja em Mato Grosso chegam a quase 100% da safra 2024/25

As vendas de soja da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiram 99,44% da produção em dezembro de 2025, um aumento de 0,98% em relação a novembro, segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado na segunda-feira (12).
Apesar do avanço, o índice ainda ficou 0,30% abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior (2023/24). O relatório aponta que a queda mensal de 3,86% no preço da soja, que fechou dezembro cotada em média a R$ 116,46 por saca, influenciou o ritmo das negociações.
Para a safra 2025/26, as comercializações chegaram a 44,14% da produção estimada ao final de dezembro, representando um avanço de 5,73% em relação a novembro. O início da colheita e as boas condições das lavouras em grande parte do estado contribuíram para a expansão das vendas, com preço médio mensal de R$ 108,41 por saca, queda de 2,09% em comparação com o mês anterior.
O Imea também registrou as primeiras vendas da safra 2026/27, que atingiram 0,76% da produção estimada em dezembro, volume 0,50% maior que o observado no mesmo período da safra anterior.
No mercado internacional, o preço da soja na Bolsa de Chicago subiu 0,82% na semana, impulsionado pelas expectativas sobre o novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. No mercado doméstico, o dólar Ptax recuou 2,04%, enquanto o indicador Cepea fechou o período em queda de 4,88%, cotado a R$ 134,99 por saca.
Agro Mato Grosso
Sema aprova mais de mil projetos para recuperação de 50 mil hectares

Do total de áreas a serem recuperadas, 16,2 mil ha estão localizados em Áreas de Preservação Permanente (APP) e 34,5 mil ha em Áreas de Reserva Legal.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) firmou 1.271 termos de compromisso para recuperação de mais de 50 mil hectares em propriedades rurais no ano de 2025. Os resultados foram intensificados após implantação do CAR Digital 2.0, em junho do ano passado.
São acordos em que o proprietário da área se compromete a efetuar a recuperação mediante a execução do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas ou Alteradas (Prada), já aprovado pelo órgão ambiental
Do total de áreas a serem recuperadas, aproximadamente 16,2 mil hectares estão localizados em Áreas de Preservação Permanente (APP) e 34,5 mil hectares em Áreas de Reserva Legal (ARL).
“No ano passado, obtivemos avanços consistentes na agenda da regularização ambiental. Além do lançamento do CAR Digital 2.0, que trouxe a automação da análise do CAR e um modelo de retificação de informação do cadastro mais inteligente, implementamos a gratificação por produtividade na Coordenadoria do CAR, assegurando ao aumento da validação de cadastros e de projetos de regularização ambiental”, ressaltou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
No processo de regularização ambiental, a recuperação é exigida quando são identificados passivos ambientais. São situações em que o proprietário do imóvel rural não atende aos limites e percentuais estabelecidos no Código Florestal referentes às áreas de reserva legal e de preservação permanente.
Eventuais irregularidades também podem ser constatadas nas ações de fiscalização e monitoramento ambiental, realizadas em tempo real. Mesmo em imóveis já regularizados, se houver alguma mudança na área é preciso realizar a retificação do cadastro ambiental rural.
Ainda na agenda da regularização ambiental, em 2025 o Governo de Mato Grosso lançou dois novos módulos no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural: o Simcar Assentamento e o Simcar Compensação.
O módulo Simcar Assentamento possibilita a emissão automática de todos os CAR´s em assentamento rural, mediante a inserção dos dados pelo Incra ou Intermat. Já o Simcar Compensação permite a regularização de reservas legais desmatadas antes de julho de 2008, mediante doação ao Estado de áreas em unidades de conservação de domínio público que estejam pendentes de regularização ou mediante servidão em propriedades privadas.
Agro Mato Grosso
Exportações de algodão batem recorde histórico e sustentam mercado brasileiro

Enquanto o mercado interno de algodão em pluma segue marcado por baixa liquidez, o ritmo das exportações brasileiras permanece intenso e em níveis históricos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostram que o Brasil embarcou 452,49 mil toneladas de algodão em dezembro de 2025, o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.
No acumulado de 2025, o desempenho externo também foi recorde. As vendas internacionais somaram 3,026 milhões de toneladas, volume 9,1% superior ao de 2024, que até então detinha o maior resultado da história. O avanço consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra, impulsionado pela competitividade do produto nacional no mercado internacional.
Apesar do forte desempenho nas exportações, o mercado doméstico apresenta recuperação lenta. Pesquisadores do Cepea explicam que os negócios internos têm sido retomados gradualmente, em um ambiente ainda cauteloso por parte dos compradores. A recente queda da taxa de câmbio reduziu a paridade de exportação, o que, na prática, diminuiu o interesse comprador no mercado interno.
Esse cenário reforça um contraste importante no setor: enquanto os contratos externos seguem garantindo escoamento e sustentação à cadeia produtiva, as negociações domésticas avançam em ritmo mais moderado, aguardando sinais mais claros de demanda e ajustes nos preços.
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