Sustentabilidade
Melhoramento genético, ambiente de produção e manejo: os pilares para a produtividade e estabilidade do milho verão – MAIS SOJA

*Por Claitson Gustavo Zanin1, Evandro Maschietto2, Fabiano Pacentchuk3, Fernando Sartori4, Henrique Uliana Trentin5, Luis Sangoi6, Marlon Denez7 e Willian Zancan8.
O agronegócio brasileiro ocupa uma posição estratégica na garantia de segurança alimentar mundial. Essa posição, construída ao longo de décadas, é mantida e ampliada pela busca contínua por inovação e eficiência, em que ciência e tecnologia são aplicadas diretamente no campo para superar desafios e elevar padrões produtivos.
A safra de milho verão 2024/25 será lembrada como um marco para a agricultura brasileira. Embora o clima excepcionalmente favorável tenha criado o cenário ideal, as produtividades recordes não foram obra do acaso. Elas resultaram de uma jornada de décadas de inovação científica, na qual o melhoramento genético avançado se consolidou como pilar indiscutível, potencializado por manejo preciso e por ferramentas digitais transformadoras.
Evolução dos Híbridos
A história do milho é, em sua essência, a história do melhoramento genético. A prática remonta à Revolução Neolítica e ganhou novo caráter no século vinte com as pesquisas de George Harrison Shull, que impulsionaram a era dos híbridos. No Brasil, esse protagonismo se materializou com a fundação da Agroceres em 1945, dedicada a desenvolver materiais adaptados aos diferentes ambientes de produção do país.
O resultado da evolução dos híbridos e a incorporação de biotecnologias, inclusive aquelas voltadas ao manejo de pragas como a lagarta-do-cartucho, podem ser observados nos avanços de produtividade e na segurança agronômica percebida nas lavouras. Globalmente, o melhoramento e a adoção de híbridos mais que duplicaram as produtividades entre 1961 e 2002, e esse progresso se manteve como um processo contínuo.
A construção de um programa de melhoramento robusto é estratégica e cumulativa. A base de germoplasma da Bayer, por exemplo, foi consolidada ao longo de décadas, integrando diferentes legados e ampliando a diversidade genética disponível. Essa diversidade permite desenvolver híbridos sob medida para cada ambiente de produção, respondendo com precisão aos desafios de um país com grande complexidade edafoclimática.
É importante ressaltar que a evolução dos híbridos modernos vai além da busca exclusiva por rendimento. Características como estabilidade de desempenho, ciclo ajustado e segurança agronômica são igualmente prioritárias. A safra 2023/24, marcada por alta pressão de doenças foliares e pelo complexo do enfezamento, funcionou como campo de provas, favorecendo a seleção de materiais com maior defensividade e resiliência. Esse avanço confere segurança ao agricultor e preserva o progresso conquistado em produtividade.
Aumento de Produtividade
O desempenho excepcional da safra 2024/25 foi a união entre clima e tecnologia. De um lado, as condições ideais de chuvas e radiação solar, analisadas pelo Professor Dr. Luis Sangoi, criaram o ambiente propício para a expressão do potencial genético. Do outro, o avanço do melhoramento sustentou a performance de campo e ampliou os tetos produtivos.
Essa combinação se traduz em números. Os dados da CONAB, apontam produtividade média de 10.886 kg/ha no Paraná. Em paralelo, experimentos da Fundação ABC, registraram picos superiores a 19.800 kg/ha em locais da região dos Campos Gerais, evidenciando a capacidade de resposta dos híbridos quando posicionados corretamente.
O clima favorável foi a chave que permitiu à genética se expressar. Três fatores se destacaram. A ausência de geadas tardias garantiu bom estabelecimento inicial. A distribuição pluviométrica adequada promoveu sincronia entre o florescimento masculino e feminino, favorecendo a polinização e o número de grãos por espiga. A alta disponibilidade de radiação solar durante o enchimento de grãos prolongou a atividade fotossintética e gerou espigas mais pesadas.
Esse aumento de produtividade também foi influenciado por decisões de manejo que alinharam a prática agrícola ao potencial do ano. Os dados da Fundação ABC mostram que o ajuste da época de semeadura, do final de agosto para meados de setembro, resultou em incremento de 15 sacas de milho por hectare, o que demonstra a importância do posicionamento correto dos híbridos na janela ideal de cada região.
Impacto do Melhoramento Genético
O impacto do melhoramento é direto e mensurável. Um estudo interno da Bayer com híbridos lançados nos últimos 25 anos indicou ganho médio de 151,4 kg por hectare ao ano. Na prática, produtores que investiram em genéticas como AS1955PRO4, DKB242PRO4 e AG8707PR4 superaram a marca das 300 sacas por hectare na safra 2024/25, consolidando um patamar produtivo antes pouco frequente.
Mais do que rendimento, o melhoramento entrega eficiência. O mesmo estudo mostrou redução de 23,6 por cento no uso da área para produzir uma tonelada de milho no período avaliado. Esse avanço contribui para sustentabilidade, segurança alimentar e segurança financeira do produtor, ao mesmo tempo que potencializa o retorno das práticas de manejo.
A interação entre genética e nutrição evidencia esse potencial. Em outro experimento conduzido pela Copercampos, o híbrido DKB242PRO4 respondeu à adubação nitrogenada de precisão com produtividades acima de 340 sacas por hectare. O ensaio também apontou limite de resposta em dose elevada, reforçando que o sucesso está em dosagem e momento adequados, alinhados ao potencial da lavoura e às condições locais.
O impacto se reflete ainda na sanidade. Biotecnologias presentes nos híbridos desempenham papel essencial no manejo integrado de pragas, como a lagarta-do-cartucho. A combinação de materiais com maior tolerância e de manejo preventivo ajudou a manter a pressão de patógenos e pragas em níveis mais baixos na safra 2024/25, protegendo a área foliar ativa e o potencial produtivo.
Agricultura Digital e o Caminho para Altas Produtividades
A agricultura digital se consolidou como elo que conecta e potencializa os outros pilares. Ferramentas que transformam a variabilidade dos talhões em recomendações práticas dão precisão à execução e suportam decisões de alta influência nos resultados.
Na prática, agricultores que utilizaram soluções como o Bayer VAlora alcançaram incrementos de até 8 sacas por hectare com ajuste da população de plantas e ganhos de 3 a 5 sacas por hectare com alocação inteligente do nitrogênio. Esses resultados foram possíveis por meio de mapas de prescrição que ajustam densidade de semeadura e adubação ao potencial real de cada ambiente dentro da mesma lavoura.
Esse avanço representa o encontro da ciência de dados com a experiência do agricultor. Com um banco de dados robusto, alimentado por mais de 1,5 milhão de hectares de pesquisas aplicadas, as recomendações tornam-se cada vez mais assertivas. O futuro da produtividade passa pela capacidade de gerar e interpretar dados, o que garante competitividade e sustentabilidade para quem alia tecnologia às boas práticas agronômicas.
A safra 2024/25 demonstrou de forma inequívoca que o melhoramento genético é o pilar central do sistema de produção de milho. Ele eleva o teto produtivo em anos favoráveis e confere resiliência em ciclos adversos, ao mesmo tempo que amplifica o retorno de cada investimento em manejo e tecnologia.
Para assegurar que esse potencial genético seja plenamente explorado, o papel da pesquisa regionalizada e da assistência técnica é fundamental. Instituições como a Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária desempenham essa função estratégica ao conduzir ensaios rigorosos em diferentes épocas e ambientes, validando o desempenho dos materiais. Essa geração de conhecimento, transferida ao campo pela assistência técnica, garante o posicionamento assertivo e o manejo correto dos híbridos, permitindo extrair o melhor de cada genética nas condições específicas de cada lavoura.
A integração entre genética, posicionamento de híbridos, nutrição de precisão, manejo fitossanitário preventivo e agricultura digital constrói um sistema produtivo mais eficiente e estável. Esse conjunto de decisões, ancoradas em pesquisa e validações regionais, transforma potencial em resultado com consistência.
O investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento genético é a garantia de que o agronegócio brasileiro seguirá competitivo, sustentável e preparado para continuar desempenhando seu papel estratégico na alimentação mundial, consolidando a produtividade e a estabilidade da cultura do milho na safra de verão.
1Claitson Gustavo Zanin, é Agrônomo de Desenvolvimento de Mercado Milho na Bayer
2Evandro Henrique Gonçalves Maschietto, é M.e. Eng. Agrônomo Coordenador de Pesquisa do Setor de Forragens e Grãos da Fundação ABC
3Fabiano Pacentchuk, é pesquisador de Milho na Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária
4Fernando Sartori, é Dr. Eng. Agrônomo da Área Experimental – Copercampos
5Henrique Uliana Trentin, é Cientista de Desenvolvimento de Produto na Bayer
6Luis Sangoi, é Profesor Titular do Departamento de Agronomia da UDESC
7Marlon Denez, é líder de soluções digitais para milho da Baye
8Willian Luis Antonio Zancan, é Gerente técnico de CropScience na Bayer
Fonte: Assessoria de Imprensa Bayer
Sustentabilidade
Sipcam Nichino inova com fungicida para trigo – MAIS SOJA

Uma das referências do setor de agroquímicos, a Sipcam Nichino Brasil abre seu ciclo de lançamentos de 2026 com a introdução do fungicida Marfin® 230 ME (tetraconazole). A expectativa da companhia é a de anunciar pelo menos seis novos produtos para seu portfólio até o final deste ano. Marfin® 230 ME conta com recomendação para a cultura do trigo. Age sobre a ferrugem da folha (Puccinia triticina) e trouxe à luz, em campos experimentais, resultados robustos no controle da doença oídio (Blumeria graminis).
Especialistas da comunidade científica, informa a empresa, reconhecem o ativo tetraconazole entre as ferramentas de destaque no controle do oídio do trigo.
“Trata-se de um fungicida sistêmico, do grupo químico triazol, apresentado sob a forma de micro-emulsão”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado. Segundo ele, o novo fungicida também conta com indicações para as culturas de algodão, arroz, batata, café, cebola, feijão, milho, soja e tomate.
No trigo, especificamente, ressalta Freitas, Marfin® 230 ME surpreendeu especialistas em campos experimentais, em diferentes regiões do país, pelo desempenho demonstrado no controle de oídio, considerada uma das doenças mais desafiadoras da cultura.
“Não controlado, o oídio pode resultar em expressivas perdas de produtividade, de até 60% em cultivares altamente suscetíveis e condições favoráveis”, diz Freitas. “Provoca redução da área fotossintética, enfraquece a planta de trigo e diminui acentuadamente o número de espigas e grãos”, ele acrescenta.
Resultados a campo e portfólio
De acordo com Freitas, a estação de pesquisas da consultoria G12 Agro, por exemplo, avaliou tratamentos para oídio ancorados no novo Marfin® 230 ME, em Guarapuava PR. Nestes estudos, o fungicida da Sipcam Nichino entregou a média de 97,3% de controle, mesmo ante casos de severidade representativa da doença, de sete a 22 dias após aplicado. Já o rendimento assegurado pela solução atingiu quase 5,5 mil kg/ha ou 90 sacas de trigo. “Este dado se mostrou superior a outros 10 tratamentos”, enfatiza Freitas.
Na também paranaense Ponta Grossa, ele complementa, a estação de pesquisas da instituição 3M Experimentação Agrícola observou controle de oídio, baseado no novo Marfin 230 ME, na faixa de 92% a 99% de eficiência.
“O produto fortalece e enriquece o portfólio da companhia para a triticultura e outros cultivos”, complementa Freitas. O agrônomo lembra que a empresa já comercializa com sucesso, na triticultura, os também fungicidas Torino, em tratamento de sementes, e, para uso foliar, as marcas Domark® Excel, Fezan® Gold e Support®, igualmente empregados em sistemas de tratamento de oídio e outras doenças economicamente relevantes da cultura.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fonte: Sipcam Nichino
Sustentabilidade
Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com pouca movimentação e negócios limitados. As cotações no físico ficaram entre estáveis e levemente mais altas, acompanhando uma melhora moderada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o ambiente segue de cautela entre os agentes, especialmente diante da expectativa pelos dados do relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (12)."Foi um início de semana com poucas movimentações nos preços. Tivemos uma bolsa melhor, mas sem variações expressivas, enquanto o dólar segue estabilizado e os prêmios não mudam o cenário atual", afirmou.Segundo o analista, o volume de negociações permaneceu reduzido, refletindo a postura retraída dos produtores e spreads mais elevados nas indicações de compra e venda. Silveira acrescentou que os produtores seguem afastados das negociações, o que mantém o mercado pouco ofertado neste começo de semana.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): R$ 123
- Santa Rosa (RS): R$ 124
- Cascavel (PR): subiram de R$ 118,50 para R$ 119
- Rondonópolis (MT): R$ 108,50
- Dourados (MS): passaram de R$ 111,50 para R$ 112
- Rio Verde (GO): R$ 110
- Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 128,50 para R$ 129
- Rio Grande (RS): R$ 129
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ainda que abaixo das máximas do dia.
Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a alta do petróleo – puxada pela falta de acordo entre EUA e Irã sobre o conflito no Oriente Médio – e a expectativa positiva por aumento na demanda chinesa pela soja americana sustentaram as cotações.
O mercado aposta que o USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os indicados na temporada anterior. Este será o primeiro relatório com números para a atual temporada.Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.
O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.Além do USDA, o mercado volta suas atenções para o encontro entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, em Pequim, a partir da quarta-feira (13). O mercado aposta em algum acordo entre os dois países que envolva a retomada das aquisições de soja dos EUA pelos chineses.
Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,41%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,08 por bushel, com elevação de 5,25 centavos de dólar ou 0,43%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 5,40 ou 1,68% a US$ 325,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,74 centavos de dólar, com perda de 0,58 centavo ou 0,78%.Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,06%, sendo negociado a R$ 4,8918 para venda e a R$ 4,8898 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8857 e a máxima de R$ 4,9042.O post Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
34% dos produtores rurais sabem o que é crédito de carbono, mostra pesquisa da ABMRA – MAIS SOJA

Um terço dos produtores rurais brasileiros afirma conhecer o crédito de carbono, segundo a 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural. Esta fatia representa 34% dos entrevistados, indicando que o tema ainda está em processo de evolução no campo. Dentro desse grupo, 33% declaram possuir algum nível de conhecimento, enquanto a participação em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono alcança 24% desses produtores.
Entre aqueles que estão inseridos nessas iniciativas, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%. Outras práticas incluem a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis (42%) e ações de reflorestamento (34%).
Para o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, os dados indicam espaço para avançar na comunicação sobre sustentabilidade no campo. “Há uma oportunidade clara para as marcas ampliarem a comunicação e levarem conhecimento para o produtor sobre o que já é feito e como essas práticas se conectam a novas agendas, como o crédito de carbono. Tornar essa relação mais visível pode contribuir para acelerar o entendimento e a adoção no campo”, afirma.
Entre os produtores rurais que adotam iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%
O levantamento também aponta que 86% dos produtores rurais dizem acreditar que as mudanças climáticas irão interferir na produção agrícola. Ao mesmo tempo, apenas 31% classificam como altas ou muito altas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis, indicando um cenário em que a percepção de impacto convive com desafios para avançar na implementação. Entre as dificuldades estão a falta de informação clara e apoio técnico, acesso limitado a recursos ou medo de que a adoção dessas novas práticas não traga benefícios suficientes.
Nesse contexto, o executivo destaca o papel da comunicação na valorização das práticas já existentes. “A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores que já estão inseridos nesse contexto. Comunicar esse dado de forma mais consistente é fundamental para dar visibilidade à atuação do produtor rural e qualificar a percepção sobre o setor”.
Perfil do produtor combina tradição e avanço técnico
O estudo também traça o perfil do produtor rural brasileiro. Atualmente, a faixa etária do produtor brasileiro é de 48 anos, e 61% declaram ser produtores por seguirem a tradição de família.
O nível de conhecimento técnico apresentou crescimento no período analisado, passando de 24% em 2021 para 43% em 2025. Outro dado apontado é a percepção sobre a gestão em que 98% dos produtores consideram a participação da mulher como vital ou muito importante na condução da propriedade rural.
Para Ricardo Nicodemos, esses dados ajudam a entender o momento atual do setor e o desafio das marcas criarem estratégias de comunicação alinhadas com o perfil do produtor. “Os dados evidenciam um campo heterogêneo, com diferentes níveis de formação e experiência. Para as marcas, isso torna essencial um entendimento aprofundado do perfil do produtor, já que a efetividade da comunicação no agro depende de estratégias segmentadas, alinhadas à realidade e ao contexto de cada público”.
A Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é considerado o maior levantamento sobre o perfil do produtor rural brasileiro. Foram realizadas 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados, abrangendo 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas.
Sobre a ABMRA
A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) é a única entidade voltada exclusivamente ao marketing e à comunicação do Agro. Há quase 50 anos, fortalece o marketing disseminando as boas práticas e contribuindo com todos que participam da cadeia produtiva do setor a se comunicarem melhor. Congrega todo o ecossistema da comunicação, tendo como Associados as indústrias (anunciantes), agências e veículos de mídia.
A ABMRA se posiciona como a “Casa do Marketing e da Comunicação do Agro”.
Fonte: Assessoria
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