Sustentabilidade
Pesquisas sobre manejo integrado de pragas, desenvolvidas na Epagri de Chapecó, foram destaque em 2025 – MAIS SOJA

Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
Duas pesquisas, desenvolvidas no Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Epagri/Cepaf), em Chapecó, ganharam reconhecimento em importantes eventos científicos realizados ao longo deste ano. Em maio, durante o II Encontro Sul-Brasileiro de Fitossanidade (Enfit-Sul), a bolsista Epagri/Fapesc, Maíra Chagas Morais, foi premiada na categoria Entomologia, com o trabalho “Misturas de desalojantes e inseticidas sintéticos no manejo da lagarta-do-cartucho: Avaliações em laboratório e campo”. Em setembro, foi a vez da mestranda Helene Jardim Pedó conquistar o prêmio de melhor comunicação oral, apresentando os resultados de seu estudo “Compatibilidade físico-química entre dimpropyridaz e micoinseticidas à base de Beauveria bassiana e Cordyceps javanica”, durante o 18° Simpósio de Controle Biológico (SICONBIOL).
Os dois trabalhos foram coordenados pelo pesquisador da Epagri/Cepaf, Leandro do Prado Ribeiro. Desde 2017, o pesquisador tem avaliado os efeitos de moduladores de comportamento sobre pragas que afetam as culturas da soja e do milho, que são os principais grão cultivados de Santa Catarina. Por outro lado, em 2021, Leandro abriu uma nova linha de pesquisa para avaliar a associação de estratégias de controle químico e biológico no manejo de pragas de sistemas de produção de milho e soja.
Os moduladores de comportamento são substâncias utilizadas para alterar determinadas ações dos insetos, como orientação, alimentação, reprodução e deslocamento. No manejo integrado de pragas, são misturados aos defensivos agrícolas e aplicados para induzir uma maior exposição ao inseticida, reduzindo os danos causados por pragas como a cigarrinha-do-milho, a lagarta-do-cartucho e os percevejos marrom e barriga-verde. Impulsionados pelos benefícios divulgados, os moduladores comerciais, assim como as soluções caseiras, ganharam espaço entre os produtores rurais. O pesquisador recorda que, em 2017, surgiram populações da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) resistentes a alguns eventos transgênicos (Bt). Diante disso e dos impactos provocados pelos insetos nas lavouras, muitos agricultores passaram a adicionar creolina aos tanques de pulverização, acreditando que o cheiro forte da substância ajudaria a movimentar ou desalojar as pragas. Entretanto, essa prática carecia de respaldo técnico, já que não existiam evidências científicas que comprovassem a eficácia dessas combinações.
Para oferecer suporte a estas ações, a Epagri uniu esforços com o setor produtivo, universidades e agências de fomento, como a Fapesc, para analisar os benefícios e possíveis incompatibilidades do uso associado desses produtos. “A ausência de base científica, até então, posiciona a Epagri como protagonista da produção de conhecimento sobre o uso de mistura no manejo integrado de pragas. Os trabalhos desenvolvidos aqui são inéditos e estão sendo publicados nas principais revistas científicas internacionais, servindo de base para recomendação de manejo no Brasil e no exterior”, afirma Leandro.
O pesquisador destaca que a repercussão do trabalho desenvolvido no Laboratório de Entomologia da Epagri em Chapecó tem despertado interesse da iniciativa privada e de diversos órgãos públicos de pesquisa, que buscam aplicar métodos semelhantes em estudos conduzidos em outras regiões do país. “Nossa maior satisfação é que isso tem gerado uma implicação prática nas recomendações e na tomada de decisões dos agricultores catarinenses”, diz.
O reconhecimento, como o que Maíra e Helene receberam, também o enche de orgulho. “Como supervisor dos dois trabalhos premiados em importantes eventos científicos este ano, digo que é uma grande satisfação, porque, além de contribuir para o desenvolvimento regional e para a solução dos problemas do campo, as pesquisas também contribuem para a formação de pessoas. Os profissionais que passam por aqui, sejam estagiários ou bolsistas, saem com um nível de capacitação muito elevado e ajudam a divulgar o nome da Epagri em pesquisas pioneiras, inéditas e que servem de referência para todo o país”, observa.
Compatibilidade de inseticidas e micoinseticidas no controle da cigarrinha-do-milho
Helene realizou seu estágio final de graduação na Epagri. Natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, viveu também em Aracaju, onde ingressou na faculdade de Medicina Veterinária. No entanto, ela admite que não havia se identificado plenamente. Vinda de uma família de engenheiros-agrônomos, cresceu entre os corredores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e sempre sonhou em estudar ali. Quando decidiu trocar a veterinária pela Agronomia, não teve dúvidas de para onde queria ir.
Ela considera que a experiência no Laboratório de Entomologia da Epagri foi um divisor de águas em sua formação acadêmica, porque trouxe novos conhecimentos e a permitiu conhecer o sistema produtivo no Oeste de Santa Catarina, que possui características diferentes das do Sul do Rio Grande do Sul. Durante o período em que estagiou na Epagri, desenvolveu pesquisas relacionadas ao manejo da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), integrando produtos químicos e biológicos, tema que continua desenvolvendo no mestrado sob orientação do professor Daniel Bernardi e coorientação de Leandro.
O trabalho apresentado por Helene durante o SICONBIOL analisou a compatibilidade físico-química do inseticida dimpropyridaz, recentemente registrado no Brasil para o manejo de pragas sugadoras como a cigarrinha-do-milho, associado a micoinseticidas. Os micoinseticidas são produtos biológicos desenvolvidos a partir de fungos utilizados no controle de insetos. Esses fungos, conhecidos como entomopatogênicos, são microrganismos capazes de causar doenças em diferentes espécies de insetos e têm sido amplamente empregados como agentes de controle biológico aplicado em diversas culturas agrícolas.
Helene explica que, no caso da cigarrinha-do-milho, “o controle químico de forma isolada não tem se mostrado eficaz. Por isso, o manejo integrado, associando produtos químicos e biológicos, é cada vez mais recomendado aos produtores. Além disso, o uso de produtos biológicos também é uma boa alternativa, pensando em um manejo mais sustentável, pois utiliza elementos que oferecem menos riscos para a saúde dos seres humanos”, diz. Por esse motivo, estudos de compatibilidade são cada vez mais necessários para saber se a composição dos produtos utilizados na mistura não irá interferir na eficácia dos agentes biológicos. Isso ajuda os produtores a adotarem as práticas mais eficazes de manejo, reduzindo prejuízos econômicos decorrentes de aplicações incorretas.
Os dados apresentados indicam que não foi observada incompatibilidade físico-química na mistura de calda do inseticida dimpropyridaz com micoinseticidas à base dos fungos Beauveria bassiana e Cordyceps javanica. A pesquisadora ressalta que estes são resultados preliminares e, para descartar qualquer dissonância, é necessário que também sejam realizadas verificações de compatibilidade biológica. Segundo Leandro, o uso de produtos compatíveis pode resultar em ganhos de produtividade que variam entre 9 e 11 sacas por hectare na cultura do milho.
Outro benefício dos agentes de controle biológico é a redução do uso de moléculas sintéticas. “Os produtos biológicos já representam cerca de 6% do mercado de defensivos agrícolas e a expectativa é que sua participação cresça de três a quatro vezes nos próximos dez anos. Em Santa Catarina, praticamente todas as culturas de relevância econômica, das hortaliças aos cereais de inverno, passando por pastagens e grãos, apresentam potencial para adoção do manejo biológico, sobretudo aquelas que buscam reduzir resíduos e avançar na produção sustentável”, assegura Leandro.
O SICONBIOL recebeu 1.000 trabalhos científicos, dos quais apenas 36 foram escolhidos para apresentação oral. Entre eles, Helene não apenas foi selecionada, como também conquistou o prêmio de melhor apresentação. Entre os palestrantes do evento estavam a bolsista Epagri/Fapesc, Michele Trombin De Souza, e os pesquisadores Leandro do Prado Ribeiro e Marcelo Mendes de Haro, da Estação Experimental de Itajaí.
Misturas de desalojantes e inseticidas sintéticos no manejo da lagarta-do-cartucho
Assim como Helene, Maíra também é natural do Sul do Rio Grande do Sul. Nascida na cidade de Camaquã, estudou Agronomia na Universidade Federal de Pelotas, instituição onde também realizou o mestrado e o doutorado, no programa de pós-graduação em Fitossanidade, sob orientação do professor Daniel Bernardi. Sua pesquisa de doutorado, voltada ao estudo de desalojantes e arrestantes disponíveis no mercado para o controle da lagarta-do-cartucho e dos percevejos-marrom e barriga-verde, foi desenvolvida na Epagri. Atualmente, Maíra é bolsista Fapesc e atua, principalmente, no projeto voltado ao manejo da cigarrinha-do-milho com produtos naturais derivados de nim. No entanto, ela não se desvencilhou totalmente do objeto de sua tese e segue conduzindo ensaios sobre os efeitos dos moduladores de comportamento sobre os percevejos e a lagarta-do-cartucho, tema que lhe rendeu o prêmio de melhor trabalho na categoria de Entomologia no II Enfit-Sul.
O trabalho inclui desde a manutenção das criações laboratoriais das pragas-alvo até a análise da compatibilidade físico-química de misturas de tanque e do acompanhamento do comportamento dos insetos em diferentes cenários. Com ajuda de um software, que atua como uma espécie de GPS, Maíra consegue observar parâmetros como distância total percorrida e velocidade de caminhamento dos insetos quando expostos às misturas e ao controle (água).
No artigo que foi premiado e recentemente publicado na revista Journal of Crop Helath, Maíra se concentrou sobre a eficácia das misturas de inseticidas sintéticos e desalojantes, como enxofre e creolina, no combate à lagarta-do-cartucho. Para ser considerada apta, além da compatibilidade química, a calda deve apresentar determinadas características físicas, como, por exemplo, ausência de grumos. “Se a mistura formar grumos, ela não é indicada para o uso porque vai entupir o bico dos pulverizadores. Outros fatores a serem considerados são a separação de fases e alterações de parâmetros, como pH. A separação de fases é resolvida com agitação. Os tanques de pulverização possuem, em sua grande maioria, um sistema de agitação, então é só manter a calda agitando o tempo todo para resolver. Agora, o pH, se estiver muito elevado, prejudica a performance do inseticida. Por exemplo, um desalojante com pH na faixa de 10, misturado a um inseticida que tem pH 5, tem uma mistura elevada para 11, então, esse inseticida não vai ser eficaz no controle da praga-alvo”, explica.
O uso de misturas em tanque é uma prática comum entre agricultores e está autorizado pela legislação brasileira. Contudo, sem os devidos cuidados, aquilo que deveria ser um aliado no controle de pragas e na redução de custos com insumos, combustível e mão de obra pode se tornar um risco à produtividade, comprometendo o desempenho das lavouras. Antes da aplicação, a pesquisadora recomenda que os produtores realizem testes de pH, que podem ser feitos com as fitas utilizadas para medir a acidez ou alcalinidade de piscinas. É preciso estar atento aos valores especificados no rótulo do produto, garantindo que estejam dentro da faixa adequada para seu pleno funcionamento.
Os ensaios indicaram que a combinação de inseticidas com desalojantes à base de enxofre aumentou a eficácia dos inseticidas sintéticos associados. No entanto, quando misturado à creolina se observou uma redução significativa na efetividade do controle da lagarta-do-cartucho. Este resultado refuta a ideia que norteou a hipótese inicial da pesquisa de Leandro, de que a creolina poderia potencializar o manejo de pragas.
Segundo Maíra, uma das maiores dificuldades para escrever o artigo foi encontrar referências científicas que respaldassem seus resultados, dado o pioneirismo dos ensaios realizados na Epagri. Apesar disso, ela afirma que esta tem sido uma experiência muito gratificante: “A gente se empolga com o trabalho e, quanto mais pesquisamos, mais descobertas surgem. Cada nova resposta abre caminho para outras perguntas, e assim acabamos com mais dúvidas”, diz. Leandro destaca que os trabalhos desenvolvidos no Laboratório de Entomologia, em Chapecó, sobre os moduladores de comportamento de pragas, especialmente os desalojantes utilizados no manejo da lagarta-do-cartucho, servem de guia para as práticas a serem adotadas no campo. Além disso, eles revelam que estes estudos abriram caminho para novas abordagens e hipóteses de investigação.
Dentre as novas questões a serem analisadas estão os efeitos da pressão atmosférica sobre o comportamento dos insetos-praga sob ação dos moduladores, estudo que está sendo realizado pela estagiária do curso de agronomia da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Ana Paula Madaloz. “Nós detectamos em alguns dos nossos insetos-modelo que a pressão atmosférica exerce um papel importante nos parâmetros comportamentais avaliados”, conta Leandro. Outra linha aberta recentemente é a avaliação da habituação, uma vez que os receptores olfativos das pragas podem ser ativados ou desativados quando expostos a produtos com cheiro forte, geralmente desagradável ou marcante”, esclarece Leandro.
Os resultados obtidos reforçam a importância da produção científica desenvolvida pela Epagri e evidenciam a necessidade de que os produtores adotem cuidados específicos no manejo integrado de pragas, garantindo maior eficiência dos produtos e resultados positivos nas lavouras.
Fonte: Epagri

Autor:Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
Site: Epagri
Sustentabilidade
Sipcam Nichino inova com fungicida para trigo – MAIS SOJA

Uma das referências do setor de agroquímicos, a Sipcam Nichino Brasil abre seu ciclo de lançamentos de 2026 com a introdução do fungicida Marfin® 230 ME (tetraconazole). A expectativa da companhia é a de anunciar pelo menos seis novos produtos para seu portfólio até o final deste ano. Marfin® 230 ME conta com recomendação para a cultura do trigo. Age sobre a ferrugem da folha (Puccinia triticina) e trouxe à luz, em campos experimentais, resultados robustos no controle da doença oídio (Blumeria graminis).
Especialistas da comunidade científica, informa a empresa, reconhecem o ativo tetraconazole entre as ferramentas de destaque no controle do oídio do trigo.
“Trata-se de um fungicida sistêmico, do grupo químico triazol, apresentado sob a forma de micro-emulsão”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado. Segundo ele, o novo fungicida também conta com indicações para as culturas de algodão, arroz, batata, café, cebola, feijão, milho, soja e tomate.
No trigo, especificamente, ressalta Freitas, Marfin® 230 ME surpreendeu especialistas em campos experimentais, em diferentes regiões do país, pelo desempenho demonstrado no controle de oídio, considerada uma das doenças mais desafiadoras da cultura.
“Não controlado, o oídio pode resultar em expressivas perdas de produtividade, de até 60% em cultivares altamente suscetíveis e condições favoráveis”, diz Freitas. “Provoca redução da área fotossintética, enfraquece a planta de trigo e diminui acentuadamente o número de espigas e grãos”, ele acrescenta.
Resultados a campo e portfólio
De acordo com Freitas, a estação de pesquisas da consultoria G12 Agro, por exemplo, avaliou tratamentos para oídio ancorados no novo Marfin® 230 ME, em Guarapuava PR. Nestes estudos, o fungicida da Sipcam Nichino entregou a média de 97,3% de controle, mesmo ante casos de severidade representativa da doença, de sete a 22 dias após aplicado. Já o rendimento assegurado pela solução atingiu quase 5,5 mil kg/ha ou 90 sacas de trigo. “Este dado se mostrou superior a outros 10 tratamentos”, enfatiza Freitas.
Na também paranaense Ponta Grossa, ele complementa, a estação de pesquisas da instituição 3M Experimentação Agrícola observou controle de oídio, baseado no novo Marfin 230 ME, na faixa de 92% a 99% de eficiência.
“O produto fortalece e enriquece o portfólio da companhia para a triticultura e outros cultivos”, complementa Freitas. O agrônomo lembra que a empresa já comercializa com sucesso, na triticultura, os também fungicidas Torino, em tratamento de sementes, e, para uso foliar, as marcas Domark® Excel, Fezan® Gold e Support®, igualmente empregados em sistemas de tratamento de oídio e outras doenças economicamente relevantes da cultura.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fonte: Sipcam Nichino
Sustentabilidade
Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com pouca movimentação e negócios limitados. As cotações no físico ficaram entre estáveis e levemente mais altas, acompanhando uma melhora moderada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o ambiente segue de cautela entre os agentes, especialmente diante da expectativa pelos dados do relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (12)."Foi um início de semana com poucas movimentações nos preços. Tivemos uma bolsa melhor, mas sem variações expressivas, enquanto o dólar segue estabilizado e os prêmios não mudam o cenário atual", afirmou.Segundo o analista, o volume de negociações permaneceu reduzido, refletindo a postura retraída dos produtores e spreads mais elevados nas indicações de compra e venda. Silveira acrescentou que os produtores seguem afastados das negociações, o que mantém o mercado pouco ofertado neste começo de semana.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): R$ 123
- Santa Rosa (RS): R$ 124
- Cascavel (PR): subiram de R$ 118,50 para R$ 119
- Rondonópolis (MT): R$ 108,50
- Dourados (MS): passaram de R$ 111,50 para R$ 112
- Rio Verde (GO): R$ 110
- Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 128,50 para R$ 129
- Rio Grande (RS): R$ 129
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ainda que abaixo das máximas do dia.
Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a alta do petróleo – puxada pela falta de acordo entre EUA e Irã sobre o conflito no Oriente Médio – e a expectativa positiva por aumento na demanda chinesa pela soja americana sustentaram as cotações.
O mercado aposta que o USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os indicados na temporada anterior. Este será o primeiro relatório com números para a atual temporada.Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.
O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.Além do USDA, o mercado volta suas atenções para o encontro entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, em Pequim, a partir da quarta-feira (13). O mercado aposta em algum acordo entre os dois países que envolva a retomada das aquisições de soja dos EUA pelos chineses.
Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,41%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,08 por bushel, com elevação de 5,25 centavos de dólar ou 0,43%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 5,40 ou 1,68% a US$ 325,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,74 centavos de dólar, com perda de 0,58 centavo ou 0,78%.Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,06%, sendo negociado a R$ 4,8918 para venda e a R$ 4,8898 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8857 e a máxima de R$ 4,9042.O post Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
34% dos produtores rurais sabem o que é crédito de carbono, mostra pesquisa da ABMRA – MAIS SOJA

Um terço dos produtores rurais brasileiros afirma conhecer o crédito de carbono, segundo a 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural. Esta fatia representa 34% dos entrevistados, indicando que o tema ainda está em processo de evolução no campo. Dentro desse grupo, 33% declaram possuir algum nível de conhecimento, enquanto a participação em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono alcança 24% desses produtores.
Entre aqueles que estão inseridos nessas iniciativas, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%. Outras práticas incluem a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis (42%) e ações de reflorestamento (34%).
Para o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, os dados indicam espaço para avançar na comunicação sobre sustentabilidade no campo. “Há uma oportunidade clara para as marcas ampliarem a comunicação e levarem conhecimento para o produtor sobre o que já é feito e como essas práticas se conectam a novas agendas, como o crédito de carbono. Tornar essa relação mais visível pode contribuir para acelerar o entendimento e a adoção no campo”, afirma.
Entre os produtores rurais que adotam iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%
O levantamento também aponta que 86% dos produtores rurais dizem acreditar que as mudanças climáticas irão interferir na produção agrícola. Ao mesmo tempo, apenas 31% classificam como altas ou muito altas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis, indicando um cenário em que a percepção de impacto convive com desafios para avançar na implementação. Entre as dificuldades estão a falta de informação clara e apoio técnico, acesso limitado a recursos ou medo de que a adoção dessas novas práticas não traga benefícios suficientes.
Nesse contexto, o executivo destaca o papel da comunicação na valorização das práticas já existentes. “A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores que já estão inseridos nesse contexto. Comunicar esse dado de forma mais consistente é fundamental para dar visibilidade à atuação do produtor rural e qualificar a percepção sobre o setor”.
Perfil do produtor combina tradição e avanço técnico
O estudo também traça o perfil do produtor rural brasileiro. Atualmente, a faixa etária do produtor brasileiro é de 48 anos, e 61% declaram ser produtores por seguirem a tradição de família.
O nível de conhecimento técnico apresentou crescimento no período analisado, passando de 24% em 2021 para 43% em 2025. Outro dado apontado é a percepção sobre a gestão em que 98% dos produtores consideram a participação da mulher como vital ou muito importante na condução da propriedade rural.
Para Ricardo Nicodemos, esses dados ajudam a entender o momento atual do setor e o desafio das marcas criarem estratégias de comunicação alinhadas com o perfil do produtor. “Os dados evidenciam um campo heterogêneo, com diferentes níveis de formação e experiência. Para as marcas, isso torna essencial um entendimento aprofundado do perfil do produtor, já que a efetividade da comunicação no agro depende de estratégias segmentadas, alinhadas à realidade e ao contexto de cada público”.
A Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é considerado o maior levantamento sobre o perfil do produtor rural brasileiro. Foram realizadas 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados, abrangendo 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas.
Sobre a ABMRA
A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) é a única entidade voltada exclusivamente ao marketing e à comunicação do Agro. Há quase 50 anos, fortalece o marketing disseminando as boas práticas e contribuindo com todos que participam da cadeia produtiva do setor a se comunicarem melhor. Congrega todo o ecossistema da comunicação, tendo como Associados as indústrias (anunciantes), agências e veículos de mídia.
A ABMRA se posiciona como a “Casa do Marketing e da Comunicação do Agro”.
Fonte: Assessoria
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