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Arefloresta elege diretoria e projeta avanços em políticas públicas para o setor

A Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) elegeu a nova diretoria, liderada pelo engenheiro florestal Fausto Hissashi Takizawa, para um mandato de três anos, até dezembro de 2028. A principal missão da nova gestão é consolidar a entidade como a grande articuladora de políticas públicas para a produção sustentável de florestas plantadas no estado.
O novo Conselho de Administração será empossado no próximo dia 8 de dezembro e também conta com o vice-presidente Glauber Silveira da Silva e o secretário-geral Clair Bariviera. O trabalho do triênio estará baseado em três pilares, com o foco principal em integrar produtores florestais, agroindústria, poder público e centros de pesquisa para desenvolver a atividade. A meta central é aumentar a competitividade e a rentabilidade do setor.
A nova diretoria também é composta pelo Conselho Fiscal, formado por Haroldo Klein, Jaldes Langer e Carlos Eduardo Schneider.
Em um cenário de desafios financeiros, o presidente eleito destaca a necessidade de criar um ambiente de negócios mais atraente para a atividade. Ele enfatiza que o setor enfrenta juros elevados há anos e o longo prazo de retorno do investimento — que pode levar de seis a sete anos para o eucalipto e até 20 anos para a teca.
“Nossa meta é melhorar a competitividade e rentabilidade do setor de florestas plantadas, criando um ambiente de negócios mais sustentável”, disse o novo presidente Fausto Takizawa.
Viabilidade financeira e técnica é prioridade
O investimento inicial nas florestas é intenso, concentrando-se nos primeiros anos com custos de muda, insumos e plantio. Por isso, a diretoria da Arefloresta tem como prioridade articular com diversos atores para buscar soluções que facilitem o fluxo de caixa dos produtores.
“O uso do capital é intenso no início, principalmente nos primeiros três, quatro anos, com muda, insumos e plantio. Então, a gente busca meios para viabilizar instrumentos financeiros que sejam compatíveis com a atividade florestal. Vamos tentar articular com diversos atores para viabilizar essa questão financeira para as plantações”, acrescentou Takizawa.
Além da questão financeira, a nova gestão da Arefloresta também foca na difusão de conhecimento técnico. A associação pretende estreitar laços com universidades e demais centros de pesquisa. O objetivo é fomentar o plantio de florestas de forma tecnicamente adequada, aproveitando o mercado favorável.
“A gente tem um cenário favorável do ponto de vista… de mercado. Também precisamos que se faça o plantio de floresta de forma tecnicamente adequado. A gente vai cada vez mais integrar com as universidades, centros de pesquisa e a Embrapa para levar esse conhecimento técnico aos produtores florestais”, pontuou o presidente.
Relevância internacional
A nova gestão também já anunciou um grande evento para o setor. Em 2028, Cuiabá será sede da World Teak Conference, um evento internacional conduzido pela Embrapa Florestas. A Arefloresta participará ativamente da organização e recepção de produtores, pesquisadores e empreendedores ligados à cadeia produtiva da teca de todo o mundo.
A escolha de Mato Grosso para sediar o evento reforça a importância do estado para o mercado global.
“A Arefloresta passa a ter uma relevância internacional maior ainda, em razão de Mato Grosso ser o estado com maior área e produção de madeira de teca para exportação em nível global”.
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Avião de pequeno porte cai em lavoura de soja no DF; piloto se feriu

Uma aeronave de pequeno porte realizou um pouso forçado e tombou em uma lavoura de soja na última sexta-feira (30), na região da Nova Colina, em Sobradinho, no Distrito Federal. O acidente ocorreu nas proximidades das rodovias DF-250 e DF-330, em uma área rural com cerca de 340 hectares cultivados.
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O motivo da pane ainda não foi esclarecido. Durante a manobra de emergência, o trem de pouso se embolou na plantação, o que provocou o tombamento da aeronave, que ficou de ponta-cabeça.
A bordo estavam o piloto e um passageiro, ambos conscientes e orientados no momento do resgate. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o piloto sofreu ferimentos leves, com corte no supercílio e queixas de dores no braço. Ele recebeu atendimento no local e foi encaminhado para um hospital da rede pública. O passageiro não se feriu.
O CBMDF mobilizou quatro viaturas para o atendimento da ocorrência. A operação contou ainda com o apoio do helicóptero Carcará 01, da Polícia Civil do Distrito Federal. O local do acidente foi localizado rapidamente após o repasse das coordenadas geográficas pela Força Aérea Brasileira.
A aeronave decolou de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, com destino a Brasília. O voo era autorizado e não possuía caráter comercial. Até o momento, não há informações confirmadas sobre a pane que levou ao pouso de emergência.
A área foi isolada e ficou sob responsabilidade da Polícia Militar do Distrito Federal para preservação do local. A investigação das circunstâncias do acidente ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
O avião pertence a uma empresa do agronegócio especializada em tecnologia voltada à nutrição vegetal e à fertilidade do solo.
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Cotação do milho atinge nível mais baixo desde outubro de 2025

O mercado de milho encerrou o mês de janeiro em queda no Brasil. O Indicador do milho Esalq/BM&FBovespa voltou a operar na casa dos R$ 65 por saca de 60 quilos, patamar que não era registrado desde o fim de outubro de 2025.
Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez permaneceu baixa no período. Compradores priorizaram o consumo de estoques adquiridos antecipadamente e realizaram aquisições apenas de forma pontual, o que limitou a reação dos preços.
Estoques elevados pressionam o mercado
Do lado da oferta, parte dos produtores esteve mais flexível nos valores praticados. O movimento foi influenciado pelo receio de novas desvalorizações e pela necessidade de liberação de espaço nos armazéns.
Pesquisadores do Cepea destacam que, em condições normais, a colheita da soja e a maior demanda por fretes para a oleaginosa costumam dar sustentação aos preços do milho nas primeiras semanas do ano. No entanto, esse comportamento não se confirmou em 2026.
Um dos principais fatores que têm limitado qualquer recuperação das cotações é o volume elevado de estoques de milho no país. A estimativa é de que os estoques estejam em torno de 12 milhões de toneladas neste início de temporada.
O volume é significativamente superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando os estoques eram estimados em 1,8 milhão de toneladas, e também acima da média das últimas cinco safras, de 9,2 milhões de toneladas.
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Aumento de áreas liberadas amplia extensão semeada de algodão e milho

A liberação de mais áreas de soja para o cultivo de algodão e milho possibilitaram um maior avanço nos trabalhos nas lavouras das duas culturas. Enquanto o cereal alcançou 15,59% da extensão estimada, a fibra atingiu no dia 30 de janeiro 67,75%.
Os números foram divulgados na última semana pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e mostram que no comparativo com o ciclo 2024/25 a semeadura do algodão está 14,27 pontos percentuais à frente, enquanto o milho 9,33 pontos percentuais.
O levantamento semanal revela que no algodão o avanço foi de 19,55 pontos percentuais. A área cultivada com a fibra, inclusive, está 8,25 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos.
Apesar do ritmo acelerado nas áreas de algodão, cerca de 30% da fibra deverá ficar fora da janela ideal, uma vez que a mesma encerrou no dia 31 de janeiro.
Entre as regiões que cultivam algodão, a sudeste lidera os trabalhos com 73,15%, seguida do oeste com 68,98% e do médio-norte com 66,27%. Já o noroeste do estado semeou até o dia 30 de janeiro 64,20% da área prevista, o centro-sul 61,25% e o nordeste 59,79%.
Milho atrasado ante a média
Conforme o Imea, em relação ao milho, apesar de estar à frente dos trabalhos na temporada passada, a colheita do ciclo 2025/26 está atrás da média dos últimos cinco anos de 20,29%. A variação semanal foi de 7,83 pontos percentuais.
Quanto às regiões, o médio-norte lidera com 21,08% do cereal cultivado. Na sequência vem o noroeste com 17,89%, o oeste com 17,04% e o norte com 15,06%.
A região centro-sul semeou 14,29% do milho e o nordeste do estado 10,55%. A região mais atrasada segue sendo o sudeste com 7,32%.
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