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3 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Usina de Colíder MT conclui 2ª etapa de intervenções após MP denunciar risco de rompimento

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A Axia Energia, ex-Eletrobras, anunciou nesta segunda-feira (1º) que concluiu a segunda etapa de intervenções na Usina Hidrelétrica de Colíder, situada na região de Itaúba, no Mato Grosso. As medidas ocorrem após o Ministério Público do estado (MPMT) apontar uma série de irregularidades que podem levar a um rompimento na barragem.

Segundo a empresa, a partir de amplo diagnóstico realizado, foi injetado material no subsolo da usina a fim de preencher vazios identificados. Não houve intercorrências durante as atividades, conforme a companhia.

“A usina segue estável e em operação. O reservatório continua no nível atual, sem previsão de novos rebaixamentos”, informou, em nota.

Segundo o cronograma, especialistas contratados pela empresa devem avaliar, nos próximos meses, se há necessidade de outras intervenções.

Relembre o caso

A usina está sob nível de “alerta” desde agosto deste ano em razão de inúmeras falhas estruturais no sistema de drenagem que podem levar a um risco de ruptura da barragem, conforme investigação do MPMT.

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Quatro entidades civis denunciaram à Organização das Nações Unidas (ONU) o risco de rompimento da barragem Usina Hidrelétrica Colider, localizada no Rio Teles Pires, em Itaúba. O MP chegou a recomendar a desativação da barragem, caso não tenha outra alternativa.

A empresa destacou que adquiriu a usina em maio deste ano e que “segue trabalhando com o objetivo de restabelecer a usina a seu estado normal o mais rapidamente possível.”

A denúncia foi protocolada no departamento de Direitos Humanos à Água Potável e Saneamento da ONU.

No documento, as entidades destacam que o Rio Teles Pires é um dos mais impactados por hidrelétricas na Amazônia.

A denúncia pede ao relator da ONU máxima urgência para as “violações de direitos humanos em curso e para o risco iminente de um desastre de proporções catastróficas, requerendo a adoção de medidas imediatas para garantir a segurança das populações e a responsabilização dos agentes envolvidos.”

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A Usina

Localizada no Rio Teles Pires, a usina tem potência de 300 megawhatts e reservatório de 168,2 km² de área total e 94 km de comprimento.

Em operação desde 2019, ela abrange os municípios de Cláudia, Colíder, Itaúba e Nova Canaã do Norte. No estado, há 142 usinas hidrelétricas em operação, entre pequenas, médias e grandes; e suas barragens.

Responsável pela construção da Usina de Colíder entre 2011 e 2019, a Copel Geração e Transmissão transferiu a gestão para a Eletrobras, em maio deste ano.

Na ocasião, a Copel deu como contrapartida a usina e um pagamento de R$ 196,6 milhões após ajustes previstos no contrato, como o recebimento de dividendos de Mata de Santa Genebra Transmissão (MSG).

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Já a Eletrobras, na troca de ativos, cedeu a MSG e a Usina de Mauá. Conforme mostra a imagem abaixo. Contudo, a Usina de Colíder representa 0,5% do ativo total da Eletrobras, segundo comunicado ao mercado financeiro.

Documento mostra troca de ativos entre Copel e Eletrobras — Foto: Fato relevante

Documento mostra troca de ativos entre Copel e Eletrobras — Foto: Fato relevante

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Onça-pintada Ibaca morre após ser resgatada debilitada no Pantanal de MT e deixa filhote

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A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31), após ser resgatada muito debilitada na noite anterior. A fêmea, que deixa um filhote de um ano, havia sido vista nos últimos dias com sinais de desnutrição, mas a causa da morte ainda não foi esclarecida.

Segundo o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, Ibaca pesava pouco mais de 30 quilos quando foi resgatada, na sexta-feira (30). Ela teria sido transferida para Cuiabá para passar por exames, mas não resistiu.

De acordo com o biólogo, uma necropsia está sendo feita para identificar o que provocou a morte. Guias e observadores também estão reunindo vídeos registrados em diferentes datas para tentar entender como a onça emagreceu tão rapidamente.

🐆 Uma trajetória acompanhada por quase uma década

 

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Também chamada de Tina, Ibaca era acompanhada na região desde 2016. Ao longo dos anos, foi fotografada e filmada em encontros com outros animais e ao lado dos próprios filhotes, tornando-se uma das fêmeas conhecidas por quem observa a vida selvagem no Pantanal.

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Segundo o Projeto Jaguar ID, ela foi observada em dez temporadas consecutivas, entre 2016 e 2025. O nome Ibaca tem origem tupi-guarani e, conforme o projeto, significa “um céu com estrelas”.

Os registros permitiram acompanhar diferentes momentos da vida da onça, especialmente a reprodução, os cuidados com os filhotes e as interações com outros animais.

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Registros de diferentes gerações

O catálogo do projeto identifica Ibaca como filha da onça Overa e irmã de Saseka, Siriri e Cururu. Entre os filhotes dela registrados ao longo dos anos estão Ipepo, Jasy e Apejara. A documentação aponta filhotes identificados em temporadas como as de 2018, 2022 e 2025.

Também há registros da fêmea com parceiros reprodutivos como Xingu, Guassú, Bagua e Merlin.

Esse acompanhamento ajudou a estabelecer relações de parentesco e a documentar diferentes gerações de onças em vida livre no Pantanal.

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Novembro começa com chuva e trovoadas em MT; veja previsão para Finados

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Novembro começa neste domingo (1º) com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso. A instabilidade deve continuar após o estado passar o último dia de outubro sob alerta amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Nos primeiros dias do mês, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões noroeste, centro e sudeste. No sul e no leste, o céu fica mais encoberto. Em Cuiabá, a previsão para este domingo é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com temperaturas entre 25 °C e 36 °C.

Chuvas irregulares e temperaturas acima da média

Apesar da previsão de chuva ao longo do mês, o volume acumulado em novembro deve ficar abaixo da média histórica em Mato Grosso, segundo a Climatempo. Isso não significa que não vai chover: as pancadas devem ocorrer em diferentes regiões, mas de forma irregular e com volumes que podem variar de uma cidade para outra.

A previsão também indica temperaturas acima do normal no oeste, centro e norte do estado. No sul e no leste, os termômetros devem ficar dentro da média esperada para o mês. Em algumas áreas, o calor pode chegar aos 40 °C.

Segundo a Climatempo, há possibilidade de formação de uma faixa de instabilidade que pode provocar vários dias seguidos de chuva em parte do estado. Esse fenômeno é conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

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Previsão para o feriado

Já no feriado de Finados, nesta segunda-feira (2), Mato Grosso acorda com muitas nuvens e menor possibilidade de chuva e previsão de pancadas isoladas. O tempo fica quente, com máxima de 36 °C em Cuiabá, segundo o Inmet.

Mesmo com a previsão de instabilidade, mais de 90 missas e celebrações religiosas serão realizadas no estado ao longo do dia. A programação inclui cemitérios e comunidades de nove municípios atendidos pela Arquidiocese de Cuiabá, com atividades em 33 paróquias e uma Área Pastoral.

O que fazer em caso de tempestades

Durante tempestades, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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