Agro Mato Grosso
Família Lemes transforma tradição e inovação em força no campo MT

Com mais de R$ 4,5 milhões investidos pela Seaf em Diamantino nos últimos sete anos, Sítio São José exemplifica a força da agricultura familiar na região.
Há 30 anos, o Sítio São José, localizado a 30 quilômetros de Diamantino, no assentamento Caeté, mantém viva a tradição da agricultura familiar com a força do trabalho e da união. Em uma área de 33 hectares, nove destinados à produção, o agricultor José Lemes, quase aos 70 anos, segue cultivando hortaliças, frutíferas, mel e piscicultura ao lado da esposa, dona Creuza da Silva, do filho caçula, José Augusto da Silva Filho, e da nora, Francielly Rodrigues. A família, que construiu sua história na terra, hoje vibra com as conquistas alcançadas graças à dedicação e ao apoio das políticas públicas voltadas ao pequeno produtor, e juntos fazem o dever de casa com a produção aliada as práticas sustentáveis.
Seo José e a esposa, dona Creuza.
Seo José recorda que até pouco tempo atrás comercializava seus produtos em dois mercados da cidade, mas decidiu deixar as vendas tradicionais para atender ao projeto de fornecimento de alimentos às escolas. Segundo ele, a decisão trouxe mais renda e qualidade de vida. “Parei com os mercados para cumprir o projeto. Para nós, essa parceria é 100% renda e qualidade de vida. Estou satisfeito, isso alavanca a agricultura familiar e mostra quem é do campo de verdade. A gente trabalha com amor”, disse o produtor.
Já Francielly Rodrigues, de 24 anos, além de atuar na produção, é presidente da Associação de Agricultura Familiar Sustentável de Policultura Ceiba, que reúne 32 famílias. Ela entrou na associação no primeiro ano em que chegou ao assentamento e, ao se familiarizar com a comunidade, foi convidada a assumir a diretoria. “É um cargo de muita responsabilidade. Encaro como um desafio que estou conseguindo cumprir. Espero aprender ainda mais e agregar ao trabalho da associação”, salientou.
Francielly destaca ainda a atuação da Seaf em Diamantino, que contribuiu para fortalecer a agricultura familiar no município e em todo o estado. Segundo ela, os investimentos ampliam oportunidades e impulsionam indígenas, quilombolas e produtores tradicionais. “Não é somente aqui que as coisas estão acontecendo, nós estamos vendo produtores em todo o estado tendo apoio a Seaf e a parceria da Empaer por meio do Governo”, completou.
No Sítio São José, tradição e inovação caminham lado a lado. A experiência de seo José se une ao entusiasmo do filho e à liderança da nora, formando um ciclo de produção sustentável que reforça a identidade do assentamento Caeté e mostra que, quando a família trabalha com amor e propósito, o campo produz mais e melhor.
Agro Mato Grosso
Sapezal supera Sorriso e assume liderança do agro no Brasil

Município de Mato Grosso alcançou R$ 8,6 bilhões em valor da produção agrícola em 2025; Estado concentra cinco cidades entre as dez primeiras e responde por quase 18% de toda a produção nacional
Agro Mato Grosso
Novo lar de Sandro: conheça o 1º Santuário de Elefantes do Brasil, em MT

Localizado em Chapada dos Guimarães (MT), projeto sem fins lucrativos já resgatou 13 animais e oferece cuidados especializados sem visitação pública.
Criado para oferecer uma alternativa ao confinamento, o Santuário de Elefantes Brasil (SEB) atualmente abriga seis elefantas fêmeas e se prepara pra receber o primeiro macho, Sandro, nesta sexta- feira (18). O local não é aberto à visitação pública do turismo tradicional, para que não haja exposição dos animais ao estresse do público ou a rotinas de apresentações.
Localizado em Chapada dos Guimarães, a organização sem fins lucrativos atua na recuperação e no acolhimento de elefantes resgatados, oferecendo um ambiente com vasta vegetação, lagos e estímulos naturais para que os animais recuperem comportamentos típicos da espécie.
Segundo o presidente do SEB, Raphael Bontempi, a proposta do local é garantir proporções e condições de vida que estruturas urbanas de exposição não conseguem alcançar.
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Santuário de Elefantes, em Chapada dos Guimarães — Foto: Santuário de Elefantes/Divulgação
“A gente é uma associação, uma ONG sem fins lucrativos. O nosso objetivo é o resgate desses elefantes. A gente nasceu para poder trabalhar com os elefantes da América do Sul, que tínhamos aproximadamente 50 quando começamos o projeto. Agora tem muito menos. A gente resgatou ao redor de 13, que vieram morar aqui no santuário”, explica Raphael.
Proporção e espaço para reabilitação
Segundo Raphael, a diferença entre o ambiente do santuário e os recintos tradicionais de cativeiro é um dos pilares para a reabilitação física e psicológica dos elefantes. As áreas destinadas a cada morador contam com dezenas de hectares, permitindo caminhadas longas, exploração de terreno acidentado e contato com diferentes tipos de solo.
Para exemplificar a escala da propriedade, o presidente da instituição compara a área destinada ao mais novo morador do local, o elefante Sandro, que viveu quatro décadas no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros e foi transferido nesta quarta-feira (16) para o santuário, com o espaço onde o animal viveu durante anos em São Paulo.
Como funciona a rotina no santuário

Chapada dos Guimarães vai sediar o primeiro santuário de elefantes de Mato Grosso
Diferente de zoológicos, o Santuário de Elefantes Brasil não é aberto à visitação pública do turismo tradicional, garantindo que os animais não sejam expostos ao estresse do público ou a rotinas de apresentações.
A dinâmica do espaço é pautada por diretrizes técnicas rigorosas de manejo e proteção:
- Estímulo à autonomia: Os animais têm liberdade para decidir quando e onde querem caminhar, banhar-se nos lagos ou descansar, desenvolvendo rotinas próprias.
- Redução do estresse do cativeiro: A oferta contínua de estímulos visuais, olfativos e de espaço reduz comportamentos repetitivos (estereotipias) causados pelo tédio e pelo confinamento prolongado.
- Equipe multiprofissional: O acompanhamento é feito diariamente por veterinários, biólogos e tratadores especializados na reabilitação de grandes mamíferos.
- Segurança e regras de manejo: Os recintos mantêm separações técnicas por espécie e gênero, respeitando a organização social natural dos animais e cumprindo as normas ambientais de licenciamento, que proíbem a reprodução de espécies exóticas em cativeiro.
Apesar disso, o santuário foi alvo de ataques por moradores de Sorocaba no último domingo (14). Dois dias antes da transferência de Sandro ao Santuário, famílias com crianças foram ao zoológico onde ele morava para protestar contra a transferência do elefante Sandro. Os manifestantes levaram cartazes com frases como “Fica, Sandro”, “A vida do Sandro é valiosa para nós” e “Vai cuidar de quem realmente é maltratado”.
Os participantes afirmam que a transferência representa um risco para o animal e pode comprometer a saúde e o bem-estar dele. Entre os argumentos, os manifestantes citam a idade avançada de Sandro e os possíveis impactos de uma viagem longa. Eles também temem que a adaptação a um novo ambiente possa afetar o animal.
Sobre os protestos, o presidente do santuário afirmou que o local oferece aos elefantes uma oportunidade de ter uma vida com mais tranquilidade e conforto, algo que, segundo ele, muitos animais talvez nunca tivessem.
“A gente tá dando para esses animais uma vida que no zoológico nunca ia poder dar. Desde espaço, estrutura, atendimento especializado, pessoas capazes, até uma área muito maior. Para você ter ideia, a área que o Sandro vai ficar é maior do que o próprio zoológico inteiro de Sorocaba. É uma proporção que a gente não consegue nem comparar”, ressalta o presidente.
🐘 Conheça as outras elefantas do Santuário

Depois de 6 dias na estrada, elefanta Kenya chegou ao santuário em Chapada
- Baby
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Nascida em 1992, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, Baby passou parte da vida em um circo antes de ser levada para o parque Beto Carrero World. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Nascida em 1992, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, Baby passou parte da vida em um circo antes de ser levada para o parque Beto Carrero World, em Santa Catarina, onde se tornou uma das atrações.
A elefanta se tornou a segunda moradora mais jovem do Santuário, ficando atrás apenas de Guillermina, que possui 25 anos.
- Maia
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Maia, uma elefanta asiática de cerca de 50 anos, foi a primeira moradora do Santuário. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Maia, uma elefanta asiática de cerca de 50 anos, foi a primeira moradora do Santuário. Antes de chegar, em outubro de 2016, ela passou aproximadamente 30 anos em circos. Após ser retirada dessa situação, permaneceu por cinco anos acorrentada em uma fazenda, sem um local adequado para viver.
Conhecida pela personalidade dócil e pela energia intensa, Maia se tornou um dos símbolos do santuário. Segundo os cuidadores, ela superou os medos trazidos pelo passado em cativeiro e passou a demonstrar comportamentos mais naturais à medida que ganhou espaço para explorar.
Apaixonada por comida, especialmente mangas, a elefanta também é descrita como cooperativa e carinhosa, características que ajudaram em seu processo de adaptação e recuperação.
- Rana
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Rana, uma elefanta asiática de cerca de 65 anos, chegou ao Santuário em dezembro de 2018. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Rana, uma elefanta asiática de cerca de 65 anos, chegou ao Santuário em dezembro de 2018. Antes do resgate, ela viveu cerca de 40 anos em circos e passou os últimos anos em um zoológico no litoral brasileiro. Conhecida por sua capacidade de se adaptar aos outros elefantes, Rana é considerada pelos cuidadores uma espécie de “comitê de boas-vindas” do santuário.
Segundo a equipe do SEB, a elefanta passou por uma grande transformação após a chegada ao local. Inicialmente reservada e distante, ela se tornou uma das moradoras mais comunicativas do santuário, famosa pelas vocalizações que faz ao longo do dia. Rana também demonstrou evolução no convívio social com as demais elefantas e passou a explorar comportamentos naturais, como nadar, tomar banhos de lama e aproveitar os espaços abertos.
De acordo com os cuidadores, ela transmite sinais constantes de bem-estar e continua avançando em seu processo de recuperação após décadas em cativeiro.
- Mara
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Mara, uma elefanta asiática de cerca de 58 anos, chegou ao Santuário em maio de 2020. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Mara, uma elefanta asiática de cerca de 58 anos, chegou ao Santuário em maio de 2020. Nascida na Índia, ela foi levada ainda jovem para um zoológico na Alemanha e, posteriormente, para circos na América do Sul. Desde 1995, vivia no então Zoológico de Buenos Aires, na Argentina, onde permaneceu por mais de duas décadas até ser transferida para Mato Grosso.
Após uma vida marcada pelo confinamento, Mara chegou ao santuário com alguns problemas de saúde, incluindo lesões nas patas e no tornozelo dianteiro direito. Apesar de ter sido considerada agressiva em parte da vida, os cuidadores descrevem a elefanta como dócil, comunicativa e bastante afetuosa.
Conhecida pelas vocalizações frequentes, ela desenvolveu uma forte ligação com a elefanta Rana logo após chegar ao SEB. Segundo a equipe, Mara segue em processo de recuperação física e emocional, ganhando mais confiança e aproveitando a liberdade e os espaços amplos oferecidos pelo santuário.
- Bambi
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Bambi, uma elefanta asiática de cerca de 60 anos, chegou ao Santuário em setembro de 2020. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Bambi, uma elefanta asiática de cerca de 60 anos, chegou ao Santuário em setembro de 2020. Antes do resgate, ela passou mais de 40 anos em circos e, após ser apreendida, viveu por cerca de uma década em zoológicos no interior de São Paulo. Quando foi transferida para Mato Grosso, apresentava baixo peso, pouca massa muscular e perda da visão de um dos olhos.
Apesar das condições de saúde encontradas no momento do resgate, Bambi surpreendeu os cuidadores ao demonstrar uma personalidade ativa e curiosa. Descrita como brincalhona e facilmente empolgada, ela passou a explorar os espaços do santuário com entusiasmo e a apresentar comportamentos mais naturais. Segundo a equipe do SEB, a elefanta ganhou autonomia, cuidados individualizados e melhores condições de bem-estar, fatores que contribuíram para sua recuperação física e emocional após décadas de cativeiro.
- Guillermina
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Guillermina, uma elefanta asiática de 25 anos, nasceu no Ecoparque de Mendoza, na Argentina, e passou toda a vida em cativeiro — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Guillermina, uma elefanta asiática de 25 anos, nasceu no Ecoparque de Mendoza, na Argentina, e passou toda a vida em cativeiro antes de ser transferida para o Santuário. Filha das elefantas Pocha e Tamy, ela cresceu em um recinto com espaço extremamente limitado, onde tinha poucas oportunidades para explorar comportamentos naturais da espécie.
Descrita pelos cuidadores como curiosa, brincalhona e dona de uma personalidade marcante, Guillermina chegou ao santuário ainda muito dependente da mãe e insegura diante das novidades. Com a adaptação ao novo ambiente, passou a descobrir gradualmente elementos que nunca havia experimentado, como áreas amplas, vegetação, lama e o convívio com outros elefantes.
Segundo a equipe do SEB, a jovem elefanta segue desenvolvendo autonomia e habilidades sociais, enquanto explora o espaço e constrói novas relações após uma vida inteira em confinamento.
Conheça o Santuário
Para conhecer o Santuário não é preciso ir lá, até porque os elefantes vivem soltos e se escondem na mata, e a intenção é justamente que eles não sejam uma atração como foram durante a vida toda nos cativeiros onde viveram.
No entanto, nas redes sociais e no portal é possível acompanhar os relatos do dia a dia destes animais, assim como assistir aos vídeos que os tratadores conseguem fazer durante o atendimento a elas.
Quem quiser ajudar de forma mais efetiva, pode participar da campanha “Adotar um Elefante”, enviando recursos especialmente para os cuidados de qualquer uma das moradoras.
Agro Mato Grosso
Rinha de galos é fechada e 90 animais são encontrados feridos em MT

Três pessoas foram conduzidas durante o flagrante em Várzea Grande; local tinha sangue, medicamentos e anabolizantes.
Uma rinha de galos que estava sendo transmitida ao vivo pela internet foi fechada durante um flagrante da Guarda Municipal, nesta quinta-feira (17), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Mais de 90 animais foram encontrados no imóvel, sendo vários com ferimentos e quatro em estado mais grave.
A ocorrência foi registrada no bairro Jardim Marajoara, após uma denúncia recebida pelo Centro de Inteligência Municipal de Segurança 153. Segundo a Guarda Municipal, a equipe chegou ao local enquanto uma disputa entre os animais acontecia.
Durante a abordagem, várias pessoas tentaram fugir. Três foram conduzidas, sendo duas detidas no momento do flagrante e uma terceira localizada posteriormente. De acordo com o comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos, o homem se apresentou como proprietário do imóvel e teria admitido que criava animais para rinhas também em sua residência.
No local, os agentes encontraram uma estrutura montada para as disputas, com grades sujas de sangue, medicamentos e anabolizantes. Segundo a fiscalização ambiental, alguns galos apresentavam cortes profundos, ferimentos e sinais de lesões antigas. Quatro animais estavam em situação mais grave.
O fiscal ambiental Daniel Vieira de Miranda afirmou que a estrutura e as condições dos animais indicam que as rinhas poderiam ocorrer com frequência. Segundo ele, os medicamentos encontrados serão analisados para identificar a finalidade e o possível uso durante as disputas.
Três celulares também foram apreendidos. Conforme a Guarda Municipal e a fiscalização ambiental, há informações de que a rinha estava sendo transmitida ao vivo pelo YouTube no momento da chegada das equipes.
Os animais foram apreendidos e devem passar por avaliação. O caso será investigado e os responsáveis poderão responder por crimes relacionados à prática de rinha e maus-tratos contra animais.
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