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3 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Manchas e pintas: entenda como onças-pintadas são identificadas no Pantanal de MT

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O avistamento de onças-pintadas no Pantanal de Mato Grosso vem acompanhado de um turbilhão de emoções e, sobretudo, de uma técnica que está sendo aprimorada ano após ano. É a identificação dos felinos por meio das manchas e das pintas nas pelagens. Todo esse cuidado e rigor técnico foi catalogado em um documento do Sesc Pantanal, divulgado no sábado (29), que serve como guia de orientação na Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil (RPPN), em Barão de Melgaço, a 121 km de Cuiabá.

As imagens que compõem o guia foram coletadas a partir de 165 armadilhas fotográficas espalhadas dentro da reserva. Ao menos 39 onças foram registradas entre 2020 e 2023, e algumas delas chegaram a ter nomes escolhidos por meio de uma votação popular. Esse número, contudo, não expressa a quantidade de onças que vivem na região, e sim apenas aquelas que foram avistadas.

Para o pesquisador Guilherme Servi, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o guia separa as onças por machos e fêmeas, com imagens de diferentes regiões para identificar cada animal, além de árvores genealógicas dos felinos no final do documento.

“As onças-pintadas possuem um padrão único de pelagem para cada indivíduo, funcionando como uma impressão digital. Suas pintas e rosetas das laterais do corpo, da face e da cauda formam combinações exclusivas para cada animal”, explicou.

A iniciativa da catalogação também integra o Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS) e a Fiocruz.

“A expectativa é que no ano que vem possamos divulgar a estimativa populacional de uma área tão importante para a conservação da onça-pintada e do Pantanal como um todo, que é a RPPN Sesc Pantanal”, destacou.

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O monitoramento de onças na região também é feito por outros tantos projetos que incentivam o ecoturismo. Um deles é o Jaguar Camp, em que o guia de turismo e gestor ambiental Ailton Lara mantém um extenso catálogo de onças que são fotografadas a cada passeio de barco pelo rio.

“Não se trata apenas de ver a onça, mas de conhecer cada indivíduo e sua história. Com base em observação direta e no uso de armadilhas fotográficas, é possível contribuir muito para o conhecimento local e para a experiência dos visitantes”, disse.

Ele ainda ressaltou que a observação do comportamento dos felinos ajuda a entender a dinâmica deles com o meio ambiente. “Esses guias podem reunir anos de registros de avistamentos, genealogias, interações entre indivíduos, possíveis casos de consanguinidade, formação de coalizões entre machos algo que já observamos algumas vezes, além de interações agonísticas, acasalamentos de machos com fêmeas que ainda têm filhotes (incluindo casos de falso cio como estratégia de proteção), entre outros comportamentos que ajudam a entender a dinâmica de cada indivíduo”.

Para Lara, a população só é capaz de proteger a natureza e os animais a partir do momento em que passa a conhecê-los. “Você só protege aquilo que ama e amar é o primeiro passo para proteger”, acrescentou.

🐆Como identificar uma onça?

Segundo a 12ª edição da coletânea “Conhecendo o Pantanal”, cada onça-pintada possui uma combinação única de manchas, que são chamadas de rosetas, e pintas em sua pelagem, de acordo com o guia.

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Apesar das rosetas serem semelhantes, a combinação é exclusiva para cada onça, assim como as impressões digitais dos seres humanos (veja exemplo a seguir).

Entenda como identificar uma onça-pintada no Pantanal de MT — Foto: Sesc Pantanal

Entenda como identificar uma onça-pintada no Pantanal de MT — Foto: Sesc Pantanal

O pesquisador Servi explica como proceder ao avistar, de longe, uma onça para ser identificada. “Ao vê-lo, pode-se tirar fotos do animal e marcar a localização. Depois, o fluxo a ser seguido é folhear o guia buscando por onças já encontradas naquele local ou nas proximidades. Se for possível definir o sexo da onça, o leitor já refina sua busca para a seção de machos ou fêmeas. E, a partir daí, a tarefa é procurar uma correspondência entre as fotos tiradas com as onças do guia que melhor se enquadrem no perfil”, orientou.

Para identificar visualmente cada roseta ou um conjunto delas, a forma que elas são associadas pode facilitar nesse achado, como a forma de um sol ou de um triângulo.

“Uma vez associada, essa roseta serve como uma referência e, a partir dela, podemos observar seu entorno e definir se há ou não uma correspondência. Cada flanco possui um padrão distinto. Por isso, o ideal é visualizar ambos os lados de um indivíduo. Nem sempre isso é possível, então podemos recorrer a outras regiões corporais”, diz a explicação de um trecho do guia.

As partes mais importantes de identificação de uma onça são os perfis, como a testa e a face, e o traseiro, que inclui a cauda.

“Essas regiões também possuem manchas características que possibilitam a individualização. Uma boa visualização lateral ou do flanco traseiro também permite a confirmação do sexo do indivíduo”, destaca o guia.

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Manchas e pintas de uma onça-pintada no Pantanal de MT — Foto: Sesc Pantanal

Manchas e pintas de uma onça-pintada no Pantanal de MT — Foto: Sesc Pantanal

O que pode atrapalhar nesse processo é a iluminação e o ângulo da foto. Isso porque pode alterar a forma com que se visualiza as rosetas. “Por isso, antes de dar um veredito a respeito da identidade de uma onça, é fundamental ter várias correspondências entre as rosetas da sua imagem de interesse com as imagens de referência”, esclarece o documento.

Este trabalho, nos próximos anos, deve ser cada vez mais ampliado, segundo Servi. “A expectativa para os próximos anos é expandir o alcance do guia e possibilitar o uso de dados de Ciência Cidadã e registros obtidos por turistas para ampliar o guia e aumentar o escopo do monitoramento das onças-pintadas na região da reserva”, conclui.

Refúgio das onças

 

O Parque Estadual Encontro das Águas, no Pantanal mato-grossense, é considerado um dos maiores abrigos de onças-pintadas do mundo. O lugar fica localizado entre os rios Cuiabá e Piquiri, em Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço.

Combinado com o ecoturismo, os turistas podem passear de barco pelo bioma enquanto fazem o monitoramento das onças através de fotos e vídeos.

Entenda como identificar uma onça-pintada fêmea no Pantanal de MT — Foto: Sesc Pantanal

Entenda como identificar uma onça-pintada fêmea no Pantanal de MT — Foto: Sesc Pantanal

Veja manchas e pintas como identificação de onças no Pantanal de MT — Foto: Sesc Pantanal

Veja manchas e pintas como identificação de onças no Pantanal de MT — Foto: Sesc Pantanal

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Onça-pintada Ibaca morre após ser resgatada debilitada no Pantanal de MT e deixa filhote

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A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31), após ser resgatada muito debilitada na noite anterior. A fêmea, que deixa um filhote de um ano, havia sido vista nos últimos dias com sinais de desnutrição, mas a causa da morte ainda não foi esclarecida.

Segundo o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, Ibaca pesava pouco mais de 30 quilos quando foi resgatada, na sexta-feira (30). Ela teria sido transferida para Cuiabá para passar por exames, mas não resistiu.

De acordo com o biólogo, uma necropsia está sendo feita para identificar o que provocou a morte. Guias e observadores também estão reunindo vídeos registrados em diferentes datas para tentar entender como a onça emagreceu tão rapidamente.

🐆 Uma trajetória acompanhada por quase uma década

 

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Também chamada de Tina, Ibaca era acompanhada na região desde 2016. Ao longo dos anos, foi fotografada e filmada em encontros com outros animais e ao lado dos próprios filhotes, tornando-se uma das fêmeas conhecidas por quem observa a vida selvagem no Pantanal.

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Segundo o Projeto Jaguar ID, ela foi observada em dez temporadas consecutivas, entre 2016 e 2025. O nome Ibaca tem origem tupi-guarani e, conforme o projeto, significa “um céu com estrelas”.

Os registros permitiram acompanhar diferentes momentos da vida da onça, especialmente a reprodução, os cuidados com os filhotes e as interações com outros animais.

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Registros de diferentes gerações

O catálogo do projeto identifica Ibaca como filha da onça Overa e irmã de Saseka, Siriri e Cururu. Entre os filhotes dela registrados ao longo dos anos estão Ipepo, Jasy e Apejara. A documentação aponta filhotes identificados em temporadas como as de 2018, 2022 e 2025.

Também há registros da fêmea com parceiros reprodutivos como Xingu, Guassú, Bagua e Merlin.

Esse acompanhamento ajudou a estabelecer relações de parentesco e a documentar diferentes gerações de onças em vida livre no Pantanal.

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Novembro começa com chuva e trovoadas em MT; veja previsão para Finados

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Novembro começa neste domingo (1º) com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso. A instabilidade deve continuar após o estado passar o último dia de outubro sob alerta amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Nos primeiros dias do mês, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões noroeste, centro e sudeste. No sul e no leste, o céu fica mais encoberto. Em Cuiabá, a previsão para este domingo é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com temperaturas entre 25 °C e 36 °C.

Chuvas irregulares e temperaturas acima da média

Apesar da previsão de chuva ao longo do mês, o volume acumulado em novembro deve ficar abaixo da média histórica em Mato Grosso, segundo a Climatempo. Isso não significa que não vai chover: as pancadas devem ocorrer em diferentes regiões, mas de forma irregular e com volumes que podem variar de uma cidade para outra.

A previsão também indica temperaturas acima do normal no oeste, centro e norte do estado. No sul e no leste, os termômetros devem ficar dentro da média esperada para o mês. Em algumas áreas, o calor pode chegar aos 40 °C.

Segundo a Climatempo, há possibilidade de formação de uma faixa de instabilidade que pode provocar vários dias seguidos de chuva em parte do estado. Esse fenômeno é conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

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Previsão para o feriado

Já no feriado de Finados, nesta segunda-feira (2), Mato Grosso acorda com muitas nuvens e menor possibilidade de chuva e previsão de pancadas isoladas. O tempo fica quente, com máxima de 36 °C em Cuiabá, segundo o Inmet.

Mesmo com a previsão de instabilidade, mais de 90 missas e celebrações religiosas serão realizadas no estado ao longo do dia. A programação inclui cemitérios e comunidades de nove municípios atendidos pela Arquidiocese de Cuiabá, com atividades em 33 paróquias e uma Área Pastoral.

O que fazer em caso de tempestades

Durante tempestades, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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