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17 de junho de 2026

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Indea alerta: Campanha de Atualização de Estoque de Rebanhos termina na próxima semana

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Os produtores rurais de Mato Grosso precisam ficar atentos ao fim do prazo da Campanha de Atualização do Estoque de Rebanhos, realizada pelo Governo do Estado, em que eles devem informar ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) o quantitativo do rebanho e dados da propriedade. Em um mês de campanha, dos 123 mil produtores rurais aptos a realizarem a comunicação, apenas 90 mil haviam feito o informe.

A comunicação das criações de bovinos, bubalinos, aves comerciais e suínos tecnificados é obrigatória e vai até 10 de dezembro. Aquele que não informar dentro do prazo está sujeito à multa de R$ 6.849.

Criadores de ovinos, caprinos, equinos, muares (mula), asininos (burros), aves (peru, pato, marreco, galinha e codorna), peixes, e abelhas também são chamados a participar da campanha.

Para facilitar, o Indea informa que a comunicação da quantidade de animais de cada espécie pode ser feita online, através do Módulo do Produtor. Outra opção é ir presencialmente a uma das 140 unidades locais do Indea. O produtor que ainda não tiver acesso ao módulo, pode requerer o cadastro em alguma unidade do Indea, e assinar o Termo de Compromisso de Utilização do Sistema Informatizado.

Realizada duas vezes por ano, nos meses de maio e novembro, a campanha de atualização de estoque de rebanho substituiu a campanha de vacinação contra a febre aftosa e serve para nortear o Governo do Estado no planejamento e execução da defesa sanitária animal garantindo a manutenção da certificação sanitária do rebanho mato-grossense e a competitividade para o setor nos mercados internacionais.

Com Assessoria

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Vazio sanitário em GO: medida visa barrar doença que pode causar perdas de até 90% na soja

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Créditos Agrodefesa

Os produtores rurais de Goiás devem ficar atentos ao início do vazio sanitário da soja, que começa em 27 de junho e segue até 24 de setembro de 2026. Durante esse período, fica proibido o cultivo e a manutenção de qualquer planta viva de soja no campo, medida considerada essencial para o controle da ferrugem asiática, principal doença da cultura.

O calendário foi definido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Portaria nº 1.579, de 9 de abril de 2026. Após o término do vazio sanitário, a janela de semeadura da soja no estado será aberta em 25 de setembro e seguirá até 2 de janeiro de 2027.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca que o cumprimento da medida é fundamental para proteger a produtividade das lavouras e garantir a competitividade da soja goiana.

“O vazio sanitário é uma medida consolidada, respaldada pela ciência e comprovada pela experiência no campo. O sojicultor goiano sabe disso e tem sido um grande parceiro da Agrodefesa. Respeitar o vazio é estratégico para garantir produtividade e competitividade”, afirma.

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Durante o período, os produtores devem eliminar qualquer planta viva de soja presente nas propriedades, incluindo as chamadas plantas tigueras ou guaxas, que nascem espontaneamente após a colheita.

Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, essas plantas funcionam como uma “ponte verde” para a sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática.

“Elas proporcionam condições para que o fungo sobreviva e prejudique a próxima safra, além de servir como fonte de infestação para outras pragas, como a mosca-branca, que possui alto poder reprodutivo”, explica.

A importância do controle é ainda maior diante da relevância da soja para a economia goiana. De acordo com o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Goiás deve produzir 20,1 milhões de toneladas nesta temporada, volume que representa 11,3% da produção nacional e coloca o estado como o terceiro maior produtor de soja do país.

Para o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, o tamanho da produção aumenta a responsabilidade compartilhada entre produtores, entidades e órgãos públicos.

“Essa parceria é fundamental para o sucesso das políticas fitossanitárias. Nosso objetivo é o mesmo: ampliar cada vez mais a competitividade e a sustentabilidade do agro goiano”, ressalta.

Exigências instituidas

Além do cumprimento do vazio sanitário, os produtores também devem observar as exigências da Instrução Normativa nº 6/2024 da Agrodefesa, que institui o Programa Estadual de Prevenção e Controle de Pragas para a Cultura da Soja. A norma determina que todas as lavouras sejam cadastradas no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago) em até 15 dias após o encerramento da janela de semeadura, ou seja, até 17 de janeiro de 2027.

Ferrugem asiática

A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que ataca as folhas da soja e se espalha por meio de esporos transportados pelo vento. Quando encontra plantas hospedeiras vivas, o patógeno se multiplica rapidamente, provocando desfolha precoce, redução da produtividade e aumento dos custos de produção com aplicações de fungicidas.

Com alto potencial de disseminação, a doença pode provocar perdas superiores a 90% da produção em áreas severamente afetadas, sendo considerada a principal ameaça fitossanitária da sojicultura brasileira.

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TCE-MT atesta ‘milagre’ em Cáceres: Hospital Regional reduz custo em R$ 5 milhões e aumenta quadro em 32%

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Nova gestão da unidade substituiu temporários por celetistas e ampliou serviços do SUS. Conselheiro Guilherme Maluf elogiou eficiência durante vistoria

O Hospital Regional de Cáceres recebeu, na manhã de terça-feira (16.6), uma visita técnica promovida pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para verificar a gestão da Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir) na unidade.

A agenda teve como objetivo verificar in loco os resultados do novo modelo de gestão implantado no Hospital Regional de Cáceres, bem como conhecer os avanços obtidos nos primeiros meses de atuação da Agir.

Um dos principais avanços registrados é o fortalecimento das equipes de trabalho. O quadro de profissionais teve aumento de 32%, passando de 744 servidores contratados temporariamente pela SES para 1.096 profissionais contratados sob o regime CLT pela Agir.

O médico e conselheiro do TCE-MT, Guilherme Maluf, avaliou positivamente a visita. “Voltamos com a impressão de que a unidade está em pleno funcionamento e com alguns dados que também nos surpreenderam, porque o número de servidores aumentou, o número de gastos no contrato, de uma forma total, foi reduzido, e isso também nos impactou, pois está havendo uma prestação de serviço para a região oeste do nosso estado”, disse.

Desde a contratação da Agir, as duas unidades do Hospital Regional de Cáceres passaram a operar com mais eficiência administrativa e assistencial. Enquanto a gestão direta da SES-MT representava um custo médio mensal de R$ 23,8 milhões, o modelo atual tem custo aproximado de R$ 18,5 milhões por mês.

Além da economia, o novo modelo prevê a ampliação da capacidade instalada do hospital. O número de leitos operacionais deve passar de 294 para 320, fortalecendo a oferta de atendimento para a população da região Oeste do Estado.

A expectativa também é ampliar entre 10% e 15% a capacidade cirúrgica da unidade, contribuindo para a redução de aproximadamente 30% da demanda reprimida por procedimentos eletivos, por meio de uma gestão mais eficiente dos agendamentos e fluxos assistenciais.

“Esse é um momento em que a gente presta conta também, porque acaba sendo uma oportunidade de mostrar os andamentos do hospital, do que a gente construiu de ideia quando foi feita a contratualização. Tivemos avanços em alguns pontos e sempre há um esforço para uma melhora contínua. Já conseguimos ampliar a maternidade e fazer algumas entregas importantes, como a ressonância”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

Durante a visita, os participantes percorreram setores estratégicos da unidade e acompanharam a apresentação de indicadores relacionados à assistência, à gestão de pessoas, à ocupação de leitos e à execução dos serviços hospitalares.

“Tivemos um momento de aceleração dos serviços já existentes e agora nós estamos na fase de ampliação desse serviço. Vamos, nesse mês ainda, entregar para essa unidade quase 49 novos leitos, iremos aí ampliar o serviço de oferta de imagem, então é o momento de a gente estar de fato ampliando o serviço, olhando aquilo que é a necessidade da região”, acrescentou o diretor geral do Hospital Regional, Antônio Jorge.

O Hospital Regional de Cáceres é referência para os 22 municípios da macrorregião Oeste de Mato Grosso e para os municípios de fronteira com a Bolívia; a unidade desempenha papel fundamental na oferta de atendimentos de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Também participaram da visita o deputado estadual, Wilson Santos, e a vereadora de Cáceres, Elis Fernanda.

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Especulações dentro e fora do partido viram problema na pré-campanha de Wellington Fagundes

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PL tem reiterado apoio ao senador desde fevereiro, mas sem conseguir superar especulações sobre o futuro do projeto ao governo de Mato Grosso

A inconsistência da pré-candidatura virou um problema para o senador Wellington Fagundes. O Partido Liberal (PL) tem precisado reiterar o projeto dele por rumores que o colocam em dúvida. E a maioria dos boatos surgiu após comportamentos de colegas de partido. 

Em fevereiro, a direção nacional da sigla anunciou Wellington como pré-candidato ao governo de Mato Grosso. Houve um jantar com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e outros membros para anúncio. 

Mas, horas mais tarde, o próprio anúncio foi colocado em questão com o vazamento de um bilhete atribuído a Flávio Bolsonaro em que o nome do Otaviano Pivetta (Republicanos), outro pré-candidato ao governo, aparecia ao lado do senador. Eles negaram a especulação e disseram que não tinha verdade nesse bilhete. 

No começo de março, Wellington Fagundes visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão para tentar resolver o problema das candidaturas. Dois dias depois, ele convocou uma coletiva de imprensa e disse que estava garantido na disputa. 

E de novo o anúncio não foi longe. Ainda durante a coletiva, o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini disse ter ouvido nos corredores de Brasília que a pré-candidatura do senador estava mais vinculada à da deputada estadual Janaína Riva (MDB) do que à do deputado federal José Medeiros, colega de partido. Ambos devem concorrer ao Senado. 

Se passaram semanas de atrito entre Medeiros e Wellington. O deputado recordou a estratégia de 2023 de Bolsonaro de o PL se concentrar nas candidaturas ao Senado neste ano e deixar o governo de lado. Essa ideia foi reforçada pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que gravou vídeo com Medeiros sobre assunto, e Wellington Fagundes sequer foi mencionado. 

Nessa terça-feira (16), o presidente Valdemar da Costa Neto precisou se manifestar novamente para reforçar o apoio ao projeto de Wellington e pela segunda semana consecutiva. 

Os posicionamentos tão pertos um do outro ocorreram porque adversários políticos têm dito que há rumores fortes nos bastidores que apontam para saída de Wellingtonna corrida, por desistência própria ou por decisão nacional. 

Por coincidência ou não, os rumores começaram a aparecer após a suposta ida do senador ao Gilmarpalooza, evento realizado em Portugal, no começo de junho, organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. 

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