Sustentabilidade
Em dez/25, Imea projetou demanda de milho para a safra 24/25 em 53,72 mi de t, queda de 0,46% ante o mês anterior – MAIS SOJA

De acordo com o Imea, o preço do milho disponível em MT fechou na última semana na média de R$ 46,88/sc, retração de 0,91%, cenário de queda que não era visto desde a última semana de set/25 (22/09 a 26/09). Esse recuo semanal está pautado pelo acompanhamento das cotações de milho na CME-Group contrato corrente, que exibiram uma desvalorização de 0,38% ante a semana anterior, e fechou na média de US$ 4,29/bu.
Esse movimento de baixa em Chicago é influenciado pela ampla oferta do cereal e pelos elevados estoques norte-americanos. Já no que tange à comparação com o mesmo período do ano passado, o preço do milho disponível em MT está 15,55% menor. Essa redução é explicada, principalmente, pela alta de 17,06% da produção estadual para a safra 24/25, que atingiu 55,43 mi de t, ampliando a disponibilidade interna e pressionando as cotações no estado.
Além disso, vale ressaltar que o crescimento no consumo de milho para a produção de etanol no estado tem ajudado a conter quedas ainda maiores nas cotações.
AUMENTO: o preço do milho na B3 valorizou 2,00% ante a última semana. Essa alta reflete a demanda interna aquecida por milho destinado à produção de etanol e ração.
VALORIZAÇÃO: o dólar subiu 0,44% na semana, puxado pelo dado de inflação mais moderada no Brasil e pela desaceleração do emprego, o que elevou as expectativas de cortes de juros.
ALTA: a cotação do milho no indicador do Cepea fechou a semana na média de R$ 68,37/sc, com alta de 1,03% em relação à semana anterior.
Em dez/25, o Imea projetou a demanda de milho para a safra 24/25 em 53,72 mi de t, queda de 0,46% ante o mês anterior
Essa redução é pautada pela retração mensal de 1,37% nas projeções de exportações da atual temporada, que ficou estimada em 27,70 mi de t. Esse recuo na estimativa de exportação é motivada pela expectativa de maior oferta de milho no mercado mundial, o que tem pressionado os preços da paridade de exportação.
Com isso, diante de um mercado interno mais valorizado, o produtor tem direcionado suas vendas para dentro do estado. Nesse contexto, o consumo interno do cereal em dez/25 ficou projetado em 17,72 mi de t, apresentando um aumento de 0,76% em relação ao mês anterior, e está 8,62% maior do que o da temporada passada.
Esse crescimento está pautado principalmente pelo aumento no consumo de milho para a produção de etanol no estado, que cresceu 13,09% em relação a safra anterior. Por fim, o estoque final da temporada 24/25 ficou projetado em 2,23 mi de t, apresentando um crescimento de 41,81% ante nov/25.
Confira o Boletim Semanal do Milho n° 876 completo, clicando aqui!
Fonte: IMEA

Autor:Boletim Semanal do Milho
Site: IMEA
Sustentabilidade
Preço da soja se mantém no final de abril, aponta Cepea

As últimas semanas no mercado da soja foram marcadas por preços firmes. Apesar da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, as cotações se mantiveram sustentadas pela forte demanda, tanto no mercado interno quanto externo.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os conflitos no Oriente Médio e a valorização do petróleo tem reforçado essa constância no mercado. Com os preços do diesel em alta, a procura pelo biodiesel tem aumentado e consequentemente o interesse pelo óleo de soja também.
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Em relação às lavouras, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a colheita atingiu 92,1% da área, com variações entre regiões. No Sul do país, o ritmo é mais lento: Santa Catarina registra 71% e o Rio Grande do Sul, 69%, ambos abaixo dos índices observados no ano passado.
Enquanto isso, no Matopiba o ritmo é heterogêneo e em Tocantis a colheita está próxima ao fim, com 98% da área colhida. Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior. No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025.
Colheita internacional
Na Argentina, chuvas tem atrapalhado a colheita, o que forçou uma pausa por período indeterminado na região.
Enquanto nos EUA, a chuva chegou como notícia boa e trouxe alívio, apesar de limitar as atividades. Mesmo dessa forma, a semeadura chegou a 23% da área projetada para a safra 2026/27, até 26 de abril, quantidade superior ao ano passado e da média dos últimos 5 anos.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Com demanda aquecida, valor do grão segue firme

Mesmo diante da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, os preços da soja seguem firmes no Brasil. A sustentação vem das aquecidas demandas interna e externa, e também do avanço das cotações dos derivados.
Segundo o Cepea, no mercado internacional, o conflito no Oriente Médio e a consequente valorização do petróleo reforçam o movimento de alta no Brasil, à medida que esse cenário eleva a atratividade do biodiesel e, consequentemente, a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.
No campo, a colheita alcançou 92,1% da área, segundo a Conab, embora persistam diferenças regionais relevantes. No Sul, os trabalhos seguem mais lentos: Santa Catarina atingiu 71% e o Rio Grande do Sul, 65%, ambos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No Matopiba, o ritmo permanece heterogêneo. Tocantins praticamente concluiu a atividade, com 98% da área já colhida, enquanto Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior.
No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025. Na Argentina, chuvas pontuais nas principais regiões interrompem temporariamente a colheita e mantêm o ritmo irregular. Nos Estados Unidos, a recente chuva no Meio-Oeste trouxe alívio climático, mas limitou temporariamente as atividades de campo. Ainda assim, a semeadura atingiu 23% da área projetada para a safra 2026/27 até 26 de abril, superando o ano passado e a média dos últimos cinco anos.
Fonte: Cepea
Sustentabilidade
Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

A colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul perdeu ritmo na semana passada devido ao excesso de umidade e à frequência de precipitações. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgada nesta segunda-feira (4), a soja foi colhida em 79% da área semeada de 6.624.988 hectares, enquanto o milho alcançou 92% dos 803.019 hectares cultivados.
No caso da soja, a Emater/RS-Ascar informou que 20% das áreas restantes estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas lavouras tardias, a entidade registrou aumento na presença de percevejos e de doenças como a ferrugem-asiática.
A produtividade média estadual da oleaginosa está estimada em 2.871 quilos por hectare. O órgão ressalta, no entanto, que há variações regionais expressivas, com perdas superiores a 50% em áreas afetadas anteriormente por restrição hídrica. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos recuou 1,68% e foi fixado em R$ 115,25.
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Para o milho, o avanço semanal foi de 1 ponto porcentual. A Emater/RS-Ascar atribui a evolução mais lenta à priorização de outras culturas e às chuvas. A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare, favorecida pela recuperação hídrica em áreas de safrinha. A cotação da saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 58,19.
No milho para silagem, a colheita chegou a 89%, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz entrou em fase final de retirada das lavouras, com 93% da área de 891.908 hectares colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, a umidade do solo e dos grãos reduziu a eficiência operacional das máquinas em pontos específicos. A produtividade estimada é de 8.744 quilos por hectare, e o preço médio da saca de 50 quilos subiu 0,26%, para R$ 60,93.
Os dados indicam que o ritmo da colheita no Estado segue condicionado às condições climáticas de curto prazo, especialmente nas áreas ainda remanescentes de soja e arroz, onde a umidade elevada pode continuar limitando a operação de campo e a qualidade final dos grãos.
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