Sustentabilidade
Chicago/CBOT: A soja fechou dia, semana e o mês de novembro em alta de olho nas compras chinesas – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 28/11/2025
FECHAMENTOS DO DIA 28/11
O contrato de soja para janeiro fechou em alta de 0,55% ou $ 6,25 cents/bushel, a $1137,75. A cotação de março encerrou em alta de 0,46% ou $ 5,25 cents/bushel, a $1146,00. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em baixa de -0,85% ou $ -2,7/ton curta, a $ 314,4. O contrato de óleo de soja para dezembro fechou em alta de 1,75% ou $ 0,89/libra-peso, a $ 51,76.
ANÁLISE DA ALTA
A soja negociada em Chicago fechou o dia, semana e mês em alta. Em um dia de sessão encurtada, pós-feriado, seguiu o assunto que tem dominados as conversas entre os operadores e analistas. As compras de soja americana pela China. A confirmação do dia veio abaixo do esperado, o que evitou maiores ganhos no dia. Os dados oficiais do USDA apontam que 18,76% das compras prometidas até o final do ano foram efetivadas, enquanto o mercado especula (+-) 35%. Todos sabem que a soja americana está mais cara que a Brasileira e que somente estatais estão comprando o grão, em um movimento de acordo político entre EUA e China.
As vendas no ano comercial da soja estão 38% abaixo do ano anterior, enquanto o farelo de soja apresenta uma alta de 7% e o óleo de soja 21% a mais vendidos no período. Com isso a soja em Chicago fechou o acumulado da semana em alta de 1,13%, ganhando $ 12,75 cents/bushel. O farelo de soja recuou -0,22%, com perda de $ -0,7 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja avançou 2,98% ou $ 1,50 por libra-peso no período.
Para o mês a soja fechou o acumulado em alta de 1,99%, ganhando $ 22,25 cents/bushel. O farelo de soja foi na contramão, recuando -2,2%, com perda de $ -7,2 por tonelada curta. O óleo de soja avançou de forma notável, subindo 6,33%, o que equivale a um ganho de $ 3,08 por libra-peso.
Análise Semanal da tendência de preços:
FATORES DE ALTA
a) Expectativas sobre a China e Brasil: O pregão de Chicago continua dominado pelas expectativas de aumento nas compras chinesas em um futuro próximo e à possibilidade de a China reduzir ou mesmo cancelar algumas compras feitas no Brasil, mais por razões políticas do que por fatores de mercado.
b) EUA-Exportação dentro do esperado: Como parte de seu cronograma de atualização dos relatórios semanais de exportação não publicados durante a paralisação do governo dos EUA, o USDA informou hoje que, durante o período de 10 a 16 de outubro, as vendas de soja da safra 2025/2026 totalizaram 1.108.037 toneladas, dentro da faixa projetada por analistas privados, que era de 600.000 a 1.600.000 toneladas. Não houve relatos de vendas para a China.
c) Argentina-safra atrasada: Em seu relatório semanal de safras divulgado ontem, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que o plantio de soja na Argentina para a safra 2025/2026 atingiu 36% da área planejada de 17,6 milhões de hectares, após um aumento semanal de 11 pontos percentuais. Isso representa um atraso de 9 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
FATORES DE BAIXA
a) Brasil – safra recorde: Quanto à perspectiva para a safra de soja 2025/2026 no Brasil, ontem o Itaú BBA estimou em 178 milhões de toneladas e a empresa Agroconsult projetou em 178,1 milhões de toneladas. Em ambos os casos, os números superaram a previsão de 177,6 milhões de toneladas da Conab e a de 175 milhões de toneladas do USDA. Na safra 2024/2025, o Brasil produziu 171,48 milhões de tonelada.
b) Confirmações limitadas de vendas para a China: Nesta sexta-feira, em seus relatórios diários, o USDA confirmou a venda de 312.000 toneladas de soja americana da safra 2025/2026 para a China. Isso elevou o total de comércio confirmado entre os dois países para 2.251.000 toneladas, o equivalente a 18,76% das 12 milhões de toneladas que a Casa Branca afirmou que seriam comercializadas com a China até o final do ano. Vale ressaltar que o volume confirmado no final da semana foi menor do que o esperado, após os relatórios de quarta-feira indicarem acordos para entre 10 e 15 embarques, que, com volumes de 60.000 a 65.000 toneladas cada, deveriam ter resultado em pelo menos 600.000 toneladas de vendas confirmadas.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Exportações de soja avançam e milho ganha espaço no mercado interno – MAIS SOJA

As exportações de soja de Mato Grosso do Sul mantiveram desempenho positivo em agosto de 2026. O Estado embarcou 530,5 mil toneladas, volume 36,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Em valores, as vendas externas chegaram a US$ 239,1 milhões, alta de 48,9% na comparação anual. O resultado ficou acima do desempenho nacional, que registrou queda de 3,2% no volume exportado e crescimento de 5% em valores no mesmo período.
O desempenho confirma a importância da soja para o comércio exterior sul-mato-grossense. A China permanece como principal destino, concentrando 81,2% das exportações do produto, seguida por Vietnã e Paquistão.
Embora agosto tenha apresentado redução de 43,1% no volume embarcado em relação a julho, o resultado anual permanece positivo e coloca a soja entre os principais produtos da pauta exportadora do Estado.
“A soja continua apresentando um desempenho bastante relevante nas exportações de Mato Grosso do Sul, com crescimento superior ao observado no cenário nacional”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.
Milho muda de destino e fortalece o processamento dentro de MS
Em agosto, Mato Grosso do Sul exportou 100,1 mil toneladas de milho, ante 498 mil toneladas no mesmo período de 2025. Em valores, os embarques passaram de US$ 99 milhões para US$ 21,7 milhões.
Apesar da redução nas exportações, o movimento revela uma transformação na dinâmica do cereal dentro da economia estadual. O boletim econômico da Aprosoja/MS aponta que o milho está apresentando atraso no período de exportação, mas também destaca uma mudança: o grão passa a ser direcionado como matéria-prima para transformação dentro do Estado.
Na avaliação de Linneu, esse processo representa uma oportunidade de agregação de valor à produção sul-mato-grossense.
“Parte da produção que antes poderia seguir diretamente para outros países passa a encontrar demanda em Mato Grosso do Sul, como matéria-prima para processos de transformação. Isso fortalece o mercado interno, movimenta a indústria e agrega valor à produção estadual”.
O cenário também ajuda a explicar por que os números de exportação precisam ser analisados em conjunto com a evolução da atividade industrial.
“O milho está deixando de ser visto somente como um produto para exportação e passa a ocupar uma posição importante como insumo para a indústria. É um movimento positivo porque cria novas possibilidades de mercado para o produtor e aproxima a produção agrícola das cadeias de transformação que estão se desenvolvendo no Estado”, destaca o analista.
Celulose assume liderança nas exportações
A mudança na dinâmica dos grãos ocorre em um cenário de diversificação da pauta exportadora de Mato Grosso do Sul. Em agosto, a celulose assumiu pela primeira vez a liderança entre os produtos exportados pelo Estado, com participação de 32,3% do total. Soja e resíduos ficaram em segundo lugar, com 28%, seguidos pela carne bovina, com 15,5%.
Balança comercial mantém superávit
O desempenho das exportações contribuiu para que Mato Grosso do Sul mantivesse um saldo positivo na balança comercial. Em agosto, o Estado registrou superávit de US$ 801 milhões, resultado de US$ 978 milhões em exportações ante US$ 176 milhões em importações.
Entre os produtos importados, o gás natural liderou, seguido por cobre e equipamentos industriais. A ureia apareceu na quarta posição, representando 3,2% das importações. O boletim destaca que a presença do fertilizante entre os principais produtos importados sinaliza a busca do Estado por atender à demanda de insumos necessária à produção agrícola.
Os dados integram os boletins de Exportações e Balança Comercial de Mato Grosso do Sul, elaborados pela equipe econômica da Aprosoja/MS com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do ComexStat.
Acesse os boletins clicando aqui e depois aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Falta de lotes de qualidade de trigo sustenta preços no Paraná e no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo atravessou a semana sob negociações pontuais e preços pouco homogêneos. A dificuldade para encontrar lotes aumentou, especialmente de qualidade adequada à moagem.
No Paraná, o mercado permaneceu praticamente travado ao longo da semana, com poucas ofertas e compradores em busca de trigo. O tempo abriu na segunda e na terça-feira, mas a previsão de novas chuvas até domingo manteve as incertezas sobre a qualidade dos próximos lotes, parte do cereal já colhido apresentou problemas associados a doenças como a brusone.
No início da semana, a pressão de curto prazo no Norte do estado estava ligada à falta de espaço para armazenagem, depois que a safra recorde de milho safrinha ocupou parte relevante da capacidade disponível. “Produtores com necessidade de liberar estruturas encontram menor poder de negociação, enquanto moinhos capazes de receber trigo diretamente da lavoura pressionam por melhores condições de compra”, explicou o analista de Safras & Mercado Elcio Bento.
Ao longo da semana, porém, essa leitura foi cedendo lugar a um discurso diferente: a pressão pela necessidade de armazenagem foi tratada como pontual, e o principal entrave passou a ser a falta de oferta, sobretudo de trigo com qualidade. “A avaliação é de que os moinhos poderão precisar elevar as ofertas para atrair vendedores”, disse o analista Thiago Oleto na quinta-feira (10).
Nos preços, negócios no Norte do Paraná foram fechados próximos de R$ 1.500/t FOB, com vendedores pedindo valores acima desse patamar. Nos Campos Gerais, moinhos indicaram R$ 1.550/t CIF, equivalente a cerca de R$ 1.480 a R$ 1.500/t FOB. Para entrega imediata, as indicações giravam em torno de R$ 1.500/t CIF, recuando para R$ 1.450/t em outubro e R$ 1.400/t em novembro nos negócios futuros – patamares nos quais, segundo Bento, “praticamente não há interesse dos produtores nas vendas futuras”.
No Rio Grande do Sul, a liquidez seguiu reduzida diante do distanciamento entre compradores e vendedores. Moinhos sinalizaram interesse próximo de R$ 1.400/t, enquanto vendedores pediram R$ 1.500/t. “Um eventual equilíbrio poderia ocorrer ao redor de R$ 1.450 por tonelada, mas, por enquanto, não há disposição efetiva de compradores ou vendedores nesse nível”, observou Oleto.
A referência FOB interior, ainda vinculada à safra velha, avançou 5,7% na semana e 9,1% no mês, acumulando alta de 39,0% em 2026 e de 14,3% frente ao mesmo período do ano passado, reflexo, segundo os analistas, da menor disponibilidade de trigo no estado. A influência da safra nova só deve aumentar a partir de outubro, com a aproximação da colheita.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de arroz mantém firmeza, mas valorização perde intensidade com menor procura – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz manteve a trajetória altista nesta semana, porém com perda de velocidade, sinalizando transição de uma fase de valorização para acomodação em patamar elevado. A afirmação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
“Na origem, produtores capitalizados permanecem firmes, restringindo ofertas e aguardando melhores condições”, explica o analista. A necessidade financeira continua sendo o principal mecanismo de abertura de lotes, fazendo surgir negócios pontuais sem caracterizar aumento estrutural da disponibilidade.
Assim, pondera o consultor, a retenção na fonte segue limitando o potencial de correção baixista. “Na ponta compradora, parte das indústrias reduziu a procura após recompor estoques nas últimas semanas”, acrescenta.
Essa postura diminui a pressão de compra e explica a desaceleração dos reajustes, mas não configura excesso de matéria-prima. “A queda de braço permanece concentrada na diferença entre as pedidas dos vendedores e a capacidade de pagamento por parte das unidades de beneficiamento”, destaca Oliveira.
A entrada de indústrias do Centro-Oeste, por sua vez, adiciona concorrência regional e pode elevar a disputa por lotes disponíveis, especialmente onde a oferta já é restrita.
O vetor baixista está concentrado na menor necessidade industrial de reposição, enquanto os altistas permanecem na oferta restrita, retenção e concorrência interestadual. Para o analista, o ponto decisivo será a duração dessa combinação: se a indústria retornar antes de o produtor ampliar vendas, a valorização pode recuperar intensidade; se a procura permanecer contida e compromissos financeiros aumentarem a oferta, o mercado tende à estabilidade ou correção moderada.
O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotado a R$ 81,56, alta de 1,22% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço foi de 11,95%. Em relação a 2025, a valorização atingiu 22,46%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
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