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Sustentabilidade

Comissão de Agricultura susta a criação do Programa Nacional de Rastreabilidade de Agrotóxicos e Afins (PNRA) – MAIS SOJA

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A Comissão de Agricultura Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) aprovou, nesta quarta-feira (26), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 312/2025), que susta a Portaria nº 805, de 9 de junho de 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que institui o Programa Nacional de Rastreabilidade de Agrotóxicos e Afins (PNRA). O ato normativo afetava, indiscriminadamente, desde grandes empresas até pequenos produtores e transportadores.

De acordo com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (REP-PR), somente por meio de um processo transparente e participativo será possível a construção de uma política de rastreabilidade que seja, de fato, eficaz, viável e justa para todos os elos da cadeia produtiva do agro brasileiro.

“A medida regulatória em questão, embora trate de um tema de relevante interesse público, foi editada em desacordo com princípios fundamentais da boa governança regulatória, da participação social e da razoabilidade econômica. Além de tudo, representa um retrocesso no diálogo com o setor produtivo e impõe ônus desnecessários e desproporcionais, sem a garantia de que os objetivos de rastreabilidade e combate ao comércio ilegal serão efetivamente alcançados”, afirmou.

Fonte: Agência FPA



 

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Sustentabilidade

Soja tem leves altas, mas mercado segue travado no Brasil; saiba os preços

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou mais um dia de negócios pontuais e pouca liquidez, com preços entre estáveis e levemente mais altos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário segue sem direção firme, mesmo diante de oscilações externas.

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De acordo com o analista, houve leve alta em Chicago Board of Trade e volatilidade no câmbio, em um dia marcado por decisão de juros no Brasil, mas sem força suficiente para destravar o mercado.

A indústria chegou a atuar mais no doméstico, porém os produtores seguem cautelosos e pedindo preços mais altos, o que mantém o ritmo lento. “É um mercado da mão para a boca, com oportunidades pontuais”, resume.

Saiba os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 117,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 106,00 para R$ 107,00
  • Dourados (MS): preço estável em R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 107,00 para R$ 109,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em leve alta na Chicago Board of Trade, em um movimento de recuperação técnica após a forte queda registrada na sessão anterior. O avanço do petróleo sustentou os preços do óleo de soja, contribuindo para a reação do grão ao longo do dia.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o adiamento de sua viagem a Pequim, onde se reuniria com o líder chinês Xi Jinping. A decisão ocorre em meio à escalada da guerra com o Irã e adia as tentativas de reduzir tensões entre as duas maiores economias do mundo.

O adiamento também posterga um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China, que poderia incluir a ampliação das compras de soja americana. Na sessão anterior, essa expectativa levou os contratos a atingirem o limite diário de baixa.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 11,61 3/4 por bushel, com alta de 4,75 centavos (+0,41%). Já a posição julho avançou 5,25 centavos (+0,44%), encerrando a US$ 11,76 1/2 por bushel.

Entre os subprodutos, o farelo de soja (maio) subiu US$ 10,00 (+3,20%), para US$ 321,70 por tonelada. Já o óleo de soja recuou 0,66%, fechando a 65,53 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,72%, cotado a R$ 5,24. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,18 e a máxima de R$ 5,24.

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Capim-amargoso: Manejo no rebrote é estratégia para aumentar a eficiência no controle – MAIS SOJA

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O capim-amargoso (Digitaria insularis) é considerada atualmente uma das principais a mais complexas plantas daninhas que infestam culturas anuais como soja e milho. Além de apresentar elevada habilidade competitiva, populações de capim-amargoso apresentam resistência aos principais herbicidas utilizados no manejo das plantas daninhas de folha estreita, como glifosato (inibidora da EPSPs), Fenoxaprop e Haloxyfop (Inibidores da ACCase) e resistência múltipla a ambos os herbicidas (Heap, 2024HRAC-BR, s.d.).

Tendo em vista a dificuldade em controlar essa planta daninha na pós-emergência das culturas agrícolas, é comum observar falhas de manejo que resultam na persistência de populações do capim-amargoso ao final do ciclo das culturas de verão, o que atrelado ao elevado fluxo de emergência dessa espécie sob condições adequadas, resulta em elevadas infestações na pós-colheita.

Considerando que, durante a colheita, ocorre o corte das plantas remanescentes de capim-amargoso, que posteriormente rebrotam, o manejo outonal na pós-colheita torna-se uma estratégia fundamental para reduzir suas populações. Nesse período, as plantas encontram-se debilitadas, direcionando energia ao rebrote, o que favorece maior eficiência do controle químico.

De acordo com Grigolli (2017) e Gaspar et al. (2019), o controle químico do capim-amargoso é mais eficiente quando realizado no estádio de rebrote, em comparação a plantas adultas (perenizadas). Até os 21 dias após a aplicação, o nível de controle em plantas rebrotadas é superior ao observado em plantas já perenizadas.

Ao avaliar a influência da altura de roçada no controle do capim-amargoso perenizado, Raimond et al. (2019) verificaram que a aplicação da mistura de herbicidas (clethodim + glyphosate) imediatamente após o corte, eleva os níveis de controle em até 4,8%. Além disso, quanto menor a altura de roçada, maior é a eficiência do controle quando associada ao manejo químico.

Resultados similares foram observados por Grigolli (2017), que demonstrou o aumento da eficiência do controle químico do capim-amargoso ao realizar a aplicação dos herbicidas após manejo da roçada das plantas entouceiradas, mais especificamente, no início das brotações (figura 1). Nesse contexto, tanto a roçada quanto a colheita, ao promoverem o corte das plantas, favorecem o controle do capim-amargoso durante o rebrote, configurando-se como estratégias importantes no manejo dessa planta daninha.

Figura 1. Eficiência de controle de capim-amargoso com roçada mecânica aos 28 dias após a aplicação dos tratamentos. Maracaju, MS, 2017.
Barras seguidas da mesma cor são estatisticamente iguais pelo teste de Scott-Knott (p<0,05). Fonte: Grigolli (2017)

Vale destacar que, além dos herbicidas avaliados nos estudos supracitados, o uso de herbicidas pré-emergentes e a aplicação sequencial na pré-semeadura da cultura sucessora (safrinha) têm contribuído para maior eficiência no controle do capim-amargoso. Esse efeito é ainda mais evidente com o uso de herbicidas inibidores da Protox e da glutamina sintetase, especialmente quando posicionados no estádio de rebrote da planta daninha.



Referências:

GASPAR, S. L. L. et al. CONTROLE DO CAPIM AMARGOSO EM DIFERENTES MANEJOS E ASSOCIAÇÕES DE AGROQUÍMICOS. Revista Cultivando o Saber, v. 12, p. 280 – 291, 2019. Disponível em: < https://www.fag.edu.br/upload/revista/cultivando_o_saber/5dbc4989c30d7.pdf >, acesso em: 18/03/2026.

GRIGOLLI, J. F. J. MANEJO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja 2016/2017, 2017. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Tecnologia-e-Producao-Soja-20162017.pdf >, acesso em: 18/03/2026.

HEAP. I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2024. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 18/03/2026.

HRAC-BR. RESISTÊNCIA: PLANTAS DANINHAS III. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, s. d. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/_files/ugd/48f515_18aa1de86830499d9d8b3827af2121f4.pdf?index=true >, acesso em: 18/03/2026.

RAIMONDI, R. T. et al. ALTURA DE ROÇADA AFETA O CONTROLE DE CAPIM-AMARGOSO PERENIZADO. Cultura Agronômica, 2019. Disponível em: < https://ojs.unesp.br/index.php/rculturaagronomica/article/view/2446-8355.2019v28n3p254-267 >, acesso em: 18/03/2026.

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Veranicos reduzem produtividade da soja no PI, mas colheita avança para 25%, diz Aprosoja

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Foto: Pedro Silvestre

A colheita de soja no estado Piauí avançou nos últimos dias e já alcança 25% da área estimada em 1,148 milhão de hectares, segundo levantamento da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja PI). A expectativa é que a área cultivada registre avanço de 4,6% em relação à temporada anterior, refletindo o quadro de chuvas mais amenas no estado.

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O diretor-executivo da Aprosoja PI, Rafael Maschio, explica que os veranicos ocorridos em novembro e em janeiro comprometeram a produtividade média das lavouras, que inicialmente variava entre 3.420 e 3.480 quilos por hectare. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta rendimento final um pouco maior, de 3.554 quilos por hectare.

Segundo Maschio, o curto prazo deve apresentar chuvas mais esparsas, especialmente no sul do estado, o que pode impactar o ritmo da colheita. Ainda assim, a Conab projeta produção total de 4,081 milhões de toneladas para a safra 2025/26, representando uma alta de 8% em relação às 3,777 milhões de toneladas da safra anterior.

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