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18 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Milho/RS: Cultura apresenta bom desempenho, amparada por disponibilidade hídrica e insolação propícias e por temperaturas noturnas amenas – MAIS SOJA

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A cultura do milho apresenta bom desempenho no Estado, amparada por disponibilidade hídrica e insolação propícias e por temperaturas noturnas amenas, fatores que têm favorecido tanto o crescimento vegetativo quanto a evolução para estádios reprodutivos.

 A semeadura alcança 84%, avançando gradualmente. No período, foram semeadas áreas tradicionalmente cultivadas em época intermediária do zoneamento agrícola. As lavouras em desenvolvimento vegetativo (70%) exibem satisfatória densidade de plantas, arquitetura foliar uniforme e adequado acúmulo de biomassa. Nas áreas em floração e pendoamento (21%), as condições de polinização estão favoráveis.

A sanidade das lavouras está conservada, e as plantas evoluem fisiologicamente dentro da normalidade. Na Região Noroeste e no Médio Alto Uruguai, o equilíbrio entre a disponibilidade de radiação solar e a umidade do solo proporcionou excelente condição para os cultivos.

O monitoramento de cigarrinha-do-milho indicou presença do inseto nas lavouras em diversas regiões. Os agricultores realizaram a aplicação de inseticidas para evitar o aumento na população dessa praga. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, as precipitações regulares no período permitiram a aceleração da semeadura, inclusive em municípios com tradição de plantio mais tardio, que buscam mitigar riscos associados ao estresse térmico e hídrico na fase de pendoamento e polinização. Na Fronteira Oeste, as lavouras em fase reprodutiva apresentam bom potencial; em Itaqui, no Itaó, a queda de granizo atingiu cerca de 400 hectares, inviabilizando parte da produção e direcionando as áreas danificadas para ensilagem.

Na de Caxias do Sul, a umidade do solo e a disponibilidade de radiação solar adequadas e as temperaturas mais elevadas favoreceram o desenvolvimento das lavouras, que se encontram predominantemente em fase vegetativa. As operações de manejo estão praticamente concluídas nas áreas iniciais, como a aplicação de nitrogênio em cobertura e o controle de plantas daninhas. Prosseguem as pulverizações voltadas ao manejo de cigarrinhado-milho e à prevenção de doenças fúngicas. Os cultivos apresentam desenvolvimento uniforme e vigoroso.

Na de Frederico Westphalen, o estado fitossanitário é considerado adequado. Embora tenha sido constatada a presença de cigarrinha-do-milho, os níveis de ocorrência estão baixos.

Na de Ijuí, 20% da área cultivada está em estádio VT (pendoamento), apresentando plantas com colmos bem formados, folhas amplas, coloração verde uniforme e elevada produção de massa vegetativa. Em locais com solos mais compactados, a temperatura mais elevada provocou pequenos sintomas de déficit hídrico nas plantas, mas a turgidez foi recuperada ao anoitecer, durante o período.

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Na de Pelotas, 35% da área prevista foi semeada. As chuvas ocorridas no período anterior proporcionaram adequada umidade do solo para a continuidade da semeadura.

Lavoura de milho: plantas em enchimento de grãos em Independência/RS. Fotografia: Emater/RS-Ascar.

Na de Santa Rosa, 16% dos cultivos estão em floração e 16% em enchimento de grãos. A sanidade das lavouras segue apropriada, e há perspectiva produtiva positiva até o momento.

Na de Soledade, em áreas de menor altitude, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo, parte dos cultivos se encontra em fase de pendoamento. Em áreas de maior altitude, onde a semeadura ocorreu em período mais tardio, observa-se o início da floração. Referente ao manejo fitossanitário, até o momento, não há registros de incidência de cigarrinha-domilho, e as lavouras apresentam satisfatória sanidade, sem danos aparentes relacionados a pragas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 1,06%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 62,52 para R$ 61,86.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1894 completo, clicando aqui!

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Fonte: Emater RS



 

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Sustentabilidade

Cuidados essenciais para o estabelecimento da lavoura de soja – MAIS SOJA

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O estabelecimento da lavoura de soja constitui uma das etapas mais decisivas para a obtenção de elevadas produtividades. Embora a premissa de que “uma boa lavoura começa com uma boa semente” seja amplamente reconhecida, o potencial das sementes depende também de condições adequadas para a germinação e a emergência das plântulas. Dessa forma, além da qualidade fisiológica das sementes, fatores relacionados à semeadura e às condições do ambiente são fundamentais para a formação de uma lavoura uniforme e com bom potencial produtivo.

Durante a instalação da lavoura, é definido um dos principais componentes do rendimento da soja: o número de plantas por unidade de área. Apesar da conhecida capacidade de plasticidade da cultura, que permite certo grau de compensação diante de falhas no estande, essa capacidade é limitada. Assim, falhas, plantas duplas ou distribuição inadequada podem comprometer a uniformidade da lavoura e, consequentemente, refletir negativamente sobre a produtividade.

Figura 1. Esquerda: resultado de semeadura de soja bem feita, com sementes de alta qualidade e vigor: plântulas com emergência uniforme, bem espaçadas e sem falhas; Direita: resultado de semeadura mal feita, resultando em falhas e aglomerados de plântulas.
Fonte: França-Neto et al. (2016).

Logo, além da utilização de sementes de alta qualidade, cuidados relacionados à semeadura, à plantabilidade e às exigências fisiológicas das sementes devem ser considerados para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, o planejamento da implantação da lavoura exerce importante influência sobre o potencial produtivo da soja, especialmente quanto à definição da época e da densidade de semeadura.

A época de semeadura da soja deve ser definida com base nas recomendações técnicas estabelecidas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que considera as características de solo e as condições ambientais de cada região de cultivo, buscando minimizar os riscos associados às adversidades climáticas. Além disso, é fundamental respeitar os períodos de vazio sanitário e os calendários de semeadura estabelecidos para as diferentes regiões produtoras do país.

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Tabela 1. Períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.
Fonte: MAPA (2026)

Já com relação a densidade de semeadura, além das recomendações técnicas para a cultivar, é preciso compreender que quando a lavoura é instalada com densidade de plantas acima da indicada para a cultivar, a região e a época de semeadura, há alta competição entre plantas. Nessa situação, a redução de produção de grãos por planta pode ser mais expressiva do que o aumento da quantidade de plantas por área, reduzindo a produtividade de grãos por hectare (Balbinot Junior et al.,2020). Logo, é fundamental trabalhar com densidades de semeadura dentro do estabelecido para a cultivar e região de cultivo.

Tabela 2. Densidade de plantas por hectare, de acordo com o espaçamento entre as fileiras e o número de plantas por metro linear.
Fonte: Balbinot Junior et al. (2020)

Após a definição da época e da densidade de semeadura, é fundamental atentar para as condições ambientais no momento da implantação da lavoura, de modo a garantir que as exigências fisiológicas das sementes sejam atendidas durante a germinação. Para que esse processo ocorra adequadamente, a semente de soja necessita de três fatores fundamentais: água, oxigênio e temperatura adequada. A semente precisa absorver, no mínimo, 50% do seu peso em água para assegurar uma boa germinação  (Farias; Neumaier; Nepomuceno, 2009).

Quando a quantidade de água absorvida é insuficiente, a semente pode até iniciar o processo germinativo, mas dificilmente consegue completar adequadamente suas três fases: absorção de água, ativação metabólica e crescimento. Além da disponibilidade hídrica, a temperatura exerce papel fundamental nesse processo. Para a soja, a faixa de temperatura do solo considerada adequada para a germinação situa-se entre 20 °C e 30 °C, enquanto temperaturas inferiores a 20 °C podem prejudicar a germinação e a emergência das plântulas (Neumaier et al., 2020).

Outro aspecto fundamental para o estabelecimento da lavoura é a regulagem da semeadora. O correto ajuste do equipamento, visando reduzir a ocorrência de falhas e plantas duplas, contribui para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, a regulagem da profundidade de deposição das sementes é essencial para favorecer a emergência das plântulas. Para a soja, recomenda-se posicionar as sementes, em condições adequadas, entre 3 e 5 cm de profundidade (Balbinot Junior et al., 2020).


Veja mais: Plantabilidade – Atenção com falhas e duplas


Referências:

BALBINOT JUNIOR, A. A. et al. INSTALAÇÃO DA LAVOURA. Embrapa Soja, Tecnologias de Produção de Soja, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 4, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

FARIAS, J. R. B.; NEUMAIER, N.; NEPOMUCENO, A. L. Agrometeorologia dos Cultivos: O fator meteorológico na produção agrícola: Soja. INMET, 2009. Disponível em: < https://www.embrapa.br/documents/1355291/37056285/Bases+climatol%C3%B3gicas_G.R.CUNHA_Livro_Agrometeorologia+dos+cultivos.pdf/13d616f5-cbd1-7261-b157-351eaa31188d?version=1.0 >, acesso em: 18/09/2026.

FRANÇA-NETO, J. B.; et al. TECNOLOGIAS DA PRODUÇÃO DE SEMENTES DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa Soja, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1057882/1/Documentos380OL1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 18/09/2026.

NEUMAIER, N. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA. Tecnologias de Produção de Soja, cap. 2, Embrapa, Soja, Sistemas de Produção, n. 17, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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Sustentabilidade

Com 88% da área em floração e enchimento de grãos, cultura de canola avança no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A cultura de canola avança para as fases finais do ciclo. Predominam lavouras em floração e enchimento de grãos (88%), e aumentam as áreas em maturação (9%). A colheita ainda se limita a pequenas extensões de implantação precoce (1%).

As condições de maior luminosidade, de temperaturas favoráveis e de menor umidade relativa do ar, observadas em parte do período, contribuíram para o avanço fenológico, para o desempenho das plantas e, nas áreas em floração, para maior atividade de polinizadores.

Eventos de geada atingiram as lavouras em diferentes estádios, provocando efeitos variáveis conforme o relevo e o desenvolvimento das plantas. Em lavouras que estavam em formação e enchimento de grãos, há possibilidade de comprometimento parcial do enchimento das síliquas e redução do peso de mil grãos, mas ainda sem quantificação definitiva das perdas.

O estado fitossanitário está, em geral, satisfatório, mas continua o monitoramento de pragas e doenças, sendo observada incidência de traça-das-crucíferas e de mofo-branco. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as primeiras lavoura simplantadas em abril alcançam a maturação: em São Borja (10% de 13.500 ha), em Maçambará (5% de 13.868 ha) e em Santa Margarida do Sul (10% de 600 ha). As condições ambientais favoreceram as áreas em floração devido à maior atividade de polinizadores e as lavouras em enchimento de grãos. Contudo, em Manoel Viana, a redução da umidade do solo em áreas de textura predominantemente arenosa aumentou a necessidade de reposição hídrica via precipitações.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Estão 2% em florescimento, 65% em enchimento de grãos, 25% em maturação e 8% colhidos. A produtividade atual está estimada em cerca de 2.000 kg/ha. Na de Ijuí, 80% dos cultivos estão em fase final de enchimento de grãos, e 10% em maturação. No Alto Jacuí, em Ibirubá, as primeiras lavouras colhidas apresentaram rendimentos entre 1.500 e 1.800 kg/ha. Nas áreas atingidas por geada, não foram observados sintomas externos de queimadura das síliquas, mas houve interrupção do desenvolvimento dos grãos na porção terminal.

Na de Passo Fundo, as lavouras estão nos estágios de formação de vagens e de enchimento de grãos, com boa condição sanitária. Os impactos causados pelos episódios de granizo em alguns municípios ainda dependem de avaliação nas áreas atingidas.

Na de Pelotas, as lavouras apresentam estande adequado. Estão 74% da área em florescimento e 26% em enchimento de grãos. Na de Santa Maria, em Tupanciretã, município com a maior área de canola no Estado, estimada em 29 mil hectares, 75% das lavouras estão em formação e enchimento de grãos e 25% em maturação. As geadas ocorridas não provocaram prejuízos significativos.

Na de Santa Rosa, a distribuição fenológica aponta 6% das lavouras em floração, 74% em enchimento de grãos, 19% em maturação e 1% colhido. As geadas, registradas no início do período, podem ter afetado o potencial produtivo, sobretudo em baixadas e áreas sujeitas ao acúmulo de ar frio. As lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo e potencial
produtivo, mas há incidência de traça-das-crucíferas em diferentes áreas.

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Na de Soledade, as temperaturas e a radiação solar foram elevadas para a época, favorecendo a evolução do ciclo. Estão 2% da área em florescimento e formação de síliquas, e 98% em enchimento de grãos. As lavouras apresentam plantas vigorosas, bem ramificadas e com elevada densidade de síliquas. O monitoramento concentra-se em doenças e pragas, especialmente mofo-branco e traça-das-crucíferas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí é de R$ 134,00; na de Santa Maria, R$ 139,00; na de Santa Rosa, R$ 136,35; em Santana do Livramento, R$ 135,00.

Fonte: Emater/RS



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Sustentabilidade

Com semeadura avançada, lavoras de milho no RS enfrentam frio e geadas pontuais – MAIS SOJA

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O plantio de milho no Rio Grande do Sul chega a 60% da área e está praticamente finalizado na Região Noroeste. A ocorrência de geada causou danos em diversas lavouras, principalmente nas implantadas mais cedo e nos locais mais propícios para ocorrência de geadas. Em lavouras pontuais, será necessário replantio. Em algumas regiões o granizo também foi causador de perdas.

Os produtores realizaram aplicações de adubação nitrogenada em cobertura e de inseticidas preventivos. Houve diminuição da infestação de cigarrinhas nas lavouras. A estimativa realizada pela Emater/RS-Ascar aponta o plantio de 896.401 hectares de milho, produtividade projetada de 7.711 kg/ha e produção de aproximadamente 6,91 milhões de toneladas.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, estimam-se 63.682 hectares, e a implantação se encaminha para o fim com o encerramento da primeira janela de semeadura adotada em boa parte dos municípios da Fronteira Oeste. Em São Borja, 95% dos 25.000 hectares previstos foram semeados. Mesmo com a desuniformidade na distribuição, as precipitações, registradas em 11/09 (sexta-feira), foram favoráveis às lavouras, pois a umidade no solo já estava limitada para a germinação e emergência em algumas localidades do interior do município. As temperaturas mais baixas afetaram a velocidade de germinação e de emergência, bem como o desenvolvimento inicial da cultura. Em Manoel Viana, onde houve formação de geada em 07/09 (segunda-feira), não foram observadas perdas significativas no potencial produtivo, apenas amarelecimento de folhas nas áreas mais baixas, onde o frio é mais intenso. Porém, espera-se a recuperação das plantas.

Na de Caxias do Sul, a estimativa é de 96.052 hectares cultivados, mas a semeadura ficou praticamente estagnada no período devido à alta umidade do solo e às precipitações frequentes. As baixas temperaturas atrasaram a emergência das lavouras.

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Na de Erechim, 70% dos 44.915 hectares estão implantados e nas fases de germinação e emergência. Na de Ijuí, a semeadura avançou para mais de 90% da área. Nas lavouras emergidas foram observados danos, ocasionados pela geada, nas bordas das folhas, com maior intensidade nas áreas localizadas em partes mais baixas do relevo. Em um número muito pequeno de lavouras, há a necessidade de replantio, e a morte de plantas reduziu o estande final. As lavouras situadas nas partes mais altas do relevo não apresentaram sintomas de danos por geadas, e o desenvolvimento das plantas ocorre de modo rápido, embora as folhas estejam mais estreitas e compridas devido ao frio. Já nas lavouras atingidas por granizo, há danos nas folhas e tombamento da parte aérea. Os produtores estão avaliando se haverá necessidade de eventuais replantios, caso as plantas não se recuperem.

Entretanto, considerando o estádio fenológico no qual a cultura se encontra, há perspectiva de recuperação das áreas afetadas, mediante a rebrota das plantas, reduzindo os impactos
produtivos decorrentes do evento. Houve diminuição da infestação de cigarrinhas nas lavouras.

Na de Santa Maria, os produtores deram continuidade ao plantio, favorecido pela sequência de dias de tempo seco, que permitiu os preparos de solo e semeadura. Na de Santa Rosa, as condições meteorológicas afetaram significativamente o desenvolvimento das lavouras. O episódio de geada em 07/09 ocasionou danos pontuais, mas, em alguns casos, ocorreram perdas expressivas. De forma geral, os sintomas de queima foliar provocados pela geada foram mais evidentes nas baixadas. Contudo, com a elevação gradual das temperaturas ao longo da semana e com a manutenção de adequados níveis de umidade do solo, observou-se recuperação vegetativa da maior parte das lavouras atingidas.

Os produtores avaliam a extensão definitiva dos danos e o potencial de recuperação das plantas. A semeadura está praticamente concluída, restando apenas áreas pontuais. As lavouras implantadas se encontram predominantemente entre os estádios de emergência e V3, com estabelecimento inicial satisfatório, população de plantas conforme esperado e desenvolvimento favorecido pela disponibilidade hídrica. As operações de manejo se concentram na adubação nitrogenada em cobertura e no monitoramento fitossanitário.

Em relação à cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), observou-se redução populacional em comparação às semanas anteriores, fato possivelmente associado à ocorrência de geada no início do período. Apesar da menor pressão da praga, o monitoramento continua intenso, uma vez que a presença do inseto representa risco de transmissão de enfezamento. Foram realizadas aplicações preventivas e curativas de inseticidas, visando ao controle de pragas de incidência inicial, como percevejo-barriga-verde (Dichelops spp.) e lagarta-rosca (Agrotis ipsilon). Os volumes de chuva foram considerados altamente benéficos para as lavouras, favorecendo a incorporação e o aproveitamento da adubação nitrogenada em cobertura, realizada por parte dos produtores nos dias que antecederam as precipitações.

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Na de Soledade, os produtores avançaram no plantio, que chegou a 45% da área. A janela significativa de tempo firme diminuiu a umidade do solo e favoreceu a entrada de máquinas nas lavouras para realizar a semeadura. A área semeada avançou mais no Baixo Vale do Rio Pardo, e a maioria dos municípios finalizou a semeadura do milho no cedo. As temperaturas elevadas dos últimos dias contribuíram para a germinação/emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras implantadas. As áreas de maneira geral estão bem implantadas com ótima emergência e estande de plantas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,62%, passando de R$ 61,60 para R$ 61,98. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 75,00 para produto disponível.

Fonte:  Emater/RS



 

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