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Canal Rural Mato Grosso vence Prêmio de Jornalismo da Aprosoja MT

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Uma noite de reconhecimento ao jornalismo especializado marcou a 3ª edição do Prêmio Aprosoja MT, realizada em Cuiabá, onde o Canal Rural Mato Grosso se destacou ao conquistar quatro troféus. A afiliada obteve o primeiro lugar em Reportagem em Vídeo, Fotojornalismo e Destaque Regional Sul, além de um terceiro lugar na categoria principal de vídeo.

O evento reuniu profissionais de todo o estado, na noite desta terça-feira (18), em uma cerimônia que celebrou a cobertura jornalística sobre o agronegócio.

A terceira edição do prêmio registrou mais de 120 trabalhos inscritos em cinco categorias e cinco destaques regionais. A comissão julgadora avaliou critérios como relevância, impacto, narrativa e originalidade.

O sucesso do Canal Rural Mato Grosso começou com o prêmio de Destaque Regional Sul, conquistado pela jornalista Viviane Elisa Petroli. Sua reportagem enfocou como a educação no agro fortalece a sustentabilidade no campo e gera melhorias na qualidade de vida das comunidades urbanas, reforçando o poder transformador do setor.

Foto: Canal Rural Mato Grosso

Na sequência, o reconhecimento veio na categoria Fotojornalismo, com a vitória de Leandro Balbino. A imagem premiada, segundo os jurados, simboliza a modernização do agro, ao conectar a produção de alimentos à geração de energia renovável, como a utilizada em combustíveis sustentáveis de aviação.

Liderança em reportagem em vídeo

O ápice da noite se deu na categoria mais concorrida, a de Reportagem em Vídeo, onde o Canal Rural subiu ao palco duas vezes.

O terceiro lugar foi para a dupla Olmir Cividini e Leandro Balbino, que apresentaram uma matéria sobre o investimento de uma usina mato-grossense no desenvolvimento de combustível sustentável de aviação. A pauta ressaltou a inovação que conecta o agro ao futuro da mobilidade.

O prêmio principal de Reportagem em Vídeo foi para o jornalista Pedro Silvestre Dias e o repórter cinematográfico Israel Baumann, com o trabalho que destaca porque o Brasil é líder na reciclagem de embalagens e defensivos agrícolas. A reportagem com edição e finalização de Maruan Belo vai além da informação e mostra na prática o compromisso do setor com boas práticas ambientais.

Lucas Costa Beber presidente Aprosoja Mato Grosso. Foto: Aprosoja Mato Grosso
Foto: Aprosoja Mato Grosso

Durante a cerimônia, o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, ressaltou o papel essencial da imprensa na missão de aproximar produtores, consumidores e a sociedade em geral.

“O jornalismo é o quarto poder, porque ele tem o poder de direcionar, de influenciar não só a sociedade, mas também as autoridades, o judiciário, os políticos, enfim, todas as camadas, ele tem o poder de influenciar. Portanto, vocês têm uma responsabilidade muito grande”, disse Beber.

Na oportunidade, a entidade também anunciou o tema para a edição de 2026 do prêmio: “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”.

As quatro conquistas na premiação reforçam o compromisso do Canal Rural Mato Grosso em narrar, com precisão e responsabilidade, as histórias que movem o agronegócio brasileiro.

Confira a lista completa de ganhadores:

Reportagem em Vídeo:
1° – Pedro Dias Silvestre
Título: Brasil é líder na reciclagem de embalagens de defensivos agrícolas
Canal Rural Mato Grosso

2° – Bianca Cristina Rodrigues
Título: Do campo à mesa: Como a soja sustentável ganha destaque no prato e ajuda na vida de quem mais precisa
TV Centro América Sinop

3° – Olmir Cividini
Título: Do campo aos céus: Usina de Mato Grosso investe em combustível sustentável de aviação
Canal Rural Mato Grosso

Reportagem em Texto:
1º – Pollyana Araújo Souza Almeida
Título: Código de confiança: rastreabilidade conecta
Portal Primeira Página

2º – Kethlyn Moraes Cordeiro
Título: Com reflorestamento e recuperação de nascentes, produtores rurais se tornam guardiões das águas de MT
Jornal RD News

3º – Kessillen Lopes da Silva
Título: Do campo à mesa: monitoramento reduz uso de defensivos e assegura produção sustentável em MT
G1 Mato Grosso

Reportagem em Áudio:
1° – Leandro de Almeida Agostini
Título: Agro e Escola: O Desencontro em Sala de Aula
Rádio Centro América FM

2° – Simone Souza Guedes Quirino Cardoso
Título: Qualidade do ar e produção de grãos caminham juntas em Mato Grosso
Rádio Bom Jesus Fm 92,07

3° – Wiasmyne Rodrigues de Oliveira
Título: Guardiões da Terra – O Futuro Sustentável do Agro em Mato Grosso
Rádio Centro América Easy

Fotojornalismo:
1º – Leandro Veloso Balbino
Título: O agro brasileiro não para ele alimenta, move e agora também ajuda a voar mais limpo
Balbino Agro Filmes

2º – Francisco Carlos Lima de Oliveira
Título: Indústria Artesanal: Rio dos peixes vive Ciclo próspero à base de Milho
Jornal A Gazeta

3° – Evandro Marcelo de Souza
Título: Mãos que geram prosperidade
Marcelo Souza Fotos

Jornalismo Universitário:
1° – Raiane Florentino da Silva
Título: Plantio Direto: a revolução sustentável no campo que protege o solo e o clima
Record News Sinop

2° – Haillyn Heiviny Mendes de Barros
Título: MT lidera produção de biodiesel e conecta soja às ruas do Brasil
Portal Primeira Página

3° – Abder Rah Man Khan Jean Baptiste
Título: Sensores climáticos, softwares e máquinas aceleram produção agrícola e mantém a sustentabilidade em MT
G1 Mato Grosso

Destaques regionais

Norte:
Crislaine Molossi
Título: Reserva Legal: a parte da fazenda que garante equilíbrio entre campo e cidade
TV Centro América Sinop

Sul:
Viviane Elisa Petroli
Título: Educação no agro conecta sustentabilidade no campo e qualidade urbana
Canal Rural Mato Grosso

Leste:
Lukas Barbosa Soares
Título: O agro sustentável de Querência e seu impacto na vida urbana
Rádio Interativa FM 97,9

Oeste:
Elisangela Pereira de Oliveira
Título: Agro sustentável plantando futuro: reflorestamento, mulheres e inovação na Fazenda 4 de Agosto
Site Ideal MT

Baixada Cuiabana:
Geovanna Albuquerque Torquato Cavalcante
Título: Etanol de milho em MT pode turbinar aviação e colocar o Brasil na liderança global de biocombustíveis
Jornal RD News


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Ritmo nas lavouras de soja se intensifica em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O ritmo da colheita da soja em Mato Grosso se intensificou na última semana e alcançou 24,97% da extensão cultivada nesta temporada 2025/26. Isso representa um avanço semanal de 11,09 pontos percentuais em relação à semana anterior, além de 12,77 pontos percentuais à frente do observado na última semana de janeiro do ano passado na safra 2024/25.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mesmo com volumes de chuvas ao longo da semana, os produtores mantiveram os trabalhos aproveitando o máximo das janelas de tempo mais firmes e maior presença de sol em algumas regiões, o que permitiu, inclusive, que as máquinas estejam à frente da média dos últimos cinco anos de 12,57% da produção colhida.

Médio-norte perde a liderança na colheita

Na última semana de janeiro o médio-norte perdeu a liderança na colheita da soja para o oeste mato-grossense. Segundo o Imea, na região oeste 36,70% do grão havia sido colhido até o dia 30 de janeiro, enquanto no médio-norte 35,41%.

No noroeste do estado 30,08% da soja já foi colhida e no norte 28,54%. No centro-sul 22,23%. As regiões mais “atrasadas” seguem sendo o nordeste com 14,01% e o sudeste com 11,46%.


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Crédito rural com potencial sustentável tem queda no 1º semestre, aponta consultoria

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Foto: Pixabay

O crédito rural com potencial de promover a sustentabilidade na agropecuária fechou o primeiro semestre do Plano Safra 2025/2026 com desempenho inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior.

Entre julho e dezembro de 2025, foram contratados R$ 33,3 bilhões em recursos de custeio e investimento enquadrados na jornada de sustentabilidade, segundo o Boletim Trimestral Crédito Rural em Jornada de Sustentabilidade, da consultoria Agroicone.

O volume corresponde a 22,5% do total desembolsado nessas finalidades e representa queda de quase R$ 10 bilhões em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando somou R$ 43,1 bilhões.

Juros elevados e endividamento explicam recuo

De acordo com os pesquisadores Gustavo Lobo e Lauro Vicari, responsáveis pelo levantamento, o resultado acompanha o desempenho geral do Plano Safra. No primeiro semestre da safra 2025/26, as contratações totalizaram R$ 189,7 bilhões, R$ 30,6 bilhões a menos, ou 16%, em relação ao mesmo período de 2024.

Segundo Lobo, o cenário de juros elevados, avanço do endividamento e renegociações de dívidas tem aumentado a aversão ao risco, tanto por parte dos produtores quanto das instituições financeiras.

O boletim aponta ainda que, em novembro de 2025, 15% do crédito rural ativo apresentava algum tipo de estresse financeiro, somando R$ 123,6 bilhões, R$ 51,4 bilhões acima do registrado em julho de 2024. Para Vicari, o custo elevado das renegociações amplia o risco de agravamento do endividamento.

Investimentos lideram queda na sustentabilidade

A retração foi mais forte nos recursos destinados a investimento. O volume contratado caiu de R$ 59,7 bilhões para R$ 43,3 bilhões, redução de 27,5%. Os recursos de investimento alinhados à sustentabilidade recuaram 35,1%, enquanto o custeio teve queda de 12,9%.

Na avaliação dos pesquisadores, o movimento reflete o impacto do ambiente macroeconômico nas decisões produtivas, reduzindo a disposição dos produtores em realizar melhorias nas propriedades.

Por atividade, agricultura e pecuária apresentaram comportamentos semelhantes, com quedas de 22,4% e 23,4%, respectivamente. No período, a agricultura concentrou R$ 29,8 bilhões dos recursos sustentáveis, enquanto a pecuária respondeu por R$ 3,6 bilhões.

Pronaf se mantém; médios e grandes recuam

No recorte por programas, o Pronaf manteve estabilidade. As contratações de linhas sustentáveis pela agricultura familiar somaram cerca de R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre da safra, mesmo patamar do ano anterior. O destaque foi o Pronaf Bioeconomia, com R$ 1,3 bilhão contratado no período.

Já entre médios e grandes produtores, houve queda nas contratações de subprogramas rotulados, especialmente no RenovAgro, indicando menor adesão a investimentos alinhados à sustentabilidade.

Correção de solo perde espaço

Outro ponto de atenção foi a queda nas contratações para correção intensiva do solo. O volume contratado no semestre foi de R$ 3,4 bilhões, retração de 38,2% frente ao mesmo período da safra anterior.

Para os pesquisadores, o movimento é um sinal relevante para a agenda de sustentabilidade, considerando o papel do solo na produtividade e na estocagem de carbono.

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Café sobe mais de 40% no país em um ano, aponta pesquisa; legumes lideram altas no Sudeste

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Foto: Pixabay.

O café em pó e em grãos ficou 40,7% mais caro no Brasil entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid. No período, o preço médio passou de R$ 53,58 para R$ 76,36, ampliando a pressão sobre o orçamento das famílias.

O aumento ocorreu mesmo com produção elevada. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira foi estimada em 56,5 milhões de sacas, crescimento de 4,3% em relação a 2024.

Ainda assim, a colheita de café arábica recuou 9,7%, impactada por baixa produtividade e por condições climáticas, o que reduziu a oferta da variedade mais consumida no mercado interno e refletiu nos preços.

Outros itens com alta em 2025

Além do café, outros produtos registraram elevação ao longo do ano. Os queijos subiram 12,4% no preço médio nacional, seguidos por margarina (12,1%), creme dental (11,7%) e cerveja (6,2%), segundo a Neogrid.

Apesar do avanço acumulado, dezembro apresentou recuo em alguns itens básicos. Leite UHT caiu 5,3%, ovos recuaram 3,6% e arroz teve redução de 2,2% no fechamento de 2025, movimento que ajudou a conter a inflação de alimentos no curto prazo.

No mesmo mês, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,33% na comparação com novembro, indicando manutenção de um ambiente inflacionário, com comportamentos distintos entre as categorias de consumo.

Altas no fechamento do ano

Em dezembro de 2025, o sabão para roupa liderou as altas no país, com variação de 2,4% na comparação mensal, passando de R$ 14,58 para R$ 14,94. Na sequência, apareceram carne bovina (2,3%), carne suína (2,2%), creme dental (1,5%) e cerveja (1,3%).

“O ano foi marcado por pressões relevantes em categorias estratégicas, como café e carnes, impulsionadas por custos elevados, oferta mais restrita e forte demanda externa, o que pressionou diretamente o orçamento do consumidor”, afirma Anna Carolina Fercher, líder de dados estratégicos da Neogrid, em comunicado.

Ela acrescenta que o próximo ano tende a apresentar oscilações mais contidas. “Para 2026, a expectativa é de uma oscilação mais moderada nos alimentos, com itens ainda sensíveis ao câmbio e à conjuntura global seguindo em alta, enquanto mercadorias básicas tendem a apresentar maior estabilidade, diminuindo o risco de uma inflação disseminada, embora fatores climáticos e macroeconômicos continuem exigindo atenção.”

Sudeste registra pressão em legumes e carnes

Na região Sudeste, os legumes fecharam dezembro com alta de 3,5%. Em seguida vieram creme dental (2,2%), sabão para roupa e carne bovina (ambos com 1,7%) e detergente líquido (1,6%).

As principais quedas ocorreram em leite UHT (-7,6%), ovos (-4,6%), arroz (-2,8%), óleo (-1,7%) e leite em pó (-1,5%).

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