Connect with us

Business

Sistema inédito promete agilizar a regularização ambiental em MT

Published

on


A regularização ambiental em Mato Grosso ganhou um novo impulso com a implantação de dois módulos inéditos integrados ao Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR). Lançada pelo governo do estado por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), a ferramenta tecnológica foi desenvolvida para reduzir o passivo de quase 25 mil cadastros pendentes em assentamentos e ampliar a eficiência da regularização em todo o estado.

Os novos módulos, chamados Assentamento e Compensação, foram lançados nesta segunda-feira (17) e prometem dar celeridade a processos que, em alguns casos, poderiam levar anos para serem concluídos, garantindo mais segurança jurídica para produtores rurais.

Desafios e as soluções tecnológicas

O Módulo Assentamento permite organizar e destravar processos antigos, validando de forma conjunta e em poucas horas todos os lotes de uma área coletiva. Já o Módulo Compensação tem como objetivo viabilizar ajustes de reserva legal, oferecendo soluções para propriedades com passivos anteriores a 2008.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Segundo a secretária de estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a solução para os assentamentos é integrada e eficiente.

“O assentamento vai ser analisado como um todo e a partir do lançamento das informações ambientais o sistema é capaz de emitir em poucas horas todos os cadastros de um assentamento e permite com rapidez que o ele como todo seja regularizado”, explicou no lançamento.

Atualmente, Mato Grosso acumula 262 mil análises ambientais concluídas. Destes, de acordo com a Sema-MT, mais de 147 mil cadastros já passaram por algum tipo de verificação. São 34 mil CAR validados, 23 mil analisados com pendências e outros 45 mil ainda sem análise.

Entretanto, a pasta do governo do estado ressalta que o maior gargalo está justamente nos assentamentos: quase 25 mil cadastros ainda aguardam a primeira verificação técnica.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, destacou a importância das inovações para o setor. “Dois passos importantes. Dois sistemas que vão permitir um avanço na área ambiental no estado, que vai ter uma dinâmica mais simplificada para trazer mais segurança jurídica e, consequentemente, mais investimento em todas as áreas do agro do nosso estado”.

Mato Grosso avança na frente

O estado já conta com mais de 600 produtores rurais que assinaram o termo de compromisso e agora poderão concluir o processo de regularização com a nova tecnologia. Com a solução, Mato Grosso se torna pioneiro.

“Isso acaba fechando todas as lacunas que existiam no código florestal no que diz respeito a aplicabilidade prática dele. Mato Grosso é o primeiro estado da federação a ter a solução completa, ou seja, tanto a possibilidade de regularizar dentro de unidades de conservação como em áreas privadas”, pontuou a secretária Mauren Lazzaretti.

simcar foto israel baumann canal rural mato grosso 1
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O governador Mauro Mendes reforçou o empenho do estado. “Mato Grosso é hoje o estado que tem o maior número de validação. Nós estamos na frente da maioria dos estados e aqui nós temos dificuldades adicionais. Nós temos três biomas, o que torna mais complexo a aplicação daquilo que estabelece a nossa lei, a nossa realidade, mas independente disso nós temos feito muitos esforços e investimentos ao longo dos últimos anos e já estamos avançando”, disse.

Assentamento pioneiro

O primeiro teste da tecnologia aconteceu no Assentamento Pai Herói, em Tabaporã, no médio-norte do estado. Em uma área de quase 94 hectares, as 46 famílias assentadas tiveram o CAR revisado, analisado e validado de forma mais rápida.

“Esse assentamento já foi piloto de regularização fundiária e agora ele tem a regularização ambiental. Esse é o modelo que nós queremos para produção nos assentamentos de pequenos produtores em Mato Grosso, com isso eles vão ter acesso a crédito e ter condições de receber outros benefícios para a produção sustentável que realizam no assentamento”, frisou Mauren Lazzaretti.

Produtores rurais que esperavam há anos agora celebram a conquista. Para Denício Cavalari da Silva, a regularização traz um novo horizonte para o campo. “É um alívio, porque hoje a área é regularizada com esse documento. Então para nós é uma conquista muito grande”, comemora o produtor que já está com um projeto para iniciar a produção de legumes.

Sérgio Aparecido dos Santos, que esperava há oito anos, vê a oportunidade de crescer. “Já investi em várias coisas, então estou devendo ainda, agora com esse documento aqui, garanto que vai melhorar muito”, projetou.

Alexandre Régio Leite, secretário de Meio Ambiente de Tabaporã, acredita que o CAR em mãos dos produtores abre portas para novos investimentos e melhoria da qualidade de vida dos assentados.

“Com o CAR em mãos desses assentados podemos de uma certa forma solicitar mais investimentos tanto do governo quanto de empresas privadas [instituições financeiras] e de uma certa forma transformar a atividade deles e a qualidade de vida deles. Tem mais de mil assentados lá, então o próximo passo é regularizar o CAR desses outros também”, afirmou.

simcar foto israel baumann canal rural mato grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Próximos passos e a compensação

Com 68 municípios já operando o CAR Digital e mais de 25 mil cadastros processados, Mato Grosso espera destravar milhares de processos.

A secretária de Meio Ambiente projeta as próximas etapas: “Nós faremos a partir de agora, com a publicação do decreto, um chamamento a esses produtores rurais para que eles possam acessar o sistema, lançar as informações e habilitar as áreas para que elas possam ser oferecidas para que o processo de compensação possa acontecer dentro do sistema agora”.

Para Lazzaretti, a estratégia de compensação é fundamental para coibir o desmatamento. “Esse modelo que estamos implementando em Mato Grosso, em que alguém que está produzindo pode financiar por um período a manutenção de outra área compensando, hoje ao meu ver é a estratégia mais consistente para o desmatamento evitado”, concluiu.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Continue Reading

Business

Caruru-gigante: SP publica regras para trânsito de máquinas; confira

Published

on


Foto: Gilberto Marques.

Em continuação aos trabalhos de prevenção, controle e erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante, a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo publicou nessa semana uma portaria que estabelece regras para o trânsito de máquinas, implementos agrícolas e veículos transportadores.

Segundo a norma, a limpeza técnica passa a ser obrigatória após o uso em campo e antes de qualquer deslocamento entre propriedades, municípios ou estados. Ela envolve, também, a remoção de solo, restos vegetais e sementes que possam estar aderidos aos equipamentos.

O responsável pela limpeza será o proprietário, arrendatário ou responsável legal pelo equipamento. Caso não seja possível identificar o responsável, a obrigação passa ao condutor do veículo transportador.

Fiscalização será ampliada

A Defesa Agropecuária informou que as ações de fiscalização serão direcionadas principalmente a áreas de produção de soja, milho e algodão. Em caso de irregularidades, poderão ser aplicadas autuações, além da determinação de retorno do equipamento à origem.

“A partir de agora daremos início aos trabalhos de operação das ações de fiscalização com o intuito de prevenir que novos focos surjam no Estado de São Paulo. Também estão previstas reuniões técnicas com o setor produtivo, com o objetivo de apresentar e discutir a Portaria”, afirmou Marileia Ferreira, chefe do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes, em comunicado.

Regras também valem para transporte de grãos

A norma também estabelece medidas para o transporte de grãos e produtos agrícolas a granel provenientes de áreas com ocorrência da praga. Entre elas estão a limpeza externa dos veículos e a cobertura adequada da carga.

As medidas entram em vigor 15 dias após a publicação da portaria.

Praga considerada quarentenária

O Amaranthus palmeri é classificado como praga quarentenária e possui capacidade de competição com culturas agrícolas. Segundo a Defesa Agropecuária, o plano estadual inclui ações para reduzir a disseminação por meio do trânsito de máquinas, movimentação de solo e transporte de cargas.

O post Caruru-gigante: SP publica regras para trânsito de máquinas; confira apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

O plano que pode mudar o café no Espírito Santo já está em campo

Published

on


Foto: Incaper

O Espírito Santo vem ampliando os esforços para consolidar uma cafeicultura mais produtiva, sustentável e competitiva por meio do Projeto de Cafeicultura Sustentável. A iniciativa reúne produtividade, qualidade e responsabilidade socioambiental em uma proposta que busca fortalecer o campo, ampliar a presença dos cafés especiais e estimular práticas mais eficientes nas propriedades rurais.

Coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), o projeto foi estruturado para posicionar a cafeicultura capixaba em um patamar cada vez mais elevado de sustentabilidade, inovação tecnológica e agregação de valor.

A proposta oferece assistência técnica e extensão rural a produtores de café arábica e conilon, com atendimento voltado à realidade de cada propriedade. A partir do ingresso no programa, as áreas passam por um diagnóstico técnico baseado em indicadores de sustentabilidade alinhados a protocolos internacionais, o que permite identificar desafios, oportunidades e caminhos para aperfeiçoar o sistema produtivo.

Plano de ação individual para produtores de café

Com base nessa avaliação, é elaborado um plano de ação individualizado, com orientações que envolvem os aspectos ambiental, econômico e social da atividade.

A intenção é promover avanços no manejo da lavoura, elevar os níveis de adequação das propriedades e qualificar etapas decisivas da produção, como a colheita e o pós-colheita.

Outro eixo importante do projeto está na transferência de tecnologias para o campo. Entre as ações desenvolvidas estão unidades demonstrativas voltadas a manejo de irrigação, microterraceamento, jardins clonais, secagem de grãos e processamento de cafés especiais.

A iniciativa também estimula a capacitação contínua dos produtores por meio de dias de campo, cursos, excursões técnicas e eventos voltados à troca de experiências e à disseminação de boas práticas.

Ao unir diagnóstico técnico, acompanhamento em campo e difusão de tecnologias, o projeto reforça o papel estratégico da cafeicultura para a economia rural capixaba.

Presente em grande parte dos municípios do estado, a atividade segue como uma das bases da geração de renda, emprego e desenvolvimento no interior, agora com um olhar ainda mais atento à sustentabilidade e à competitividade.

O post O plano que pode mudar o café no Espírito Santo já está em campo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Pesquisa transforma ‘água de batata’ em farinha para produção de alimentos

Published

on


farinha de batata

O que a água utilizada no processamento da batata tem a ver com a poluição de rios? A resposta está no amido liberado pelo tubérculo ao entrar em contato com o líquido durante as etapas industriais, segundo informações do Jornal da Unicamp.

Sendo um dos alimentos mais consumidos no mundo, a batata possui uma produção em larga escala que exige volumes massivos de água, gerando um resíduo que pode causar danos ao meio ambiente.

De acordo com Eric Keven Silva, professor e pesquisador da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, o descarte inadequado desse efluente compromete a qualidade dos corpos d’água e dos lençóis freáticos

“Esse material possui uma alta carga orgânica. Quando descartado sem tratamento, ele contribui para a redução do oxigênio na água, causando o desequilíbrio de ecossistemas aquáticos”, explica o docente.

Alternativa sustentável

Nesse sentido, para enfrentar o problema, pesquisadores da FEA desenvolveram um processo capaz de recuperar o amido presente na chamada “água de batata”, transformando o resíduo em uma farinha rica em fibras.

“O ingrediente pode ser utilizado na produção de pães e bolos ou como espessante natural para molhos, ampliando as possibilidades de uso na indústria”, destaca Gabriela Milanezzi, doutoranda da FEA e responsável pelo estudo.

A proposta central da pesquisa é permitir que as próprias indústrias incorporem o reaproveitamento do resíduo em suas linhas de produção.

A iniciativa não apenas reduz o desperdício de recursos, mas também agrega valor comercial a um material que, anteriormente, a indústria descartaria apenas como efluente.

O post Pesquisa transforma ‘água de batata’ em farinha para produção de alimentos apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Agro MT