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Fiagro para atrair capital estrangeiro será apresentado no Oriente Médio em janeiro

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Aumentar o uso do dólar no crédito rural brasileiro foi um dos enfoques do Diário da COP30, apresentado pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues no estúdio do Canal Rural em Belém, capital paraense, nesta terça-feira (18).

O assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) Carlos Augustin focou no Projeto de Cooperação Técnica Internacional entre a Embrapa e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), que anunciou nesta terça a disponibilização de US$ 1 bilhão para financiar projetos de recuperação de pastagens degradadas no Cerrado brasileiro.

Segundo o assessor, para manter recursos pelos próximos dez anos, o Mapa já consolida a ideia de inserir capital estrangeiro como sócio minoritário da compra de terra a ser recuperada de degradação no Brasil.

“A gente tem pedido dinheiro emprestado para os árabes, mas eles não gostam de emprestar dinheiro, gostam de ser sócio. […] Mas como vai ser sócio de um agricultor? Quebramos a cabeça, chamamos o Banco do Brasil e inventamos uma ideia que é a seguinte: a gente cria um Fiagro [Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais] que vai ser dono da terra e qualquer capital estrangeiro pode participar”, detalha.

Desta forma, conforme Augustin, o capital estrangeiro, por meio do Fiagro, seria dono de 48% ou 49% da terra a ser recuperada, mas não do empreendimento. “O empreendimento continua do agricultor, mas com este dinheiro ou os dois juntos, depois vão comprar mais terras, terras baratas, aonde vai produzir e vai melhorar o preço dessa terra [recuperando-a].”

Agustin conta que uma equipe do Mapa irá, em janeiro, ao Oriente Médio para apresentar essa proposta, atendendo a um pedido de investidores árabes.

Popularizar o dólar

O assessor especial do Mapa também destacou no bate-papo que a pasta tem a convicção de que é necessário popularizar o dólar no agronegócio brasileiro, algo que já é feito de forma exitosa na compra de máquinas agrícolas.

“O BNDES hoje tem qualquer linha de crédito em dólar, [seja] custeio, investimento. Pessoa física também [pode solicitar]. Se você quiser fazer um custeio em dólar, quiser fazer um carregamento de estoque em dólar, um armazém, uma recuperação de pastagem, [tudo] em torno de 8,5% [de juros], o que não é muito”, conta.

Segundo Augustin, se a cotação do dólar subir é ainda melhor para o produtor, visto que o preço da soja, do algodão e de outras commodities também se eleva. “Porém, se caiu o dólar, aí é problema. Se você tem contrato em real e o dólar caiu, o teu produto cai, você vai ter que pagar em real”, pondera.

Somando-se às preocupações, o assessor especial do Mapa acredita que a safra 2025/26 não terá uma colheita satisfatória, haja visto o atraso no plantio no Centro-Oeste, em especial em Mato Grosso.

“Nós vamos ter uma safrinha de milho menor e quando se atrasa a janela da soja, todos nós sabemos que a produtividade baixa. Isso com juros de 20% [15% da Selic + juros dos bancos], preço ruim e colheta fraca, problemas pela frente”, enumera Augustin.

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Às vésperas da visita de Trump, China aumenta compras de soja dos EUA

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Foto: Xinhua/Huang Jingwen

Pequim autorizou que importadores chineses comprem soja dos Estados Unidos, mesmo diante de custos significativamente mais altos em relação ao produto brasileiro, atualmente mais abundante e competitivo no mercado internacional.

A decisão ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que a China avalia adquirir até 20 milhões de toneladas de soja dos EUA na atual temporada. Analistas avaliam que, apesar da pouca lógica comercial, as compras podem ocorrer por meio de empresas estatais como um gesto político.

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Segundo fontes do mercado, a medida pode anteceder a visita de Trump à China, prevista para abril, e teria como objetivo facilitar negociações mais amplas com Washington, mesmo que isso implique custos adicionais para o país asiático.

Nos últimos dias, os preços da soja norte-americana subiram e ampliaram o diferencial em relação à soja brasileira, que vive o pico das exportações com a colheita em andamento. Atualmente, o produto dos Estados Unidos chega a custar cerca de US$ 50 por tonelada a mais no mercado FOB.

Com esse diferencial, uma compra adicional de 8 milhões de toneladas pode elevar os custos em até US$ 400 milhões em comparação à aquisição do produto brasileiro, reforçando a vantagem competitiva do Brasil neste momento do mercado global de soja.

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Pioneiro no setor de sementes, empresário Odílio Balbinotti morre aos 84 anos

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Foto: Divulgação

Faleceu nesta quarta-feira (4) em Rondonópolis o empresário Odílio Balbinotti aos 84 anos. Agricultor, ex-deputado federal, ele era fundador da Sementes Adriana, hoje Atto Sementes, com sede no município.

O velório teve início na manhã desta quinta-feira (5), às 6h, e o sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério da Vila Aurora.

Odílio Balbinotti era pai do empresário Odílio Balbinotti Filho e lutava contra o Alzheimer.

Odílio Balbinotti era referência no agro brasileiro na produção de sementes de soja, tendo iniciado sua trajetória em 1980 em Alto Garças com propósito de produzir sementes no cerrado mato-grossense. Sua visão empresarial consolidou a Atto Sementes, como a maior referência no mercado de sementes do Brasil.

Além do agronegócio, teve expressiva atuação na política, tendo sido vereador e prefeito no município de Barbosa Ferraz, no Paraná, entre as décadas de 1970 e 1990, e deputado federal pelo mesmo estado, exercendo mandato entre os anos de 1995 e 2015.

Em comunicado oficial nas redes sociais, a Atto Sementes afirma que Odílio Balbinotti “deixa um legado de trabalho, coragem, visão e valores que seguirão vivos em cada pessoa que teve o privilégio de caminhar ao seu lado” e externa “gratidão, respeito e homenagem a quem plantou a semente da nossa história”.

Em nota, a Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT) “lamenta profundamente” a perda do agricultor e empresário. “A diretoria da APROSMAT expressa solidariedade e os mais sinceros pêsames à família e amigos. Ainda ressalta os relevantes serviços prestados por Odílio Balbinotti para o agronegócio brasileiro, inclusive para o setor sementeiro nacional”.

O prefeito Cláudio Ferreira decretou luto oficial por três dias no município de Rondonópolis. O luto oficial em Rondonópolis vale para os dias 05, 06 e 07 de fevereiro de 2026, sendo reconhecido pelo decreto municipal 13.221, de 04 de fevereiro. “O prefeito externa seu profundo pesar pelo falecimento do empresário e político, manifestando os sentimentos de solidariedade, força e resignação aos amigos e familiares”.


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Projeto incentiva destinação correta de resíduos orgânicos e troca material por mudas de flores

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Foto: Pixabay

Um projeto desenvolvido em Chapecó, no oeste de Santa Catarina, une sustentabilidade, educação ambiental e participação comunitária para incentivar a destinação correta de resíduos orgânicos.

O “Harmoniza Chapecó – Laboratório de Compostagem” estimula moradores a separarem restos de alimentos e, em troca, oferece mudas de flores produzidas pelo Horto Municipal.

A iniciativa recebe, de forma voluntária, resíduos como frutas, legumes, erva-mate e pó de café, que passam por um processo de compostagem e são transformados em adubo. O material retorna à cidade na manutenção de praças, jardins e espaços públicos, fortalecendo o cuidado ambiental urbano.

Além do impacto ambiental, o Harmoniza Chapecó também tem um forte viés educativo e social. O laboratório recebe visitantes, estudantes, idosos e grupos comunitários para ações de sensibilização sobre a importância do descarte correto dos resíduos orgânicos.

“O projeto Harmoniza Chapecó, ele tem um impacto social, ambiental e econômico. A parte social por conta da educação ambiental, porque o projeto tem todo um processo de laboratório da compostagem, onde nós recebemos visitantes”, afirma a gerente de resíduos, Graciela Heckler.

Atualmente, cerca de 650 a 700 quilos de resíduos orgânicos são processados por mês no laboratório. O projeto integra o programa Chapecó, Cidade Limpa, Cidade Sustentável, e contribui para a redução do volume de lixo destinado ao aterro sanitário, ajudando a prolongar a vida útil do espaço e a diminuir a emissão de gases de efeito estufa.

No momento da entrega do material, os resíduos são pesados e registrados. A cada 50 quilos de resíduos orgânicos leves, o participante tem direito a levar 15 mudas de flores da estação, incentivando a continuidade da prática sustentável.

Criado há cinco anos, o projeto completa uma década em 2026 e reforça que pequenas atitudes no dia a dia podem gerar impactos ambientais positivos, quando aliadas à conscientização e ao engajamento da comunidade.

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