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boletim climático traz novas previsões para o tempo

O boletim climático divulgado pela NOAA divulgado nesta semana aponta a continuidade do fenômeno La Niña até o final do ano, porém em fraca intensidade. Esse cenário tende a favorecer o aumento das chuvas principalmente em áreas produtoras de soja do Sudeste, Centro-Oeste e Matopiba, com destaque para a segunda quinzena de novembro, período crucial para o plantio da soja.
Sem risco de geada tardia no Sul
Para o Sul do Brasil, não há indicativos de geadas tardias. A previsão, no entanto, mostra que as temperaturas devem ficar um pouco mais baixas em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, além de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Ao contrário de outros anos marcados pela La Niña, não há projeção de seca ou estiagem severa no Sul durante o próximo ciclo. As tendências apontam para uma condição de neutralidade climática entre o fim do verão e o início do outono. Já para a safra 2026/27, o boletim indica possibilidade de retorno do El Niño.
Chuva ganha força nos próximos dias
Nos próximos 5 dias, a chuva deve se concentrar no sul de Mato Grosso do Sul e sul de Minas Gerais. A partir de domingo, uma nova frente fria avança pelo país, provocando temporais no Sul, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, com risco de rajadas de vento forte e queda de granizo.
O sistema também deve impulsionar volumes expressivos de precipitação, podendo chegar a 100 mm, sobre Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e áreas do Matopiba.
Corredor de umidade e possível ZCAS
Entre os dias 25 e 29 de novembro, os modelos indicam a formação de um corredor de umidade, mantendo acumulados entre 80 e 90 mm em áreas centrais e sudeste do país. Há também sinais da formação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), fenômeno associado a períodos prolongados de chuva.
Para o produtor rural, a presença da ZCAS costuma ser favorável, mantendo os solos bem abastecidos tanto no Centro-Oeste quanto no Sudeste.
Agro Mato Grosso
Santuário de MT se prepara para receber elefanta ‘Baby’ 2 anos após fechamento de zoológico no Beto Carrero

A elefanta se torna a segunda moradora mais jovem do Santuário, ficando atrás apenas de Guillermina, que possui 25 anos.
Baby, uma elefanta asiática de 34 anos que viveu por décadas em cativeiro, está a caminho da Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, para se tornar a mais nova moradora do Santuário de Elefantes Brasil (SEB). A transferência começou nesta semana, após a adaptação do animal à caixa de transporte usada na viagem de mais de 1.900 quilômetros entre Santa Catarina e o Santuário.
Segundo o Santuário, a equipe responsável pelo transporte já está na estrada e acompanha a elefanta em tempo integral. O trajeto será feito em ritmo definido pelo próprio animal, com paradas regulares para alimentação, hidratação, descanso e limpeza da caixa.
Ao chegar em Mato Grosso, Baby ficará temporariamente sozinha em uma área reservada da nova casa. A medida foi adotada por precaução e também para a realização de exames solicitados pela Justiça. Durante esse período, ela poderá explorar livremente o espaço, caminhar por longas distâncias e iniciar um contato gradual com as demais elefantas por meio de sons e cheiros.
De acordo com o SEB, será a primeira vez em décadas que Baby terá acesso a uma área ampla, projetada para reproduzir condições mais próximas do habitat natural da espécie. A expectativa é que a nova moradora passe por um processo gradual de adaptação antes de ser integrada ao restante do grupo.
Conheça a Elefante Baby

Nascida em 1992, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, Baby passou parte da vida em um circo antes de ser levada para o parque Beto Carrero World. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Nascida em 1992, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, Baby passou parte da vida em um circo antes de ser levada para o parque Beto Carrero World, em Santa Catarina, onde se tornou uma das atrações. Agora, ela inicia uma nova fase em um ambiente voltado à recuperação e ao bem-estar de elefantes resgatados.
A equipe do santuário afirma que ainda está conhecendo melhor o comportamento de Baby, mas relata que a elefanta demonstrou adaptação rápida ao processo de transferência. Apesar disso, ela chamou atenção por ser curiosa, vocalizar com frequência e buscar interação com os tratadores.
Os cuidadores observam ainda que Baby aparenta ter bastante energia e uma postura corporal diferente da observada em outros elefantes.
Segundo o santuário, características como manter a cabeça elevada podem estar relacionadas a hábitos adquiridos ao longo dos anos, desconfortos físicos ou até sinais de estresse, aspectos que deverão ser avaliados após a adaptação ao novo ambiente.
A elefanta se torna a segunda moradora mais jovem do Santuário, ficando atrás apenas de Guillermina, que possui 25 anos.
🐘 Conheça as outras elefantas do Santuário

Depois de 6 dias na estrada, elefanta Kenya chegou ao santuário em Chapada
Atualmente moram no Santuário as elefantas Maia, Rana, Mara, Bambo e Guillermina. Conheça um pouco sobre cada uma:
- Maia

Maia, uma elefanta asiática de cerca de 50 anos, foi a primeira moradora do Santuário. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Maia, uma elefanta asiática de cerca de 50 anos, foi a primeira moradora do Santuário. Antes de chegar, em outubro de 2016, ela passou aproximadamente 30 anos em circos. Após ser retirada dessa situação, permaneceu por cinco anos acorrentada em uma fazenda, sem um local adequado para viver.
Conhecida pela personalidade dócil e pela energia intensa, Maia se tornou um dos símbolos do santuário. Segundo os cuidadores, ela superou os medos trazidos pelo passado em cativeiro e passou a demonstrar comportamentos mais naturais à medida que ganhou espaço para explorar.
Apaixonada por comida, especialmente mangas, a elefanta também é descrita como cooperativa e carinhosa, características que ajudaram em seu processo de adaptação e recuperação.
- Rana

Rana, uma elefanta asiática de cerca de 65 anos, chegou ao Santuário em dezembro de 2018. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Rana, uma elefanta asiática de cerca de 65 anos, chegou ao Santuário em dezembro de 2018. Antes do resgate, ela viveu cerca de 40 anos em circos e passou os últimos anos em um zoológico no litoral brasileiro. Conhecida por sua capacidade de se adaptar aos outros elefantes, Rana é considerada pelos cuidadores uma espécie de “comitê de boas-vindas” do santuário.
Segundo a equipe do SEB, a elefanta passou por uma grande transformação após a chegada ao local. Inicialmente reservada e distante, ela se tornou uma das moradoras mais comunicativas do santuário, famosa pelas vocalizações que faz ao longo do dia. Rana também demonstrou evolução no convívio social com as demais elefantas e passou a explorar comportamentos naturais, como nadar, tomar banhos de lama e aproveitar os espaços abertos.
De acordo com os cuidadores, ela transmite sinais constantes de bem-estar e continua avançando em seu processo de recuperação após décadas em cativeiro.
- Mara

Mara, uma elefanta asiática de cerca de 58 anos, chegou ao Santuário em maio de 2020. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Após uma vida marcada pelo confinamento, Mara chegou ao santuário com alguns problemas de saúde, incluindo lesões nas patas e no tornozelo dianteiro direito. Apesar de ter sido considerada agressiva em parte da vida, os cuidadores descrevem a elefanta como dócil, comunicativa e bastante afetuosa.
Conhecida pelas vocalizações frequentes, ela desenvolveu uma forte ligação com a elefanta Rana logo após chegar ao SEB. Segundo a equipe, Mara segue em processo de recuperação física e emocional, ganhando mais confiança e aproveitando a liberdade e os espaços amplos oferecidos pelo santuário.
- Bambi

Bambi, uma elefanta asiática de cerca de 60 anos, chegou ao Santuário em setembro de 2020. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Bambi, uma elefanta asiática de cerca de 60 anos, chegou ao Santuário em setembro de 2020. Antes do resgate, ela passou mais de 40 anos em circos e, após ser apreendida, viveu por cerca de uma década em zoológicos no interior de São Paulo. Quando foi transferida para Mato Grosso, apresentava baixo peso, pouca massa muscular e perda da visão de um dos olhos.
Apesar das condições de saúde encontradas no momento do resgate, Bambi surpreendeu os cuidadores ao demonstrar uma personalidade ativa e curiosa. Descrita como brincalhona e facilmente empolgada, ela passou a explorar os espaços do santuário com entusiasmo e a apresentar comportamentos mais naturais. Segundo a equipe do SEB, a elefanta ganhou autonomia, cuidados individualizados e melhores condições de bem-estar, fatores que contribuíram para sua recuperação física e emocional após décadas de cativeiro.
- Guillermina

Guillermina, uma elefanta asiática de 25 anos, nasceu no Ecoparque de Mendoza, na Argentina, e passou toda a vida em cativeiro — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil
Guillermina, uma elefanta asiática de 25 anos, nasceu no Ecoparque de Mendoza, na Argentina, e passou toda a vida em cativeiro antes de ser transferida para o Santuário. Filha das elefantas Pocha e Tamy, ela cresceu em um recinto com espaço extremamente limitado, onde tinha poucas oportunidades para explorar comportamentos naturais da espécie.
Descrita pelos cuidadores como curiosa, brincalhona e dona de uma personalidade marcante, Guillermina chegou ao santuário ainda muito dependente da mãe e insegura diante das novidades. Com a adaptação ao novo ambiente, passou a descobrir gradualmente elementos que nunca havia experimentado, como áreas amplas, vegetação, lama e o convívio com outros elefantes.
Segundo a equipe do SEB, a jovem elefanta segue desenvolvendo autonomia e habilidades sociais, enquanto explora o espaço e constrói novas relações após uma vida inteira em confinamento.
Conheça o Santuário
Para conhecer o Santuário não é preciso ir lá, até porque os elefantes vivem soltos e se escondem na mata, e a intenção é justamente que eles não sejam uma atração como foram durante a vida toda nos cativeiros onde viveram.
No entanto, nas redes sociais e no portal é possível acompanhar os relatos do dia a dia destes animais, assim como assistir aos vídeos que os tratadores conseguem fazer durante o atendimento a elas.
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Seciteci abre inscrições para cursos gratuitos em Cuiabá e Leverger; seleção é por ordem de chegada

Ao todo, 48 vagas são ofertadas pelo Pronatec para Agente Cultural e Agricultor Orgânico. Aulas começam em agosto e exigem apenas Ensino Fundamental incompleto
A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), por meio da Escola Técnica Estadual de Educação Profissional e Tecnológica de Cuiabá, abriu inscrições para dois cursos gratuitos de qualificação profissional ofertados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Ao todo, são disponibilizadas 48 vagas para moradores de Cuiabá e Santo Antônio de Leverger.
A Seciteci atua como uma das instituições ofertantes do cursos desenvolvidos pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), realizado pelo Governo Federal.
As oportunidades são para os cursos de Agente Cultural, com aulas no período noturno em Cuiabá; e Agricultor Orgânico, ofertado no período vespertino em Santo Antônio de Leverger. Cada curso conta com carga horária de 160 horas e 24 vagas disponíveis.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas entre os dias 18 e 26 de junho, por meio de formulário eletrônico. O resultado final da classificação está previsto para o dia 29 de junho.
As aulas dos dois cursos terão início em 3 de agosto de 2026. O curso de Agente Cultural será realizado na Escola Técnica Estadual de Cuiabá, enquanto o curso de Agricultor Orgânico ocorrerá na Escola Estadual Hermes Rodrigues de Alcântara, em Santo Antônio de Leverger.
Para participar do processo seletivo, os candidatos devem ter no mínimo, 16 anos de idade e Ensino Fundamental I completo (do 1º ao 5º ano). A seleção será realizada por ordem de inscrição, respeitando o número de vagas ofertadas para cada curso. Os primeiros inscritos que atenderem aos requisitos estabelecidos no edital serão considerados aprovados, enquanto os demais formarão cadastro de reserva.
Os interessados devem preencher o formulário de inscrição correspondente ao curso desejado e encaminhar a documentação exigida no edital, incluindo comprovante de escolaridade, documentos pessoais e comprovante de residência.
Informações adicionais podem ser obtidas diretamente com a ETEC Cuiabá pelo telefone (65) 9971-1176.
Acesse o edital aqui (clique)
Acesse o formulário de inscrição para Agente Cultural aqui (clique).
Acesse o formulário de inscrição para Agricultor Orgânico aqui (clique).
Com Asse
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VG decreta calamidade por 180 dias após fogo destruir anexo da Educação; prefeita entrega imagens ao TCE

Chamas consumiram materiais, livros e veículos na noite de ontem (17). Vigilante relatou ter ouvido um estrondo seguido de clarão antes do incêndio
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), informou ao presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, que disponibilizou todas as imagens das câmeras de segurança do local e das áreas próximas monitoradas pelo município para auxiliar nas investigações sobre o incêndio que atingiu o Anexo I da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) e o almoxarifado da pasta.
“É importante destacar que temos monitoramento por câmeras em alguns pontos, no barracão e também por meio da Guarda Municipal. Todas essas imagens já foram disponibilizadas. Restam apenas as câmeras internas, que fazem parte do programa Vigia Mais. Estamos colaborando de todas as formas possíveis”, afirmou a prefeita.
Durante visita ao local, o conselheiro Sérgio Ricardo manifestou solidariedade ao município diante dos prejuízos causados pelo incêndio.
“Infelizmente, o município sofreu muitas perdas. Houve prejuízo ao patrimônio público, com a destruição de materiais, livros e até veículos. Venho trazer a solidariedade e o apoio do Tribunal de Contas de Mato Grosso”, declarou.
O incêndio
O incêndio atingiu o Anexo I da Secretaria Municipal de Educação na noite de quarta-feira (17). As causas ainda são investigadas pelas autoridades competentes.
Segundo o boletim de ocorrência, o vigilante de plantão relatou ter ouvido um estrondo e, em seguida, visto um clarão no interior do depósito. No entanto, ele não conseguiu identificar a origem das chamas.
A ocorrência foi comunicada ao Poder Executivo Municipal pelo secretário de Defesa Social, Lourinei Silva, que acionou o Corpo de Bombeiros Militar e a Guarda Municipal. Durante o atendimento, agentes da Guarda realizaram o isolamento da área para garantir a segurança de moradores, profissionais da imprensa e autoridades que acompanharam os trabalhos.
Estado de calamidade
Em razão dos danos provocados pelo incêndio, a Prefeitura de Várzea Grande decretou estado de calamidade administrativa na Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer pelo prazo de 180 dias. A medida foi oficializada por meio do Decreto Municipal nº 49/2026, publicado nesta quinta-feira (18).
De acordo com o documento, a declaração tem como objetivo permitir a adoção de medidas excepcionais para assegurar a continuidade dos serviços públicos educacionais, culturais, esportivos e administrativos afetados pelo sinistro.
O decreto, porém, mantém a obrigatoriedade da abertura de procedimentos administrativos para apurar as causas do incêndio e dimensionar os prejuízos causados ao patrimônio público.
Com Prefeitura de Várzea Grande
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