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25 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Novas soluções contra nematoides formam escudo biológico nas raízes – MAIS SOJA

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Quase invisíveis, mas extremamente destrutivos, os nematoides se tornaram uma das maiores ameaças à agricultura brasileira. Esses microrganismos, que atacam as raízes das plantas, comprometem o crescimento das lavouras e podem reduzir a produtividade em até 15%, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). No Brasil, a Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN) estima que as perdas anuais causadas pelos vermes de solo alcancem cerca de R$ 35 bilhões, e que afetam principalmente culturas como soja, milho e algodão.

Paralelo a isso, o aumento da incidência dos nematoides está relacionado ao uso intensivo do solo e à repetição de culturas, fatores que favorecem o desenvolvimento desses parasitas. Como resposta, cresce o interesse por soluções biológicas, que aliam eficiência agronômica e menor impacto ambiental. O mercado global de nematicidas biológicos, de acordo com levantamento da consultoria Markets and Markets, movimentou cerca de US$ 1,8 bilhão em 2024 e deve ultrapassar os US$ 2,5 bilhões até 2030, com taxa de crescimento anual superior a 8%.

Seguindo essa tendência, a Superbac, empresa referência brasileira em biotecnologia com mais de 25 anos de atuação, acaba de lançar uma linha biotecnológica para o controle sustentável dos nematoides. Batizada de Supershield®, ela é composta por dois produtos e foi desenvolvida a partir de microrganismos do gênero Bacillus, atuando como um verdadeiro “escudo biológico” em torno das raízes das plantas. “As bactérias produzem enzimas que atacam direta e indiretamente o nematoide e o ovo”, explica Fernando Ferraz Barros, engenheiro agrônomo e Superintendente de Novos Negócios da Superbac, responsável pelo Brasil.

Além disso, o especialista conta que os dois lançamentos estimulam a produção de hormônios melhorando o desenvolvimento e o vigor geral da lavoura. “Podemos destacar também que a linha é composta por diferentes espécies do Bacillus spp., promovendo um controle mais eficaz dos fitonematoides na lavoura, e de quebra, maximizando o aproveitamento das melhores capacidades de cada uma”, pontua.

A primeira solução leva o mesmo nome da linha, Supershield, e proporciona além dos benefícios já citados, proteção robusta para áreas de alta pressão de nematoides, garantindo arranque seguro para todas as culturas. “Ele possui  estabilidade de até 24 meses”, detalha Barros. Já o Supershield Pro, garante uma proteção versátil e flexibilidade de aplicação tanto no tratamento de sementes quanto no sulco de plantio.

As duas soluções se adaptam ao manejo de referência do produtor, sem interferir com o desempenho de inoculantes. Por serem biológicos, garantem alta segurança no manuseio, sem problemas de geração de resíduos. “Estas são ferramentas importantes no conjunto de ações para o controle de nematoides. Sem dúvida, a empresa se preocupa com a sustentabilidade econômica e agronômica do produtor brasileiro”, finaliza o especialista.

Sobre a Superbac

Fundada em 1995, a Superbac é pioneira no mercado brasileiro de soluções em biotecnologia e detentora da mais moderna biofábrica da América Latina, onde atuam mais de 45 pesquisadores. Líder em bioinovação e referência na substituição de processos produtivos, ela é provedora de soluções sustentáveis e economicamente viáveis, formulando blends específicos de microrganismos e potencializando seus efeitos para solucionar demandas nos mais diferentes segmentos, como agricultura, saneamento, óleo & gás, bens de consumo, farmacêutico, cosméticos e alimentação humana e animal.

Fonte: Assessoria de Imprensa Superbac



 

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Sustentabilidade

Bioestimulantes auxiliam no estabelecimento da soja? – MAIS SOJA

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O número de plantas por área constitui um dos principais componentes da produtividade da soja. Nesse contexto, o estabelecimento adequado da lavoura, caracterizado por uma população de plantas compatível com o ambiente e distribuída de forma uniforme, é fundamental para o alcance de elevadas produtividades. Para isso, atributos fisiológicos das sementes, especialmente germinação e vigor, desempenham papel central, uma vez que determinam, em grande parte, a capacidade de estabe0lecimento do estande e a uniformidade inicial da cultura.

Considerando a importância desses atributos, a utilização de sementes com elevados índices de germinação e vigor representa uma das estratégias mais seguras para garantir o adequado estabelecimento da soja. Entretanto, em algumas situações, sementes salvas ou submetidas a períodos prolongados de armazenamento podem apresentar redução da qualidade fisiológica, comprometendo a germinação, a emergência e, consequentemente, a obtenção da população de plantas desejada no campo.

Além da qualidade das sementes, condições climáticas e ambientais adversas exercem forte influência sobre os processos de germinação e emergência das plântulas. Temperaturas inadequadas, excesso ou déficit hídrico, compactação do solo e outras condições desfavoráveis podem reduzir a velocidade e a uniformidade da emergência, resultando em estandes desuniformes e maior dificuldade para alcançar o potencial produtivo da lavoura.

Nesse contexto, o uso de bioinsumos com propriedades bioestimulantes tem ganhado espaço como uma estratégia complementar para favorecer o estabelecimento da cultura, especialmente em ambientes sujeitos a condições adversas. Esses produtos podem atuar sobre processos fisiológicos relacionados à germinação, emergência e desenvolvimento inicial das plantas, contribuindo para maior uniformidade e melhor estabelecimento do estande.

Tradicionalmente, os bioestimulantes são empregados principalmente via aplicação foliar, sobretudo após a ocorrência de estresses ambientais ou climáticos, com o objetivo de estimular a recuperação das plantas e reduzir os impactos negativos dessas condições. Entretanto, pesquisas recentes têm buscado ampliar sua utilização, avaliando a associação de determinados bioestimulantes ao tratamento de sementes e ao processo de estabelecimento inicial da soja. Essa abordagem busca explorar seus potenciais efeitos benéficos desde as primeiras etapas do desenvolvimento da cultura, período determinante para a formação de uma lavoura uniforme e produtiva.

Conforme observado por Elsenbach et al. (2017), o emprego de um bioestimulante composto por cinetina, ácido giberélico e ácido indolbutírico no tratamento de sementes, contribui para o incremento de comprimento da parte aérea de plântulas de soja tratadas com esse bioestimulante, além de contribuir para a melhoria de características fisiológicas das plântulas e sementes.

Resultados em sementes de baixo vigor

Os resultados do uso de substâncias bioestimulantes no tratamento de sementes são ainda superiores em lotes com menor qualidade. Ao avaliar a emergência e o crescimento inicial das plântulas de soja em resposta à aplicação de doses de um biopotencializador (Crop Evo®) a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total (C), nitrogênio (N), enxofre (S), boro (B), cobalto (Co), ferro (Fe), cobre (Cu), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e zinco (Zn), Machado et al. (2026) observaram que, em lotes com baixo vigor (abaixo de 75), a substancia adicionada no tratamento de sementes surtiu efeitos benéficos que contribuíram para um melhor estabelecimento das plantas. Já nos lotes de alto vigor (acima de 90%), esses efeitos não foram expressivos.

De acordo com Machado et al. (2026) a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo vigor foi influenciada significativamente pelas doses de biopotencializador aplicadas no tratamento das sementes. No entanto, a aplicação de doses de biopotencializador não influenciou significativamente a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de alto vigor.

Para as sementes de baixo vigor, a máxima porcentagem de emergência (91,2%) e o maior índice de velocidade de emergência das plântulas de soja (14,3 plântulas dia–1) foram obtidos, respectivamente, com a utilização de 11,9 e 11,7 mL kg–1 de biopotencializador no tratamento das sementes (Figuras 1A e 1B). Para as sementes de alto vigor, a porcentagem média de emergência das plântulas de soja foi de 94,4%, ao passo que o valor médio do índice de velocidade de emergência foi de 14,7 plântulas dia–1 (Machado et al., 2026).

Figura 1. Efeito das doses do biopotencializador Crop Evo® aplicadas no tratamento das sementes sobre a porcentagem de emergência (A) e índice de velocidade de emergência (B) das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo e alto nível de vigor. DMS: diferença mínima significativa.
Crop Evo® = bioinsumo a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total, nitrogênio, enxofre, boro, cobalto, ferro, cobre, manganês, molibdênio e zinco.
Fonte: Machado et al. (2026)

Estes resultados reforçam os efeitos benéficos e a aptidão dos bioinsumos bioestimulantes na tratamento de sementes da soja, principalmente sobre a emergência das plântulas de soja oriundas das sementes de baixo vigor, contribuindo para um melhor estabelecimento da soja. Vale destacar que para lotes de alta germinação e vigor, o estudo conduzido por Machado et al. (2026) não encontrou resultados significativos em função da adição de bioestimulantes no tratamento de sementes.

Confira o estudo completo de Machado e colaboradores (2026) clicando aqui!


Veja mais: Uso de Ascophyllum nodosum (L.) em soja



Referências:

ELSENBACH, H. et al. EFEITO DO BIOESTIMULANTE NO DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE SOJA. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – SIEPE, Universidade Federal do Pampa, 2017. Disponível em: < https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/14414/seer_14414.pdf >, acesso em: 24/08/2026.

MACHADO, A. F. et al. CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DE SOJA COM A APLICAÇÃO DE BIOPOTENCIALIZADOR EM SEMENTES DE BAIXO E ALTO VIGOR. Trends in Agricultural and Environmental Sciences, 2026. Disponível em: < https://editorapantanal.com.br/journal/index.php/taes/pt_BR/article/view/40 >, acesso em: 24/08/2026.

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Sustentabilidade

Inspeções de soja para exportação nos EUA sobem 43% na semana, aponta USDA

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O volume de soja inspecionado para exportação nos portos dos Estados Unidos somou 420.895 toneladas na semana encerrada em 20 de agosto, alta de 43% ante a semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mesmo período, as inspeções de milho e trigo recuaram na comparação semanal.

Segundo o USDA, o milho alcançou 1,296 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, queda de 33,3% em relação à semana anterior. No trigo, o volume foi de 425.668 toneladas, recuo de 17,2% no mesmo intervalo.

Na comparação com igual semana do ano passado, os embarques de soja avançaram 6,92%, saindo de 393.654 toneladas para 420.895 toneladas. O milho recuou 3,16%, de 1.338.532 toneladas para 1.296.271 toneladas. Já o trigo caiu 59,3%, de 1.047.092 toneladas para 425.668 toneladas.

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No acumulado do ano comercial, o milho registra 82.281.525 toneladas inspecionadas, volume 25,5% superior ao observado em igual período do ciclo anterior, de 65.559.108 toneladas. A soja soma 40.482.275 toneladas, 17,9% abaixo das 49.318.778 toneladas verificadas no ano-safra anterior.

Para o trigo, o acumulado chega a 4.336.899 toneladas, ante 5.866.384 toneladas no ciclo anterior, o que representa retração de 26,1%.

O relatório semanal de inspeção dos embarques considera os volumes de grãos inspecionados no ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.

Na semana encerrada em 20 de agosto, o relatório do USDA mostrou avanço nas inspeções de soja para exportação nos Estados Unidos e recuo nos volumes de milho e trigo, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para milho e abaixo para soja e trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda firme leva Indicadores aos maiores patamares desde abril/23 – MAIS SOJA

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As cotações da soja registraram alta expressiva no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionadas pela maior procura, tanto doméstica quanto externa, e pela retração de vendedores. O movimento levou os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná aos maiores patamares nominais diários desde abril de 2023.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a demanda externa segue aquecida, sobretudo da China. No mercado doméstico, indústrias brasileiras vêm intensificando as aquisições para recompor e garantir os estoques. Ao mesmo tempo, vendedores estão mais retraídos, o que limita a disponibilidade de lotes no mercado spot.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que a cautela dos vendedores está relacionada às incertezas quanto à oferta global da safra 2026/27, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño.

Ainda de acordo com o Cepea, esse cenário também impulsionou os preços externos, reforçando as altas no mercado brasileiro.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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