Business
Temporais atingem o Brasil nesta semana; baixa umidade do ar também castiga regiões

Nesta semana, o clima no Brasil será de contrastes. No Sul, o tempo segue firme, mas as manhãs trazem sensação de frio, especialmente nas regiões serranas. Enquanto isso, a faixa central do país segue em alerta para temporais, com chuvas moderadas a fortes previstas em pontos do Amazonas, Rondônia e oeste do Acre
No Nordeste, a Bahia, o sul do Maranhão e do Piauí registram pancadas de chuva, enquanto o interior da região mantém o tempo seco e a umidade do ar baixa.
Em São Paulo, o dia será de tempo estável, com temperaturas elevadas no interior. Novas instabilidades avançam pelo Sul do país na quarta-feira, trazendo pancadas de chuva em pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Confira a previsão da Climatempo por região:
Previsão para o Brasil
Nesta segunda-feira (10), o sistema de alta pressão associado à massa de ar polar segue atuando na região Sul, mantendo o tempo estável. No litoral do Paraná e de Santa Catarina, há chance de chuviscos devido ao transporte de umidade do oceano para o continente. Nessas áreas, especialmente no leste da região, as temperaturas ficam mais baixas pela manhã, com sensação de frio, inclusive nas regiões serranas.
À tarde, as temperaturas sobem um pouco, mas ainda permanecem amenas nessas áreas, enquanto no oeste das regiões e no noroeste do Paraná, o calor é mais intenso. No Sudeste, há chance de chuva fraca no litoral de São Paulo e em pontos isolados do Rio de Janeiro. No Espírito Santo e em boa parte do leste de Minas Gerais, as instabilidades continuam devido à entrada de umidade do oceano.
No norte de Minas Gerais, há possibilidade de pancadas moderadas a fortes e risco de temporais no oeste e noroeste do estado, influenciados pela umidade da atmosfera e pelo deslocamento de uma frente fria no sul da Bahia. Enquanto isso, no sul de Minas e no Triângulo Mineiro, o dia segue mais firme, com temperaturas amenas no leste, litoral, sul do estado e Zona da Mata.
No Centro-Oeste, o fluxo de umidade mantém as instabilidades em grande parte de Mato Grosso e Goiás desde as primeiras horas do dia, ganhando força à tarde, com risco de pancadas moderadas a fortes e temporais isolados. Em Mato Grosso do Sul, o tempo permanece mais aberto e firme, com chance de chuva apenas no extremo norte, na divisa com Goiás e Mato Grosso, no período da tarde. As temperaturas seguem elevadas e o clima permanece abafado.
No Nordeste, as instabilidades persistem na metade sul da Bahia, com risco de chuvas moderadas a fortes. Também há previsão de pancadas no oeste do estado baiano, além da metade sul do Maranhão e do Piauí. No norte e interior da região, o sol predomina, com umidade do ar baixa em áreas do leste do Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e norte da Bahia.
Na região Norte, as pancadas continuam no oeste da região, além do leste e sudeste do Amazonas, metade sul do Pará e Tocantins, ganhando intensidade à tarde e com risco de temporais. Nas demais áreas (Pará, Roraima, Amapá e nordeste do Amazonas) o tempo permanece mais aberto e firme, com temperaturas elevadas.
O tempo em São Paulo
As condições do tempo melhoram no estado nesta segunda-feira (10). O dia deve ser de sol entre nuvens, com chance de chuva fraca apenas no litoral. Na capital, o sol predomina ao longo do dia, com mínima de 13 °C e máxima de 23 °C. No interior, as temperaturas ficam mais elevadas e podem chegar a 33 °C no norte e noroeste paulista.
Na quarta-feira (12), o tempo ainda será firme em boa parte do estado, mas novas instabilidades avançam pelo oeste paulista no fim da tarde, provocando pancadas de chuva com trovoadas. A capital terá mínima de 14 °C e máxima de 30 °C. Já na quinta-feira, as instabilidades se espalham, atingindo o norte, sul e interior de forma moderada, enquanto o restante do estado deve ter tempo firme.
Região Sul
Na terça-feira (11), o tempo continua firme, com sol entre nuvens. No litoral e interior do Rio Grande do Sul, pode haver chuva fraca e isolada. Na quarta, uma nova frente fria avança, provocando pancadas de chuva no sul, sudoeste e litoral gaúcho, além de Santa Catarina e oeste do Paraná, com risco de temporais.
Já na quinta-feira (13), o tempo volta a ficar firme no Rio Grande do Sul, enquanto em Santa Catarina e Paraná ainda pode chover de forma isolada.
Região Sudeste
Na terça-feira (11), o tempo segue firme em São Paulo, com chuva isolada apenas no litoral. No Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais, há possibilidade de pancadas rápidas. No norte e noroeste mineiro, as chuvas podem ser mais intensas.
Novas instabilidades atingirão o oeste paulista e o Triângulo Mineiro na quarta-feira (12), provocando pancadas moderadas a fortes. Na quinta, as chuvas ganham força na faixa oeste e sul de São Paulo, e o tempo segue mais aberto no restante da região.
Temporais na região Centro-Oeste
Na terça (11), as instabilidades persistem em Mato Grosso e Goiás, com risco de temporais à tarde. Em Mato Grosso do Sul, o tempo fica firme. Na quarta, novas áreas de chuva se formam, com pancadas fortes e risco de tempestades localizadas, especialmente em Mato Grosso do Sul.
As chuvas diminuem em Mato Grosso na quinta-feira (12), mas ainda ocorrem de forma intensa no sul de Goiás e oeste sul-mato-grossense.
Umidade do ar segue baixa no Nordeste
A região Nordeste pode esperar, nesta terça-feira (11), chuvas concentradas entre Ilhéus e Salvador, com pancadas moderadas e isoladas no interior. A umidade do ar segue baixa em áreas do sertão. Na quarta, as instabilidades avançam pelo litoral da Bahia, entre Salvador e o litoral norte, provocando pancadas mais fortes.
Na quinta (13), as chuvas continuam isoladas no interior do Maranhão e oeste baiano, enquanto o tempo seco predomina nas demais áreas.
Norte
Há chance de chuva em grande parte do Amazonas, Acre, Rondônia e centro-sul do Pará, com pancadas fortes em alguns pontos, nesta terça-feira (11). Na quarta (12), as chuvas diminuem, mas permanecem em Rondônia, Roraima e Acre.
No estado do Pará, há risco de temporais no oeste do estado. Na quinta-feira (12), as instabilidades perdem força, e o tempo firme predomina em boa parte do Pará, Tocantins e Amapá, com calor e abafamento.
Business
USDA aponta piora nas condições de milho e soja nos Estados Unidos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta segunda-feira (27) que as condições das lavouras de milho e soja no país pioraram na comparação semanal. No milho, 63% da safra estava em condição boa ou excelente até o último domingo (26), queda de 4 pontos porcentuais. Na soja, o índice também ficou em 63%, com recuo de 3 pontos porcentuais.
No caso do milho, o percentual de lavouras em condição boa ou excelente ficou abaixo dos 73% registrados no mesmo período do ano passado. O USDA informou ainda que 78% da safra havia formado espiga, acima dos 73% de um ano antes e dos 74% da média dos cinco anos anteriores. Além disso, 25% das lavouras estavam na fase de formação de grãos, ante 24% no ano passado e 22% na média quinquenal.
Para a soja, o levantamento mostrou queda semanal de 3 pontos porcentuais na avaliação de boa ou excelente, para 63%. Há um ano, esse percentual era de 70%. O relatório também indicou que 80% da safra havia florescido, acima dos 74% observados no mesmo período do ano passado e também da média de cinco anos. Já a formação de vagens alcançou 47%, contra 39% no ano passado e na média histórica.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
No trigo de inverno, a colheita chegou a 81%, resultado superior aos 79% verificados há um ano e também acima da média de cinco anos, igualmente em 79%.
Em trigo de primavera, 53% da safra apresentava condição boa ou excelente, sem mudança em relação à semana anterior. Um ano antes, o percentual era de 49%. O USDA informou ainda que 92% da safra havia perfilhado, ante 91% no ano passado e 93% na média de cinco anos. A colheita atingia 2%, em linha com a média histórica e acima de 1% registrado no mesmo período de 2025.
Para o algodão, 46% da safra estava em condição boa ou excelente, avanço de 1 ponto porcentual na semana. No mesmo período do ano passado, a parcela era de 55%. Segundo o USDA, 81% das lavouras estavam florescendo, ante 79% há um ano e 81% na média quinquenal. A formação de maçãs alcançou 45%, frente a 42% no ano passado e em linha com a média dos cinco anos.
O relatório semanal do USDA mostrou piora nas condições de milho e soja nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que indicou avanço no desenvolvimento das lavouras e no ritmo da colheita do trigo de inverno.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post USDA aponta piora nas condições de milho e soja nos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Cerrado Mineiro mantém certificação de 420 mil sacas de café na safra 2025/26

A Região do Cerrado Mineiro encerrou a safra de café 2025/26 com 419,9 mil sacas certificadas pela Denominação de Origem (DO), segundo a Federação dos Cafeicultores do Cerrado. O resultado mantém o nível alcançado em 2024/25, quando a certificação subiu para cerca de 420 mil sacas, após ciclos em que o volume girava em torno de 150 mil sacas até 2022/23.
Para a federação, o desempenho consolida uma nova escala para a certificação de origem na região. Em nota, o diretor executivo da entidade, Juliano Tarabal, afirmou que o avanço reflete o amadurecimento do sistema e o reconhecimento da origem como diferencial competitivo, além da confiança de produtores, cooperativas e compradores.
No mercado externo, a Europa recebeu 132,2 mil sacas na safra 2025/26 e respondeu por 68,5% do volume internacional. A América do Norte ficou com 22%, seguida por Ásia, com 3,8%, Oriente Médio, com 3,3%, e Oceania, com 2,4%. Itália, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido e Espanha lideraram o ranking por país e concentraram 61,3% dos cafés certificados enviados ao exterior.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!
A base de rastreabilidade registrou 279 compradores ao longo da safra. O maior deles respondeu por 7,7% do volume total, enquanto os 20 principais concentraram 68,5%. Segundo a federação, esse acompanhamento permite monitorar o percurso do café certificado ao longo da cadeia.
As cooperativas filiadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado concentraram a maior parte das certificações no período. Entre elas estão Expocacer, Carpec, monteCCer, Coopadap, Carmocer e Coocacer Araguari. Também integram o sistema exportadores credenciados como Cafebras, NKG Stockler, Sucafina, Volcafe, Nucoffee, Dreyfus e Veloso Green Coffee.
A conexão com o consumidor final também avançou, com cerca de 10 milhões de selos da Denominação de Origem aplicados em embalagens de café comercializadas no Brasil e no exterior, alcançando consumidores em mais de 50 países. A federação atribuiu esse resultado principalmente à parceria com a illycaffè.
Para a safra 2026/27, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado e as cooperativas filiadas estabeleceram a meta de certificar pelo menos 600 mil sacas com Denominação de Origem, volume 42,9% superior ao ciclo encerrado em junho. A Região do Cerrado Mineiro, primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil, reúne cerca de 4.500 produtores em 55 municípios.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Cerrado Mineiro mantém certificação de 420 mil sacas de café na safra 2025/26 apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Lagarta que ataca soja pode ajudar a combater a poluição por isopor, aponta estudo

Uma das principais pragas da soja e do algodão pode se tornar uma aliada no combate à poluição plástica. Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), identificaram fungos presentes no intestino da lagarta Helicoverpa armigera com capacidade de degradar o poliestireno expandido (EPS), conhecido popularmente como isopor.
O estudo, publicado por cientistas do Laboratório de Biologia Molecular da UFSCar, é um dos primeiros do Brasil a demonstrar o potencial de fungos da microbiota intestinal de insetos na degradação desse tipo de plástico, derivado do petróleo e que praticamente não se decompõe naturalmente no ambiente.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Os pesquisadores explicam que decidiram focar no isopor porque, apesar de ser amplamente utilizado, ele ainda é pouco estudado. Além disso, sua reciclagem é limitada, já que cerca de 98% do material é composto por ar, tornando o processo economicamente pouco viável.
Para avaliar o comportamento dos microrganismos, as lagartas foram divididas em três grupos: um alimentado apenas com blocos de isopor, outro com uma dieta mista e um terceiro com alimentação convencional. A análise do intestino dos insetos mostrou que a presença do plástico alterou a composição da microbiota, favorecendo o crescimento de fungos dos gêneros Aspergillus, Talaromyces, Metarhizium e Trematosphaeria.
Na etapa seguinte, os cientistas isolaram quatro fungos da microbiota intestinal e os colocaram em contato com uma fina película de poliestireno durante 60 dias. Os testes mostraram que todos conseguiram crescer sobre o material e modificar sua superfície, indicando que utilizavam o plástico como fonte de carbono. Entre eles, Aspergillus e Talaromyces apresentaram maior eficiência na degradação.
Segundo o professor Flavio Henrique Silva, da UFSCar, os fungos são grandes produtores de enzimas capazes de quebrar polímeros complexos, característica que pode ser explorada no desenvolvimento de tecnologias para o tratamento de resíduos plásticos.
A equipe agora busca entender se os microrganismos degradam completamente o poliestireno ou apenas o transformam em micro e nanoplásticos. Paralelamente, os pesquisadores estudam os genes e proteínas envolvidos nesse processo para identificar enzimas ainda mais eficientes.
Além da Helicoverpa armigera, o grupo também investiga microrganismos presentes em outros insetos, como o bicudo-da-cana e o tenébrio gigante. O objetivo é desenvolver uma coleção de bactérias e fungos capazes de acelerar a degradação do poliestireno e, futuramente, ampliar o uso dessas soluções em aplicações biotecnológicas voltadas ao tratamento de resíduos plásticos.
Confira o artigo completo.
O post Lagarta que ataca soja pode ajudar a combater a poluição por isopor, aponta estudo apareceu primeiro em Canal Rural.
Business22 horas agoEndividamento e falta de crédito ameaçam nova safra de soja em Mato Grosso
Business23 horas ago‘EUA querem impor seu etanol no Brasil e ainda taxar o nosso açúcar’, diz NovaBio
Featured21 horas agoDesespero e alívio: PM salva bebê de oito meses engasgada com leite materno
Business20 horas agoFAO mantém Brasil fora do Mapa da Fome e destaca agricultura familiar
Sustentabilidade21 horas agoSoja sucumbe à realização de lucros e cai cerca de 3% em Chicago – MAIS SOJA
Business19 horas agoPlataforma mapeia javalis e apoia combate à espécie invasora em MS
Featured24 horas agoRoupas, sapatos e perfumes lideram lista de presentes para o Dia dos Pais em Mato Grosso
Business22 horas agoPesquisa amplia potencial de fungo contra uma das doenças mais destrutivas da agricultura
















