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11 de junho de 2026

Sustentabilidade

Reunião com Asbran debate futuras parcerias de incentivo ao consumo de arroz – MAIS SOJA

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Durante essa quarta-feira (05/11), membros do IRGA estiveram em reunião online com representantes da Associação Brasileira de Nutrição. O encontro faz parte de uma extensa tratativa de parcerias que visam a valorização e incentivo ao consumo de arroz.

A expectativa é que a temática seja fortalecida entre os profissionais de nutrição, garantindo assim, que o tema chegue ao acesso de mais pessoas e que de forma estratégica, o arroz seja desmitificado e considerado essencial para uma alimentação equilibrada e saudável.

Em pauta, estiveram prospecções de ações futuras a serem desenvolvidas em parceria do IRGA com a Asbran, visando posicionar o grão enquanto alimento rico em energia e com seu potencial nutritivo adequado para inserção em diversos cenários, como a alimentação escolar e da rotina familiar.

“É sempre importante criarmos ações em conjunto com quem tem alcance para pautas de interesse da cadeia orizícola. Nossa campanha de incentivo ao consumo com toda certeza, será mais fortalecida no trabalho em comum com a Asbran. Nosso objetivo é ao lado dos profissionais de nutrição dar ainda mais voz aos benefícios nutricionais do arroz e a importância de estar no prato em todas as refeições”, destacou o Presidente do IRGA, Eduardo Bonotto, durante reunião.

A expectativa é ainda que o Instituto Rio Grandense do Arroz esteja presente na programação do Congresso Brasileiro de Nutrição – CONBRAN 2026, previsto para acontecer de 12 a 15 de maio de 2026, e que reúne mais de 4 mil participantes e palestrantes nacionais e internacionais, profissionais de nutrição, estudantes e especialistas, sendo reconhecido como o maior evento do gênero na América Latina.

As informações são do Irga.

Saiba mais sobre o mercado de feijão também:

Fonte: Rodrigo Ramos / Agência Safras News



 

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Sustentabilidade

RS: Exportações registram alta de 32% nas exportações de maio – MAIS SOJA

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O agronegócio do Rio Grande do Sul teve em maio de 2026 um dos meses mais expressivos dos últimos anos. As exportações do setor somaram US$ 1,33 bilhão, alta de 32,5% frente ao mesmo período de 2025, quando o total havia ficado em US$ 1,01 bilhão. Em volume, o salto foi ainda maior: 47,4%, de 1,38 milhão para 2,04 milhões de toneladas. Os dados são do relatório mensal das Exportações do Agronegócio do Rio Grande do Sul, elaborado pela Assessoria Econômica da Farsul.

O agronegócio respondeu por 72% do valor total exportado pelo estado no mês (US$ 1,85 bilhão) e por 92% do volume embarcado, de 2,22 milhões de toneladas. Conforme o documento, o resultado não aconteceu apenas em decorrência da melhora de preços, mas de expansão efetiva de volumes, sobretudo no complexo soja, em arroz, milho, frango e celulose.

O complexo soja foi o principal responsável pelo desempenho. O grupo cresceu 62,2% em valor e 48,8% em volume na comparação anual, chegando a US$ 585,1 milhões e 1,37 milhão de toneladas. Só a soja em grãos respondeu por US$ 383,4 milhões e 888,9 mil toneladas, alta de 78,5% e 64,7%, respectivamente. O farelo de soja avançou 37,4% em valor e 26% em volume, com destaque para Coreia do Sul, Eslovênia, Tailândia, França, Espanha e Vietnã. O óleo de soja em bruto cresceu 41,5% em valor, com concentração de embarques para a Índia.

A carne de frango foi outro destaque. As exportações in natura cresceram 35,3% em valor e 24% em volume. O relatório da Farsul ressalta que o resultado é influenciado pela base fraca de maio de 2025, mês marcado por um foco de influenza aviária em granja comercial gaúcha, que gerou restrições sanitárias e suspensões de compras por mercados relevantes. A recuperação reflete tanto um mercado externo mais firme quanto a normalização parcial dos fluxos interrompidos no ano anterior.

As exportações de carne bovina in natura cresceram 27,5% em valor e 5,7% em volume. O resultado veio de avanços para China, Rússia, Singapura, Chile e Palestina, que compensaram perdas nos Estados Unidos, Uruguai e México. O ganho de valor muito superior ao de volume indica melhora de preço e de composição dos embarques.

O relatório, porém, alerta para o fato de o mercado chinês operar sob uma salvaguarda implantada em 2026, que impõe tarifa adicional para volumes acima da cota anual. O ritmo de uso dessa cota pode limitar o desempenho do segmento nos próximos meses.

Principais destinos

O país oriental foi o grande comprador dos produtos gaúchos em maio, atingindo US$ 412,6 milhões (31% do total), puxado principalmente pela demanda por grãos. O relatório aponta uma “reaproximação importante” da pauta com o mercado chinês, que em meses anteriores havia operado com restrições de oferta por conta do calendário da safra.

Um dado que chama atenção no relatório é o desempenho dos Estados Unidos como destino. Em maio, o país foi apenas o sétimo mercado para o agronegócio gaúcho, com US$ 36,7 milhões – queda de 61,3% em valor e 65,4% em volume frente a maio de 2025. As perdas se concentraram em fumo não manufaturado, celulose, madeira serrada, calçados de couro, carne bovina e móveis.

Houve avanços pontuais em arroz, carne bovina industrializada, sebo bovino, papel e café solúvel, mas insuficientes para reverter o quadro. A Farsul recomenda acompanhamento nos próximos relatórios, especialmente em produtos expostos a maior sensibilidade tarifária ou sanitária.

A América do Norte como bloco recuou 55% em valor, caindo de US$ 112,2 milhões para US$ 51 milhões. Na direção oposta, a Ásia (excluindo Oriente Médio) saltou 63%, para US$ 712,9 milhões, e a Europa avançou 52%, para US$ 307,9 milhões.

No acumulado de janeiro a maio, as exportações do agronegócio gaúcho somaram US$ 5,60 bilhões, alta de 9,3% frente aos US$ 5,13 bilhões do mesmo período de 2025. O volume cresceu 11,6%, chegando a 8,97 milhões de toneladas.

A composição da pauta também mudou. A China continua como principal destino, mas perdeu participação: de 19,7% para 17,7% do valor acumulado. Ganharam espaço Filipinas, Egito, Turquia, Índia e Países Baixos. Estados Unidos, Vietnã e Indonésia encolheram em participação relativa. A conclusão do relatório é que a pauta exportadora gaúcha em 2026 está mais forte em valor e volume, “menos dependente de poucos destinos tradicionais e mais apoiada em proteínas animais, soja, milho, arroz e óleos vegetais”.

Confira o relatório completo

Fonte: Farsul/RS



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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Sustentabilidade

Soja: Água é o principal fator responsável por definir o potencial de produtividade da lavoura – MAIS SOJA

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A produtividade da soja é uma variável complexa, influenciada por diversos fatores bióticos e abióticos que atuam de forma isolada ou integrada ao longo do ciclo da cultura. Esses fatores afetam direta ou indiretamente os componentes de rendimento, afetando a formação de componentes de rendimento e consequentemente o potencial de produtividade da lavoura.

O potencial de produtividade pode ser definido como o rendimento máximo que uma cultivar é capaz de atingir em condições ideais de cultivo, sem restrições hídricas ou nutricionais e na ausência de estresses bióticos. Nessas condições, o crescimento da cultura é determinado principalmente pela radiação solar interceptada pelo dossel, temperatura do ar, concentração atmosférica de CO₂ e características genéticas da cultivar (Tagliapietra et al., 2022).

Embora diversos fatores influenciem a produtividade da soja, alguns exercem papel predominante na definição do potencial produtivo. Entre eles destacam-se a disponibilidade hídrica, a época de semeadura e a cultivar utilizada, fatores que condicionam o ambiente de produção e estabelecem os limites máximos de rendimento que podem ser alcançados. Por outro lado, aspectos relacionados à qualidade da implantação da lavoura, à fertilidade e à estrutura do solo podem restringir a expressão desse potencial. Além disso, fatores bióticos, como pragas, doenças e plantas daninhas, reduzem a produtividade efetivamente obtida ao comprometer processos fisiológicos essenciais ao crescimento e ao desenvolvimento da cultura.
Figura 1. Fatores que definem, limitam e reduzem o potencial de produtividade da soja em ordem de importância.

Considerando que a água é o principal constituinte dos tecidos vegetais, representando aproximadamente 90% da massa fresca das plantas de soja (Neumaier et al., 2020), e que a disponibilidade hídrica é o principal fator determinante do potencial produtivo da cultura (Figura 1), torna-se evidente sua importância para a obtenção de altas produtividades. Além de participar diretamente de processos fisiológicos essenciais, como fotossíntese, absorção e transporte de nutrientes, manutenção da turgescência celular e regulação térmica, a água exerce influência decisiva sobre o crescimento, o desenvolvimento e a formação dos componentes de rendimento da soja.

Entretanto, a demanda hídrica da cultura não é fixa, variando em função das características da cultivar, das condições climáticas e do ambiente de produção. O consumo de água também se altera ao longo do ciclo, acompanhando as variações na evapotranspiração da cultura e nas exigências fisiológicas de cada estádio de desenvolvimento. Conforme destacado por Neumaier et al. (2020), o requerimento hídrico total da soja situa-se entre 450 e 800 mm durante o ciclo, sendo os períodos compreendidos entre a germinação e a emergência, bem como entre a floração e o enchimento de grãos, os mais sensíveis à deficiência hídrica.

Ao avaliarem as lacunas de produtividade (yield gap) e a produtividade limitada pela disponibilidade de água em diferentes regiões produtoras do Brasil, Tagliapietra et al. (2021) verificaram que a obtenção de elevadas produtividades está associada a um suprimento hídrico superior ao tradicionalmente citado na literatura, variando de aproximadamente 765 a 875 mm ao longo do ciclo da cultura. Os autores também demonstraram que a demanda hídrica está diretamente relacionada ao grupo de maturação relativa (GMR) das cultivares, evidenciando que materiais de ciclo mais longo necessitam de maior disponibilidade de água para expressar seu potencial produtivo.

De acordo com os resultados obtidos por Tagliapietra et al. (2021), cultivares com GMR ≤ 5,5 apresentam requerimento hídrico próximo de 765 mm para atingir altas produtividades (Figura 2A). Para cultivares com GMR entre 5,6 e 6,0, esse valor aumenta para aproximadamente 830 mm (Figura 2B), enquanto cultivares com GMR ≥ 6,5 demandam cerca de 875 mm durante o ciclo (Figura 2C). Esses resultados reforçam a necessidade de considerar as características das cultivares no planejamento da lavoura, adequando sua escolha às condições climáticas e à disponibilidade hídrica de cada região.

Figura 1. Produtividade da soja (Mg ha⁻¹) em relação à disponibilidade hídrica (mm) durante o ciclo de crescimento (SEM – R7) para diferentes faixas de grupos de maturação relativa (GMR). A disponibilidade hídrica foi estimada como a soma da água disponível no solo no momento da semeadura, da precipitação e da irrigação total. (a) GMR ≤ 5,5, (b) GMR 5,6–6,4, (c) GMR ≥ 6,4. Os círculos azuis representam os experimentos irrigados e os círculos amarelos representam os experimentos não irrigados. A linha preta contínua representa a função limite e a linha vermelha tracejada representa a inclinação da função limite.
Fonte: Tagliapietra et al. (2021)

Sobretudo, mais do que o volume total de chuvas, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo é um fator determinante, especialmente durante os períodos mais sensíveis do desenvolvimento da soja, quando a demanda hídrica e a evapotranspiração da cultura são mais elevadas. Além disso, cultivares de ciclo mais longo tendem a necessitar de maior quantidade de água para expressar seu potencial produtivo, tornando fundamental o correto posicionamento das cultivares de acordo com suas características e com as condições edafoclimáticas de cada região. Nesse contexto, a adoção das recomendações estabelecidas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), especialmente em relação à época de semeadura, constitui uma importante estratégia para reduzir os riscos associados às adversidades climáticas e minimizar seus impactos sobre a produtividade das lavouras.



Referências:

NEUMAIER, N. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA. Embrapa, Sistemas de Produção, n. 17, Tecnologia de Produção de Soja, cap. 2, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 10/06/2026.

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. BIOPHYSICAL AND MANAGEMENT FACTORS CAUSING YIELD GAP IN SOYBEAN IN THE SUBTROPICS OF BRAZIL. Agronomy Journal, 2021. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/agj2.20586 >, acesso em: 10/06/2026.

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 2, 2022.

 

 

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Sustentabilidade

Exportações de soja aumentam; milho não registra embarques em maio – MAIS SOJA

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Mato Grosso do Sul exportou 900 mil toneladas de soja em maio de 2026, volume 41% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em valores, as exportações somaram US$ 385,6 milhões, aumento de 56% na comparação anual. Os dados constam no Boletim  Exportação, elaborado pela Aprosoja/MS com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX).

 A China permaneceu como principal destino da soja sul-mato-grossense, concentrando 84,7% das exportações estaduais. Paquistão e Argentina aparecem na sequência entre os principais compradores.

Na comparação com abril de 2026, houve redução de 13% no volume exportado, o equivalente a 132 mil toneladas a menos embarcadas no período.

Para o milho, Mato Grosso do Sul não registrou exportações em maio de 2026, repetindo o comportamento observado no mesmo período do ano anterior.

Segundo o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho, o comportamento das exportações segue a sazonalidade observada em anos anteriores.

“As exportações de soja iniciaram um movimento de redução no volume embarcado, seguindo a tendência registrada no ano passado. Em contrapartida, não houve exportação de milho no mês de maio, comportamento semelhante ao observado em 2025”.

O boletim também aponta estabilidade do dólar durante o mês de maio, fator que contribuiu para maior previsibilidade nas operações de exportação. Além disso, a demanda chinesa permaneceu aquecida durante o período.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



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