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Flávio Dino suspende todos os processos sobre a Moratória da Soja

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (5) a suspensão de todos os processos e investigações em andamento sobre a chamada Moratória da Soja, acordo firmado em 2006 entre grandes tradings exportadoras, entidades do agronegócio e organizações ambientais.

A decisão também paralisa as apurações conduzidas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que vinha investigando 15 executivos de tradings por suspeita de formação de cartel, conforme revelou a Folha de S.Paulo nesta terça (4).

O pedido de tutela provisória foi apresentado pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), defensora da manutenção do pacto.

O que é a Moratória da Soja

O acordo, criado em 2006, estabelece o monitoramento via satélite e auditorias independentes da produção de soja na Amazônia Legal, com o objetivo de barrar compras de áreas desmatadas ilegalmente e evitar boicotes internacionais aos grãos brasileiros.

A medida é elogiada por entidades ambientais e exportadores, mas criticada por parte dos produtores, que alegam que a moratória funciona como uma forma disfarçada de cartelização, restringindo concorrência e impondo barreiras comerciais.

STF centraliza debate

Na decisão, Flávio Dino determinou que todas as ações e inquéritos fora do Supremo sejam suspensos até que a Corte julgue o mérito das três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que tratam do tema.

Segundo o ministro, o julgamento do STF terá efeito vinculante e definirá a legalidade ou não da moratória em todo o país.

Dino argumentou que a medida evita o que chamou de “transbordamento de litígios”, com decisões conflitantes entre diferentes instâncias. Para ele, o pacto ajudou a “fortalecer a credibilidade internacional do Brasil” na proteção ambiental e na imagem de país produtor de commodities sustentáveis.

Cade e Aprosoja reagem

O Cade havia determinado a suspensão da moratória em 2023, por entender que o acordo fere a livre concorrência. A decisão, porém, foi revertida por liminar da Justiça Federal, que manteve a validade do pacto até 31 de dezembro de 2025.

A Superintendência-Geral do órgão abriu na semana passada investigação administrativa contra executivos de grandes tradings, apontando indícios de cartelização no controle da compra e comercialização da soja amazônica.

Em nota, a Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso) afirmou respeitar a decisão de Dino, mas reiterou confiança no trabalho técnico do Cade e no julgamento do plenário do Supremo.

“A Aprosoja-MT reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, certa de que o trabalho técnico do Cade contribuirá para assegurar a livre concorrência, a isonomia entre produtores e o cumprimento da legislação brasileira”, declarou a entidade.

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PI AgSciences estreia na Feira SCV com plataforma de peptídeos

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Empresa leva tecnologias para controle de doenças foliares e nematoides nos dias 4 e 5 de março

A PI AgSciences estreia na Feira de Inovações SCV (Sementes Com Vigor), nos dias 4 e 5 de março de 2026, em Muitos Capões (RS). A empresa apresenta soluções voltadas ao manejo da soja e culturas de rotação, com foco em proteção contra doenças foliares, combate a nematoides e incremento de produtividade.

A companhia destaca a PREtec (Plant Response Elicitor Technology), plataforma patenteada de peptídeos desenvolvida para a agricultura. A tecnologia sustenta o portfólio atual e o pipeline de inovação da empresa. A proposta amplia oportunidades ao mercado agrícola global, com ênfase em proteção fitossanitária e respeito ao solo e ao meio ambiente.

Entre as soluções, a empresa leva ao evento o Saori, fungicida bioquímico para controle de doenças foliares em soja. Aplicado no tratamento de sementes, o produto contribui também no controle da anomalia das vagens, doença emergente do cultivo, e preserva estruturas reprodutivas.

Outra tecnologia apresentada, o Teikko, atua no controle de nematoides. A solução permite resposta seletiva da planta a parasitas prejudiciais ao desenvolvimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia, as perdas em dez anos podem alcançar R$ 870 bilhões. Ensaios indicaram ganho de até 6,4 sacas por hectare.

As soluções integram a estratégia da empresa diante do avanço das mudanças climáticas, com aumento do estresse ambiental e novos perfis de pragas e doenças. A companhia também apresenta a Hplant e o bioativador H2copla, voltados à produtividade e resiliência em diferentes condições.

“Participar de um evento em que a história da família se entrelaça com o avanço da agricultura no estado gaúcho representa oportunidade para reafirmar nosso compromisso com inovação, sustentabilidade e eficiência no campo”, afirma Juliano Duarte, responsável comercial técnico da PI AgSciences para a região.

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Agro Mato Grosso

Sinop é 2ª em volume de importações no Mato Grosso

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Indústrias sediadas em Sinop importaram inúmeros produtos, de diversos países, em janeiro, US$ 32,9 milhões (R$ 169,3 milhões), que representa um aumento de 47,6%, se comparado ao mesmo período de janeiro do ano passado.

Esse volume de exportações representa 18,4% de participação nas importações do Estado, colocando a capital do Nortão como a 2a cidade que mais importa de Mato Grosso, atrás somente de Rondonópolis.

Adubos (fertilizantes), minerais ou químicos postássicos representaram 44,2% dos produtos importados de clientes de diversos países, azotados 33,6% e fosfatados 13,1%.

No mês de janeiro, a China (42,6%) foi o principal mercado do qual empresas de Sinop importaram produtos, seguido por Israel (25,7%), Canadá (13,9%), Rússia (9,5%), Alemanha (6,7%) e Itália (0,4%). Outros países somaram 11,2%.

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Agro Mato Grosso

Foco na soja reduz oferta de milho em MT e sustenta preços em regiões consumidoras

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Produtores brasileiros seguem com as atenções voltadas à colheita e ao escoamento da soja, movimento que tem limitado a oferta de milho no mercado spot nacional. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário tem influenciado o comportamento dos preços do cereal nas diferentes praças do País.

Em regiões consumidoras, como no estado de São Paulo, a oferta abaixo da demanda mantém firmes as cotações de negociação.

Por outro lado, nas regiões ofertantes, especialmente no Sul do Brasil — onde a safra de verão está em colheita — os preços do milho apresentam enfraquecimento.

Retração limita quedas mais intensas

Apesar da pressão sazonal, desvalorizações mais acentuadas têm sido contidas pela postura dos produtores. Muitos optam por reter o cereal, apostando em uma possível retomada das cotações no curto prazo.

A estratégia é sustentada, principalmente, pelo fato de que boa parte dos vendedores está priorizando a comercialização da soja neste momento, reduzindo a disponibilidade imediata de milho no mercado.

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